Terceirização prejudica serviço público de saúde.

O prefeito César Maia, do Rio de Janeiro, nunca foi sindicalista. Tem um perfil de administrador. Escrevendo no seu ex-blog o prefeito, que não tem perfil de político esquerdista, ataca a terceirização na área da Saúde. Alega que as dificuldades de fixação de profissionais elevam o custo das folhas de pagamento da Prefeitura. O que ele esqueceu foi de elaborar uma política séria e responsável de recursos humanos para os servidores públicos da área. Única maneira de fixar, atrair e motivar bons profissionais e aumentar o interesse dos jovens profissionais pelo serviço público. O governador do Rio, Sérgio Cabral, foi ainda mais longe: imagina o negócio das fundações estatais de direito privado como uma saída.

"1. As dificuldades em fixação de profissionais da Saúde vão elevando o custo da folha de pagamentos. Abaixo a soma das remunerações dos servidores da secretaria da saúde com o pessoal terceirizado, que serve a secretaria de saúde e ao lado a porcentagem do custo dos terceirizados na folha total.

"2. Ano 2004: R$ 674 milhões com 7,6% de terceirizados. Ano 2005: R$ 742 milhões de reais com 10,2% de terceirizados. Ano 2006: R$ 753 milhões com 7,3% de terceirizados. Ano 2007: R$ 829 milhões com 9,7% de terceirizados. Ano 2008: R$ 1 bilhão e 53 milhões de reais, com 11,7% do terceirizados. Projeção para o ano 2009: R$ 1 bilhão e 147 milhões de reais, com 10,3% de terceirizados.

O negócio das fundações privadas encontra respaldo em declarações do Ministro da Saúde, José Gomes Temporão. No Rio de Janeiro este negócio está em andamento. Por outro lado, há a resistência do Conselho Nacional de Saúde, onde estão representados os usuários do SUS, que já repudiou a idéia. O movimento sindical não a aceita, sendo essa posição compartilhada em declarações das direções das Centrais Sindicais. No Congresso Nacional há resistências fortes à idéia. Dentro da base governista e dentro do PT. Em Pernambuco, os médicos e outros trabalhadores públicos da Saúde realizaram manifestação pública contra o projeto do governo de Eduardo Campos, para criar essa <> fundação.

Uma diretora do Sindicato dos Médicos de Pernambuco declarou que ou o governo do Estado modifica o projeto, que passaria a fundação pública de direito público ou então o retira. Transferir a gestão de negócios públicos da saúde para as mãos de interesses privados nunca funcionou. O exemplo mais gritante é o PAS do Maluf. Apesar dos maus antecedentes dessa idéia ainda há gestores de saúde que insistem nela.

Podemos entender que esse tipo de gestão não provoca modificações satisfatórias nas políticas de recursos humanos. Não facilita a motivação, atração e fixação de médicos no serviço público. Não pode ser pensada, de forma séria e responsável, como uma política eficiente para o setor.

Sobre resistências ao negócio das fundações privadas podemos ler mais uma notícia sobre o manifesto contra a privatização da saúde pública em Pernambuco que pode ser lida em

"http://jc.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2008/10/07/cut_protesta_com_teatro_nas_ruas_contra_projeto_das_fundacoes_publicas_33352.php"> http://jc.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2008/10/07/cut_protesta_com_teatro_nas_ruas_contra_projeto_das_fundacoes_publicas_33352.php

CUT protesta com teatro nas ruas contra projeto das fundações públicas

POSTADO ÀS 12:01 EM 07 DE Outubro DE 2008

A Central Única dos Trabalhadores de Pernambuco (CUT-PE), sindicatos filiados e os movimentos sociais, realizam na próxima quarta-feira (08), mais um ato público em continuidade às manifestações contra o projeto de fundações estatais de direito privado.

A concentração será na Praça Oswaldo Cruz/Boa Vista, centro do Recife e está prevista para começar às 9h.

Na ocasião, serão distribuídos panfletos de esclarecimentos à população sobre os riscos que essa mudança vai causar aos trabalhadores e
usuários dos hospitais públicos vinculados ao Sistema Único de Saúde (SUS).

O presidente da CUT-PE, Sérgio Goiana, salientou que a entidade vai continuar combatendo em parceria com os movimentos sociais e sindicatos filiados o projeto do Governo do Estado de implantar uma fundação para gerir os grandes hospitais de emergência da rede de saúde

"O foco principal é que qualquer plano de ações para a saúde não pactuado estará fadado ao fracasso e só aumentará ainda mais a fragmentação de ações de saúde no Estado" ressaltou Goiana.

O secretário nacional de políticas sociais da CUT, Expedito Solaney, disse que a população perderá o direito de fiscalizar o funcionamento das fundações e os recursos a elas destinados, já que enfraquece o controle social.

Para a coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Seguridade Social (Sindsaúde), Perpétua Rodrigues, é preciso ampliar a divulgação para que população tome conhecimento do que vai acontecer com a intenção do Governo do Estado em privatizar a saúde e extinguir o SUS.

" Nós não queremos que eles nos expliquem a lei ou mudem alguns artigos. Aceitamos apenas a revogação ou a criação de uma fundação pública de direito público e não privado" garantiu.

A diretora do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), Carla Bezerra, destacou que o SUS ao completar 20 anos de existência é um dos maiores projetos públicos de inclusão social, pois determina que a saúde é direito de todos e dever do Estado.

"Alguns segmentos de nossa sociedade desconhece o SUS e não sabe que deve exercer seu controle" afirmou.

Technorati : , , , , , , , , , ,
Flickr : , , , , , , , , , ,

About these ads
Post a comment or leave a trackback: Trackback URL.

Comentários

  • Angel Mansilla  On 15 -outubro- 2008 at 1:48 pm

    Acho um absurdo que o governo aqui no Rio de Janeiro, tenha a fazer um CONCURSO PUBLICO para o Ministerio da Saude para contrataçoes, deixando a um lado o banco de CONCURSADOS APROVADOS do PROPRIO MINISTERIO DA SAUDE 2005 com validade ate o ano 2010; como se entende que o proprio governo não cumpla com mandados judiciais os quais ordenam o inmediato reemplazo de gente contratada e tercerizada, nas areas exemplo de auxiliar de enfermagem , agente administrativo, e outros e não chame os Concursados 20058 do Ministerio Da Saude que em seu banco de aprovados conta com Auxiliares de Enfermagem, auxiliares administrativos e outros.
    Será que é preciso Açoes de protesta publica, u açoes que chamen a atenção da opiniao publica para receber um respaldo e obligar ao MS a NOMEAR do Banco de aprovadosdo Ministerio da Saude?

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 1.101 outros seguidores

%d blogueiros gostam disto: