SÉRGIO CABRAL CORTA GRATIFICAÇÕES DOS MÉDICOS E LEVA CAOS AOS SERVIÇOS DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA DO RIO DE JANEIRO.

Os telejornais da TV Bandeirantes e da TV Record mostraram a infelicidade de pessoas que recorreram às emergências dos hospitais estaduais do Rio de Janeiro neste fim de semana e encontraram os serviços interrompidos por falta de profissionais. Os médicos, que enfrentam situações de estresse elevadíssimo para aplicar os seus conhecimentos para manter a vida das pessoas, tiveram corte de gratificações. Seus salários caíram. O vencimento básico inicial dos médicos do Estado do Rio de Janeiro não chega a três salários mínimos mensais. Há desinteresse dos profissionais, além da evidente falta de motivação.

O Governador do Estado do Rio de Janeiro, entrevistado no telejornal da Bandeirantes, partiu para o cinismo, disse que a crise é culpa de alguns médicos irresponsáveis, que não cumprem horário. Sobre os salários vis que seu Governo paga, Cabral não disse uma palavra sequer. Fugiu vergonhosamente da questão.

Políticas de recursos humanos injustas e salários absurdamente incompatíveis tem sido uma marca registrada na condução dos negócios públicos de saúde do Estado do Rio de Janeiro. A saúde e a violência urbana são preocupações sérias de todo cidadão do Rio de Janeiro. Impostos caros não ajudam a melhorar a saúde.

O povo do Rio de Janeiro tem que refletir sobre a irresponsabilidade de seu governador nessa situação. Não se pode pensar em uma política de saúde justa e eficiente sem resolver a grave situação da gestão de profissionais da saúde. Conhecimento não tem preço. Médicos querem ter o valor do seu trabalho no serviço público reconhecido e a dignidade do seu trabalho respeitada. Que pessoas como Sérgio Cabral tenham sensibilidade para reconhecer isso.


A crise dos serviços de urgência e emergência sob gestão do Governo do Estado do Rio de Janeiro foi divulgada ontem por emissoras de TV e rádio. Ganhou uma dimensão nacional e expôs a fragilidade da política de recursos humanos adotada pela administração de Sérgio Cabral para o setor de saúde no Rio de Janeiro. Pior, as reações do governo estadual deixaram clara a falta de vontade política para estabelecer uma política justa e eficiente de gestão de pessoas na área da Saúde, especialmente para os médicos que se matam nos setores de urgência e emergência administrados pelo Estado do Rio.


A notícia não repercutiu no Globo. O Globo on-line da manhã seguinte ainda não tinha percebido a gravidade da situação.

Ontem o Jornal do Brasil on-line na página http://jbonline.terra.com.br/extra/2008/08/11/e110827202.html divulgou delcarações do Sr. Cortes, secretário de Saúde e Defesa Civil, que colocará na Internet uma convocação para todos os médicos “moradores da Zona Oeste, que queiram trabalhar em hospitais da região.” A solução do Sr. Sérgio Côrtes é muito simples: basta preencher um formulário para ser contratado por uma cooperativa. Terceirização de mão de obra em serviço público para trabalhar em atividade fim. O Sr. Sérgio Cortes está afrontando a Lei para desrespeitar a classe médica. E vai mais além: não há uma linha sequer sobre o quanto esses profissionais vão ganhar ou se vão ter assegurados seus direitos trabalhistas mínimos: férias, décimo-terceiro, direitos previdenciários (e o correspondente pagamento deles pelo Governo do Estado, que caso contrário ficará em situação irregular perante a Previdência).

A resposta do Sr. Secretário de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro é contra os médicos da Cidade Maravilhosa. Quer prostituir a profissão dentro do serviço público, mediante contratações precárias e salários precários para expor os médicos a uma situação de trabalho exigente e estressante. Desvaloriza a formação médica e a inteligência dos profissionais. Mostra a incapacidade de respeitar a legislação e a falta de vontade política para estabelecer uma política justa e equilibrada de recursos humanos para a área de saúde e o trabalho médico.


