FAX SINDICAL 179

SINDICATO DOS MÉDICOS DE JUIZ DE FORA
=============================
______________ FAX SINDICAL_______________
=============================
NÚMERO 179 * ANO IV * 13/AGOSTO/2009

O Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora esperava que a administração Custódio, com a aceitação da contraproposta formulada pela representação classista oficial dos profissionais da Medina, pusesse fim à tensão nas relações trabalhistas entre Prefeitura e médicos. Por uma razão muito simples: ela empurra para um confronto prejudicial e que sempre terminará sem vencedores. Mas parece que esse não é o entendimento oficial dos atuais hóspedes do poder municipal.

Antes do encerramento das negociações, a administração Custódio já se apressava em cortar os miseráveis salários que paga aos médicos da Prefeitura. Prova de má vontade. Não tendo questionado a legalidade da greve ou discutido a justeza do mérito das reivindicações a administração municipal apelou para cortar salários, uma manobra com claro objetivo de coagir, inibir e dispersar o protesto da classe médica.

O Sindicato não abandonou os doutores penalizados pela Prefeitura. diante da falta de disposição para o diálogo sobre as punições demonstrada pelo Secretário Vítor Valvarde, com respaldo do Custódio, restou a via jurídica. para os médicos da AMAC, protegidos pela legislação trabalhista, foi procurado o Ministério do Trabalho. Uma tentativa última de conciliação.

Em correspondência datada de 12/8, um dia depois do prazo estabelecido por acordo entre o gerente regional do Ministério do Trabalho, o Sindicato dos Médicos e a AMAC/Prefeitura de Juiz de Fora, chegou a carta da AMAC, negando a possibilidade de acordo e confirmando os cortes de pagamento determinados pela Prefeitura, para a Secretaria de Saúde e também AMAC. Na carta a Direção da AMAC, como a administração municipal à qual ela claramente se subordina, defende a idéia absurda de que a decisão não é uma retaliação contra a categoria. Havia naufragado a última tentativa de conciiação. Restou provada a disposição do Prefeito para radicalizar a questão.

Para os médicos estatutários, fora da competência da Justiça Federal, restou o recurso à Justiça do Estado de Minas Gerais. Foi impetrada uma medida chamada Protesto Judicial. Desconhecemos os prazos dessa medida e sua eficácia. De qualquer modo, a questão não está encerrada.

JUIZ DE FORA – ATENÇÃO MÉDICOS DA PREFEITURA!

1- Audiência pública – Assunto de vosso interesse: no próximo dia 19 de agosto, a partir das 15 horas, na Câmara Municipal, vai ser realizada uma audiência pública sobre a questão da discriminação salarial que a Prefeitura de Juiz de Fora pratica contra os médicos, fazendo descaso da carga horária especial da categoria e transformando uma conquista dos profissionais em penalidade (redução de uma quarte parte do salário, quando comparado às demais categorias de nível superior). A audiência foi pedida pelo Dr. José Tarcísio, do PTC, médico e vereador, na época das paralisações que os médicos realizavam contra seus baixos salários e deterioração das condições de atendimento. Agora (agosto) a Câmara Municipal encontrou tempo de discuti-la. A presença de profissionais e representantes de entidades médicas nesse evento é muito importante.
2- COMISSÃO PCCS – A Diretoria do Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e Zona da Mata, representante classista legítimo de todos os médicos da Prefeitura de Juiz de Fora, aguarda para essa sexta, 14 de agosto, a publicação de portaria criando a Comissão para elaborar o PCCS dos médicos municipais.

Publicado pelo Wordmobi

Publicado em: on 13 -Agosto- 2009 at 8:32 pm Deixe um comentário
Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

FAX SINDICAL 174

SINDICATO DOS MÉDICOS DE JUIZ DE FORA.
=======================================
<<<<<<>>>>>>
=======================================
Número – 174 – Ano IV – 04/0/2009.
-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-
GREVE DOS MÉDICOS DA PREFEITURA DE JUIZ DE FORA – CORTES SALARIAIS CAUSAM INDIGNAÇÃO ENTRE PROFISSIONAIS. SINDICATO VAI À JUSTIÇA.

