Telegrama Sindical 206

TELEGRAMA SINDICAL 206
Ano V Número 206 Juiz de Fora, 02 de janeiro de 2010. Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e da Zona da Mata.
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Juiz de Fora: Prefeito faz promessas suspeitas e não valoriza trabalho médico.

HPS em crise falta de médicos é grave Prefeito Custódio de Matos insiste em promessas suspeitas. Imprensa não tem acesso a esse fato gravíssimo.

O Hospital de Pronto Socorro da Prefeitura de Juiz de Fora está sendo alvo de vistorias da Vigilância Sanitária Estadual e do Ministério Público. Chama atenção dos médicos da unidade que um dos problemas mais graves da unidade, a carência de recursos humanos na unidade, que leva a escalas incompletas de plantão, não está sendo alvo da consideração das autoridades. A questão émuito grave e coloca em risco os usuários dos serviços públicos de saúde e os médicos que trabalham no serviço público municipal. Mais grave ainda se levarmos em conta o discurso de Custódio de Matos. Ele está anunciando e prometendo UPAS (embora sem ter plantas adequadas para isso em Juiz de Fora) e um hospital, o ex-hospital da zona norte, das campanhas eleitorais. Alguém deveria explicar ao Sr. Custódio de Matos que não se planejam hospitais sem médicos. E que se ele não consegue prover as escalas de plantão do HPS, como proverá essas unidades que promete.

Custódio de Matos usa modelo neoliberal decadente para ameaçar funcionários públicos.
Prefeitura de Juiz de Fora quer copiar criticado modelo de avaliação de desempenho neoliberal do decadente governo do ex-presidenciável Aécio Never.
Prefeito Custódio de Matos quer impor avaliação discricionária a servidores do município de Juiz de Fora. Depois de reajuste zero, dos cortes salariais contra médicos, do fim dos descontos no IPTU, do aumento exorbitante do IPTU, Custódio prova que o seu saco de maldades ainda estácheio. Até quando vamos aturar?

Veja a notícia na Tribuna de Minas:
POLÍTICAAnálise de desempenho
Proposta leva receio a servidores
Táscia SouzaRepórter
No último dia 16, os servidores municipais que marcaram presença na reunião da Câmara saíram aliviados do Palácio Barbosa Lima após assistirem ao recuo da Prefeitura em relação à destinação, no Plano Plurianual (PPA), de R$ 60 milhões entre 2011 e 2013 para implantar um programa de avaliação de desempenho do funcionalismo. O cabo de guerra entre os dois lados, no entanto, pode se intensificar a partir deste primeiro dia do ano. Não que os servidores iniciarão 2010 já com um plano de metas a serem cumpridas e temendo uma fiscalização do Executivo sobre seu trabalho. Ao menos por enquanto, ainda não se trata disso. Acontece, porém, que representantes da PJF, inclusive o prefeito Custódio Mattos (PSDB), já manifestaram que a proposta de implantação de um prêmio por produtividade nos moldes do adotado pela administração do governador Aécio Neves (PSDB) não precisa estar no PPA para ser concretizada.
No próprio dia 16, logo após os servidores comemorarem a retirada de tramitação da proposta do Plano Plurianual, o líder do PSDB na Casa, vereador Rodrigo Mattos, deixou claro que a bancada tucana – e, por conseguinte, a administração municipal – consideram a avaliação de desempenho positiva tanto para o funcionalismo quanto para a PJF. O único equívoco, segundo ele, foi a administração não ter conversado com os sindicatos que agregam as categorias de servidores municipais antes de enviar à mensagem ao Legislativo – o que pode ser remediado já agora em 2010. No dia 23, exatamente uma semana depois do recuo estratégico, o secretário de Administração, Vítor Valverde, confirmou, em rápida passagem pelo Barbosa Lima, que o Executivo pretende, sim, seguir adiante com a intenção de premiar os servidores que melhor cumprirem suas metas. O titular da pasta não quis adiantar os detalhes da proposta, alegando que, como não estava com o planejamento em mãos, não poderia falar de abstrações. Valverde também justificou que estava saindo de recesso e que só voltará à PJF no próximo dia 4, quando poderá esclarecer quais são as pretensões do Executivo no caso.
ReceiosNão há consenso a respeito da eficácia ou não de avaliações de desempenho como a que se quer implementar em Juiz de Fora. No estado, onde o prêmio por produtividade foi instituído em 2003 através do chamado acordode resultados, a polêmica é a mesma. O principal temor, em ambos os casos, é quanto à possível subjetividade da avaliação. As administrações sustentam que influências pessoais ou políticas não ocorrem na análise de desempenho. Os funcionários são avaliados por critérios técnicos, por superiores que são funcionários de carreira como eles. Não há interferência política, garante o líder do Governo Aécio na Assembleia, deputado Mauri Torres (PSDB). Em Minas, isso tem funcionado muito bem. Tanto que está sendo copiado por outros estados, destaca. Isso parece não ser o suficiente para aplacar o medo dos funcionários. Para o presidente do Sindicato dos Médicos, Gilson Salomão, o calcanhar de Aquiles da proposta é justamente a inexistência de critérios de avaliação que, se fossem definidos, melhorariam o processo.
A categoria acabou de concordar, por exemplo, com a instituição de um adicional de resultados para os médicos ligados ao Programa Saúde da Família (PSF), de acordo com mensagem do Executivo aprovada pela Câmara no último dia 23. No entanto, Salomão ressalta que as duas situações são diferentes. O adicional de resultados não é o mesmo que a avaliação de desempenho. Na verdade, é uma avaliação do trabalho das equipes do PSF de acordo com metas definidas pelo Ministério da Saúde, como controle de endemias, índice de diabetes e doenças cardíacas…, explica. A avaliação de desempenho não: é uma avaliação individual feita de acordo com sabe-se lá quais critérios. Quanto a isso mantemos nossa posição contrária.
Polêmica sobre futuro do plano de cargos
Outro ponto controverso, tanto no estado quanto no município, diz respeito aos atuais planos de cargos e salários dos servidores. Na oposição à gestão Aécio Neves, o deputado André Quintão (PT) diz não ser contra o prêmio em si, mas à ameaça – também questionada pelos juizforanos – ao plano de carreira das categorias. Os mecanismos de avaliação de desempenho e de incentivo à produtividade são interessantes, desde que vinculados a um plano de carreira e a uma política salarial que aumente o poder aquisitivo do funcionalismo e garanta a incorporação dos benefícios para fins de aposentadoria, pondera o petista. O que a avaliação de desempenho não pode é substituir os mecanismos de promoção permanentes, como a escolaridade adicional ou a progressão por tempo de serviço. O mesmo argumento usa o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserpu), Cosme Nogueira. Hoje temos um mecanismo condicionado, independente, automático, que é o triênio. Já a análise de desempenho joga a decisão de quem merece ou não ser promovido para terceiros, critica.
A ex-diretora do Sindicato dos Professores (Sinpro) e atual coordenadora da sub-sede do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE), Victória de Fátima de Mello, diz temer que a realidade enfrentada no ensino estadual – que ela classifica como trágica – se repita na cidade. Nas escolas, essa avaliação instituiu a cultura do medo. Todas as ações nas escolas agora são voltadas para o que pode acontecer na avaliação de desempenho. A autonomia e a independência que existiam no processo pedagógico aos poucos estão se acabando, lamenta. Ela também afirma que o prêmio por produtividadeafronta os direitos trabalhistas conquistados ao longo dos anos. Aqueles direitos adquiridos pelos trabalhadores são todos atrelados à avaliação de desempenho. Teoricamente os direitos existem, mas se o servidor não cumprir as metas ele não recebe.
Falta eco na Secretaria de Educação
Apesar da intenção de prosseguir com a proposta de avaliar o desempenho dos servidores, a medida também não é unânime na própria PJF. A secretária de Educação, Eleuza Barboza, que responde pela pasta onde a pressão do funcionalismo chega mais forte, prefere manter a avaliação dos alunos, usada atualmente para detectar os pontos frágeis de cada escola. A avaliação dos profissionais é uma questão muito polêmica. Sim, ela pode gerar bons resultados quando é bem-feita, sem apontar para punições. Mas nunca pensei nessa questão nem em trabalhar com uma avaliação dessa forma, porque avaliar necessita que você também dê condições, analisa. Trabalhamos com avaliação de desempenho dos alunos, porque por aí também se percebe o desempenho das escolas. É claro que há vários critérios para levar em conta, como a origem social, a saúde, a questão familiar… E alguns desses problemas a escola não consegue sanar. Mas, entre o que conseguimos, a avaliação dos alunos ajuda a diagnosticar os problemas da escola e do ensino. São indicadores importantes, que auxiliam no planejamento de ações positivas para melhorar a educação.
Entretanto, mesmo os mecanismos de avaliação dos estudantes, como a Prova Brasil, não contam com apoio dos professores, porque, segundo eles, não consideram as diferentes realidades das escolas. O problema das avaliações externas é que são feitas por pessoas de fora do processo pedagógico das escolas. Além disso, elas levam a um ranqueamento das escolas muito nocivo, que não considera as questões sociais e culturais de cada instituição e comunidade, além de levar a uma corrida dos pais para matricular os filhos nas escolas que são melhor avaliadas, opina Victória de Fátima de Mello. Na hora dos investimentos há também uma tendência a privilegiar as escolas que já estão com melhor desempenho, deixando de lado aquelas com maior histórico de violência, com mais professores contratados ao invés de concursados, que são as que precisam de mais recursos, conclui.
http://www.tribunademinas.com.br/politica/politica10.php

O Desgoverno de Minas Gerais. 

Matéria escrita pelo ex-presidente regional da CUT denuncia os pesadíssimos efeitos indesejáveis do Governo do ex-presidenciável Aécio Never sobre Minas. Essas ações terão reflexos negativos sobre as futuras gerações, se não houver governo que as corrija. O Estado está sendo prejudicado e Aécio propagandeia uma Minas que não existe. Enquanto sua propaganda engana a muitos, o Estado passa por um triste período de decadência e descontentamentos.

A matéria está em http://tinyurl.com/yelxlcl

Cenário de Minas Gerais no (des)governo de Aécio Neves
Escrito por Lúcio Guterres 24-Aug-2007

Cenário de Minas Gerais no (des)governo de Aécio Neves

Em Minas não se respira liberdade. Quem fala a verdade merece castigo. Não há liberdade de imprensa e nem liberdade na Praça da Liberdade, na terra da liberdade onde, na bandeira, está escrito LIBERTAS QUAE SERÁ TAMEM Liberdade ainda que tardia.

Perfil de Minas Gerais

Possui 19 milhões de habitantes; é o segundo colégio eleitoral do País e a 3ª economia, responsável pela produção de 10% da riqueza nacional, de 40% do aço e de 22% da extração extrativa mineral.

ísticas do governo Aécio

· Estado neoliberal desmonte da máquina pública
· Deterioração dos serviços prestados à população
· Retirada de direitos de servidores e empresas públicas
· Imposição da remuneração variada
· Pratica na educação salários (R$ 292,00) menores que o salário mínimo nacional (R$ 350,00).
· Para uma População Economicamente Ativa (PEA) de 9,7 milhões, cerca de um milhão estão desempregados.

Agricultura/Abastecimento 2004/2005
Os números mostram que houve redução na produção de vários produtos alimentícios, inclusive os de primeira necessidade, essenciais na mesa do consumidor.
Algodão: 197,8 mil toneladas (-30%)Arroz: 198,8 mil toneladas (-22%)Mamona: 4,3 mil toneladas (-16%)Soja: 2.482,5 mil toneladas (17%)Trigo: 63,7 mil toneladas (-23%)Amendoim: 4,1 mil toneladas (-80%)Feijão: 681,1 mil toneladas (-16%)Milho: 5.208,8 mil toneladas (-16%)Sorgo: 172,4 toneladas (-23%)

Meio ambiente (caixa dágua do Brasil)
· O governo Aécio cedeu terras do Estado para os grandes plantarem eucalipto;
· Faz vistas grossas às queimadas criminosas;
· Faz vistas grossas às ações criminosas das carvoarias;
· Há sérios problemas nos licenciamentos ambientais – Apenas dois dos 853 municípios obtiveram licença;
· Em um sério comprometimento do meio ambiente, os rios recebem esgoto inatura e as bacias hidrográficas não estão sendo vitalizadas;
· As nascentes têm sofrido degradação contínua e são constantemente ameaçadas pela destruição das matas ciliares, pelas mineradoras (muitas delas clandestinas) e pelos garimpos irregulares;
· As barragens têm colocado em risco o meio ambiente em Minas e no Sudeste do País;
· A Copasa pratica uma das tarifas de água mais caras do Brasil. Ainda assim, apesar do dinheiro que arrecada do cidadão, não trata o esgoto, que continua a céu aberto em várias regiões do Estado, comprometendo a saúde dos mineiros;
· O acidente na barragem da Mineradora Rio Pomba, na Zona da Mata, cobriu de lama e bauxita diversas cidades da região, deixando desabrigados e comprometendo seriamente o fornecimento de água. Foi um dos piores crimes ambientais dos últimos anos …Cadê o Governador?
· O cerrado tem sido destruído para dar lugar a monocultura, à plantação irrigada ou a produção de carvão, inclusive com a utilização de mão de obra análoga à escravidão. Sabemos que a monocultura (produção de apenas um único tipo de produto agrícola) beneficia apenas os latifundiários, em detrimento dos pequenos agrecultores. Além disso, a substituição da cobertura vegetal original, geralmente com várias espécies de plantas, por uma cultura única, é uma prática danosa ao solo
· A Mata Atlântica estádesaparecendo
· A Zona da Mata sótem Mata no nome;
· Áreas que deveriam estar protegidas estão sendo devastadas.

Transporte
· Gasta-se com asfalto novo (obras eleitoreiras) e abandona-se as estradas velhas;
· Governo éalheio aos acidentes, ao excesso de peso pelos veículos, às estradas não são sinalizadas; e à falta de acesso da população rural aos centros urbanos mais próximos, devido à precariedade e até mesmo inexistência de rodovias;
· As ferrovias estão sendo sucateadas e o governo do Estado finge que não vê;

Energia
· Minas Gerais possui 6,5 milhões de consumidores de energia elétrica, residenciais e comerciais, e o Estado é o responsável pela produção de 18% da energia gerada no Brasil e de 60% da energia que abastece a região Sudeste. Os maiores consumidores são as empresas: 110 delas consomem metade de toda a energia produzida no Estado. Ironicamente, cobra-se mais caro das residências e vende-se mais barato para os empresários. Minas Gerais está no topo do ranking, ao obrar em relação a outros estados, o ICMS mais caro na tarifa da energia residencial. Não é a toa que a Cemig auferiu, em 2005, lucro de R$2,07 bilhões. Bom para os acionistas, que receberam, de dividendos, R$ 2 bilhões. Péssimo, evidentemente, para a população, especialmente as camadas mais pobres.
· Não bastasse, Minas Gerais também cobra as mais altas taxas de ICMS do álcool e da água consumida;

Educação
Apesar do discurso do governador de que a Educação é prioridade em seu governo e da maciça propaganda paga nos meios de comunicação, a realidade ébem diferente daquela que Aécio Neves faz parecer. Vejamos:
· O analfabetismo ainda é alto nas zonas rurais;
· O ensino médio ainda não foi universalizado;
· As verbas da educação tiveram um corte de 30%;
· Em 2001, os investimentos em educação somaram R$ 5,6 bilhões, caindo para R$ 3,2 milhões, em 2005. Houve um acréscimo de receita de R$10 bilhões neste período;
· Pesquisa realizada em 2005 mostra que 35% das crianças de 1º série apresentam níveis insatisfatórios de alfabetização. No semi-árido, esse percentual sobe para quase 50%.
· O Conselho Estadual de Educação é dominado pelos representantes do governo e as contribuições apresentadas pela população dificilmente são levadas em consideração;
· Não há um processo democrático e transparente nas eleições para diretores de escolas, que acontecem de forma arbitrária;
· O governo não negocia efetivamente com o Sindicato que representa os trabalhadores em educação.
· Embora se gabe de fazer investimentos maciços na educação, de ser o segundo colégio eleitoral e de ter a terceira maior economia do País, a educação pública de Minas aparece apenas no quarto lugar no ranking nacional;
· Das 3.400 escolas estaduais existentes no Estado, a grande maioria, 3.200, estão sucateadas, sem infra-estrutura e até mesmo sem mobiliário e material pedagógico adequados;
· Escola e qualidade total ao contrário deste slogan ventilado pelo governo de Minas, o que há, na prática, é muita exploração, pouca educação, baixos salários e desvalorização profissional;
· Professores de educação básica, com formação em magistério, recebem salário inicial de R$323,057; e professores com curso superior (licenciatura plena), de R$453,96.
· Em Minas Gerais, 41% dos professores têm contrato temporário, com o estado desrespeitando a Constituição Federal de 1988, segundo a qual o ingresso no serviço público deva ser via concurso público;
· Em seu primeiro mandato, uma das primeiras ações de Aécio Neves foi cortar o abono de R$45,00, para quem tinha dois cargos;
· Na educação superior em Minas Gerais, as universidades estaduais têm 4,2% de matriculados(as); e as universidades federais, 18,6%. Na educação superior de outros estados, as universidades estaduais respondem por 14,6% de matrículas e as universidades federais, por 4,7%;
· Na UFMG, o gasto per capita por aluno é de R$ 21 mil; e na UEMG, de apenas R$ 4 mil;
· Minas Gerais destina às universidades estaduais apenas R$ 50 milhões, contra R$ 2 bilhões investidos por São Paulo. Para se ter uma idéia, o orçamento para as UEMGs é inferior a de outros estados mais pobres do país, como Pará, Piauíe Banhia. Esses números, por si só, dão bem uma mostra de como não há valorização da universidade pública e gratuita no Estado.

Saúde
· Ambulâncioterapia Estão prejudicados os serviços de atendimento. Por outro lado, não há políticas e investimentos efetivos para a prevenção de doenças e enfermidades.
· De 2003 a 2006 foram desviados R$ 2,8 bilhões da área da saúde;
· Transferência para os municípios;
· Doação de ambulâncias;
· A dengue tem prejudicado a população, mas não há publicidade sobre o assunto. Faltam investimentos no combate às doenças transmissíveis. Os hansenianos, por exemplo, estão abandonados;
· Há um déficit de aproximadamente 3.000 leitos no Estado e os novos que surgem devem-se a ações do governo do presidente LuizInácio Lula da Silva;

ência Social
· Minas Gerais é o segundo estado que menos investe em Assistência Social, perdendo apenas para o Espírito Santo;
ça Pública
· Em manifestações legítimas de movimentos sociais, a Polícia Militar reprime, bate, prende e algema; O Estado também proíbe manifestações na Praça da Liberdade e tenta criminalizar entidades e instituições sérias que lutam pelo respeito e a dignidade humana, a exemplo do que aconteceu com o MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens).
· Crimes hediondos, nos quais estiveram envolvidos interesses de poderosos, continuam em total impunidade. Exemplos são o assassinato de quatro servidores da Justiça do Trabalho, em Unaí; o massacre de cinco sem-terra, em Felisburgo;
· Virou rotina, especialmente no interior do Estado, prefeituras e comunidades pagarem aluguel de delegacias e cadeias e abastecerem viaturas de policiais militares e civis o que significa o Estado se desresponsabilizando de suas obrigações para com a sociedade.
· No segundo trimestre de 2005, em Montes Clarose Uberaba, a criminalidade aumentou 47,19% e 40,34%, respectivamente, em relação ao segundo trimestre de 2004.

ção
· Minas Gerais acumula déficit de 640.000 unidades. Os mais prejudicados são os de baixa renda. Pesquisas mostram que 87% das famílias que não têm casa própria recebem até três salários mínimos mensais;
· Pesquisas mostram, ainda, que em 2004 existiam 5.891.243 famílias residentes permanentes; Dessas, 4.094.848 (69,5%) tinham os homens como referência; e 1.796.395 (30,5%), as mulheres como referência. A média nacional éde 29,4%, o que demonstra não haver preocupação com as mulheres e nem com políticas públicas voltadas ao sexo feminino.

