Em vários Estados e cidades importantes do Brasil, os médicos que atuam no serviço público tem organizado manifestos para expressar o seu descontentamento com nossa remuneração e condições de trabalho. Faltam cargos e salário. Em Minas Gerais, na Secretaria de Estado da Saúde, médico não tem nem cargo. Há também outras aberrações.
Aqui vamos apenas dar alguns exemplos: registramos movimentos médicos no Maranhão (médicos há 4 meses sem receber e falta de condições de trabalho).Fonte: “16/07/2008 – 01h02 – Médicos em greve no “Carlos Macieira”” Os médicos que prestam serviços de atendimento no Hospital Doutor Carlos Macieira, no Calhau, deflagraram greve ontem por conta do atraso no pagamento de quatro meses de salários e da falta de condições de trabalho. Como conseqüência, centenas de pacientes que buscavam atendimentos eletivos, como consultas, exames e cirurgias, não foram atendidos. De acordo com o Conselho Regional de Medicina do Maranhão (CRM/MA), não houve acordo entre a comissão de greve e o Governo do Estado, o que acabou culminando em greve.”
, Mato Grosso do Sul (Hospital Regional Rosa Petrossian – que tem o sobrenome de um político que já governou o Estado)- baixos salários e condições de trabalho. A notícia foi publicada no site da Midiamax. 15/07/2008 18:59 -Médicos do HR paralisam atividades em agosto. Os médicos reivindicam o piso salarial da FENAM. O movimento pode se estender a outras unidades do Estado. Pernambuco: salários ruins e problemas com a gestão do sistema público de saúde. Os médicos estão preparando um pedido de demissão em massa. A notícia está no Jornal do Comércio, JC on-line. Mais de duas centenas de médicos especialistas já entregaram ao sindicato suas cartas de demissão. “De acordo com o presidente do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), Antônio Jordão, novos pedidos de exoneração devem ser encaminhados na noite desta terça-feira (15), quando profissionais de saúde do Estado se reúnem no sindicato. Desde a última sexta-feira (11), 126 médicos já entregaram cartas de demissão ao Simepe.”
Em junho, os médicos de Vitória denunciaram à opinião pública, às autoridades em geral e à comunidade médica e sindical a gravidade da situação da Saúde na capital capixaba.
Médicos da PMV mostram força em greve de advertência
No último dia 12 de junho os médicos que atendem nas unidades de saúde da Prefeitura de Vitória fizeram uma paralisação de advertência. Todas as unidades participaram da greve, que serviu como demonstração de força da categoria diante dos problemas enfrentados na capital. As principais reivindicações têm mais a ver com a preocupação dos médicos com a qualidade do atendimento oferecido aos moradores da capital. Falta de segurança, unidades em condições precárias, além de dificuldades na gestão das unidades, o que leva a uma queda do desempenho dos profissionais. Mas, uma promessa de campanha não cumprida é o que mais tem irritado todos os médicos da PMV. Em 2004, durante a campanha eleitoral, o então candidato João Coser, assinou um documento comprometendo-se em pagar, no primeiro ano de mandato, o piso nacional de salário aos médicos. Após várias cobranças e reuniões com o prefeito e seus secretários, a diretoria do Simes percebeu que tratava-se de um engodo. Não havia vontade política de cumprir o que foi prometido e assinado. Após duas assembléias, os médicos decidiram partir para a greve e desencadear uma série de eventos (inclusive outras paralisações) para mostrar sua insatisfação. A notícia foi divulgada no site do Sindicato dos Médicos do Espírito Santo .
Não são casos únicos. Cada vez mais esse movimento vem tomando um aspecto de uma luta continuada. Os médicos devem interferir na política e nas eleições, como forma de pressão sobre o Executivo e os congressistas para que haja garantias efetivas para o trabalho médico dentro do serviço público. Não se pode continuar remunerando trabalhadores intelectualizados, com uma formação demorada e complexa, que executam procedimentos de altíssima responsabilidade (a vida das pessoas) e que têm que estar continuamente se atualizando, como vem sendo feito: com os piores salários do serviço público.
E ainda citamos o movimento dos médicos do serviço público do Estado do Ceará, onde se pede um PCCS e se usa, como referencial para as reivindicações o piso salarial nacional definido pela FENAM, Federação Nacional dos Médicos.
Ceará: movimento médico – profissionais organizam assembléia geral e aguardam audiência com o governador. A meta é um PCCS que dê aos profissionais metade do salário mínimo profissional defendido pela FENAM. O restante seria progressivamente incorporado à remuneração médica, dentro do PCCS. Segue abaixo transcrição do e-mail de convocação enviado aos médicos cearenses pelo sindicato local:
ASSEMBLÉIA GERAL DOS MÉDICOS
Plano de Cargos, Carreiras e Salários
Principais reivindicações dos médicos servidores do Estado
• PCCS especial para os médicos
• Salário base de R$ 3.751,59 (metade do valor estipulado pela FENAM, que é de R$ 7.303,18
• Um plano que beneficie, além dos servidores médicos da ativa, os inativos e seus pensionistas
• Incorporação de todas as gratificações por ocasião da aposentadoria
• Criação de novos critérios para desenvolvimento na carreira, como promoção por capacitação e progressão por tempo de serviço
Estamos aguardando audiência com o Sr. Governador do Estado do Ceará
PAUTA:
PCCS – Andamento das negociações
Data: 29 de julho de 2008 (terça-feira)
Às 19 horas
Auditório do CREMEC
(Rua Floriano Peixoto, 2021)
Mais informações: (85) 32614788
Sindicato dos Médicos do Estado do Ceará – SIMEC
Conselho Regional de Medicina – CREMEC
Associação Médica Cearense – AMC
simec@fortalnet.com.br
simec@simec.med.br
http://www.simec.med.br
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[...] Em recente post, divulgamos alguns aspectos recentes dessa luta. [...]