A decisão da administração Custódio de Matos de realizar cortes salariais contra os médicos da Prefeitura, sem que a legalidade da greve fosse julgada e antes do encerramento das negociações coletivas causou indignação na Diretoria do Sindicato dos Médicos, entre os médicos da Prefeitura, que foram vítimas dos cortes e, também, repercutiu negativamente na grande maioria da classe médica. Os salários que a Prefeitura paga aos médicos já são sofríveis e os cortes os reduziram ainda mais. Diante da negativa da administração Custódio de Matos em negociar os salários dos médicos, a saída encontrada pela Diretoria do Sindicato foi recorrer à Justiça. No caso dos médicos vinculados à AMAC, haverá audiência no Ministério do Trabalho. Se não houver conciliação, o caso irá à Justiça do Trabalho. Ficará demonstrada a subordinação da AMAC à Prefeitura de Juiz de Fora. Há ação semelhante, movida por funcionários da Prefeitura de Santos Dumont, com ganho de causa para os trabalhadores. No caso dos médicos estatutários a situação é mais complicada, porque não dependem da Justiça Federal. O caso será julgado na Justiça do estado de Minas Gerais. O protesto judicial já foi feito pelo advogado do Sindicato dos Médicos e estaremos informando sobre o seu andamento.
Tramita na Justiça ação do Sindicato contra a Prefeitura, por causa das perdas salariais decorrentes da discriminação dos 25 por cento a menos que o nível superior, cuja reposição é reivindicação constante do Sindicato.
Nos meios profissionais, diante da indignação, muitos falaram na possibilidade de uma nova paralisação, ou greve de protesto contra os cortes efetuados pela administração do Custódio nos salário ruins dos médicos da Prefeitura.

COMISSÃO PREPARA DISCUSSÃO DE PCCS.

Os representantes indicados pelo Sindicato dos Médicos para acompanhar a elaboração de um PCCS para os profissionais do serviço público municipal realizaram a sua primeira reunião preparatória. Experiências, propostas e sugestões foram discutidas, bem como questões referentes às políticas de recursos humanos aplicadas à área da saúde. A reunião é o primeiro passo nessa importante luta da classe médica em Juiz de Fora.

A indicação dos representantes sindicais para a Comissão tripartite que irá analisar a deterioração das condições de atendimento médico no SUS de Juiz de Fora já foi comunicada ao Conselho Municipal de Saúde e à Secretaria de Administração e Recursos Humanos da Prefeitura de Juiz de Fora. A formação dessa comissão está na contraproposta sindical formulada nas negociações coletivas desse ano e encaminhada à Prefeitura.

FEDERAÇÃO NACIONAL DOS MÉDICOS REAGE A PRISÃO ARBITRÁRIA DE MÉDICA NO RJ.

A coluna do Ancelmo Góis, no Globo de domingo (2 de agosto) falou sobre o caso da prisão de uma médica reguladora do SUS no Rio de Janeiro. O colunista conclui que a corda arrebentou do lado mais fraco. A médica não conseguiu cumprir uma determinação judicial porque não havia vaga de UTI disponível na rede pública. Por faltar vaga em UTI o juiz mandou prendê-la. Diz Ancelmo que deveria mandar prender o Governador ou o Secretário de Saúde. Mas a corda, mais uma vez, se rompeu contra o lado mais fraco. A Federação Nacional dos Médicos e o Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro se posicionaram firmemente ao lado da médica. A notícia pode ser conferida na página http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL1249488-5606,00-FEDERACAO+DIZ+QUE+VAI+DENUNCIAR+JUIZ+QUE+MANDOU+PRENDER+MEDICA.html. A FENAM vai tomar todas as medidas cabíveis para a apuração e o esclarecimento desse caso tenebroso. Se o juiz agiu em respeito à lei, para garantir a um usuário do SUS um direito constitucional, por outro lado, errou no alvo. Mandou prender quem não tem poder para criar ou contratar leitos de UTI.

Na mesma semana um desembargador de Brasília, notório amigo da família Sarney, censurou o Estado de São Paulo, proibindo notícias de fatos referentes aos escândalos que envolvem o filho do Senador Sarney, apurados na conhecida operação Boi Barrica, da Polícia Federal. A filha do Senador Sarney, Roseana, conseguiu, também por decisão judicial, derrubar o governador eleito pelo povo do Maranhão, Jackson Lago, e ocupar o governo do Estado.

PROBLEMA DOS PRESOS NO HPS DE JUIZ DE FORA DERRUBOU SECRETÁRIA DE SAÚDE?

A Dra. Eunice Caldas pode ter sido vítima de um desajuste. A grande quantidade de presos acautelados no HPS, exposta em cadeia nacional por uma programa de televisão, mostrou aos brasileiros os pés de barro do governo Aécio. A dívida social para com o povo mineiro é imensa. Fontes ligadas ao governo do Estado acharam que a matéria foi instigada pela Secretária ou pessoas a ela ligadas. Os aecistas são muito zelosos quanto às aparências. Calculam os efeitos publicitários de cada evento que envolve, direta ou indiretamente, o seu chefe. Com isso uma deficiência grave do sistema penal do Estado de Minas Gerais, a quem cabe a responsabilidade para com a população carcerária, ficou evidente. É a dívida social que não se paga dando vans e ambulâncias para prefeitos.

