FAX SINDICAL 179

SINDICATO DOS MÉDICOS DE JUIZ DE FORA
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NÚMERO 179 * ANO IV * 13/AGOSTO/2009

O Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora esperava que a administração Custódio, com a aceitação da contraproposta formulada pela representação classista oficial dos profissionais da Medina, pusesse fim à tensão nas relações trabalhistas entre Prefeitura e médicos. Por uma razão muito simples: ela empurra para um confronto prejudicial e que sempre terminará sem vencedores. Mas parece que esse não é o entendimento oficial dos atuais hóspedes do poder municipal.

Antes do encerramento das negociações, a administração Custódio já se apressava em cortar os miseráveis salários que paga aos médicos da Prefeitura. Prova de má vontade. Não tendo questionado a legalidade da greve ou discutido a justeza do mérito das reivindicações a administração municipal apelou para cortar salários, uma manobra com claro objetivo de coagir, inibir e dispersar o protesto da classe médica.

O Sindicato não abandonou os doutores penalizados pela Prefeitura. diante da falta de disposição para o diálogo sobre as punições demonstrada pelo Secretário Vítor Valvarde, com respaldo do Custódio, restou a via jurídica. para os médicos da AMAC, protegidos pela legislação trabalhista, foi procurado o Ministério do Trabalho. Uma tentativa última de conciliação.

Em correspondência datada de 12/8, um dia depois do prazo estabelecido por acordo entre o gerente regional do Ministério do Trabalho, o Sindicato dos Médicos e a AMAC/Prefeitura de Juiz de Fora, chegou a carta da AMAC, negando a possibilidade de acordo e confirmando os cortes de pagamento determinados pela Prefeitura, para a Secretaria de Saúde e também AMAC. Na carta a Direção da AMAC, como a administração municipal à qual ela claramente se subordina, defende a idéia absurda de que a decisão não é uma retaliação contra a categoria. Havia naufragado a última tentativa de conciiação. Restou provada a disposição do Prefeito para radicalizar a questão.

Para os médicos estatutários, fora da competência da Justiça Federal, restou o recurso à Justiça do Estado de Minas Gerais. Foi impetrada uma medida chamada Protesto Judicial. Desconhecemos os prazos dessa medida e sua eficácia. De qualquer modo, a questão não está encerrada.

JUIZ DE FORA – ATENÇÃO MÉDICOS DA PREFEITURA!

1- Audiência pública – Assunto de vosso interesse: no próximo dia 19 de agosto, a partir das 15 horas, na Câmara Municipal, vai ser realizada uma audiência pública sobre a questão da discriminação salarial que a Prefeitura de Juiz de Fora pratica contra os médicos, fazendo descaso da carga horária especial da categoria e transformando uma conquista dos profissionais em penalidade (redução de uma quarte parte do salário, quando comparado às demais categorias de nível superior). A audiência foi pedida pelo Dr. José Tarcísio, do PTC, médico e vereador, na época das paralisações que os médicos realizavam contra seus baixos salários e deterioração das condições de atendimento. Agora (agosto) a Câmara Municipal encontrou tempo de discuti-la. A presença de profissionais e representantes de entidades médicas nesse evento é muito importante.
2- COMISSÃO PCCS – A Diretoria do Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e Zona da Mata, representante classista legítimo de todos os médicos da Prefeitura de Juiz de Fora, aguarda para essa sexta, 14 de agosto, a publicação de portaria criando a Comissão para elaborar o PCCS dos médicos municipais.

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Publicado em: on 13 -Agosto- 2009 at 8:32 pm Deixe um comentário
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FAX SINDICAL 174

SINDICATO DOS MÉDICOS DE JUIZ DE FORA.
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Número – 174 – Ano IV – 04/0/2009.
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GREVE DOS MÉDICOS DA PREFEITURA DE JUIZ DE FORA – CORTES SALARIAIS CAUSAM INDIGNAÇÃO ENTRE PROFISSIONAIS. SINDICATO VAI À JUSTIÇA.

A decisão da administração Custódio de Matos de realizar cortes salariais contra os médicos da Prefeitura, sem que a legalidade da greve fosse julgada e antes do encerramento das negociações coletivas causou indignação na Diretoria do Sindicato dos Médicos, entre os médicos da Prefeitura, que foram vítimas dos cortes e, também, repercutiu negativamente na grande maioria da classe médica. Os salários que a Prefeitura paga aos médicos já são sofríveis e os cortes os reduziram ainda mais. Diante da negativa da administração Custódio de Matos em negociar os salários dos médicos, a saída encontrada pela Diretoria do Sindicato foi recorrer à Justiça. No caso dos médicos vinculados à AMAC, haverá audiência no Ministério do Trabalho. Se não houver conciliação, o caso irá à Justiça do Trabalho. Ficará demonstrada a subordinação da AMAC à Prefeitura de Juiz de Fora. Há ação semelhante, movida por funcionários da Prefeitura de Santos Dumont, com ganho de causa para os trabalhadores. No caso dos médicos estatutários a situação é mais complicada, porque não dependem da Justiça Federal. O caso será julgado na Justiça do estado de Minas Gerais. O protesto judicial já foi feito pelo advogado do Sindicato dos Médicos e estaremos informando sobre o seu andamento.
Tramita na Justiça ação do Sindicato contra a Prefeitura, por causa das perdas salariais decorrentes da discriminação dos 25 por cento a menos que o nível superior, cuja reposição é reivindicação constante do Sindicato.
Nos meios profissionais, diante da indignação, muitos falaram na possibilidade de uma nova paralisação, ou greve de protesto contra os cortes efetuados pela administração do Custódio nos salário ruins dos médicos da Prefeitura.

COMISSÃO PREPARA DISCUSSÃO DE PCCS.

Os representantes indicados pelo Sindicato dos Médicos para acompanhar a elaboração de um PCCS para os profissionais do serviço público municipal realizaram a sua primeira reunião preparatória. Experiências, propostas e sugestões foram discutidas, bem como questões referentes às políticas de recursos humanos aplicadas à área da saúde. A reunião é o primeiro passo nessa importante luta da classe médica em Juiz de Fora.