Direitos Humanos
· Minas Gerais é o Estado campeão de violência contra as mulheres, crianças e pessoas idosas;
· Não há preocupação governamental.

Exportação
· Minério de Ferro (bom preço). Em três anos a exportação cresceu 126%.
Arrocho Salarial (choque)
· Em 2002, afolha de pagamento correspondia a 71,57% da receita corrente liquida do Estado; em 2005 caiu para 54%. Isso significa arrocho salarial que penaliza significativamente os servidores públicos.
· Abaixo a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Aumento de receita (arrecadação)

2002
2005
%

Receita do Estado

R$ 16.905 bi
R$ 26.889 bi
60

Folha Poder Executivo

R$ 7.735 bi
R$8,297 bi
7,2%

Déficit Zero (dívida de Minas)
· O tão propalado déficit zero não passa de mero discurso técnico, como forma de enganar a população, que não condiz com a realidade. Em 2002, a dívida era de R$ 34,7 bilhões. Em 2005, pulou para R$45,764 bilhões. Onde está, portanto, o propalado déficit zero?
· O que se vê éum estado cada vez mais feroz e com apetite arrecadatória, que suga cada vez mais a população através da cobrança de taxas e impostos, sem a contrapartida de melhorias nos serviços públicos ou na valorização dos servidores públicos;
· Há aumento nas exportações;
· Háuma melhora na economia brasileira e um presidente da República generoso com Minas Gerais. Muitas das ações divulgadas pelo governo de Minas são se tornaram possíveis graças à liberação de recursos por parte do Governo Federal. Isso, no entanto, não chega ao conhecimento da opinião pública.

Funcionalismo
· Visão neoliberal do estado mínimo;
· Empregado é problema;
· Terceirização;
· Se hámalezas no Estado, a culpa do funcionalismo.

Relação Sindical
· Para ganhar o apoio da população, investe pesado na mídia, tenta desmoralizar sindicatos e sindicalistas e cooptar algumas categorias. É uma forma também de dividir os sindicatos, fragmentar, fragilizar as lutas e a atuação sindical e aprofundar as crises;
· As lideranças sindicais aparentam respeito, mas as participações, ainda que legais, são limitadas. A relação sindicalistas/trabalhadores é restringida;
· Dificulta negociações, priorizando os dissídios; e prejudica os sindicalistas;
· Desenvolve a prática da barganha;
· Processa, prende e indicia os sindicalistas;
· Impede acesso dos sindicalistas às empresas
· Dificulta o trabalho dos diretores de base.

Imprensa
· É mais fácil publicar na Folha de São Paulo, no Le Monde Diplomatique do que nos jornais do Estado;
· A imprensa estáblindada e blinda o Aécio, desqualificando as fontes;
· Governo desmoraliza e ataca os denunciantes;
· Em Minas, quem fala verdade merece castigo. O governo controla rádios, jornais e TVs. Não há espaço para o contraditório e ele dificulta a circulação de mídia alternativa. Às vezes, nem os editores têm autonomia e demite-se profissionais éticos.
· Há uma mordaça nas redações. O governo é de consenso, pois o dissenso não sai.
· Falta liberdade de imprensa em Minas e nem na ditadura militar a interferência foi tão grande.
· A TV mostra dia e noite o buraco do metrô de São Paulo. E o rompimento da barragem na Zona da Mata mineira, que destruiu casas e comprometeu o abastecimento de água a centenas de famílias?

TELEGRAMA SINDICAL 204

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TELEGRAMA SINDICAL 204

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Ano V Número 204 Juiz de Fora, 31 de dezembro de 2009.

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Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e da Zona da Mata.

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Criado cargo de médico de famíliana Prefeitura de Juiz de Fora.
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Apesar dos salários pouco atraentes, Lei acaba com a precarização de mão de obra.
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Prefeitura de Juiz de Fora, pressionada pela crise da AMAC, cria cargo de médico de família no serviço público municipal. A Lei foi uma vitória da categoria médica e da saúde da família, porque encerra a fase de precarização da mão de obra dos médicos de família no SUS de Juiz de Fora.
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A Câmara Municipal acabou aprovando, ao apagar das luzes da atividade legislativa de 2009, a lei que cria o cargo de médico de família na Prefeitura. Mais especificamente: cria na classe de médico, a área de saúde da família na administração direta do serviço público municipal.

No dia 23 de dezembro, próximo às 8 horas, o Secretário de Administração e Recursos Humanos da Prefeitura de Juiz de Fora foi chamado, às pressas, na Câmara para reunir-se com os vereadores, que a seguir chamaram os diretores do Sindicato dos Médicos para participarem das negociações. Além dos vereadores médicos (José Fiorilo, José Tarcísio e JoséLaerte), os vereadores da Comissão de Saúde e outros integrantes da Câmara tinham consciência das objeções do Sindicato dos Médicos ao projeto de lei da Prefeitura. Só para lembrar: essas objeções foram discutidas e levantadas em Assembléia convocada pelo Sindicato que reuniu os médicos de saúde da família para discutirem a mensagem do Prefeito. As objeções eram a questão de garantir que o adicional de carga horária seja contado para fins de aposentadoria, a dedicação exclusiva, o adicional de produtividade e uma gratificação de 34%, que seria paga aos médicos de saúde da família em regime de contrato temporário, para compensar a perda de garantias que tinham sob o regime celetista, como o fundo de garantia.

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A aposentadoria.
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A objeção do Sindicato dos Médicos referente à aposentadoria dos médicos de família (PSF/ESF) foi causada pelo adicional de carga horária, que dobra a carga horária dos médicos. A lei que cria o cargo obriga os médicos a dobrarem a carga horária. Na hora da aposentadoria os médicos veriam seus vencimentos minguarem? A questão foi respondida pela SARH e pelos vereadores. Foi dito que a aposentadoria será feita pela média dos vencimentos nos últimos dez anos.

Uma advogada do Legislativo (Procuradoria) informou aos dirigentes sindicais que a lei que regulamentará a aposentadoria dos médicos de família é a Lei Municipal 11.036, de 06/12/2005. [Essa lei trata do Regime Próprio de Providência dos Servidores Públicos Municipais de Juiz de Fora. Para conhecer melhor a Lei clique no link http://www.jflegis.pjf.mg.gov.br/c_norma.php?chave=0000026384 ]

Um comunicado interno da SARH, ao qual o Telegrama Sindical teve acesso, que trata de aposentadorias e adicionais cita o Artigo 40 da Constituição Federal e a Lei Federal 10.887, de 18 de junho de 2004. Conclui que será calculado o valor médio das maiores remunerações e comparado com a última remuneração percebida antes da aposentadoria. Será considerado o maior valor.

O Sindicato dos Médicos defende, no interesse do servidor público e do seu empregador (bem do serviço público), que haja uma incorporação proporcional aos anos trabalhados, já que pode interessar ao profissional ou àPrefeitura uma mudança de função. Nesse caso, quem tenha exercido por 10, 15 ou 20 anos o cargo de médico de família, não seria prejudicado ao ser remanejado, no interesse da Prefeitura ou do próprio médico. Acreditamos que essa discussão deva continuar na elaboração do PCCS dos médicos da Prefeitura de Juiz de Fora.

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Dedicação Exclusiva.
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A Lei não vai exigir a dedicação exclusiva. Entende o Sindicato dos Médicos que os salários pagos na Prefeitura ainda são sofríveis. Não há um atrativo na carreira, como há em outras que exigem a dedicação exclusiva, como, por exemplo, Magistratura, Ministério Público, Polícia Federal, Auditoria da Receita. Esse entendimento parece haver prevalecido. Embora o desejável fosse uma carreira atraente, com remuneração condigna e dedicação exclusiva. Mas isso ainda fica para o futuro.

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Prazo para Concurso Público para Médico da Família
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Não previsto no Projeto do Executivo. Acabou sendo acertado um prazo de 12 meses para a realização do concurso público.

A avaliação do Sindicato é que houve um reconhecimento, pelo Legislativo, da maioria das objeções levantadas pelo Sindicato dos Médicos. Essas objeções foram levantadas a partir de discussão ocorrida em Assembléia Geral Extraordinária dos Médicos de Família convocada pelo Sindicato dos Médicos.

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O fantasma de Dona Maria, a Louca, assombra os médicos brasileiros. Leia isso em

http://faxsindical.wordpress.com/2009/12/30/o-espirito-de-dona-maria-a-louca-assombra-os-medicos-brasileiros/
A república dos bacharéis está virando uma ditadura dos bacharéis. Saiba como em http://faxsindical.wordpress.com/2009/12/30/a-ditadura-dos-bachareis-e-o-retrocesso-das-instituicoes/

TELEGRAMA SINDICAL 203

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TELEGRAMA SINDICAL 203

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Ano V Número 203 Juiz de Fora, 22 de dezembro de 2009. Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e da Zona da Mata.
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O TELEGRAMA SINDICAL deseja a todos um FELIZ NATAL e um ótimo 2010. A todos os médicos, funcionários públicos, sindicalistas, funcionários de sindicatos, de centrais sindicais, a todos que contribuem com sua luta e atividades cotidianas para a defesa de um trabalho decente para todos os brasileiros. Sem luta não há vitória. Um 2010 de muitas lutas vitoriosas, que compensem cada minuto da vida de cada um de nós.

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Projeto de Lei que cria cargo de médico de família mostra mais uma vez postura irredutível e autoritária da atual administração municipal. Onde está a democracia?
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A mensagem do Prefeito que propõe lei que cria o área de saúde da família na classe de médico da administração direta do Município, foi discutida pelos médicos que atuam em saúde da família e comunidade no serviço público municipal em assembléia do Sindicato dos Médicos.

Reunião entre a Comissão de Saúde da Câmara Municipal e o Secretário da Administração de Custódio de Matos, Sr. Vitor Valverde, revelou aos presentes a irredutibilidade do atual governo municipal diante dos pleitos do Sindicato dos Médicos. O Sindicato enviou pedidos de emendas aos vereadores com o objetivo de aperfeiçoar o projeto de lei e tornar a atividade de médico da área de saúde da família no serviço público municipal mais atraente, capaz de fixar profissionais. As sugestões do Sindicato foram fundamentadas em ampla discussão, com subsídios consistentes e presença de assessoria jurídica. Foram tiradas em Assembléia convocada com essa finalidade. Devem ser levadas a sério pelo Sr. Prefeito Custódio de Matos e seu secretário Vitor Valverde, bem como pelos nossos vereadores. É opinião fundamentada de quem conhece o assunto.