Publicado pelo Wordmobi

Publicado em: on 3 -Agosto- 2009 at 8:26 am Deixe um comentário
Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

MÉDICOS DA PREFEITURA DE JUIZ DE FORA VÃO PARAR NO DIA 13 DE MAIO E FAZER NOVA ASSEMBLÉIA.

DIA 13 DE MAIO EM JUIZ DE FORA, OS MÉDICOS DA PREFEITURA FARÃO PARALISAÇÃO.
08 de maio de 2009
////////// * TELEGRAMA SINDICAL * \\\\\\\\\\
<<<<<<<<<<<<<<<<>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>
SINDMED JF * Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e da Zona da Mata de Minas Gerais.
<<<<<<<<<<<<<<<<>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>
JUIZ DE FORA: MÉDICOS DA PREFEITURA FARÃO PARALISAÇÃO E ASSEMBLÉIA NO DIA 13 DE MAIO.SEGUNDA CONTRAPROPOSTA DA PREFEITURA FOI REJEITADA EM ASSEMBLÉIA. MÉDICOS ESPERAM QUE SUAS REIVINDICAÇÕES SEJAM TRATADAS COM SERIEDADE.

——————————————————
Pela segunda vez a Assembléia Geral Permanente dos Médicos da Prefeitura rejeitou a contraproposta do empregador (leia-se Prefeitura de Juiz de Fora - administração Custódio de Matos [PSDB]). A principal reivindicação da pauta dos médicos, a equiparação e o cumprimento da Lei Federal 3888/1961 (que garante carga horária especial para os Médicos) ainda não mereceu uma resposta definitiva da administração municipal. Estudam impactos.
Na Assembléia do dia 6 de maio, os médicos já escolheram os representantes que irão acompanhar a regularização do vínculo trabalhista dos médicos de família e comunidade com a Prefeitura e o fim da precarização desses profissionais. O Secretário de Administração assumiu compromisso com os dirigentes sindicais de formar uma comissão paritária para dar encaminhamento ao assunto.
Agora restam à administração Custódio de Matos poucos caminhos:
1- Apresentar uma nova contraproposta que contemple as reivindicações dos médicos da Prefeitura.
2- Apresentar uma nova contraproposta que não contenha medidas capazes de contemplar as reivindicações da categoria.
3- Romper unilateralmente as negociações.
O Sindicato adverte sobre a responsabilidade enorme da Prefeitura pelo desfecho desse impasse. É previsível que, caso os médicos da Prefeitura continuem com sua remuneração precária, perdendo as perspectivas de remuneração decente e condições de atendimento satisfatórias, ocorra um grande desinteresse pelo trabalho e demissões que comprometerão o funcionamento do sistema público de saúde. A administração Custódio de Matos precisa entender claramente sua responsabilidade perante a população, a opinião pública e as autoridades, caso o desfecho dessas negociações seja infeliz para os médicos e para o SUS.
O Sindicato, ciente da importância do momento, insiste junto a todos os médicos da Prefeitura que NÃO COMPAREÇAM ÀS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE E AOS SERVIÇOS DE CLÍNICAS ESPECIALIZADAS (PAM Marechal, PAM Andradas, Departamento de Clínicas Especializadas, Saúde Mental, CAPS, Saúde da Mulher e outras unidades) no dia 13 de maio de 2009 e se dirijam, a partir da dez horas da manhã do mesmo dia à Sociedade de Medicina e Cirurgia, rua Braz Bernardino, 59, Centro, onde será reunida a Assembléia.
Na segunda-feira, 11 de maio de 2009, representantes do Sindicato dos Médicos reunem-se com representantes da Prefeitura de Juiz de Fora para apresentar oficialmente as decisões da Assembléia e ouvir uma nova contraproposta da administração municipal.
------------------------------------------------------
Visite o Telegrama Sindical em http://telegramasindical.blogspot.com
Também com versão para dispositivos móveis, PDA, Palm, Smartphones e IPhone, em http://telesind.wirenode.mobi
_______________________________________
Postado por Secretaria Geral do Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e da Zona da Mata de Minas Gerais às 09:56 0 comentários

JUIZ DE FORA – É HOJE A ASSEMBLÉIA DOS MÉDICOS DA PREFEITURA.