A indicação dos representantes sindicais para a Comissão tripartite que irá analisar a deterioração das condições de atendimento médico no SUS de Juiz de Fora já foi comunicada ao Conselho Municipal de Saúde e à Secretaria de Administração e Recursos Humanos da Prefeitura de Juiz de Fora. A formação dessa comissão está na contraproposta sindical formulada nas negociações coletivas desse ano e encaminhada à Prefeitura.

FEDERAÇÃO NACIONAL DOS MÉDICOS REAGE A PRISÃO ARBITRÁRIA DE MÉDICA NO RJ.

A coluna do Ancelmo Góis, no Globo de domingo (2 de agosto) falou sobre o caso da prisão de uma médica reguladora do SUS no Rio de Janeiro. O colunista conclui que a corda arrebentou do lado mais fraco. A médica não conseguiu cumprir uma determinação judicial porque não havia vaga de UTI disponível na rede pública. Por faltar vaga em UTI o juiz mandou prendê-la. Diz Ancelmo que deveria mandar prender o Governador ou o Secretário de Saúde. Mas a corda, mais uma vez, se rompeu contra o lado mais fraco. A Federação Nacional dos Médicos e o Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro se posicionaram firmemente ao lado da médica. A notícia pode ser conferida na página http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL1249488-5606,00-FEDERACAO+DIZ+QUE+VAI+DENUNCIAR+JUIZ+QUE+MANDOU+PRENDER+MEDICA.html. A FENAM vai tomar todas as medidas cabíveis para a apuração e o esclarecimento desse caso tenebroso. Se o juiz agiu em respeito à lei, para garantir a um usuário do SUS um direito constitucional, por outro lado, errou no alvo. Mandou prender quem não tem poder para criar ou contratar leitos de UTI.

Na mesma semana um desembargador de Brasília, notório amigo da família Sarney, censurou o Estado de São Paulo, proibindo notícias de fatos referentes aos escândalos que envolvem o filho do Senador Sarney, apurados na conhecida operação Boi Barrica, da Polícia Federal. A filha do Senador Sarney, Roseana, conseguiu, também por decisão judicial, derrubar o governador eleito pelo povo do Maranhão, Jackson Lago, e ocupar o governo do Estado.

PROBLEMA DOS PRESOS NO HPS DE JUIZ DE FORA DERRUBOU SECRETÁRIA DE SAÚDE?

A Dra. Eunice Caldas pode ter sido vítima de um desajuste. A grande quantidade de presos acautelados no HPS, exposta em cadeia nacional por uma programa de televisão, mostrou aos brasileiros os pés de barro do governo Aécio. A dívida social para com o povo mineiro é imensa. Fontes ligadas ao governo do Estado acharam que a matéria foi instigada pela Secretária ou pessoas a ela ligadas. Os aecistas são muito zelosos quanto às aparências. Calculam os efeitos publicitários de cada evento que envolve, direta ou indiretamente, o seu chefe. Com isso uma deficiência grave do sistema penal do Estado de Minas Gerais, a quem cabe a responsabilidade para com a população carcerária, ficou evidente. É a dívida social que não se paga dando vans e ambulâncias para prefeitos.

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Publicado em: on 3 -Agosto- 2009 at 8:26 am Deixe um comentário
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Movimento dos Médicos prossegue em Juiz de Fora

Sexta-feira, 19 de Junho de 2009
PROSSEGUE O MOVIMENTO MÉDICO DE JUIZ DE FORA.

(19/06/2009) Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora.
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MOVIMENTO DOS MÉDICOS DA PREFEITURA DE JUIZ DE FORA PROSSEGUE COM NOVAS AÇÕES.

O descaso e negligência da administração Custódio de Matos com relação à situação da Saúde e do trabalho médico dentro do serviço público municipal tem sido um obstáculo considerável nas negociações coletivas de 2009. Realizadas desde o início de abril, as reuniões tem se mostrado pouco resolutivas. Nota-se a falta de vontade política do administração de Custódio de Matos para resolver as questões de política de recursos humanos para o SUS local. Há promessas de comissões que trabalham sem propostas concretas e efetivas e uma negativa sistemática em negociar as reivindicações econômicas e laborativas dos médicos. Diante da falta de progresso nas negociações coletivas e da desesperadora situação do trabalho médico na Prefeitura de Juiz de Fora, o movimento irá prosseguir.
*A Diretoria do Sindicato avalia os nomes dos médicos que não estão fazendo paralisações em defesa de toda a categoria (inclusive deles mesmos). Como as paralisações são decididas por assembléias participativas e democráticas, onde é assegurado o direito de manifestação, considera-se que o movimento é legítimo. O Artigo 78 do Código de Ética Médica considera que é vedado ao médico opor-se a movimentos legítimos da categoria em troca de vantagens pessoais.
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Os próximos atos da campanha dos médicos nas negociações coletivas de 2009 serão:
1-PARALISAÇÃO DE SETENTA E DUAS HORAS DOS PROFISSIONAIS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA E SECUNDÁRIA, NOS DIAS 23, 24 E 25 DE JUNHO PRÓXIMOS.
2-ATO PÚBLICO, NA TERÇA-FEIRA, 23 DE JUNHO, NO PAM MARECHAL, COM CONCENTRAÇÃO ÀS 9 HORAS NA RUA MARECHAL, EM FRENTE AO PAM, COM PANFLETAGEM DO PAM MARECHAL.
3-DIVULGAÇÃO DE UMA NOTA PÚBLICA, PELA IMPRENSA, SOBRE O MOVIMENTO DOS MÉDICOS.
4-REALIZAÇÃO DE UMA ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA, NO DIA 24 DE JUNHO, ÀS DEZ HORAS, NA SOCIEDADE DE MEDICINA E CIRURGIA, MANTENDO O INDICATIVO DE GREVE.
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Os médicos da Prefeitura de Juiz de Fora formaram uma Comissão de Mobilização para desenvolver ações de mobilização para reforçar ainda mais o movimento. A Comissão se reuniu, pela primeira vez, no dia 18 de junho, na sede da Sociedade de Medicina, com a Diretoria do Sindicato. Uma caravana médica irá percorrer as unidades de saúde, para esclarecer profissionais e usuários sobre a importância do movimento dos médicos.
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O MOVIMENTO DOS MÉDICOS JÁ RECEBEU A ADESÃO DOS ODONTÓLOGOS, QUE TAMBÉM REIVINDICAM O RECONHECIMENTO DA CARGA HORÁRIA ESPECIAL DEFINIDA NA LEI E DE REMUNERAÇÃO COMPATÍVEL COM ESSA CARGA HORÁRIA. AGORA EXISTE A POSSIBILIDADE DE ADESÃO DOS MÉDICOS DO ESTADO CEDIDOS À PREFEITURA, OS MUNICIPALIZADOS.
O motivo é demora injustificada no pagamento das complementações, que tem provocado dificuldades aos profissionais do Estado, que não podem contar com esses recursos. Esse mês, já se fala em atraso do pagamento, que irá extrapolar o dia 20. Essa adesão irá reforçar ainda mais o movimento médico.
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O Sindicato dos Médicos está tentando uma audiência com o Prefeito CUstódio de Matos. O Presidente da Sociedade de Medicina, Dr. Jairo Silvério, já tentou agendar essa audiência, bem como vereadores (Dr. José Tarcísio, Dr. Luiz Carlos, entre outros). Também foi solicitada ao Secretário Vitor Valverde. Até agora tudo sem êxito. Por isso, a Diretoria do Sindicato protocolou formalmente um ofício, no Gabinete do Prefeito, solicitando essa audiência. Isso para não alegarem que desconhecem o assunto.
'Visite http://sindicatoexpresso.blogspot.com
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MÉDICOS DEVEM RECHAÇAR O ACHINCALHE

