Há 65 vagas disponíveis para a contratação de médicos, em regime precário (contrato temporário) para fazer funcionar o HRA – Hospital Regional do Agreste, em Caruaru, Pernambuco. O edital foi publicado no início de outubro. Duas semanas depois não apareceu nenhum candidato ao cargo. O Presidente do Sindicato dos Médicos de Caruaru, em entrevista ao Jornal do Comércio, de Recife, diz que a precariedade do vínculo não está atraindo mais os profissionais da Medicina.
Merece uma reflexão esse fato. O Ministro José Gomes Temporão, da Saúde, o Governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral e alguns outros políticos e gestores, acreditam que a solução para a gestão de hospitais públicos seja o negócio das fundações públicas de direito privado. E, nessas fundações, a criação de um quadro de profissionais celetistas, fora do regime próprio dos servidores públicos, para atuar no serviço público. Esse é o cerne da questão para eles: uma política de recursos humanos que não garanta nenhum tipo de estabilidade para o médico no serviço público. Mesmo na contramão das teses da Convenção 158 da OIT, eles insistem nessa tecla.
Esse relato de Caruaru é interessante para a reflexão: o contrato precário não atrai os profissionais. Se atrai alguns necessitados, não os fixa. Essa solução, fica cada vez mais evidente, não supre a necessidade de uma política decente e responsável de recursos humanos para os serviços públicos de saúde.
A notícia pode ser conferida em:
http://jc.uol.com.br/2008/10/15/not_182251.php
Ainda não há inscritos para seleção de médicos para o HRA
Publicado em 15.10.2008, às 09h06
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Do JC OnLine
Com informações da TV Jornal
A Secretária de Saúde do Estado de Pernambuco (SES) abriu, desde o início deste mês, 61 vagas para contratar temporariamente médicos para o Hospital Regional do Agreste (HRA), localizado em Caruaru, mas até a manhã desta quarta-feira (15) ninguém se inscreveu para preencher as vagas.
Para o presidente do Sindicato dos Médicos de Caruaru, Marcelo Capella, a falta de interesse dos profissionais acontece porque o vínculo oferecido pelo Estado não tem estabilidade, já que é temporário. Além disso, ele lembra que as condições de trabalho nas emergências ainda precisam melhorar bastante para atrair o interesse dos médicos.
Segundo estimativas da diretoria do HRA, o ideal seria que 151 novos médicos fossem contratados só para a emergência da unidade, pois ela atende pacientes oriundos de 32 municípios.
Além das 61 vagas abertas para o HRA, a Secretaria de Saúde oferece outros 311 cargos temporários em todo o Estado. A contratação é para suprir a falta de médicos nas principais emergências públicas de Pernambuco.






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