ASSEMBLÉIA DOS MÉDICOS DA PREFEITURA DE JUIZ DE FORA. PELO CUMPRIMENTO DA LEI E RESPEITO À JORNADA ESPECIAL DOS MÉDICOS, PELA ESTRUTURAÇÃO DA CARREIRA NA URGÊNCIA E EMERGÊNCIA, PELA INTEGRAÇÃO DO PSF NO SERVIÇO PÚBLICO E CONTRA A PRECARIZAÇÃO MÉDICA DE MÃO DE OBRA PELA PREFEITURA.


O que esperar dessa campanha salarial de 2009 na Prefeitura de Juiz de Fora? Dia 30 de abril, às 20 horas na Sociedade de Medicina e Cirurgia os médicos que atuam na Prefeitura farão assembléia. O objetivo é encaminhar a luta. Na pauta específica constam 3 ítens destacados. O primeiro é que a Prefeitura respeite a Lei Federal 3999/1961 e ponha fim à discriminação salarial contra os médicos, reconhecendo a carga horária especial estabelecida em Lei e equiparando os médicos ao nível superior. Isso significaria um aumento de 25%. O assunto já está na Justiça, mas o Sindicato deseja um acordo, já que o assunto é matéria pacificada em acórdão do STF e que a Prefeitura de Juiz de Fora é a única Prefeitura que tem mantido essa defasagem, a despeito da Lei. A administração estadual e federal e a iniciativa privada reconhecem a carga horária especial. O segundo tópico destacado é a necessidade de uma carreira para urgência e emergência. Envolve a manutenção de serviços essenciais e é o setor mais afetado pelas demissões pedidas por médicos. O terceiro tópico é que a Prefeitura cumpra o Termo de Ajuste de Conduta firmado com o Ministério Público do Trabalho e legalize a situação dos médicos do Programa de Saúde da Família, incorporando-os definitivamente ao serviço público, já que são profissionais do serviço público e como tal devem ser enquadrados.

A situação salarial dos médicos da Prefeitura é a mais grave de todas, que os salários defasaram a tal ponto que já não atraem e nem fixam médicos no serviço público municipal. São salários péssimos, não condizentes com a dignidade da Medicina. As consequencias dessa defasagem, a curto e médio prazo poderão ser o esvaziamento do atendimento público em Juiz de Fora, criando demandas reprimidas e privando a população de serviços médicos especializados, além do enfraquecimento e desestruturação dos serviços essenciais de urgência e emergência. Como se trata de assunto muito grave e de interesse de toda a população e autoridades, esperamos que Prefeitura não aja com negligência e empurre a Saúde de Juiz de Fora para uma crise perfeitamente previsível. Não adianta que os Senhores Secretários e o Prefeito e seus apoiadores tapem o sol com a peneira. Por que, certamente, essa negligência poderá lhes ser cobrada em anos eleitorais, caso haja uma deterioração do sistema público de saúde, o SUS, decorrente da carência e da falta de motivação dos profissionais da Medicina.

Importantíssima a presença de todos na Assembléia. O Sindicato insiste, devido à necessidade de reagirmos contra a grave deterioração salarial e de condições de atendimento, como essa que temos testemunhado no SUS de Juiz de Fora.


Technorati : , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
Del.icio.us : , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

O tamanho do Estado e sua necessidade.

Tem sido um mote usado por certas correntes políticas a questão do tamanho do Estado. Isso se traduz em discursos que preconizam o corte de gastos públicos, ouvidos frequentemente na tribuna do Congresso, em declarações de governadores e prefeitos e lidos em artigos publicados. A declaração de que a máquina do estado é grande e precisa ser reduzida é um dos pontos centrais do chamado neoliberalismo, fundado em idéias econômicas que foram muito populares nos anos 70 e 80 do século passado. Um de seus paradigmas é o governo conservador da Sra. Margareth Thatcher na Grã-Bretanha e outro é a economia chilena, na fase final da ditadura do General Pinochet. Essas idéias foram irrigadas pela chamada Escola de Chicago de economia e pelo pensamento do Sr. Milton Friedman, agraciado com um Prêmio Nobel de Economia.

No jornal ”O Globo” deste domingo, na página 7, lemos um interessante artigo intitulado ”O emprego público não é excessivo no Brasil”. Seus autores são os pesquisadores do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, do Rio de Janeiro) Eneuton Pessoa, Fernando Mattos e Marcelo Britto.

Os autores reclamam de que o mote de diminuição do tamanho do Estado, quando abordado do ponto de vista do emprego público, precisa ser melhor qualificado. Lembram que a maior parte de nossa população necessita de serviços essenciais. E isso implica o emprego de um contingente maior de professores, médicos, aumento de oferta de creches e do atendimento social. E essa participação do serviço público na vida brasileira seria uma forma de saldar a enorme dívida social do país, que tem uma das piores distribuições de renda do mundo.