De: Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora.
Data: 22 de maio de 2009.

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-.-.-.- * TELEGRAMA SINDICAL * -.-.-.-
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AOS MÉDICOS DA PJF, PROFISSIONAIS DE SAÚDE E USUÁRIOS DO SISTEMA PÚBLICO DE SAÚDE.
ATENÇÃO!ATENÇÃO!ATENÇÃO!ATENÇÃO!

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<i>MÉDICOS DA PREFEITURA TEM QUE DAR UM BASTA AO ACHINCALHE!

DECLARAÇÃO DE CORTE DE PONTO É A DECLARAÇÃO DE INIMIZADE ENTRE A ADMINISTRAÇÃO DE CUSTÓDIO DE MATOS E OS MÉDICOS DA PREFEITURA DE JUIZ DE FORA. É INJUSTIFICADA A IGNORÂNCIA DO SECRETÁRIO VÍTOR VALVERDE SOBRE A CARGA HORÁRIA ESPECIAL DOS MÉDICOS. Ignorar a Lei não é argumento válido..

Como é do conhecimento público os médicos da Prefeitura de Juiz de Fora realizarão uma paralisação nos dias 26, 27 e 28 de maio de 2009 (terça e quarta e quinta-feira). Na quarta-feira, dia 28 de maio, às 10 (dez) horas da manhã haverá nova Assembléia na Sociedade de Medicina e Cirurgia. Essa Assembléia terá convocação especial, por edital, porque terá a prerrogativa de decretar greve dos médicos da Prefeitura de Juiz de Fora.
O Sindicato dos Médicos já expediu convites a todos os vereadores, em especial os vereadores médicos e os que integram a Comissão de Saúde da Câmara, para que compareçam à nossa próxima Assembléia. Aguardaremos as presenças.
O nosso movimento uniu as entidades médicas, tendo tido participação em nossas Assembléias do presidente da Sociedade de Medicina, Dr. Jairo Silvério, e do representante do CRMMG, Dr. José Nalon. Égrande o apoio e solidariedade que estamos recebendo da sociedade civil, da opinião pública e também apoio político ao nosso movimento. Muitos médicos tem sido ativos em esclarecer a amigos, colegas de trabalho, pacientes, familiares sobre as razões do nosso movimento. Estamos plenamente justificados. A visibilidade pública do nosso movimento é muito grande. Diante de nós, atéagora, a administração municipal tem mostrado uma intransigência constrangedora.
O Sindicato dos Médicos reitera a todos os profissionais a importância da presença na Assembléia. Solicita a todos os médicos que sejam agentes de mobilização e divulgação de nossa luta.
A administração Custódio de Matos, pela voz do Secretário de Administração, ameaça os médicos com cortes nos salários ruins que pagam. Isso demonstra o seu desrespeito pelas nossas reivindicações e a disposição para o confronto.
Orientamos a todos os médicos que não compareçam a seus locais de trabalho - unidades básicas de saúde e serviços de atenção secundária (PAM's, Institutos, Departamentos, Caps, ambulatórios e outros) nos dias de paralisação.

ESCLARECEMOS QUE PARALISAÇÃO NÃO É FALTA.
SOLICITAMOS DIVULGAR ESSE DOCUMENTO.
ESSA COMUNICAÇÃO PODE SER IMPRESSA, DISTRIBUIDA OU AFIXADA EM LUGARES PÚBLICOS.

PRESIDENTE DA FENAM VAI AO CONGRESSO NACIONAL PARA LUTAR CONTRA PRECARIZAÇÃO.

O Presidente da Fenam foi na Câmara dos Deputados discutir a precarização do trabalho médico. A forma como instituições pública e Prefeitura têm precarizado o trabalho médico, por meio de contratação precária, não reconhecimento de carga horária, falta de salários decentes e outras práticas que ferem a moralidade pública e a legalidade tem sido um grande obstáculo para o fortalecimento do SUS. O Presidente da Fenam discute projetos de lei que podem reverter essa situação e fortalecer o exercício da Medicina dentro do serviço público. Transcrevemos a matéria abaixo. Ela foi originalmente publicada na página http://portal.fenam2.org.br/portal/showData/385512

Presidente da FENAM debate precarização do trabalho médico na Câmara dos Deputados

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15/05/2009
O presidente da FENAM, Paulo de Argollo Mendes, compôs a mesa de debates durante a audiência pública sobre a precarização do trabalho médico realizada na última quinta-feira (14/05), na Câmara dos Deputados. Como solicitado pelo presidente do Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindmed-BA), José Caires, o deputado Daniel Almeida (PCdoB/BA) promoveu a audiência por entender que o cenário brasileiro é desfavorável a categoria e isso se reflete na sociedade por meio da baixa qualidade do atendimento prestado aos usuários da saúde.

