O movimento dos médicos peritos do INSS é exemplar para a luta dos servidores públicos. Em primeiro lugar, diante do descumprimento de acordo anterior, mediante edição da MP 441/08, eles se mobilizaram prontamente e criaram uma forma original de luta. Paralisação de um dia por semana até que houvesse negociação para regularizar a sua denominação (cargo), gratificações, carreira e situação do pessoal que está aposentando. O lado patronal recorreu à Justiça e conseguiu uma medida proibindo o movimento. Eles recorreram. O Governo sentiu o golpe e percebeu a necessidade de negociar. Agora as partes negociam, devendo o resultado das negociações ser aprovado ou não pelos peritos. Nesse caso o movimento poderá ter novos desdobramentos. Movimentos criativos, que propõe novas formas de mobilização e luta a cada passo são necessários hoje. Inclusive para driblar as medidas de repressão, ancoradas ou não em sentenças judiciais.
Associação Nacional dos Médicos Peritos abre diálogo entre com o governo sobre a reestruturação da carreira de perito do INSS. A notícia foi divulgada on-line na página http://tinyurl.com/3g62ge . O principal ponto em discussão é a criação de uma nova carreira para os peritos. A carreira imposta na MP 441/08, de 29 de agosto, é rejeitada inteiramente pelos peritos. A Associação Nacional dos Peritos defende a manutenção da denominação anterior à MP, bem como dos direitos e prerrogativas. A proposta será examinada pelo Ministro da Previdência, José Pimentel.
O governo aceitou a manutenção das gratificações e declarou que os peritos que estão se aposentando não serão prejudicados com a modificação da gratificação.
O encontro contou com a presença do presidente do INSS, Marco Antônio Oliveira, o secretário de Recursos Humanos do Instituto, Dedilson Nunes, do diretor de Benefícios, Benedito Brunca, da assessora do Ministério da Previdência, Vilma Ramos e da Coordenadora de Administração de RH do INSS, Vanuza Veras Cardoso. Do lado da perícia estiveram presentes os diretores, Luiz Carlos de Teive e Argolo, Maria Lúcia Campos Mello Tavares, Regina Célia Rodrigues Alves, Antônio Carlos di Benedetto, os delegados Ena Albuquerque da Paz (Recife), Tereza Chedid (Niterói), Paulo Taveira (Anápolis), o membro do Conselho da ANMP, Alor Schein e o advogado da Associação, Luís Gustavo Silva.






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