A primeira delas foi que os médicos de saúde da família, contratados com carga horária de 20 horas e obrigados à extensão de carga horária de mais 20 horas, recebam o adicional correspondente a essa extensão de carga horária em caso de aposentadoria, pensão, benefício, licença e auxílio-doença. Tal dispositivo concederia ao servidor público municipal o mesmo tratamento que se dá aos servidores públicos federais. A Lei Federal 9.436, de 5 de fevereiro de 1997, que dispõe sobre a jornada do médico da administração pública federal direta, das autarquias e das fundações públicas federais, que a jornada de trabalho é de 4 horas, admitindo no Artigo 1º. Parágrafo 2º. a opção pelo regime de quarenta horas semanais de trabalho corresponde a um cargo efetivo com duas jornadas de vinte horas semanais de trabalho, observados, para este fim, os valores de vencimentos básicos fixados na tabela constante do anexo da lei, assegurada aposentadoria integral a seus exercentes.

Em segundo lugar se pediu ao Prefeito que estabelecesse, no projeto de Lei, um prazo para a realização do concurso público, de maneira que se prevenisse contra a precarização do serviço público por meio de contratos temporários repetidamente renovados.

Em terceiro lugar foi sugerida a unificação dos adicionais de resultados e de dedicação exclusiva, como um único adicional de saúde da família, como existem as gratificações específicas para o pessoal de saúde da zona rural e as penosidades pagas aos trabalhadores de urgência e emergência.

Por fim, foi sugerido pela Assembléia a implantação de uma gratificação de 34% para os profissionais que tiverem contratos temporários, considerando as perdas que terão com a mudança do vínculo celetista para o regime de contratação temporária.

As emendas foram encaminhadas ao Presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal e ao vereador Dr. José Tarcísio, para se dar conhecimento à administração municipal.

O Sindicato acredita na importância de sua aceitação, porque o SUS de Juiz de Fora precisa de médicos e a péssima remuneração, aliada à deterioração das condições de atendimento à população e àfalta de perspectiva de carreira têm tornado pouco atrativo para os médicos o exercício no serviço público municipal. Prova disso é a carência de especialistas e as escalas de plantão incompletas nas unidades de urgência e emergência.
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Pelo trabalho decente na Saúde vote pela regulamentação da Medicina no Brasil vote pela qualidade. Vá em e manifeste a sua posição divulgue para todos os médicos, familiares, amigos e pessoas de boa vontade.

http://www.senado.gov.br/agencia/default.aspx?mob=0

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18/12/2009

Carreira de Estado para Médicos já é Projeto de Lei

Uma luta antiga da Federação Nacional dos Médicos está prestes de ser consolidada

A Carreira de Estado para os médicos, luta antiga da FENAM está mais perto de ser concretizada. Os deputados Ronaldo Caiado (DEM/GO) e Eleuses Paiva (DEM/SP) criaram uma Proposta de Emenda a Constituição Federal, PEC 454/2009 , que visa estabelecer diretrizes para a organização da carreira de médico de Estado. A PEC prevê a equiparação dos salários dos médicos aos subsídios de juízes e promotores.

Os autores da proposição pedem a que a medicina seja exercida por ocupantes de cargos efetivos, cujo ingresso na carreira se dê mediante concurso público de provas e títulos, no serviço público federal, estadual e municipal.

A emenda também estipula a ascensão funcional do médico de Estado de acordo com critérios de merecimento e antiguidade e remuneração inicial da carreira de médico de Estado em R$15.187,00 (quinze mil e cento e oitenta e sete reais), com reajuste anuais.

Como justificativa, os autores dizem que a Emenda busca a valorização do Médico, inserindo-o na categoria de Carreira de Estado.

“O fortalecimento dos profissionais atuando nas áreas exclusivas de Estado é um requisito para garantir a qualidade e a continuidade da prestação de serviços e o alcance do interesse público com a descentralização da prestação de atividades de Estado.”

Ainda segundo a proposição é “embaraçoso” mostrar os dados relacionados à remuneração dos médicos

“R$232,10 (duzentos e trinta e dois reais e dez centavos) e R$308,00 (trezentos e oito reais) não são honorários que recompensem o trabalho de um médico, que lida com a vida do ser humano.Este éo motivo que nos leva a requerer a melhoria dos salários dos médicos, tendo como meta os subsídios de juízes e promotores,” apontam os autores.

Autor: Setor de Imprensa
Fonte: FENAM

TELEGRAMA SINDICAL 203

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TELEGRAMA SINDICAL 203

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Ano V Número 203 Juiz de Fora, 22 de dezembro de 2009. Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e da Zona da Mata.
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O TELEGRAMA SINDICAL deseja a todos um FELIZ NATAL e um ótimo 2010. A todos os médicos, funcionários públicos, sindicalistas, funcionários de sindicatos, de centrais sindicais, a todos que contribuem com sua luta e atividades cotidianas para a defesa de um trabalho decente para todos os brasileiros. Sem luta não há vitória. Um 2010 de muitas lutas vitoriosas, que compensem cada minuto da vida de cada um de nós.

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Projeto de Lei que cria cargo de médico de família mostra mais uma vez postura irredutível e autoritária da atual administração municipal. Onde está a democracia?
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A mensagem do Prefeito que propõe lei que cria o área de saúde da família na classe de médico da administração direta do Município, foi discutida pelos médicos que atuam em saúde da família e comunidade no serviço público municipal em assembléia do Sindicato dos Médicos.

Reunião entre a Comissão de Saúde da Câmara Municipal e o Secretário da Administração de Custódio de Matos, Sr. Vitor Valverde, revelou aos presentes a irredutibilidade do atual governo municipal diante dos pleitos do Sindicato dos Médicos. O Sindicato enviou pedidos de emendas aos vereadores com o objetivo de aperfeiçoar o projeto de lei e tornar a atividade de médico da área de saúde da família no serviço público municipal mais atraente, capaz de fixar profissionais. As sugestões do Sindicato foram fundamentadas em ampla discussão, com subsídios consistentes e presença de assessoria jurídica. Foram tiradas em Assembléia convocada com essa finalidade. Devem ser levadas a sério pelo Sr. Prefeito Custódio de Matos e seu secretário Vitor Valverde, bem como pelos nossos vereadores. É opinião fundamentada de quem conhece o assunto.

A primeira delas foi que os médicos de saúde da família, contratados com carga horária de 20 horas e obrigados à extensão de carga horária de mais 20 horas, recebam o adicional correspondente a essa extensão de carga horária em caso de aposentadoria, pensão, benefício, licença e auxílio-doença. Tal dispositivo concederia ao servidor público municipal o mesmo tratamento que se dá aos servidores públicos federais. A Lei Federal 9.436, de 5 de fevereiro de 1997, que dispõe sobre a jornada do médico da administração pública federal direta, das autarquias e das fundações públicas federais, que a jornada de trabalho é de 4 horas, admitindo no Artigo 1º. Parágrafo 2º. a opção pelo regime de quarenta horas semanais de trabalho corresponde a um cargo efetivo com duas jornadas de vinte horas semanais de trabalho, observados, para este fim, os valores de vencimentos básicos fixados na tabela constante do anexo da lei, assegurada aposentadoria integral a seus exercentes.

Em segundo lugar se pediu ao Prefeito que estabelecesse, no projeto de Lei, um prazo para a realização do concurso público, de maneira que se prevenisse contra a precarização do serviço público por meio de contratos temporários repetidamente renovados.

Em terceiro lugar foi sugerida a unificação dos adicionais de resultados e de dedicação exclusiva, como um único adicional de saúde da família, como existem as gratificações específicas para o pessoal de saúde da zona rural e as penosidades pagas aos trabalhadores de urgência e emergência.

Por fim, foi sugerido pela Assembléia a implantação de uma gratificação de 34% para os profissionais que tiverem contratos temporários, considerando as perdas que terão com a mudança do vínculo celetista para o regime de contratação temporária.

As emendas foram encaminhadas ao Presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal e ao vereador Dr. José Tarcísio, para se dar conhecimento à administração municipal.

O Sindicato acredita na importância de sua aceitação, porque o SUS de Juiz de Fora precisa de médicos e a péssima remuneração, aliada à deterioração das condições de atendimento à população e àfalta de perspectiva de carreira têm tornado pouco atrativo para os médicos o exercício no serviço público municipal. Prova disso é a carência de especialistas e as escalas de plantão incompletas nas unidades de urgência e emergência.
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Pelo trabalho decente na Saúde vote pela regulamentação da Medicina no Brasil vote pela qualidade. Vá em e manifeste a sua posição divulgue para todos os médicos, familiares, amigos e pessoas de boa vontade.

http://www.senado.gov.br/agencia/default.aspx?mob=0

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18/12/2009

Carreira de Estado para Médicos já é Projeto de Lei

Uma luta antiga da Federação Nacional dos Médicos está prestes de ser consolidada

A Carreira de Estado para os médicos, luta antiga da FENAM está mais perto de ser concretizada. Os deputados Ronaldo Caiado (DEM/GO) e Eleuses Paiva (DEM/SP) criaram uma Proposta de Emenda a Constituição Federal, PEC 454/2009 , que visa estabelecer diretrizes para a organização da carreira de médico de Estado. A PEC prevê a equiparação dos salários dos médicos aos subsídios de juízes e promotores.

Os autores da proposição pedem a que a medicina seja exercida por ocupantes de cargos efetivos, cujo ingresso na carreira se dê mediante concurso público de provas e títulos, no serviço público federal, estadual e municipal.

A emenda também estipula a ascensão funcional do médico de Estado de acordo com critérios de merecimento e antiguidade e remuneração inicial da carreira de médico de Estado em R$15.187,00 (quinze mil e cento e oitenta e sete reais), com reajuste anuais.

Como justificativa, os autores dizem que a Emenda busca a valorização do Médico, inserindo-o na categoria de Carreira de Estado.