“Nem sempre o médico é utilizado de forma adequada na relação de trabalho e o que prevalece é uma precarização e uma multiplicidade de contratos: contrato temporário, terceirizado, cooperativas, tudo isso pode estar produzindo interesses econômicos e menosprezando os interesses sociais, que é o objetivo central da medicina e da saúde”, apontou o deputado e ressaltou que o primeiro passo para corrigir estas irregularidades é ouvir os setores diretamente interessados, como os médicos e a sociedade.

De acordo com o presidente da FENAM, os médicos enfrentam diversas irregularidades nas contratações. “Nós temos um pouco de tudo, uma situação absolutamente precária que cedo ou tarde teria que ser enfrentada. Nós confiamos no parlamento e acreditamos que vamos contar com eles para garantir os direitos do médico que, na situação de trabalhador, tem que ter acesso a legislação trabalhista,” afirmou.

“Infelizmente o poder público não tem reconhecido a importância do médico enquanto agente responsável pela garantia à saúde da população, então o que se vê é a precarização do trabalho médico, a falta de um Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos e a não consideração de que a carreia de médico é uma carreira de Estado”, acrescentou o diretor de saúde suplementar da FENAM e presidente do Sindicato dos Médicos do Paraná (Sindimepar) Mario Ferrari, também presente na audiência.

A FENAM, junto com o Conselho Federal de Medicina (CFM) e outros representantes da categoria médica apresentaram diversas medidas para erradicar o problema. Entre elas o vínculo no setor público por meio de concurso, uma carreira de estado para os médicos, a adoção do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV), a regularização do salário mínimo profissional do médico, proposto pela FENAM no valor de 7 mil reais por 20 horas semanais e a aprovação da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM) no SUS.

“Estas propostas criam condições para que o profissional possa se vincular e se sentir satisfeito com a perspectiva de fazer da carreira médica um grande instrumento de cidadania”, apontou o vice-presidente da FENAM, Eduardo Santana.

A mesa foi composta pelo deputado Daniel Almeida (PCdoB/BA); Henrique Antunes Vitalino (Ministério da Saúde); Daniel Matos (Ministério do Trabalho) Geraldo Guedes (CFM); Paulo de Argollo Mendes, (FENAM); José Caíres (Sindmed-BA).

SOROCABA: REPRESSÃO A MOVIMENTO MÉDICO IMPÕE CRIATIVA NA LUTA DA CATEGORIA.

Na luta pela valorização da profissão, por uma carreira atraente, por salários dignos e condições de atendimento decentes, pela defesa do sistema público de saúde, os médicos enfrentam repressões, dissenções e incompreensões. Muito frequente são as sentenças judiciais que ameaçam jogar para o já populoso campo da marginalidade os nossos movimentos. Essa notícia, saiu no jornal da cidade de Sorocaba e pode ser conferido na página http://www.cruzeirodosul.inf.br/materia.phl?editoria=39&id=181505

Os médicos querem aumento salarial de 166%. Eles reivindicam salários de R$ 8.239,24 por 20 horas semanais. Atualmente, recebem R$ 2.220,00 por 15 horas semanais, assim, por hora, os médicos recebem R$ 30,95 e querem receber R$ 82,39.

A criatividade é uma arma decisiva nessas lutas contra a repressão. A causa dos médicos é justa e, cada vez mais, a maioria da população a reconhece, apesar de não ser uma causa com grande respaldo e repercussões midiáticas. Afinal, doutor não é celebridade.

CLIMA DE GREVE NA SAÚDE – [ 01/05 ]
Liminar força médicos a mudarem estratégia
Fernando Guimarães
Notícia publicada na edição de 01/05/2009 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 5 do caderno A – o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.

A Prefeitura de Sorocaba obteve ontem liminar da Vara da Fazenda Pública de Sorocaba que obriga o Sindicato dos Médicos de Sorocaba e Região (Simesul) a manter, no mínimo, 60% dos serviços de saúde prestados por esses profissionais, sem prejudicar a população que precisa de atendimento nos Pronto-Atendimentos (PAs) da cidade.

Em razão disso, de acordo com o presidente do Simesul, Antônio Sérgio Ismael, a categoria mudou a estratégia: manterá 100% dos médicos nas unidades básicas de saúde, porém, os profissionais priorizarão o atendimento, levando-se em consideração casos de emergência e urgência.

Essa paralisação, com características de operação tartaruga, começará nesta segunda-feira, havendo uma assembleia geral na quarta-feira, às 19h. Mas, ontem, os reflexos do clima grevista dos médicos já era sentido nas duas unidades pré-hospitalares de Sorocaba, onde usuários abordaram a reportagem para reclamar da demora no atendimento.

Na terça-feira, às 14h, os secretários municipais de Recursos Humanos, Rodrigo Moreno, e da Saúde, Milton Palma, iniciarão as negociações sobre a pauta de reivindicações apresentada pelos médicos.

Os presidentes do Simesul e do Sindicato dos Servidores Municipais, Ismael e Sérgio Ponciano de Oliveira, respectivamente, participarão da reunião. O fim da paralisação dependerá do que o Paço irá apresentar aos profissionais e é isso que levaremos na assembleia de quarta-feira, quando votaremos pelo fim da greve ou a manutenção dela, além de traçarmos outras estratégias para que a Prefeitura atenda aos nossos pedidos, afirma Ismael.

Ponciano, que assumiu o compromisso de mediar o processo de negociação das demandas levantadas pelos médicos, desde que não comprometa a negociação salarial de toda a categoria, pois mais de dez mil servidores da ativa, aposentados e pensionistas estão insatisfeitos com a demora por mais de 120 dias no fechamento do acordo, já que a categoria aguarda ao menos a reposição da inflação de 2008, referente a 6,16% do IPC FIPE, cuja data-base é janeiro, disse que na oportunidade exigirá que a administração municipal contemple as demandas dos demais segmentos profissionais que atuam na rede municipal de saúde, enfermeiros, cirurgiões dentistas, auxiliares de enfermagem, atendentes de consultório dentário e outros profissionais. Desde 2006 eles lutam pela reestruturação global da Secretaria da Saúde, tanto na área funcional, de cargos e carreiras e de melhoria das condições de trabalho.