Os políticos que defendem idéias de inspiração neoliberal, e se expressam por declarações sobre a necessidade da redução do tamanho do Estado deveriam deixar claro o que querem, exatamente, ver reduzido. Creches, escolas, hospitais e postos de saúde? Essa informação é importante para o eleitorado e para a formação da opinião pública. Não é honesto omiti-la.

O artigo lembra ainda que, no Brasil, o emprego público representa apenas 12% do total de pessoas ocupadas no mercado de trabalho. Número pequeno diante das fortes necessidades. Compara com outros países, como a França, que tem 28% do número de pessoas ocupadas no setor público. Nos países escandinavos esse percentual vai a um terço do total do mercado de trabalho. Nos Estados Unidos chega a 15%, no México, 14%. No Uruguai é de 15%, no Panamá, 15% e até no Paraguai chega a 13%, volume maior que o do Brasil. Na Argentina, que foi vitimada pelas políticas neoliberais durante o Governo de Carlos Menen, o número de trabalhadores do setor público por mil habitantes é de 12,6. No Brasil é de 7,4.

Os autores fazem ver, com base em sólidos dados e resultados de pesquisas, que, nos últimos dez anos, o emprego público no Brasil cresceu na mesma proporção que a população residente. Não há aí nenhum inchaço. E no total, o emprego público cresceu apenas na esfera municipal, onde há maior número de empregados em serviços públicos de saúde e na educação fundamental e infantil.

Essas informações, vindo de uma fonte séria e bem fundamentada, fornecem informações importantes que permitem vacinar a nossa mente contra declarações falaciosas sobre a diminuição do tamanho do Estado.

Technorati : , , , , , , , , , , , , , ,
Del.icio.us : , , , , , , , , , , , , , ,

Farra da multiplicação dos vereadores causa repulsa na opinião pública

A maracutaia da vereança, a conhecida iniciativa do Senado em criar mais de sete mil vagas de vereadores no Brasil, provocou intensa reação na opinião pública e até declaração contrária do Presidente Lula. O blog do Ricardo Kotscho pergunta por que não se libera verba para contratar igual número de médicos no SUS, ao invés desses vereadores. Com o mesmo salário e as mesmas condições de trabalho, é claro que iriam aparecer muitos interessados. Kotscho cita que ficou impressionado com o número de comentários, todos irados, que recebeu ao seu blog no sábado. Profunda irritação contra a farra dos vereadores. A iniciativa do Senado poderá contribuir para desgastar ainda mais a imagem do parlamento aos olhos dos eleitores e contribuintes brasileiros. Parlamentares que se comprometerem com essa farra de vereadores, poderão ter surpresas desagradáveis nas próximas eleições. Felizmente a idéia não parece simpática ao Presidente da República e nem ao Presidente da Câmara dos Deputados, o Dr. Arlindo Chinaglia.

O artigo do Kotscho pode ser conferido em http://colunistas.ig.com.br/ricardokotscho/2008/12/20/a-farra-dos-vereadores-por-que-nao-medicos/

20/12/2008 – 09:55

A farra dos vereadores: por que não médicos?

“Uma pergunta: teria mais serventia para o nosso país a criação de 7.343 novas vagas de vereadores ou a criação de 7.343 vagas de médicos atendendo pelo SUS?”

A pergunta acima, que da melhor forma resumiu a farra da criação de vagas para mais vereadores patrocinada pelo Senado, não é minha, nem de qualquer outro jornalista, mas de Cláudio Navarro Silveira, de Belo Horizonte, e foi publicada no Painel do Leitor da Folha.

De uns tempos para cá, tenho observado que os leitores mantêm mais acesa sua capacidade de se indignar com as barbaridades cometidas no Congresso Nacional do que nós, jornalistas. Basta ver as seções de leitores dos jornais e os comentários na internet.

Para não deixar o leitor Silveira sem resposta, diria que, sim, teria mais serventia contratar médicos, ou professores, policiais ou garis, economizando o dinheiro para empregar em coisas mais úteis _ como a construção de escolas, por exemplo.

O custo do mandato de cada vereador do Rio ou de São Paulo foi calculado em torno de R$ 5 milhões pela ONG Transparência Brasil _ mais do que o de um parlamentar de dez países, entre eles Alemanha, França e Reino Unido, como a Folha publicou hoje.

Disse bem o presidente Lula em seu papo no café de final de ano com jornalistas em Brasília: “Não são 7 mil vereadores que vão resolver os problemas das cidades”.

