Entidades médicas de Pernambuco irão denunciar na ONU e na OEA o Governo pela sua desatenção e incúria em atender ao direito humano fundamental que as pessoas têm à saúde. Fracassados os recursos às autoridades nacionais, não há outro recurso senão expor à comunidade internacional o que está se passando dentro de nossas fronteiras. Vistorias das unidades de saúde comprovam seu estado falimentar. Diz a matéria publicada no JC On line (do “Jornal do Comércio de Recife ), referindo-se à vistoria dos hospitais públicos por representantes de entidades médicas:
“Antes de coletiva à imprensa, representantes do sindicato e do Cremepe visitaram três emergências e constataram o que chamam de calamidade pública. “No Hospital da Restauração havia 20 pessoas aguardando tratamento intensivo. Encontramos 200 leitos improvisados na emergência, em maca, cadeiras e lençol no chão”, contou Antônio Jordão. Mário Jorge, da Sociedade de Ortopedia, disse que entre as pessoas à espera de cirurgia no HR, há crianças e idosos. “Uma paciente de 89 anos, com fratura de fêmur, espera há 20 dias pela operação. Idosos não podem passar muito tempo acamados, correm risco de morrer.” Por essas situações, disse, é que ortopedistas têm pedido demissão.
“A situação é terrível no Getúlio Vargas. No corredor não passa carro com comida e de tão cheio o espaço a enfermagem tem dificuldade para chegar aos doentes”, descreveu Longo. Segundo ele, havia 100 doentes a mais do que o espaço comporta, falta de médicos, de enfermeiros e auxiliares. “Estamos vivendo extrema gravidade.”
Como se não bastasse essa situação de calamidade, notamos que as desastrosas políticas de recursos humanos que têm vitimado o serviço público na área de saúde aí se repetem. As declarações deixam claro que o Governo do Estado de Pernambuco pratica discriminação entre médicos e mantém grande parte da mão de obra em estado precário, alimentando-a com miseráveis salários. Acordos sobre concurso público, são descumpridos sem que o governante iniquo sofra qualquer sanção. O resultado é o desastre da atividade-fim: a atenção à saúde do povo brasileiro.
“Segundo ele, apenas um dos 12 itens do acordo firmado pelo governo foi cumprido e outros dois precisam ser confirmados. “O concurso deveria ter sido feito no ano passado”, acrescentou Jordão. Segundo ele, parte dos seis mil médicos em atuação na rede tem contrato provisório. Para Longo, há um desgoverno em recursos humanos quando o Estado dá tratamento diferenciado às especialidades médicas pagando a mais aos neurocirurgiões.”
JC ON LINE: Entidades Médicas vão denunciar governo em organismos internacionais.
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[...] Em São Paulo, onde o salário dos médicos municipais era desprezível e foi parcialmente recuperado por acordo recente, aconteceu um fenômeno interessante: não apareceram candidatos para um concurso público e os médicos pediam demissão. A rede municipal ficou quase desprovida de médicos. Motivo: remuneração ruim. Depois do desastre do PAS, de triste memória, veio a decadência da remuneração do médico dentro do serviço público. Agora, a escassez de médicos na Prefeitura paulistana vira motivo para debate eleitoral. O link da notícia é Folha on-line 04julho2008 Kassab empurra para Marta críticas de Alckmin à falta de médicos na rede municipal de saúde A matéria foi publicada na Folha. Acreditamos que em todos os rincões do Brasil esse tema será colocado em evidência. As pesquisas indicam a grande preocupação dos brasileiros com a assistência à sua saúde. A imprensa tem, vez por outra, levantado o véu do silêncio e mostrado o estado falimentar de muitas instituições públicas de saúde. O Sindicato dos Médicos de Pernambuco levará a organismos internacionais uma denúncia sobre a situação da instituições públicas de saúde naquele estado. SINDICATO DOS MÉDICOS DE PERNAMBUCO DENUNCIARÁ GOVERNO NA ONU [...]
[...] contra o Governo estadual de Pernambuco. A ação foi protocolada dia 22 de julho passado. “ veja post do Fax Sindical sobre a denúncia do Sindicato dos Médicos de Pernambuco a organismos in… “A principal alegação do sindicato é de que os pacientes não estão recebendo os devidos [...]
[...] Esperamos que os médicos pernambucanos, que denunciaram até em organismos internacionais ( Veja o post do Fax Sindical que contém informação sobre o assunto) o quadro deplorável dos negócios da saúde pública no Estado, não se dispersem e mantenham a [...]