Os médicos querem aumento salarial de 166%. Eles reivindicam salários de R$ 8.239,24 por 20 horas semanais. Atualmente, recebem R$ 2.220,00 por 15 horas semanais, assim, por hora, os médicos recebem R$ 30,95 e querem receber R$ 82,39.

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Comentários
Cristine A. Cocchiarali [ 01/05/2009 ]

Estou totalmente favorável à greve dos médicos mesmo necessitando muito dos seus serviços profissionais, pois é um absurdo que uma categoria tão importante receba um salário tão aviltante como este ; e esta nova reunião que esta marcada com o representante do Sindicato dos Funcionários Municipais, mostra, para muitos, como pude presenciar ontem em um Posto de Saúde, o comentário de uma enfermeira que eles são melhores que os médicos.Desculpem-me mas eles não podem aplicar uma injeção sem autorização de um médico!!!!
Milton Paes Andrade Rosa [ 01/05/2009 ]

Os médicos querem aumento salarial de 166%. Eles reivindicam salários de R$ 8.239,24 por 20 horas semanais. Atualmente, recebem R$ 2.220,00 por 15 horas semanais, assim, por hora, os médicos recebem R$ 30,95 e querem receber R$ 82,39.

Os médicos querem aumento salarial de 166%. Eles reivindicam salários de R$ 8.239,24 por 20 horas semanais. Atualmente, recebem R$ 2.220,00 por 15 horas semanais, assim, por hora, os médicos recebem R$ 30,95 e querem receber R$ 82,39.

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Fax Sindical 149

FAX SINDICAL 149
SINDICATO EM AÇÃO, NA DEFESA DO TRABALHO MÉDICO.

FAX SINDICAL 149.
Especial.

Juiz de Fora, 17 de março de 2009.

O Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora continua na suas atividades que têm como objetivo uma valorização geral do trabalho médico em Juiz de Fora, tanto no setor público quanto na área privada. Mais dois pontos positivos devem ser apontados dentro desse campo de ação:

1-DEFESA DOS DIREITOS DOS MÉDICOS DA SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE DE MINAS GERAIS CEDIDOS À PREFEITURA DE JUIZ DE FORA.

Para os servidores públicos do Estado de Minas Gerais cedidos à Prefeitura de Juiz de Fora, após entendimento entre o Presidente do Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora, Dr. Gilson Salomão, e o Secretário de Administração e Recursos Humanos da Prefeitura, Vitor Valverde, houve um consenso para que o pagamento das complementações salariais aos servidores públicos estaduais municipalizados sejam feitas sempre no dia 20 de cada mês. Essa foi uma forma de evitar os desacertos e apertos que os servidores públicos sofrem com o pagamento em data variável, havendo sempre juros, multas e constrangimentos entre os trabalhadores que contam com esse valor adicional aos seus salários. Os depósitos serão sempre feitos no Banco do Brasil, que já efetua o pagamento dos servidores da Prefeitura de Juiz de Fora e do Estado de Minas Gerais.

2-A luta pela regulamentação da Medicina no SUS de Juiz de Fora.

Foi aprovado o REGIMENTO INTERNO do Corpo Clínico do Pronto Socorro Municipal. Mais um passo no sentido de que o SUS em Juiz de Fora respeite as normas que regulamentam o trabalho médico. O Sindicato luta para que cada médico da Prefeitura possa se referenciar a uma Comissão de Ética Médica e a uma Direção Clínica e espera o apoio do Conselho Regional de Medicina para essa ação. O Conselho é o órgão responsável pela fiscalização do exercício da Medicina, bem como por sua normatização. Daí a importância dessa atuação. A regulamentação do exercício ético da Medicina e o seu cumprimento é importantíssima como ferramenta para defesa profissional, para a melhoria do trabalho médico e uma arma contra o assédio moral contra médicos em seus locais de trabalho. O HPS, com essa vitória do Sindicato, passa a ter, além de Direção Clínica e de Comissão de Ética Médica, instituídas pela luta do Corpo Clínico, um novo Regimento Interno, que substitui o antigo, feito conforme as necessidades do antigo DUEC/Pronto Socorro Municipal. Estiveram presentes na ocasião o Presidente do Sindicato dos Médicos, Dr. Gilson Salomão e o Secretário Geral, Dr. Geraldo Sette, que também é Diretor Clínico do HPS.

PUBLICADO ORIGINALMENTE NO TELEGRAMA SINDICAL http://telegramasindical.blogspot.com

BANCO NÃO PODE RETER SALÁRIO DE TRABALHADOR.

A Prefeitura de Juiz de Fora depositou na tarde de sexta-feira (20/03/2009), o parcela salarial correspondente à complementação salarial dos servidores públicos estaduais cedidos ao município. Ao arrepio do contrato que transfere o pagamento dos servidores para o Banco do Brasil, a Prefeitura efetuou o depósito no Banco Itaú. O Banco Itaú produziu um endividamento de um certo número de servidores públicos. Para esses, o depósito na conta do Banco Itaú transformou-se em um pesadêlo. O Banco impunemente descontou empréstimos e parcelas de cheque especial, alegando situação contratual, sem qualquer cerimônia. Essa prática é conhecida do Banco Itaú. A despeito de decisões judiciais anteriores contrárias a essa prática desumana, o Banco Itaú a mantém.

Os parcos salários dos servidores públicos são retidos pelo gigante financeiro sem qualquer consideração à natureza alimentícia da remuneração dos servidores e de suas famílias. Houve quem recebesse trinta reais, feito o brutal desconto a despeito da liquidação de parcelas de dívidas. Essa liquidação não tem data certa, depende de quando é efetuado o pagamento. Tendo sido o pagamento, por obra e graça da Secretaria Municipal de Saúde, efetuado na sexta-feira, os servidores penalizados não puderam procurar as agências bancárias para tentar algum ressarcimento ou estorno. E o Banco Itaú não dispõe de qualquer outro mecanismo que possa corrigir, por meio de telefone ou meio eletrônico, essa injustiça gritante. A medida desumana visa colocar os servidores endividados contra a parede e obrigá-los a negociar com o banco em situação de completa desvantagem, diante da ameaça à própria sobrevivência originada pela retenção do salário (todo ou parte) para pagar parcelas de dívidas.