“O fortalecimento dos profissionais atuando nas áreas exclusivas de Estado é um requisito para garantir a qualidade e a continuidade da prestação de serviços e o alcance do interesse público com a descentralização da prestação de atividades de Estado.”

Ainda segundo a proposição é “embaraçoso” mostrar os dados relacionados à remuneração dos médicos

“R$232,10 (duzentos e trinta e dois reais e dez centavos) e R$308,00 (trezentos e oito reais) não são honorários que recompensem o trabalho de um médico, que lida com a vida do ser humano.Este éo motivo que nos leva a requerer a melhoria dos salários dos médicos, tendo como meta os subsídios de juízes e promotores,” apontam os autores.

Autor: Setor de Imprensa
Fonte: FENAM

TELEGRAMA SINDICAL 202

TELEGRAMA SINDICAL 202
Ano V Número 202 Juiz de Fora, 21 de dezembro de 2009.
Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e da Zona da Mata.
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JUIZ DE FORA: CRISE NO ATENDIMENTO DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA APROFUNDA-SE MÉDICOS DO PSF DE JUIZ DE FORA CRITICAM PROJETO DE LEI QUE CRIA CARGO E NÃO DÁ DIREITOS PEC IMPLANTA CARREIRA DE ESTADO PARA MÉDICOS DO SERVIÇO PÚBLICO -
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Atendimento de urgência e emergência em Juiz de Fora é uma bomba relógio que pode explodir. Prefeito Custódio de Matos negligencia o problema.
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Notícias publicadas em jornais de circulação regional e nacional nos informaram que a cobertura a atendimentos de urgência e emergência em Minas Gerais é a pior que há. O número de municípios com cobertura deficiente é o maior do Brasil, em números absolutos e percentuais. Não há dúvida que essa constatação, feita pelo próprio governo, denuncia o enganoso da propaganda pré-eleitoreira alardeada pelo governo de Aécio Neves e seus apoiadores.
A situação em Juiz de Fora não é melhor.
Gravíssima, em que pese a leniência das autoridades que pretendem ingerir no assunto saúde. No HPS de Juiz de Fora, terra do Senhor Secretário Estadual de Saúde, sábado, 19 de dezembro, à noite, apenas uma plantonista de Clínica Médica, ela mesmo demissionária, esgotava suas energias físicas e mentais atendendo as pessoas que demandavam a porta do Hospital e a sala de urgência, uma espécie de pré-UTI. Ela estava trabalhando há 36 horas, deteriorando a sua própria saúde e colocando em risco a sua reputação profissional. Na sexta-feira anterior, apenas dois plantonistas exerciam um trabalho que deveria ser feito por 4 profissionais. A situação se repetiu no plantão diurno de sábado e na segunda-feira. Todos os médicos do setor de Clínica Médica do HPS têm conhecimento de recentes pedidos de demissão. Só nos plantões de fim de semana foram 4 profissionais. A crise se alastra também para os serviços de Cirurgia Geral e de Traumatologia. No serviço de Psiquiatria, uma vaga aberta não foi preenchida por falta de interessados. Um dos plantonistas do setor é um residente. O CTI do HPS trabalha há 3 meses com o seu quadro desfalcado. Dois médicos já falam abertamente em pedir demissão.
Depois de um ano de desgoverno o Prefeito Custódio de Matos, fala-se em usar as plantas das unidades de saúde de Santa Luzia e São Pedro, ambas abandonadas e inauguradas como policlínicas, para construir UPAs unidades de pronto atendimento. Um engodo praticado pela Prefeitura contra o Governo Federal, mantenedor do programa. Essas plantas não são adequadas para UPAs. E, perguntamos, se a administração do Sr. Custódio de Matos não consegue manter quadros completos de plantonistas no HPS, como é que ele pretende operar essas UPAs. Acaso quer apenas as verbas? E o usuário do SUS de Juiz de Fora, como é que vai ficar com essa situação caótica dos serviços de urgência e emergência? Responda quem puder!
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Médicos de Saúde da Família. Assembléia e Concentração na Câmara.
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O primeiro dia do verão foi quente para os médicos que atuam no PSF/ESF no SUS de Juiz de Fora. Pela manhã, assembléia do Sindicato na Sociedade de Medicina e Cirurgia. À tarde, concentração na Câmara Municipal.
Na Câmara eles puderam testemunhar o descalabro do aumento absurdo do IPTU, sem revisão da planta e estudos prévios, que Custódio vai impor ao povo de Juiz de Fora. Vários vereadores governistas terão enorme dificuldade em enganar os seus eleitores, tentando convencê-los que o aumento escabroso foi aprovado, mas não por culpa deles. Alguns deles verão seus eleitores pagarem até 30% a mais de imposto, para um governo que, depois de um ano, não disse ainda para que veio. Custódio de Matos, que quer ver seu filho Rodrigo de Matos como deputado estadual em 2010, faz um dos governos mais lamentáveis da história recente desse município.
O projeto de lei que vai criar o cargo de médico de saúde da família, no quadro da administração direta do Município, foi detidamente analisado na Assembléia realizada na manhã de 21 de dezembro. A extensão obrigatória de vinte horas, que não dá direito à aposentadoria pelas 40 horas foi alvo de críticas. Foi lida a lei federal que concede aos médicos do serviço público federal aposentadoria por 40 horas, quando têm extensão de carga horária. Esse direito o projeto de Custódio nega aos médicos da Prefeitura. Além dos salários miseráveis que paga aos médicos, ele desconhece os seus direitos. A dedicação exclusiva também foi alvo de críticas, bem como a falta de prazo para a realização do concurso público. Essa falta de prazo pode determinar uma nova forma de precarização, com a Prefeitura mantendo o serviço público mediante contratos temporários. Uma vergonha, já que o serviço é muito importante para o SUS local.
O Sindicato encaminhou emendas ao projeto, que visam à correção de suas principais distorções, conforme ficou decidido na Assembléia realizada na manhã de 21 de dezembro.
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FENAM: Carreira de Estado para Médicos.
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Proposta de Emenda Constitucional cria carreira de Estado para médicos
Foto: Rodolfo Stuckert/Agência Câmara
Os deputados Ronaldo Caiado e Eleuses Paiva são os autores da proposta
18/12/2009
A carreira de Estado para os médicos luta antiga da FENAM, está mais perto de ser concretizada. Os deputados Ronaldo Caiado (DEM/GO) e Eleuses Paiva (DEM/SP) criaram uma Proposta de Emenda à Constituição Federal, PEC 454/2009 , que visa estabelecer diretrizes para a organização da carreira de médico de Estado. A PEC prevê a equiparação dos salários dos médicos aos subsídios de juízes e promotores.
Os autores da proposição pedem que a medicina seja exercida por ocupantes de cargos efetivos, cujo ingresso na carreira se dê mediante concurso público de provas e títulos, no serviço público federal, estadual e municipal.
A emenda também estipula a ascensão funcional do médico de Estado, de acordo com critérios de merecimento e antiguidade e remuneração inicial da carreira de médico de Estado em R$ 15.187,00, com reajuste anuais.
Como justificativa, os autores dizem que a Emenda busca a valorização do médico, inserindo-o na categoria de Carreira de Estado.
“O fortalecimento dos profissionais atuando nas áreas exclusivas de Estado é um requisito para garantir a qualidade e a continuidade da prestação de serviços e o alcance do interesse público com a descentralização da prestação de atividades de Estado”, apontam os parlamentares na justificativa.
Ainda segundo os autores da proposição, é “embaraçoso” mostrar os dados relacionados à remuneração dos médicos
“Duzentos e trinta e dois reais e dez centavos e trezentos e oito reais não são honorários que recompensem o trabalho de um médico, que lida com a vida do ser humano. Esse é o motivo que nos leva a requerer a melhoria dos salários dos médicos, tendo como meta os subsídios de juízes e promotores”, concluem.
Fonte: Taciana Giesel, com edição de Denise Teixeira

http://portal.fenam2.org.br/portal/showData/387793
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Telegráficas:
LUTAS servidores públicos municipais de Porto Velho chegam ao Natal em greve. Saiba mais clicando em
http://www.tudorondonia.com/ler.php?id=13923
PERÍCIA MÉDICA Justiça quer obrigar INSS a contratar temporariamente médicos para realizar perícias médicas para cumprir prazo de 15 dias. Lideranças sindicais comentam que decisão aponta insuficiência de quadros na perícia médica e desrespeito da Justiça com os médicos, como se eles fossem profissionais que pudessem ser encontrados em qualquer esquina, disponíveis para trabalhos temporários. Por que o Poder Judiciário não contrata juízes temporários para resolver os problemas relacionados com sua conhecida lentidão? Quem quiser saber mais sobre o assunto pode clicar em http://oglobo.globo.com/cidades/sp/mat/2009/12/21/inss-tera-de-contratar-medicos-para-regularizar-atraso-nas-pericias-915310925.asp
POLÍTICA médicos fazem traqueostomia em Prefeito em estado grave. Eles também precisam de médicos, embora nem sempre paguem à categoria um salário decente (não é verdade Prefeito Custódio de Matos?) Veja isso clicando em http://www.sonoticias.com.br/noticias/10/98281/medicos-fazem-traqueostomia-em-prefeito-de-tangara-quadro-e-estavel
CUIABÁ médicos denunciam regime semi-escravo de trabalho. Chegam a ser acuados em unidades. O prefeito tucano de Cuiabá, Wilson Santos, que pretende ser governador de Mato Grosso, é notório inimigo da classe médica e, cada vez mais, firma-se como persona non grata para toda a categoria. Veja os absurdos que ocorrem sob sua vergonhosa administração clicando no link http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=361778

Prefeito de Juiz de Fora causa recessão e injustiça social. Saiba como.

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TELEGRAMA SINDICAL 200

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Ano V
Número 200 Juiz de Fora, 17 de dezembro de 2009. Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e da Zona da Mata.
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PREFEITURA DE JUIZ DE FORA: Arrocho fiscal e salarial proposto pelo prefeito Custódio de Matos (PSDB MG) irão causar recessão e injustiça social.

