Apagão da Saúde: Até o telefone da Ambulância foi cortado.

Não faltaram, aqui no Fax Sindical, artigos onde se aponta a grave situação da atenção oferecida aos brasileiros pelo sistema público de saúde, o SUS. Contrastando com o ufanismo de declarações de autoridades e funcionários ligados ao Ministério da Saúde, a realidade que vamos encontrando é bem diferente da sua versão chapa-branca.

Mais um exemplo grave do desmoronamento que assistimos é o de Vassouras, no Rio de Janeiro. Reportagem do "Bom Dia Rio" da TV GLOBO, apontou que faltam remédios, os salários dos médicos são ruins e estão atrasados e o telefone da Central de Ambulâncias foi cortado. Demonstra-se aqui que até serviços essenciais são privados de condições básicas de funcionamento. O Sindicato dos Servidores Públicos de Vassouras diz que setenta por cento da população de 30 mil pessoas dependem do sistema público de saúde para ter acesso a algum tipo de assistência médica.

A cidade conta com uma faculdade de Medicina.

O Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, pode reclinar a sua cabeça e dormir tranquilamente à noite, enquanto os habitantes de Vassouras não podem nem chamar uma ambulância em caso de emergência. Os médicos, sem salário, vendo suas contas vencerem sem poder pagá-las, é que perdem noites de sono.

Transcrevemos abaixo a notícia do BOM DIA RIO, que está na página

http://rjtv.globo.com/Jornalismo/RJTV/0,,MUL853246-9101,00-VASSOURAS+TEM+PRECARIEDADE+NO+SERVICO+PUBLICO+DE+SAUDE.html


Bom Dia Rio > 07/11/2008 > Reportagem

Vassouras tem precariedade no serviço público de saúde

A população sofre com a falta de remédios e de atendimento nos postos públicos. O salário dos médicos estão atrasados e até o telefone da central de ambulâncias foi cortado.

De acordo com o Sindicato dos Servidores Públicos, dos 30 mil moradores de Vassouras, pelo menos 70% usam o serviço de saúde pública.

Dona Dirce sofre de problemas cardíacos e precisa tomar medicamentos todos os dias, mas ela diz que não consegue encontrar os medicamentos nos postos de saúde e nem na farmácia popular, sem dinheiro ela se desespera. “Ontem eu passei mal, abalou meu sistema nervoso porque não tinha remédio e eu sem condições de comprar, entrei em pânico”, fala.

O motorista de ambulância, Camilo de Vasconcelos, denuncia que muitos veículos estão parados por falta de manutenção e combustível. “Só estão abastecendo as ambulâncias para emergências à diesel e hoje cortaram o telefone da emergência. Se alguém de Vassouras precisar de uma emergência não tem, eles serão atendidos pelo Corpo de Bombeiros”, revela.

Em um posto de saúde da família, são quase 4 mil pessoas cadastradas. Mas em todas as tardes a unidade fica vazia.

“Realmente a tarde as pessoas só procuram a unidade para buscar remédios,verificar a pressão, mas atendimento médico não tem”, diz Valéria da Rosa, agente comunitária.

Segundo o secretário de saúde José Maria Capute, o problema está no baixo orçamento. “O problema só será suprido realmente se houver um repasse maior”, fala.

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