Enquanto os servidores estaduais municipalizados aguardam que a Prefeitura cumpra o seu acordo com o Banco do Brasil, espera-se que os gerentes do Banco Itaú e os demais responsáveis por esse desconto, tenham humanidade e consideração e, ao menos, avisem o dia em que será efetuado o desconto ou aceitem renegociar a dívida sem ameaçar a sobrevivência digna dos servidores públicos.

Abaixo transcrevemos duas matérias que permitem questionar a legalidade da atuação do Banco Itaú e, mesmo, a possibilidade de reivindicar indenização pelos danos morais e materiais decorrentes dessa prática lesiva.

Jornal digital

JuridWeb Fonte: secure.jurid.com.br/new/jengine.exe/cpag?p=jornaldetalhejornal&ID=24709

30/06/2006

Banco não pode reter salário depositado para pagamento de cheque especial

Fonte: STJ

O Banco do Brasil (BB) terá de pagar indenização a cliente que teve retido o salário depositado por empregador em conta mantida na instituição para pagamento de dívida de cheque especial. A decisão, da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), mantém a condenação imposta pelo Tribunal de Justiça gaúcho.

No recurso, o banco ao STJ alegava ter apenas exercido direito regularmente reconhecido em contrato e não haver ilegalidade na retenção dos valores depositados em conta-corrente com saldo negativo, pois se trataria de uma operação simples de crédito e débito. Esse recurso especial não foi admitido por decisão individual do relator, ministro Humberto Gomes de Barros.

Contra essa decisão, o BB recorreu novamente à Turma, com agravo regimental. Nele, alegou que o dano moral a que foi condenado só seria cabível em caso de haver conseqüências externas ao fato, o que não teria sido comprovado.

O ministro Gomes de Barros, no entanto, manteve seu entendimento, no que foi seguido à unanimidade pela Turma. Afirma o ministro que, “mesmo com cláusula contratual permissiva, a apropriação do salário do correntista pelo banco credor para pagamento de cheque especial é ilícita e dá margem a reparação por dano moral”.

O ministro citou precedentes do STJ que justificam a vedação a tal apropriação, decorrente do fato de a remuneração ter caráter alimentar, o que a torna imune a essas constrições.

Processo: Ag 425113

30/06/2006

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quinta, dia 1º

novembro de 2007

Notícias

Cobrança ilegal

Banco não pode reter salário automaticamente para cobrar dívida

Por Marcelo Piazzetta Antunes

Prática por demais comum por parte das instituições financeiras, o desconto, quando do depósito, de salários e outros rendimentos do correntista a fim de saldar eventuais dívidas contraídas junto ao banco, vem sendo maciçamente rechaçado pelos tribunais pátrios, inclusive pela Corte Superior, ainda que tal dedução esteja prevista contratualmente.

Entre os diversos princípios que norteiam o ordenamento jurídico brasileiro, vem cada vez mais ganhando importância o princípio da dignidade da pessoa humana, que impõe a tutela dos cidadãos sob a ótica de sujeitos de direitos, como seres dotados de direitos e garantias fundamentais, sem as quais não há como se falar em vivência digna.

Assim, dentre as diversas prescrições legais que decorrem deste princípio, merece ser destacada a atribuição de natureza alimentar às verbas percebidas a título de salário ou outros rendimentos, o que significa dizer que esta remuneração é legalmente reconhecida como imprescindível para a subsistência do indivíduo, e, por isso, recebe um tratamento jurídico diferenciado, sendo absolutamente impenhorável para qualquer fim, salvo para pagamento de pensão alimentícia.

Todavia, em que pese esta proteção que o Direito confere aos rendimentos dos cidadãos, comumente verifica-se que, assim que os mesmos são recebidos e depositados em conta corrente ou outras aplicações financeiras, os bancos imediatamente retêm o valor necessário para solver eventual débito havido junto à instituição, e, para tanto, valem-se do contrato assinado pelo correntista, o qual geralmente contém uma cláusula permitindo esta dedução automática.

Ocorre que este contrato apresenta alguns defeitos, um deles é que, por se tratar de um contrato de adesão (contrato pré-elaborado que impede discussões substanciais acerca das cláusulas), o indivíduo sequer tem conhecimento de que está permitindo esta retenção e, além disto, a cláusula permissiva do desconto direto é considerada nula de pleno direito, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor; ademais, a natureza alimentar do salário, por visar, conforme já mencionado, a proteção ao princípio da dignidade da pessoa humana, não pode ser renunciada contratualmente, conquanto é verba inerente à regular subsistência da pessoa, e esta condição nunca pode ser abdicada.

Em razão disto, os tribunais estaduais e também o Superior Tribunal de Justiça têm dado ganho de causa aos correntistas, entendendo que o depósito dos valores não retira a natureza alimentar da renda e, com isto, declarando que a retenção do salário para solver a dívida do cliente junto ao banco, ainda que isto encontre amparo contratual, é completamente ilegal. De outra forma, merece ser ressaltado que há tribunais entendendo pela limitação desta impossibilidade de desconto automático dos rendimentos, estipulando um máximo de 30% sobre os rendimentos depositados para que as instituições retenham para pagar os débitos.

Outra questão de suma importância refere-se à abrangência deste entendimento jurisprudencial, pois a imensa maioria das decisões cuidou de casos relacionados a trabalhadores contratados sob o regime celetista ou funcionários públicos, pairando a dúvida acerca dos rendimentos dos profissionais liberais e demais empreendedores.

Em que pese os tribunais ainda não terem se manifestado de forma contundente a este respeito, entendemos que a remuneração destes profissionais também merece o mesmo tratamento dos celetistas e funcionários públicos, em razão de que a norma legal que fundamenta as decisões judiciais favoráveis aos trabalhadores (art. 649, IV, CPC) é bastante abrangente e prescreve que, além dos salários, são impenhoráveis os vencimentos, subsídios, soldos, remunerações, proventos de aposentadoria, pensões, pecúlios e montepios, as quantias recebidas por liberalidade de terceiro e destinadas ao sustento do devedor e sua família, os ganhos de trabalhador autônomo e os honorários de profissional liberal.