Prefeitura de Juiz de Fora não reajustou salário de seus funcionários e agora ataca com um aumento absurdo do IPTU. Secretária de Fazenda defende reajuste da planta sem ter feito recadastramento prévio. Custódio ataca o bolso do povo empobrecido de Juiz de Fora.
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Dia 18 de dezembro a Câmara Municipal agendou para essa data a votação de um gigantesco aumento do IPTU proposto pelo Prefeito. Em alguns casos o aumento ultrapassa 30 %. Uma grande sobrecarga para toda a população de Juiz de Fora, empobrecida pela falta de oportunidades de emprego e renda. Os servidores públicos municipais, já prejudicados por um reajuste zero e perdas salariais de 7%, poderão ter sua isenção cassada. Essa medida trará recessão e injustiça social, além de agravar o empobrecimento de toda a classe de trabalhadores da Prefeitura. Haverá ato público na Rua Halfeld após 09 horas, coleta de assinaturas contra o aumento do IPTU e depois delegações de servidores públicos irão até a Câmara Municipal, para acompanhar a votação às 10 horas. O Sindicato dos Médicos apela a todos os médicos da Prefeitura que compareçam, para apoiar com a sua presença a luta contra esse arrocho absurdo.
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A ofensiva do Prefeito Custódio de Matos contra o bolso dos trabalhadores iniciou com o reajuste zero, oferecido aos servidores públicos municipais logo nos primeiros meses de seu governo. Era a senha de tempos ruins que começavam. Os servidores públicos municipais sofreram perdas salariais em torno de 7%, se considerarmos a variação do IPCA no mesmo período. Salários ruins ficaram ainda piores. O ataque não parou aí. Além do arrocho, a repressão: não podemos nos esquecer que Custódio mandou cortar os salários dos médicos que fizeram greve a favor de condições decentes de atendimento e salário justo. Mas, o saco de maldades do Custódio ainda não estava esgotado.

Como um Papai Noel do mal, o Prefeito ainda tinha o saco das maldades repleto de surpresas desagradáveis. Tentou destruir as carreiras do serviço público municipal criando o famigerado prêmio de produtividade e preparando a gordurosa quantia de 200 mil reais para estudos sobre um plano de carreira para o funcionalismo. Agiu à revelia dos sindicatos que representam os servidores. Essa situação causou uma terrível reação no meio do funcionalismo, que foi percebida pelos vereadores. Resultado: Custódio foi obrigado a recuar. Retirou, de última hora, as emendas ao PPA que iriam prejudicar o funcionalismo.

Mas, enganam-se os que pensam que as maldades param por aí. O espírito de Dona Maria, a Louca parece haver baixado na Secretaria da Fazenda. A derrama reencarnou no IPTU. Uma revisão absurda da planta de valores, sem redastramento prévio, que, se aplicada resultará num aumento espantoso da captação de impostos e em uma perda de renda significativa para a população, foi proposta. Ao lado desse aumento, Custódio atacou os descontos, que queria ver reduzidos a valores ridículos e as isenções, que queria extinguir. Trabalhadores do serviço público municipal, aposentados e pensionistas seriam o alvo do Prefeito.

Os trabalhadores do setor público municipal, de todas as categorias funcionais, chegam a 16 mil pessoas. Se considerarmos dependentes, familiares, aposentados e pensionistas, chegaremos a uma comunidade de mais de 60 mil pessoas. Depauperada pelas perdas salariais impostas por Custódio, agora essas pessoas sofrerão uma perda importante de renda causada pelo aumento exagerado dos impostos e pela cassação de isenções e descontos. Não hácomo negar o impacto do empobrecimento dessa comunidade expressiva sobre o comércio e o setor de serviços, causando queda nas vendas, desemprego, encerramento de negócios e mais pobreza. As medidas de Custódio de Matos oferecerão àcidade, como um presente estragado de Natal, recessão e injustiça social. E bom que quem, além dos funcionários públicos, os comerciantes e prestadores de serviços que sentirem a diminuição de seus negócios, os prestadores de serviços que virem cair seus rendimentos, os que perderem empregos, os que passarem a ter alguém desempregado na família, que se lembrem do Prefeito e aqueles que o apoiaram na Câmara, ajudando a aprovar esse aumento escorchante.
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Sindicato Médico em defesa do Corpo Clínico da Santa Casa de Juiz de Fora.

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TELEGRAMA SINDICAL 199

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Ano V
Número 199 Juiz de Fora, 16 de dezembro de 2009. Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e da Zona da Mata.
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Crise no SUS de Juiz de Fora.
Santa Casa: Sindicato age em defesa do Corpo Clínico.
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Médicos não podem ser penalizados por má gestão da Saúde maus gestores devem ser denunciados à opinião pública e responder por seus atos perante a Justiça.
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A assessoria jurídica do Sindicato dos Médicos está preparando, em regime de urgência, medida judicial para salvaguardar a integridade moral dos médicos da Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora, prejudicados pela carência de especialistas que atendam certas especialidades no âmbito do SUS, como neurocirurgia e cirurgia de mão, dentre outras. A questão, conhecida de todos, tem como componente importante a má remuneração do médico pelo serviço público e se estende aos valores deploráveis com que são remunerados procedimentos médicos realizados pelo SUS. Agrava o problema a má gestão. Médicos e pacientes são as vítimas dessa situação, agravada por erros e problemas na gestão pública da saúde.

Os plantonistas da Santa Casa, que atendem na urgência, se viram colocados em situação de risco ao atender casos de pacientes de especialidades que têm quadros incompletos ou não têm especialistas. Os médicos são frequentemente sujeitos ao assédio moral. O trabalho médico é vítima de uma terrível dissimetria, que causa danos à saúde do profissional e o expõe constantemente a riscos e incompreensões de todo tipo. Por um lado enfrenta-se uma responsabilidade peculiar e terrível. O nível de exigência é crescente e isso é compatível com a própria natureza do trabalho médico. Se esse prato da balança é pesado, o outro é muito leve, em especial no serviço público. A remuneração e as condições de trabalho oferecidas são, em geral, precaríssimas e até vergonhosas. Os que cobram aos doutores uma eficiência extraordinária, são os mesmos que se esquecem de problemas de má gestão, de questões de salário e carreira aplicadas aos médicos e das condições de trabalho. Cria-se assim essa assimetria covarde e insustentável, que compromete o funcionamento do SUS, suas promessas, seus sonhos, seus deveres e seus direitos.
Um outro lado desse mesmo problema é o grande represamento do atendimento a cirurgias eletivas pelo SUS. Ele se deve, na maior parte dos casos, a problemas de má-gestão. Isso envolve regulação deficiente, pactuaçãoinsuficiente ou inadequada, planejamento deficiente e outros desarranjos que fazem questionar a competência daqueles eleitos para ocupar cargos públicos e dos que eles nomeiam para geri
r os assuntos da saúde.

TELEGRMA SINDICAL 198

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TELEGRAMA SINDICAL 198

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Ano V Número 198 Juiz de Fora, 15 de dezembro de 2009.

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Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e da Zona da Mata.

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Aviso Sindical ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA dos Médicos de Saúde de Família e Comunidade (estatutários e AMAC) dia 21 de dezembro às 10 horas, na Sociedade de Medicina e Cirurgia. Assunto: fim da AMAC, rescisões contratuais dos vínculos celetistas, contratos provisórios para os médicos do PSF/ESF/atenção básica.
Atenção médicos do PSF não deixem de comparecer. As decisões a serem tomadas são importantes para a categoria.
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PSF Futuro da atenção básica em Saúde no SUS de Juiz de Fora e dos médicos de família e comunidade da AMAC e da Prefeitura é discutido em reunião.
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A Diretoria do Sindicato dos Médicos reuniu-se com a Comissão de Saúde da Câmara Municipal e com o Secretário de Administração e Recursos Humanos da Prefeitura, Vitor Valverde. Pelo Sindicato estiveram presentes o Presidente, Dr. Gilson Salomão, o Secretário Geral, Dr. Geraldo Sette e o Dr. Fabiano Argeu de Morais, médico do PSF/ESF. Estiveram presentes também o Presidente do SINSERPU e dirigente da CGTB, nosso companheiro Cosme Ricardo Nogueira e representantes dos agentes comunitários de Saúde. A Comissão de Saúde da Câmara honrou a reunião e as representações classistas presentes com a presença de seu Presidente, Dr. José Fiorilo e do Vereador Chico Evangelista. Também esteve presente o Secretário Executivo do Conselho Municipal de Saúde, Jorge Ramos.

Na reunião foi colocada a preocupação do Sindicato com a manutenção da regularidade dos serviços públicos de atenção básica à saúde e com o respeito aos direitos trabalhistas dos médicos vinculados àAMAC. O Secretário Vítor Valverde manifestou-se claramente contra a precarização da mão de obra no serviço público de Saúde e manifestou a preocupação da Prefeitura de criar o cargo de Médico de Família e Comunidade, respeitando a legislação em vigor. Sobre as indenizações devidas aos médicos que serão demitidos declarou que estão sendo feitos estudos financeiros sobre a disponibilidade de recursos para efetuar esses pagamentos. Afirmou que em breve apresentará uma proposta ao Sindicato. O Presidente do Sindicato informou que qualquer proposta só será aprovada se submetida e aprovada por uma assembléia.

Também ficou acertada a necessidade de criar um cargo de médico de família e comunidade para que sejam feitos os contratos provisórios e enquadrados os médicos efetivos que já atuam na atenção básica. Esse cargo seráincorporado, dentro da mesma lógica gerencial, ao plano de cargos, carreira e salários dos médicos da PJF. A comissão para elaboração desse plano já foi nomeada por ato do prefeito e aguarda a sua primeira reunião de trabalho. O Secretário Vitor Valverde afirmou que a Prefeitura está adiantando os estudos sobre cargos e carreiras de médicos para apresentá-los já nessa primeira reunião.
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Fórum Sindical dos servidores públicos da Prefeitura de Juiz de Fora realiza reunião.

Hoje foi realizada mais uma reunião dos sindicatos e centrais sindicais que compõem o Fórum Sindical Permanente. O futuro das carreiras do serviço público municipal e o aumento do IPTU foram objeto de apreciações e discussões entre dirigentes sindicais e outros participantes da reunião. Pelo Sindicato dos Médicos estiveram presentes Gilson Salomão, Paulo Guedes e Geraldo Sette.