A farra da criação de novas vagas nas Câmaras Municipais para suplentes de vereador foi patrocinada por senadores de todos os grandes partidos, com apenas cinco honrosas exceções, que merecem ser destacadas: Cristovam Buarque (PDT/DF), Kátia Abreu (DEM/TO), João Pedro (PT/AM), Raimundo Colombo (DE|M/SC) e Tião Viana (PT/AC).

O obscuro senador Demóstenes Torres (DEM/GO), trazido à ribalta por um suposto grampo de conversa dele com Gilmar Mendes, presidente do STF, sempre de plantão para atacar o governo, criticou a decisão da mesa diretora da Câmara que barrou a emenda aprovada no Senado:

“Surfar na onda da moralidade é fácil demais. Ele jogou para a galera porque agora todo mundo é contra”, desdenhou Demóstenes, um surfista em tempo integral nesta modalidade, ao criticar o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia.

Mas a hipocrisia de um notório arauto da moralidade, que disputa os holofotes com Demóstenes, não escapou da observação de um outro leitor da Folha, Sandro Ferreira, de Ponta Grossa, no Paraná:

“O senador Álvaro Dias, em que eu votei na última eleição, envergonhou-me com sua declaração de que `é uma pressão enorme, não podemos desamparar nossos amigos´”.

Como se vê, os políticos podem contar com a boa vontade de colunistas distraídos ou cansados, mas os leitores, seus eleitores, continuam atentos.

Technorati : , , , , , , , , , ,
Del.icio.us : , , , , , , , , , ,

Apagão da Saúde em Natal.

A devastação do sistema público de saúde no Brasil ignora duas realidades que são do interesse geral:

1-a esmagadora maioria da população brasileira depende dos recursos públicos de saúde para conseguir alívio para suas enfermidades.

2-o país está exposto ao risco de epidemias, como a dengue.

Apesar disso, a negligência do poder público em fortalecer o sistema de saúde continua gravíssima. Merece atenção das pessoas esclarecidas. O Fax Sindical tem publicado matérias denunciando que a propaganda de certos governos estaduais e municipais e o discurso pré-eleitoral de muitos políticos apresentava-se bem afastado da realidade. As pessoas que não estão dependendo diretamente do sistema de saúde estão desconectadas de sua realidade e de seus graves problemas, pelo que podem acreditar que esses discursos sejam verdadeiros. Até que tem que, por qualquer razão, encarar um hospital público.


Acrescentamos aqui mais um retrato do apagão da saúde no Brasil em nossa coleção. Trata-se da crise da saúde em Natal. Sentença judicial manda que o Estado abasteça os hospitais sucateados, para que eles não se tornem completamente inoperantes. A matéria pode ser conferida na página http://diariodenatal.dnonline.com.br/site/materia.php?idsec=2&idmat=178614#

Data: 18/12/2008

Persiste a crise nos hospitais

Desde a decisão do juiz Luiz Alberto Dantas, da 5ªVara da Fazenda Pública, de que o governo estadual deve providenciar o reabastecimento de remédios e insumos dos hospitais estaduais no prazo de 90 dias, o Sindicato dos Servidores de Saúde (Sindsaúde) estão vigilantes para saber se a determinação será cumprida. Ontem os sindicalistas fizeram ato público no Hospital Santa Catarina, Zona Norte de Natal, para alertar que ainda há materiais básicos em falta, além de remédios e equipamentos sem manutenção.

A proposta do grupo é fazer vistorias e realizar atos públicos divulgando a situação do abastecimento dos hospitais semanalmente, sempre às quartas-feiras. Sônia Godeiro, diretora do Sindsaúde, acredita que a fiscalização constante por parte dos servidores e funcionários é necessária para garantir que o reabastecimento seja completo. ”Desde que houve o acordo para reabastecer os hospitais, têm chegado mais coisas, mas ainda não está normal”, alertou.

Segundo os servidores, faltam materiais em praticamente todos os setores do Hospital, como lavanderia, nutrição, laboratório, alojamento conjunto, centro obstétrico, pediatria, pronto-socorro e banco de leite. Da lista de itens em falta, constam luvas, máscaras para funcionários, sonda urinária, algodão, detergente, roupas, lençóis, papel higiênico, entre outros. A relação inclui ainda 18 medicamentos, como os necessários para nebulização e diagnóstico de doenças cardíacas.

Outro problema identificado pelos servidores foram equipamentos quebrados, como ar-condicionado, bebedouro e máquina de lavar pratos. Além dos remédios e equipamentos, os servidores também reclamam da falta de funcionários para atender à demanda do Hospital e falta d’água.

PATRÍCIA BRITTO

DA EQUIPE DO DIÁRIO DE NATAL

Technorati : , , , , , , , , , ,
Del.icio.us : , , , , , , , , , ,

O Imperador de Minas Gerais

O IMPERADOR DE MINAS.