Além do mais, ainda que não houvesse tal disposição, como acima afirmamos, o profissional precisa ter seu rendimento protegido (ainda que parcialmente, como no caso do teto de 30% sobre o qual se permite a retenção), em razão de que não importa o regime jurídico de sua profissão, uma parte da renda certamente é imprescindível para a sua subsistência, devendo ser amplamente tutelada como forma de lhe garantir a subsistência, preservando-se sua dignidade.

Diante disto, as instituições financeiras que queiram cobrar as suas dívidas devem se valer de outros meios que não a retenção automática da remuneração dos seus clientes, conquanto este ato mostra-se judicialmente reconhecido como abusivo e contrário à boa-fé que deve reger as relações privadas, cabendo aos cidadãos evitar que este tipo de retenção ocorra ou, caso já tenha havido, procurar o Judiciário para se ver ressarcido de eventuais danos materiais e/ou morais eventualmente sofridos.

Marcelo Piazzetta Antunes é advogado.

Revista Consultor Jurídico, 1º de novembro de 2007.

Fonte:http://www.conjur.com.br/2007-nov-01/banco_nao_reter_salario_automaticamente

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ANS INTERVÉM EM UNIMEDS E OUTROS PLANOS DE SAÚDE

Publicamos abaixo a lista de operadoras que estão sob intervenção da ANS - Agência Nacional de Saúde Suplementar. Entre elas há várias Unimeds. Inclusive a da capital da República. Essa situação confirma o temor existente entre amplos setores do sindicalismo em geral e do sindicalismo médico, em especial, de que o desvirtuamento de cooperativas de trabalho pode contribuir decisivamente para a desmoralização de uma boa idéia, que é o cooperativismo.

Recentemente, em assunto amplamente divulgado pela imprensa, vimos a Operação Pecado Capital, desencadeada pela Polícia Federal no Rio de Janeiro. Nela restou provado que cooperativas que alugavam mão-de-obra médica barata para os governos estadual e municipal do Rio de Janeiro, eram dirigidas por pessoas que tinham padrão de vida elevadíssimo, com muito dinheiro, luxo e sofisticação. Tudo isso obtido à custa da exploração da mão-de-obra alheia e da tunga dos direitos trabalhistas dos médicos.

A lista abaixo foi divulgada pelo Estadão.com, versão on-line de "O Estado de São Paulo".

Confira a lista de operadoras sob intervenção da ANS

Operadoras que têm Direções Fiscais em andamento:

ABESP – Assistência Médica Ltda. ABESP, SP ADMÉDICO – Adm. de Serviços Médicos à Empresa Ltda. ADMÉDICO, MG Administradora Brasileira de Assistência Médica Ltda. All Saúde, MG Aguanambi Saúde S/C Ltda. Aguanambi Saúde, CE All Life Assistência Médica Ltda. ME All Life, RJ Associação Evangélica Beneficente de Londrina AEBEL, PR Associação Médica da Região Metropolitana de Campinas Plano Samaritano de Saúde, SP Atender Serviços Médicos Ltda. Atender, MG Atlânta Operadora de Planos de Saúde Ltda Atlânta, BA Aviccena Assistência Médica Ltda. Avimed Saúde, SP Canp Saúde S/S Ltda. São Braz Saúde, PA Clínica & Associados de Saúde Ltda. HASS, RJ Comunidade Evangélica Luterana São Paulo – CELSP Ulbra Saúde, RS Conmedh Saúde Assistência Integrada de Saúde Ltda. Conmedh Saúde, RJ Cooperativa de Usuários de Serviços e Sistemas de Saúde Coopus, BA Cooperativa de Usuários de Serviços Médicos e Hospitalares Coopersaúde, SP D. M. P. F. Administração Empresarial Ltda DANFERPRI, SP Evercross Planejamento de Assistência Médica Ltda. Evercross, RJ Federação das Soc. Coop. de Trab. Médico do Pará e Amapá Unimed AM OR, PA Garantia de Saúde Ltda. Garantia de Saúde, SP HC Saúde Ltda. HC Saúde, MA Hospital Evangélico de Rio Verde Hosp. Presb. Dr Gordon, GO Hospital São Marcos S/A Hospital São Marcos, SP Irmandade de Santa Casa de Misericórdia de Caconde Irmandade de Caconde, SP J. Ramos Júnior Assistência Póstuma Pro-Saúde, PA MB Assistência Médica S/C Ltda. MB Assistência Médica, SP MC Clínicas Ltda. MC Clínicas, RS Micromed Assistência Médica Ltda. Micromed, SP Milmed Administradora de Serviços Médicos Ltda. Milmed, BA Oral Saúde Vitória Ltda. Oral Saúde Vitória, ES Paz Med Plano de Saúde S/C Ltda. Paz Med, SP Plano de Saúde São Lucas Ltda. São Lucas, AL Policlínica Central Ltda. Policlínica Central, RS Promed Assistência e Saúde Ltda. Promed, RS Qualimed Ltda. Qualimed, MG Realmed Assistência à Saúde Ltda. Realmed, MG Recife Meridional Assistência Médica Ltda. Meridional Saúde, PE RN Metropolitan Ltda. RN Metropolitan, MG Royal Saúde Ltda. Royal Saúde, SP Santa Cruz Saúde Ltda. Pame, SP Saud Vida Serviços de Planos de Saúde Ltda. Saudvida (Amazon), PA Saude Assistência Médica Internacional Ltda. Saúde Internacional, SP Sermed Serviços Hospitalares S/C Ltda. Sermed, SP Serviço de Assistência Médica Empresarial Ltda. SAME, PE Serviço Social das Estradas de Ferro – SESEF Plansfer, RJ Sistema Médico da Saúde S/A SimSaúde, CE União Assistência Médica Ltda. Univida Saúde, PE Unimed Brasília Cooperativa de Trabalho Médico Unimed Brasília, DF Unimed Duque de Caxias RJ Coop. de Trab. Médico Unimed Duque de Caxias, RJ Unimed Guararapes Cooperativa de Trabalho Médico Ltda. Unimed Guararapes, PE Unimed Macapá – Cooperativa de Trabalho Médico Unimed Macapá, AP Unimed Regional de Aracati – Coop. de Trabalho Médico Unimed Regional de Aracati, CE Uniodonto Araçatuba Coop. de Trabalho Odontológivo Uniodonto Araçatuba, SP Vectra Assistência Médica e Odontológica Ltda. Vectra, SP Operadoras que têm Direções Técnicas em andamento Aviccena Assistência Médica Ltda. Avimed Saúde, SP Comunidade Evangélica Luterana São Paulo – CELSP Ulbra Saúde, RS Micromed Assistência Médica Ltda. Micromed, SP Recife Meridional Assistência Médica Ltda. Meridional Saúde, PE Santa Cruz Saúde Ltda. Pame, SP

http://www.estadao.com.br

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Sindicato Expresso 157

SINDICATO EXPRESSO 157

Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e da Zona da Mata de Minas Gerais

Juiz de Fora, 13 de fevereiro de 2009.