PRÓXIMOS ATOS

Ato público no Calçadão abaixo assinado contra o aumento do IPTU e panfletagem. Na quarta-feira e na sexta-feira próximas (dias 16 e 19). Às 17 horas, os sindicalistas e servidores deverão se dirigir à Câmara Municipal. Motivo: defesa do serviço público municipal e luta contra o aumento do IPTU e fim de descontos e da isenção para os servidores municipais.

Os servidores públicos municipais, em sua maioria, tiveram aumento zero. Agora a Prefeitura, além do aumento escorchante do IPTU, que extinguir as isenções a que os servidores têm direito. Os servidores são em número de 16 mil.Contadas suas famílias, dependentes, aposentados e pensionistas, essa medida vai afligir uma comunidade de cerca de 60 mil pessoas. A perda de renda que a administração de Custódio de Matos está infringindo a essas pessoas resultaráem queda de vendas no comércio, perda de empregos e mais recessão e injustiça social. Os sindicatos vão apontar a toda categoria e à opinião pública os vereadores que se comprometerem com a recessão e com a injustiça social dos aumentos de IPTU que Custódio de Matos quer impor. É importante a presença de todos. Os médicos, além de terem sido vitimados pelos mesmos problemas que os outros servidores, também foram atingidos por cortes salariais feitos em repressão ao movimento grevista por melhores condições de atendimento e remuneração digna. Por isso a presença de cada médico da Prefeitura é importante. Necessária é a mudança da cultura política dos médicos. É importante a mobilização e a participação para que se possa enfrentar as muitas adversidades que atingem a classe.
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POLÍTICA DE SAÚDE NA ZONA DA MATA É DISCUTIDA ENTRE SINDICATO E GRS DE JUIZ DE FORA.
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Representando o Sindicato dos Médicos, os Drs. Gilson Salomão e Geraldo Sette estiveram presentes na GRS, para discutir questões relativas às políticas de saúde na Zona da Mata Mineira. A Zona da Mata ébase sindical do Sindicato de Juiz de Fora. A situação apresenta problemas muito sérios de gestão. Os dirigentes sindicais médicos revelaram seus temores que autoridades usem os médicos do serviço público, mal remunerados e trabalhando em condições inadequadas, como bodes expiatórios do fracasso dos gestores em cumprir as suas responsabilidades e deveres. Essa manobra já tem antecedentes, em especial na época do Governo de Collor de Melo, quando era Ministro da Saúde o Sr. Alceni Guerra. O Sindicato deve denunciar a má gestão e suas conseqüências, porque não se pode admitir que medidas policialescas, repressivas e fascistas, além de legalismo covarde, sejam usados como armas extensivas em defesa da má gestão e para o sacrifício dos médicos.
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MÉDICOS DE JUIZ DE FORA E DA ZONA DA MATA – o Sindicato está mobilizado e atento em defesa da categoria médica. Estamos trabalhando e a atividade sindical é registrada e divulgada em meio eletrônico. O Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora não está negligente com seus deveres. Contribua com sua participação e mobilização. Não fique em débito com o seu Sindicato e com os seus próprios interesses. Não custa lembrar a velha lição: a união é que faz a força.

CINISMO DE POLÍTICO DESONESTO

Repetido do blog do Omar Peres, http://omarperes.blogspot.com , uma consideração sobre o Prefeito de Juiz de Fora.

Cinismo de político desonesto.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
CUSTÓDIO MATTOS: ONDE PODE CHEGAR O CINISMO DE UM POLITICO DESONESTO !!!
Gente, quem viu ontema noite o MG-TV,levante o dedo ! Estou fazendo essa pergunta pois, na série de reportagens que a Panorama está fazendo sobre a Amac, eu não estou acreditei no depoimento que o custódio deu, ao vivo e a cores . O relatório da CPI que investigou a administração de custódio mattos na AMAC, está parado no Ministério Público em Belo Horizonte, há mais de 12 anos !!! Pois vejam o que disse o prefeito para o povo de sua cidade:“EU NÃO SABIA QUE TINHA ESSES PROBLEMAS (DE CORRUPÇÃO) NA AMAC DURANTE O MEU GOVERNO , E QUE EXISTE UM PROCESSO PARADO NA JUSTIÇA “.O relatório da CPI provou que a maior roubalheira da história da Amac, aconteceu quando custódio mattos foi presidente da instituição e, Josemar da Silva, seu superintendente. Uma pergunta que não pode calar: PORQUE ESSE PROCESSO ESTÁ NA GAVETA HÁ 12 ANOS ? OS MESMOS PROCURADORES QUE ESTÃO PEDINDO O AFASTAMENTO DE CUSTÓDIO , POR IMPROBIDADE, PODERIAM NOS AJUDAR A SABER OS MOTIVOS DO PROCESSO ESTAR PARADO HA 12 ANOS !!!Segundo a reportagem, o único cidadão envolvido com a corrupção e desmando na Amac, que se recusou a falar no MG-TV, foi Josemar da Silva, o maior amigo do custódio, de quem dizem ser sócio do prefeito em diversos investimentos .
às
07:56 26

FAX SINDICAL 201

Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora.
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_________ FAX SINDICAL 201__________
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N° 201 – Ano IV – 05 DE DEZEMBRO DE 2009

ATENÇÃO! AVISOS SINDICAIS.
1-MÉDICOS DO PSF QUE TIVERAM DESCONTOS NOS CONTRACHEQUES DA AMAC POR CAUSA DA GREVE – levar cópias dos contracheques com os cortes ao Sindicato dos Médicos – Rua Braz Bernardino, 59 – 3º. Andar. – os contracheques serão entregues ao Jurídico do Sindicato para ação judicial contra a Prefeitura.
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2-ATO PÚBLICO – convidamos todos os médicos da Prefeitura, familiares e amigos, para comparecerem ao ato público que se realizará no dia 09 de dezembro, quarta-feira, a partir de 18 horas e trinta minutos, no Parque Halfeld, em frente à Câmara Municipal, para protestar contra a política de arrocho fiscal e salarial adotada pela Prefeitura de Juiz de Fora.

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SINDICATO DOS MÉDICOS EM AÇÃO – REUNIÕES COM SECRETÁRIA DE SAÚDE E COM AS ENTIDADES MÉDICAS.
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PRESIDENTE DO SINDICATO DOS MÉDICOS DENUNCIA DEMORA DA PREFEITURA EM TRATAR DOS PROBLEMAS DA SAÚDE PÚBLICA EM JUIZ DE FORA.
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Em declaração à imprensa, o Presidente do Sindicato dos Médicos, Dr. Gilson Salomão, reclamou da demora e da vacilação da Prefeitura em dar andamento ao trabalho das comissões que tratarão do plano de cargos, carreiras e salários dos Médicos, da situação da urgência e emergência e da que vai tratar das condições do atendimento médico no SUS.

Embora tratando de assuntos urgentes e de grande interesse público essas comissões não estão realizando seus trabalhos. Elas deveriam ter sido instaladas em agosto desse ano e até agora apenas duas foram nomeadas.

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SINDICATO DOS MÉDICOS REUNE-SE COM SECRETÁRIA DE SAÚDE.
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Na tarde dessa sexta-feira, os diretores do Sindicato dos Médicos, Gilson Salomão, Geraldo Sette e Paulo Guedes reuniram-se com a Secretária de Saúde de Juiz de Fora, Maria Rute dos Santos. Foi a primeira reunião entre Sindicato e Secretária de Saúde. Transcorrida em ambiente de cordialidade, a reunião tratou da questão da comissão que vai tratar da avaliação e monitoramento das condições de atendimento médico no SUS. A comissão, tripartite, será formada por representantes do Sindicato dos Médicos, do Conselho Municipal de Saúde e da Secretaria de Saúde, além de um representante do SINSERPU. Essa comissão terá caráter permanente.

O Sindicato também informou à secretária das precariedades e dificuldades do setor de urgência e emergência. Do recente concurso de clínica médica, todos os profissionais chamados já foram convocados e as escalas de plantão continuam incompletas. A falta de insumos e medicamentos, de ocorrência sistemática, também foi tratada na reunião. Existe uma grande preocupação do Sindicato quanto a isso. A administração de Custódio de Matos anuncia o aproveitamento dos prédios das policlínicas de Santa Luzia e São Pedro para serem improvisados como UPAS. Esses equipamentos, obra do governo estadual, até agora não foram aproveitados. A baixa remuneração dos médicos da Prefeitura de Juiz de Fora, a falta de uma perspectiva de carreira, as condições precárias de atendimento, a falta de conforto nos locais de trabalho, condições insalubres de muitos consultórios e salas de atendimento, falta sistemática de equipamentos, insumos e medicamentos são causa da baixa motivação para um médico trabalhar no SUS em Juiz de Fora.

O futuro do PSF (‘’estratégia’’saúde da família) também foi discutido entre dirigentes sindicais e secretária de saúde. A Secretária mostrou grande compreensão com relação às indefinições atuais quanto ao futuro dos profissionais que estão atuando no setor. Foi ponto de vista comum entre os participantes da reunião a necessidade de por fim à precarização dos médicos de família e comunidade. Entenderam todos que isso é um serviço público e que o acesso dos profissionais a ele deverá ser por concurso público, conforme determina a Lei – Art. 37 inciso 1 da Constituição Federal – acesso ao serviço público apenas por concurso. Também houve concordância de pontos de vista quanto à valorização, nesse concurso público, da experiência e do tempo de serviço dos profissionais que já estão atuando no PSF. Alguns com 14 anos de casa.

O problema da complementação dos servidores públicos estaduais cedidos à Prefeitura para atuarem no SUS, os municipalizados, também foi discutido. Há uma necessidade de garantir o pagamento com uma data determinada e o Sindicato apontou os erros freqüentes que tem prejudicado os servidores públicos. A Secretária prometeu empenho pessoal para resolver esses problemas.

No final, ficou acertada a realização de futuras reuniões, a serem agendadas, para que haja uma comunicação transparente e democrática entre as partes.