O deputado estadual Sávio Souza Cruz, do PMDB - MG, comenta o momento político no estado. Critica o esquema de Aécio e Pimentel apoiando o milionário Márcio Lacerda, que acabou eleito prefeito de Belo Horizonte. Diz que a candidatura do rico empresário não poderia ser inventada sem trazer seqüelas políticas graves. Ele também comenta o controle exercido pelo Governo de Aécio sobre os meios de comunicação do Estado. Aécio, imperador de Minas, é a versão século XXI de ACM, outrora conhecido como imperador da Bahia. Avalia também que o resultado eleitoral não favoreceu os planos políticos dos apoiadores de Aécio. A matéria foi publicada no Novojornal, na página http://www.novojornal.net/politica_imprimir.php?codigo_noticia=8119


02/12/2008, 12:13 – Sávio denuncia “imperador de Minas”

Deputado Sávio Souza Cruz comenta que Aécio e Pimentel acreditaram que poderiam inventar candidatura sem trazer seqüelas

Deputado denuncia censura em Minas

O deputado estadual Sávio Souza Cruz (PMDB) tem enviado correspondência aos eleitores mineiros na qual afirma que o recado das urnas, nas últimas eleições, mostram que “hoje, a cidadania, a independência e a liberdade não podem conviver com o ressurgimento do mandonismo, coronelismo e caciquismo pós-moderno”.

Para Souza Cruz, o resultado das eleições de Belo Horizonte foi emblemático, pois dois líderes políticos bem avaliados acharam possível subtrair do povo o direito de escolha, através de controle exercido sobre os meios de comunicação, com o uso abusivo da publicidade oficial, transformada em novo instrumento de censura, mais eficaz que os canhões da ditadura.

Em sua análise, Sávio comentou que Aécio e Pimentel acreditaram que poderiam inventar uma candidatura que servisse ao interesse político e pessoal deles, sem trazer seqüelas. “Porém, Minas disse não ao “neocaciquismo”, ao mandonismo e coronelismo”.

O parlamentar do PMDB disse que “embevecidos pela popularidade, dois governantes delirantes” se esqueceram que o poder tem limites.

Sávio denunciou a existência em Minas de “um processo de mandonismo e de cooptação inadequada, inconfessável dos partidos.” E salientou que, por trás dessa construção do “marketing”, o povo percebeu jogadas perigosas que não deram os frutos esperados e ainda terão conseqüências sérias. “Este Estado não transige quando o assunto é liberdade! Não abre mão quando o assunto é democracia!”.

Ao citar muitas cidades onde o governo perdeu as eleições, o parlamentar argumentou que popularidade não traduz transferência de votos, explicando que o fenômeno se espalhou por toda Minas Gerais. “Que recado duro! O governador Tancredo Neves dizia que a força dos palácios impunha-se naqueles pequenos municípios que ele chamou de grotões. Hoje vemos o partido do governador transformar-se num partido dos grotões, que poderá imperar apenas onde prevalecer o mandonismo, onde a liberdade não tiver espaço para prosperar”, acrescentou Sávio.

Em razão da força do Executivo municipal, da pressão e da censura dos jornais e dos demais meios de comunicação, Sávio entende que o recado é duro também para o Legislativo. “O povo não nos quer submissos. O povo não aceita mais uma Assembléia homologativa, que faça apenas o “sim, senhor” ao imperador de Minas. O recado é também para nós”, concluiu o deputado.

Copyright novojornal.net. Todos os direitos reservados.

Technorati : , , , , , , ,
Del.icio.us : , , , , , , ,

[FAX 109]Hospital inaugurado nas vésperas das eleições já está sucateado.

Matéria publicada pelo Estadão, mostra que os médicos, por meio de sua representação classista, o Sindicato, estão cansados de serem apenas a vidraça diante das pedradas eleitoreiras de interesses políticos.

O hospital "mais moderno do Estado" do Rio de Janeiro, como foi rotulado no dia de sua inauguração pré-eleitoral, está em tão completo abandono e descaso que o Sindicato dos Médicos vai acionar o Ministério Público, na esperança de que as autoridades tomem providências para garantir as condições de assistência daquela unidade. As pessoas que estão sendo atendidas naquela unidade correm riscos evidentes e a situação vai piorar com a deterioração da unidade.