Editorial

Anuidades, taxas e impostos afetam o orçamento da maioria dos médicos.

As entidades médicas – Conselhos, sociedades de especialidades, associações médicas, federações – ao estabelecer os valores das contribuições a serem pagas, não deveriam virar as costas para duas realidades que afligem a classe médica. A primeira é o pesado agravo tributário que atinge os profissionais, em especial nos primeiros meses do ano. A segunda é o baixo nível da remuneração dos médicos, em especial no serviço público (SUS). Sem a consideração dessas realidades e agindo na ignorância delas, os dirigentes de entidades médicas responsáveis pela fixação dos valores dessas anuidades, taxas e contribuições, estarão oprimindo a maioria da categoria profissional. Ao contrário, seu dever moral é defender os médicos. Inclusive economicamente.

Facilitar o pagamento de anuidades, taxas, contribuições e assemelhados, que são irrigadas com dinheiro saído dos bolsos dos profissionais, e analisar detidamente os valores a serem pagos torna-se uma obrigação. Os Conselhos Regionais de Medicina vão retirar quase quinhentos reais de cada profissional. Considerando a média da remuneração dos profissionais, avaliada pelo próprio Conselho Federal, em estudo sobre a situação dos médicos brasileiros e considerando o vencimento dos profissionais do serviço público, é fácil concluir que essa quantia é pesada. E a ela se somam outras obrigações de pagar, como anuidades de sociedades de especialidades, contribuições sindicais, etc. Além disso, o Imposto de Renda, que é cruel com os médicos, impostos municipais (IPTU, ISSQN), etc. A realidade econômica da Medicina no Brasil contemporâneo deve ser considerada. Não dá para fingir que os doutores estão ganhando mal e agravá-los sob pesadas contribuições. Eis um fato que não pode ser retirado de cena. Por mais que se finja ignorá-lo.

Nota de Esclarecimento:
A CONTRIBUIÇÃO SINDICAL. O que é?


Uma das contribuições cobradas é a ”contribuição sindical”. Apesar do nome, ela é um imposto, de pagamento obrigatório, instituído por Lei Federal e extensivo a todos os trabalhadores brasileiros, de todas as categorias profissionais. Destina-se à manutenção e funcionamento da entidades sindicais, que são responsáveis pela defesa dos interesses de cada categoria profissional O valor dessa contribuição não é fixado por cada Sindicato, é determinado pelo Ministério do Trabalho, com informações dadas por confederação e federação à qual cada sindicato é vinculado obrigatoriamente. No caso dos médicos, esse valor é fixado com subsídios dados pela Confederação Nacional dos Profissionais Liberais e pela FENAM – Federação Nacional dos Médicos. Ele corresponde, em tese, a um dia de trabalho por ano de cada trabalhador. Esse valor é arrecadado por cada Sindicato. O Sindicato que recebe fica com 75% do valor arrecadado. 18,8% do total vão para a FENAM. 6,25% vão para a Confederação Nacional dos Profissionais Liberais (CNPL).


JUIZ DE FORA: SERVIÇOS DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA ESTÃO SOB AMEAÇA


A motivação para o trabalho dos profissionais da saúde que atuam em áreas de urgência e emergência depende do reconhecimento material pelo seu trabalho. No caso da Prefeitura de Juiz de Fora, como os salários, especialmente dos médicos, são pífios, os profissionais recebem gratificações que fazem com que sejam compensados pelo desgaste de um trabalho intenso e sujeito a grande estresse ocupacional.

As condições de trabalho também são colocadas em questão. O vereador Castelar (PT), em pronunciamento na Câmara Municipal (10/02/2009), deu ciência aos representantes do povo de que existe desabastecimento na unidade. Faltam ítens básicos e uma infiltração havia causado sérios problemas na UTI do Hospital. Em outro pronunciamento (12/02/2009), o vereador Flávio Checker (PT) referiu-se à unidade como ”o CERESP da Saúde”, em alusão ao grande número de apenados internados no HPS. O Hospital, além de sua função assistencial, desempenha um papel de contribuir para minimizar as consequências da falência do sistema penitenciário.

Em que pesem condições de atendimento precárias e os pífios salários dos médicos da Prefeitura de Juiz de Fora, quando foi noticiado, no dia 12 de fevereiro de 2009, que o Prefeito havia lançado um pacote que previa um corte de 18 milhões nas despesas da Prefeitura e que parte desse corte seria no pagamento de gratificações e vantagens aos funcionários, uma luz de alerta acendeu nos corredores do HPS e outras unidades que atendem urgências e emergências. O corte nas gratificações pagas nesse setor pode causar um grande desgaste e deixar de atrair e fixar profissionais para atuarem nesses serviços essenciais, comprometendo a normalidade e regularidade de seu funcionamento.

Prova de que essa situação tem que ser vista com o devido cuidado é o fato do HPS estar com os plantões de cirurgia nos finais de semana seriamente desfalcado, a ponto de comprometer o seu funcionamento. Em caso de uma calamidade, como um acidente com muitas vítimas ou desabamentos, o atendimento, certamente, ficará comprometido. E não há profissionais que se sintam atraídos para preencher as vagas existentes. Essa situação, se houver cortes de gratificações e vantagens no HPS, certamente irá se generalizar. O Sindicato deve manifestar esse temor à opinião pública, à classe política, aos demais sindicatos, às autoridades e a todos os interessados no bom funcionamento do sistema público de Saúde.
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