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SINDICATO DOS MÉDICOS VAI SE REUNIR COM REPRESENTANTES DE ENTIDADES MÉDICAS.
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Vivemos tempos muito difíceis para se exercer a Medicina no SUS em Juiz de Fora. Os problemas nesse setor têm sido frequentemente denunciados aqui, no Fax Sindical. Baixa remuneração, discriminação salarial contra os médicos, punidos por terem carga horária especial, condições de trabalho precárias e deterioradas. No sentido de incentivar o exercício ético da Medicina e o trabalho decente para os médicos no serviço público, o Sindicato vai se reunir na próxima segunda-feira, dia 7 de dezembro, com representantes de entidades médicas.

Existe uma expectativa de que as entidades médicas saibam construir uma unidade de pensamento e ação em torno de questões básicas necessárias ao exercício digno da Medicina. Nesse sentido, a Diretoria do Sindicato dos Médicos espera muito dessa reunião.

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RETARDAMENTO DA ADMINISTRAÇÃO CUSTÓDIO DE MATOS LEVA APREENSÃO AOS FUNCIONÁRIOS DA AMAC E À POPULAÇÃO.
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AMAC PROIBIDA DE CONTRATAR PESSOAL E PREFEITURA NÃO PODERÁ CELEBRAR NOVOS CONVÊNIOS E NEM FAZER NOVOS REPASSES DE VERBA.
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A imprensa noticiou, no dia 3 de dezembro, que a AMAC não poderá mais fazer novas contratações e nem fazer convênios ou receber novos repasses de verbas da Prefeitura. A sentença foi proferida pela juíza da Segunda Vara de Fazenda, Falência e Registros Públicos, Dra. Ana Fróes. Os contratos vigentes poderão sofrer aditamento (prorrogação) nos mesmos moldes atuais. A AMAC não poderá nem contratar funcionários para repor os que serão demitidos. A sentença reforça as preocupações sobre a iminente extinção da AMAC no dia 31 de dezembro. Também deixam clara a falta de transparência e de iniciativa com que a Administração do Sr. Custódio de Matos tem tratado essa questão.
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PISO SALARIAL NACIONAL PARA SERVIDORES PÚBLICOS.
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MAIS UMA VITÓRIA DOS TRABALHADORES DO SERVIÇO PÚBLICO:
POLICIAIS CIVIS E MILITARES ESTÃO GANHANDO UM PISO SALARIAL NACIONAL.
À mercê da boa vontade de governos estaduais e municipais, servidores públicos que prestam serviços essenciais sofrem com salários miseráveis. Pisos salariais nacionais são uma resposta para o problema.
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PISOS SALARIAIS NACIONAIS NO
Depois de piso nacional para professores, para agentes comunitários de saúde e agentes de endemias, agora o Senado discute um piso nacional para policiais civis, militares e bombeiros.
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02/12/2009 – 21h28

Aprovada PEC que prevê piso salarial para policiais civis e militares
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Com tramitação acelerada e votação em dois turnos, o Senado aprovou nesta quarta-feira (2) a proposta de emenda à Constituição (PEC) 41/08, que determina a edição de lei para fixar piso salarial dos policiais civis e militares, incluindo bombeiros militares. O texto, que segue à Câmara dos Deputados, teve em primeiro turno 62 votos a favor, com 55 votos favoráveis às emendas, e em segundo turno 55 votos a favor da proposta com as emendas e 56 a favor de emenda apresentada em Plenário. A emenda de Plenário deixou claro que o piso se aplica a policiais e bombeiros da ativa ou aposentados.

A proposta também estabelece que a União participe no custeio de parte da implantação desse valor, por meio de fundo próprio, formado com receitas tributárias e federais. Em razão de acordo de líderes partidários, a PEC foi votada em um só dia, como tem sido costume no Senado, com a quebra dos interstícios constitucionais que estipulam cinco sessões de discussão em primeiro turno e outras três em segundo turno.

A proposta, de autoria do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), fora anteriormente aprovada com duas emendas, pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). A emenda apresentada pelo relator da matéria e presidente da CCJ, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), reduziu de dois para um ano o prazo para o início da implementação gradual do piso. Resultou também de emenda do relator o ajuste que permite a inclusão os servidores do Corpo de Bombeiros Militares.

Para antecipar o início da aplicação do piso, Demóstenes propôs que o presidente da República deverá baixar ato dando início à sua implementação gradual dentro de um ano após a promulgação da PEC. Assim, a remuneração mínima começará a ser paga mesmo se ainda não tiver sido aprovada a lei que deve regulamentar em definitivo tanto o piso quanto o funcionamento do fundo, que deve complementar o pagamento nos estados sem meios para arcar com a totalidade da nova despesa.

Segundo Demóstenes, os recursos podem começar a ser transferidos aos estados por meio do Programa Nacional de Segurança Pública (Pronasci), dentro das prioridades estabelecidas pelo Executivo. Ele disse que fez consultas ao Ministério da Justiça para elaborar seu relatório, para que o texto final da PEC tenha condições de ser efetivamente implementado pelo Executivo.

Ao defender a PEC, Renan Calheiros afirmou que nenhum outro problema preocupa tanto a população como a segurança pública. Segundo ele, a estrutura do aparelho policial e os salários dos servidores da área precisam condizentes com o desafio representado pelos altos índices de violência, cabendo também ao Congresso tomar providências para o enfrentamento dessa questão. O senador afirmou que a melhoria salarial terá efeito instantâneo na carreira dos trabalhadores em segurança pública e na diminuição das taxas de criminalidade.

Renan argumentou que “os policiais trabalham um dia e folgam dois, mas como não ganham o suficiente acabam vendendo esses dias para complementar renda e sustentar suas famílias”. Para ele, “isso não pode continuar, e é por isso que esse piso salarial precisa ser especificado por lei”.

Demóstenes também ressaltou a necessidade de apoio às atividades dos policiais civis e militares, o que inclui a garantia de bons salários. Segundo ele, um dos graves problemas da segurança pública, além da estrutura policial arcaica, é a remuneração dos policiais. Em seu parecer, salientou que a falta de remuneração adequada leva os policiais a buscar complementação de renda, trabalhando com segurança privada nos horários de folga. “Essa duplicação da jornada compromete a qualidade do trabalho, quando não a necessária isenção no exercício da autoridade”, afirmou. Para ele, “a remuneração adequada é condição para atrair e manter na carreira profissionais de qualidade, motivados e comprometidos com a segurança pública e o bem-estar do cidadão”.

Discussão

Vários senadores apoiaram a matéria durante sua discussão em Plenário. O senador Mário Couto (PSDB-PA) afirmou ser difícil encontrar alguém que ainda não tenha sido assaltado no estado do Pará. O senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) disse que sem se resolver a questão salarial não se dará nenhum passo significativo na direção de uma política exitosa de segurança pública no país. O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) disse que a proposta trará dignidade aos policiais e suas famílias.

O senador João Tenório (PSDB-AL) lembrou que a PEC não determina qual será o piso salarial, que deverá ser estipulado em lei. O senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) afirmou que a resolução do problema da segurança pública garantirá a saúde e a educação para a população brasileira.

A senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) disse que é impossível se cobrar segurança com os salários pagos aos policiais. O senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) afirmou que a PEC corrige uma injustiça perpetrada com os policiais e os bombeiros.

O senador Osmar Dias (PDT-PR) afirmou que a PEC agora precisa ser rapidamente aprovada na Câmara dos Deputados, pois “com segurança não se brinca”. A senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN) disse que a aprovação da PEC é um passo decisivo para se começar a estruturar melhor as polícias e os corpos de bombeiros nos estados.

O senador Romeu Tuma (PTB-SP) afirmou que a PEC valoriza a carreira policial, assim como o Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci). O senador Renato Casagrande (PSB-ES) disse que a PEC estabelece um piso mínimo para as polícias num país que tem tanta desigualdade entre seus estados.

O senador Efraim Morais (DEM-PB) defendeu urgência na aprovação da proposta. O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) enfatizou que a PEC cria uma carreira nacional nas polícias e nos bombeiros militares.

O senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) elogiou o alcance da proposta e sua importância para melhorar o trabalho dos policiais. A senadora Marina Silva (PV-AC) afirmou que a aprovação da PEC é fundamental para melhorar a qualidade da segurança pública.

O senador Romero Jucá (PMDB-RR) disse que o Senado marcou uma posição política ao votar a proposta em dois turnos em um só dia. O senador José Nery (PSOL-PA) afirmou que a valorização dos profissionais da segurança pública é parte do compromisso de seu país para a construção de um país melhor.

O senador César Borges (PR-BA) disse que o crime organizado tem de ser derrotado com o estado organizado. O senador José Agripino (DEM-RN) lembrou que o piso para policiais e bombeiros é um salto qualitativo, assim como o piso salarial para o magistério, também aprovado em Emenda Constitucional pelo Congresso Nacional.

O senador Magno Malta (PR-ES) enfatizou a importância da aprovação da PEC para seu estado, assim como o senador Sérgio Zambiasi (PTB-RS). O senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) enalteceu os representantes dos policiais presentes à sessão.

O senador Marconi Perillo (PSDB-GO), na presidência da sessão, afirmou que a PEC faz “a valorização devida” aos policiais e bombeiros.
FONTE:
José Paulo Tupynambá, com informações de Gorette Brandão e Helena Daltro Pontual

http://www.senado.gov.br/agencia/verNoticia.aspx?codNoticia=98033&codAplicativo=2

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Fátima pede finalização de votação de proposta dos agentes de saúde
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A deputada Fátima Bezerra (PT-RN) defendeu ontem a votação, pelo plenário da Câmara, do segundo turno da proposta de emenda à Constituição 391/09, que trata do piso salarial dos agentes comunitários de saúde e dos agentes de combate às endemias.

“Fazemos um apelo ao presidente Câmara, Michel Temer, bem como aos líderes partidários para que possamos já nesta quarta votar a PEC dos Agentes Comunitários de Saúde em segundo turno e encaminhá -la para o Senado Federal”, disse Fátima Bezerra.

De acordo com a parlamentar petista, a PEC “tem cunho social muito forte dado o papel que os agentes comunitários de saúde e os agentes de combate às endemias desempenham no contexto da saúde pública no País”, disse.
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