A notícia, publicada no ESTADÃO on-line, na página http://www.estadao.com.br/geral/not_ger282871,0.htm

informa sobre as condições calamitosas do hospital:

“É um escândalo que teve conotação eleitoral, pois os governos federal, estadual e municipal inauguraram o hospital às vésperas da eleição sem a obra concluída. A improbidade administrativa está caracterizada pela incapacidade do controle de 50 monitores que podem ter saído pela porta da frente e pela exposição de um equipamento caro à ação do tempo. Isso pode prejudicar o funcionamento da aparelhagem”, disse o presidente do sindicato, Jorge Darze. Segundo ele, o atendimento na unidade é precário e as equipes médicas estão desfalcadas.

(mais…)

Apagão da Saúde continua fazendo vítimas no Brasil.

Fica cada vez mais evidente um dos aspectos mais macabros do apagão da saúde que devasta o Brasil. Alguns fatos devem ser considerados por quem vai falar sobre o assunto:

1-Corrupção: o caso recente da FUNASA é um escândalo. ONGS, fundações e agências são usadas para retirar dinheiro dos escassos recursos da saúde. Veja em http://faxsindical.wordpress.com/2008/11/23/saude-publica-corrupcao-na-funasa-vem-a-tona/ . Outro artigo sobre o assunto pode ser visto no link http://movservidorestadual-rj.blogspot.com/2008/11/grave-corrupo-com-o-dinheiro-da-sade.html

2-Apesar de toda crise, não se vê sensibilidade nas esferas decisórias do Governo Federal para com o problema da Saúde. Recursos necessários para fechar as contas da saúde pública foram negados. Confira a notícia em http://faxsindical.wordpress.com/2008/11/21/governo-federal-nega-verbas-para-financiamento-da-saude-publica/

Esta crise tem gerado eventos muito graves. A crise dos hospitais público do Rio de Janeiro já é escabrosa. O FAX SINDICAL abordou o assunto repetidas vezes, como no artigo publicado em http://movservidorestadual-rj.blogspot.com/2008/10/rio-de-janeiromais-um-hospital-sem.html

O apagão da Saúde no Brasil é visível. Falta financiamento, há corrupção e má gestão. As consequências são cada vez mais sentidas. A matéria que transcrevemos abaixo, do EXTRA on-line, do Rio de Janeiro, revela o impacto de todas estas distorções no dia a dia de pessoas simples, que dependem do sistema público de saúde e não encontram respostas adequadas para suas necessidades e aflições. É o resultado de tanto desacerto nas políticas públicas de saúde. Sofrem paciente e médicos.

Publicada em 23/11/2008 às 18:43

Caso de grávida baleada revela a deficiência do atendimento da rede pública de saúde

Clarissa Monteagudo – Extra

Assim como a recepcionista Roberta Helena dos Santos Silva, de 20 anos, internada em estado grave no Hospital de Saracuruna após percorrer vários hospitais da Zona Oeste do Rio, pacientes enfrentam um longo e doloroso caminho para conseguir tratamento na rede pública de saúde.

Nos corredores das principais emergências, a “esperança está nas mãos de Deus”. Essa é a frase mais ouvida pelos parentes dos doentes internados no Rocha Faria. Para aliviar a revolta, eles se refugiam em orações, distribuídas por missionários nas filas para atendimento. Segundo eles, faltam médicos, remédios e equipamentos.

- Morreram 16 senhoras na enfermaria das mulheres essa semana. Ficamos sem médico na terça, quarta e quinta. A gente não conseguia medicamentos. Na Ouvidoria, mandaram preencher um formulário e o diretor não nos recebeu – declarou Rosângela da Silva Almeida, de 50 anos, acompanhante da sogra de 84 anos, que sofre de fibrose pulmonar.

Há um mês, Rita Cássia Henrique de Souza, de 44 anos, luta para conseguir tratamento para o marido, Aurélio Félix Batista, de 75 anos. Ele teve um câncer de pulmão diagnosticado e está internado há 15 dias no Rocha Faria.

- Com idoso o atendimento é ainda pior. Meu marido só foi levado ao Iaserj para fazer uma tomografia porque eu chorei e implorei. Não aparece nenhum médico e ele não fez até agora a biopsia – conta Rita.

Vítimas de violência também não encontram especialistas como neurocirurgiões em hospitais de emergência, como o Hospital Pedro II.

- Quando tem baleado na cabeça, a gente manda para o Souza Aguiar ou Hospital de Saracuruna. Aqui não tem condição – diz uma funcionária. No Albert Schweitzer, médicos e enfermeiros levaram um susto. Houve falta de eletricidade e eles tiveram dificuldade em manter os níveis de oxigênio dos respiradores.

- A gente ficou quase doido. Lutamos muito e o governador nos chama de vagabundos – reclama um médico.

Fonte:

http://tinyurl.com/57had7

Technorati : , , , , , , , , , , , , ,
Del.icio.us : , , , , , , , , , , , , ,