FUTUROS MÉDICOS NÃO QUEREM SABER DE ATENÇÃO BÁSICA.

Diz o Ministério da Saúde, por fonte autorizada, que dispõe de estudos que mostram que há uma maior integração entre instituições de ensino médico e instituições públicas de saúde. Mas informações de estudos realizados em vários estados e divulgadas no site do Sindicato dos Médicos de Campinas aponta que o Ministério, mais uma vez, quando fala sobre o trabalho médico, se equivoca. O interesse dos estudantes de Medicina pelo PSF é muito pequeno e a atenção básica não desperta interesse. Há uma preferência por especialidades mais reconhecidas e melhor remuneradas.

Acreditamos que a baixa remuneração, condições inadequadas de trabalho, precarização da mão-de-obra médica no PSF e ingerência de políticas eleitoreiras e clientelistas locais na atuação de médicos de família possam ter influência nessa percepção dos futuros médicos. No serviço público brasileiro, com tantas carreiras bem sucedidas e razoavelmente estruturadas, a precarização que presidiu a implantação dos serviços médicos no PSF funcionou como mais um demonstrativo de discriminação contra o trabalho médico dentro do serviço público.

A matéria está no site http://www.sindimed.org.br/noticias.aspx?IDN=1388 .

O título é “Futuros médicos não se interessam por projetos de Saúde da Família”

(27/06/2008)

Ela nos informa que “apenas 5% dos estudantes de medicina desejam trabalhar em pequenas cidades do interior. Essas regiões concentram a maioria dos projetos de Saúde da Família, capazes de resolver 70% dos problemas de saúde da população. A informação é parte de uma pesquisa do Instituto Oswaldo Cruz (IOC). “

“Segundo a pesquisa, 63% dos alunos pretendem atuar como médico especialista depois de formado. “Esse é o ideal para muitos estudantes: ser um grande especialista, altamente remunerado e com grande reconhecimento social”, afirma Oliveira. “Na contramão, o SUS demanda profissionais dispostos a atuar na atenção integral da saúde.”

“O estudo aponta ainda que apenas 12% dos alunos entrevistados consideram que a instituição de ensino em que estudam adota um modelo baseado na integralidade da atenção à saúde, preconizada pelo SUS. “

A percepção dos futuros doutores, contudo, parece ser desconsiderada nos corredores do Ministério da Saúde. “A Unicamp e a UEL contam com o auxílio do Pró-Saúde, programa do Ministério da Saúde que financia faculdades dispostas a aproximar seus alunos dos serviços públicos de atenção básica. Ana Haddad, diretora de Gestão da Educação da Saúde do Ministério, afirma que o programa já apresenta os primeiros frutos. “Um relatório sobre os resultados será divulgado em breve, mas já notamos uma maior integração entre ensino e serviços de saúde.”

Sindimed.org.br – Noticias

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