Côrtes convocará médicos moradores da Zona Oeste
[14:58] - 11/08/2008 - JB OnlineRIO - O secretário de Saúde e Defesa Civil, Sérgio Côrtes, informou que será colocado na internet nesta segunda-feira uma convocação para todos os médicos moradores da Zona Oeste que queiram trabalhar nas unidades da região. Para isto, basta o profissional preencher um formulário na rede para que seja contratado por cooperativas.Em entrevista na manhã desta segunda-feira, Côrtes esclareceu que os pacientes que procuraram socorro em três hospitais estaduais - Rocha Faria, em Campo Grande, Pedro II, em Santa Cruz, e Saracuruna, em Duque de Caxias - neste fim de semana, receberam atendimento.Segundo Cortês, os problemas de recursos humanos são sérios e serão resolvidos com concurso público e remuneração diferenciada.De acordo com o secretário, como houve o aumento da remuneração dos funcionários para cobrir os problemas no atendimento ao público durante os fins de semana, foi implantado o ponto biomédico (controle de ponto por biometria). Neste fim de semana, segundo Côrtes, o aparelho foi destruído no Hospital Rocha Faria.

Côrtes quer o controle desses profissionais para que a população seja bem atendida. Para ele, a pessoa que falta e não justifica tem de ser demitida. No Hospital Rocha Faria, foi aberta uma sindicância para averiguar o motivo da falta de três profissionais.


O SINDICATO DOS MÉDICOS DO RIO DE JANEIRO (SINMED-RJ http://sinmedrj.org.br RESPONDE À TRUCULÊNCIA DO SECRETÁRIO DE SAÚDE E DEFESA CIVIL DO RIO DE JANEIRO.




Uma política justa e equilibrada de recursos humanos é o alvo do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro, que procura uma negociação justa. O governo estadual não tem demonstrado sensibilidade e seriedade para esse tipo de discussão. O Sindicato está indo para a rua, com entidades que representam também outros segmentos do serviço público estadual insatisfeito com as políticas de gestão de pessoas na administração do Sr. Sérgio Cabral. Abaixo o comunicado divulgado no site do Sindicato dos Médicos:


O Movimento Unificado do Servidor Público do Estado do Rio de Janeiro (MUSPE) comandará uma grande passeata na próxima 4ª feira, dia 13/8, até o Palácio Guanabara, com o objetivo de forçar a abertura dos canais de negociação com o Governador Sérgio Cabral. O último reajuste concedido foi de apenas 4%. Médicos e demais profissionais de saúde, além de servidores da educação, segurança, fazendários, Proderj, entre outros farão concentração às 10 horas, no Largo do Machado. Diversas categorias vão suspender suas atividades neste dia, em protesto. Os servidores encaminharam ao governador e ao Presidente da Alerj, Deputado Jorge Picciani (PMDB), a seguinte pauta conjunta de reivindicações:



1) 66% de reajuste para recompor as perdas salariais dos últimos anos;
2) Data-base unificada para todo o funcionalismo em lei (1º de março);
3) Incorporação das gratificações;
4) Plano de carreira para o funcionalismo;
5) Fim das fundações no serviço público e concurso, já.


VEJA TAMBÉM:

Na página http://faxsindical.wordpress.com/2008/07/06/a-beira-do-desastre-cremerj-denuncia-remanejamento-de-medicos-decidido-por-cesar-maia-saude-publica-no-rio-em-perigo/ o Fax Sindical repercutiu uma denúncia do CREMERJ, publicada no “Jornal do Brasil. Denunciava-se o risco que haveria para o funcionamento das unidades públicas de Saúde no Rio de Janeiro em decorrência do remanejamento de médicos.
A gestão de pessoas na área de Saúde parece que é executada por pessoas que odeiam a classe médica. Os resultados dessas posturas pré-concebidas e preconceituosas não pode ser positivo. O Secretário de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro apenas é mais um gestor a dar voz a essa atitude perniciosa. O apagão da Saúde está aí como prova do fracasso, principalmente da gestão. E, em especial, da gestão de pessoas na área médica.



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