Apagão da Saúde continua fazendo vítimas no Brasil.

Fica cada vez mais evidente um dos aspectos mais macabros do apagão da saúde que devasta o Brasil. Alguns fatos devem ser considerados por quem vai falar sobre o assunto:

1-Corrupção: o caso recente da FUNASA é um escândalo. ONGS, fundações e agências são usadas para retirar dinheiro dos escassos recursos da saúde. Veja em http://faxsindical.wordpress.com/2008/11/23/saude-publica-corrupcao-na-funasa-vem-a-tona/ . Outro artigo sobre o assunto pode ser visto no link http://movservidorestadual-rj.blogspot.com/2008/11/grave-corrupo-com-o-dinheiro-da-sade.html

2-Apesar de toda crise, não se vê sensibilidade nas esferas decisórias do Governo Federal para com o problema da Saúde. Recursos necessários para fechar as contas da saúde pública foram negados. Confira a notícia em http://faxsindical.wordpress.com/2008/11/21/governo-federal-nega-verbas-para-financiamento-da-saude-publica/

Esta crise tem gerado eventos muito graves. A crise dos hospitais público do Rio de Janeiro já é escabrosa. O FAX SINDICAL abordou o assunto repetidas vezes, como no artigo publicado em http://movservidorestadual-rj.blogspot.com/2008/10/rio-de-janeiromais-um-hospital-sem.html

O apagão da Saúde no Brasil é visível. Falta financiamento, há corrupção e má gestão. As consequências são cada vez mais sentidas. A matéria que transcrevemos abaixo, do EXTRA on-line, do Rio de Janeiro, revela o impacto de todas estas distorções no dia a dia de pessoas simples, que dependem do sistema público de saúde e não encontram respostas adequadas para suas necessidades e aflições. É o resultado de tanto desacerto nas políticas públicas de saúde. Sofrem paciente e médicos.

Publicada em 23/11/2008 às 18:43

Caso de grávida baleada revela a deficiência do atendimento da rede pública de saúde

Clarissa Monteagudo – Extra

Assim como a recepcionista Roberta Helena dos Santos Silva, de 20 anos, internada em estado grave no Hospital de Saracuruna após percorrer vários hospitais da Zona Oeste do Rio, pacientes enfrentam um longo e doloroso caminho para conseguir tratamento na rede pública de saúde.

Nos corredores das principais emergências, a “esperança está nas mãos de Deus”. Essa é a frase mais ouvida pelos parentes dos doentes internados no Rocha Faria. Para aliviar a revolta, eles se refugiam em orações, distribuídas por missionários nas filas para atendimento. Segundo eles, faltam médicos, remédios e equipamentos.

- Morreram 16 senhoras na enfermaria das mulheres essa semana. Ficamos sem médico na terça, quarta e quinta. A gente não conseguia medicamentos. Na Ouvidoria, mandaram preencher um formulário e o diretor não nos recebeu – declarou Rosângela da Silva Almeida, de 50 anos, acompanhante da sogra de 84 anos, que sofre de fibrose pulmonar.

Há um mês, Rita Cássia Henrique de Souza, de 44 anos, luta para conseguir tratamento para o marido, Aurélio Félix Batista, de 75 anos. Ele teve um câncer de pulmão diagnosticado e está internado há 15 dias no Rocha Faria.

- Com idoso o atendimento é ainda pior. Meu marido só foi levado ao Iaserj para fazer uma tomografia porque eu chorei e implorei. Não aparece nenhum médico e ele não fez até agora a biopsia – conta Rita.

Vítimas de violência também não encontram especialistas como neurocirurgiões em hospitais de emergência, como o Hospital Pedro II.

- Quando tem baleado na cabeça, a gente manda para o Souza Aguiar ou Hospital de Saracuruna. Aqui não tem condição – diz uma funcionária. No Albert Schweitzer, médicos e enfermeiros levaram um susto. Houve falta de eletricidade e eles tiveram dificuldade em manter os níveis de oxigênio dos respiradores.

- A gente ficou quase doido. Lutamos muito e o governador nos chama de vagabundos – reclama um médico.

Fonte:

http://tinyurl.com/57had7

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