FAX SINDICAL 174

SINDICATO DOS MÉDICOS DE JUIZ DE FORA.
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Número – 174 – Ano IV – 04/0/2009.
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GREVE DOS MÉDICOS DA PREFEITURA DE JUIZ DE FORA – CORTES SALARIAIS CAUSAM INDIGNAÇÃO ENTRE PROFISSIONAIS. SINDICATO VAI À JUSTIÇA.

A decisão da administração Custódio de Matos de realizar cortes salariais contra os médicos da Prefeitura, sem que a legalidade da greve fosse julgada e antes do encerramento das negociações coletivas causou indignação na Diretoria do Sindicato dos Médicos, entre os médicos da Prefeitura, que foram vítimas dos cortes e, também, repercutiu negativamente na grande maioria da classe médica. Os salários que a Prefeitura paga aos médicos já são sofríveis e os cortes os reduziram ainda mais. Diante da negativa da administração Custódio de Matos em negociar os salários dos médicos, a saída encontrada pela Diretoria do Sindicato foi recorrer à Justiça. No caso dos médicos vinculados à AMAC, haverá audiência no Ministério do Trabalho. Se não houver conciliação, o caso irá à Justiça do Trabalho. Ficará demonstrada a subordinação da AMAC à Prefeitura de Juiz de Fora. Há ação semelhante, movida por funcionários da Prefeitura de Santos Dumont, com ganho de causa para os trabalhadores. No caso dos médicos estatutários a situação é mais complicada, porque não dependem da Justiça Federal. O caso será julgado na Justiça do estado de Minas Gerais. O protesto judicial já foi feito pelo advogado do Sindicato dos Médicos e estaremos informando sobre o seu andamento.
Tramita na Justiça ação do Sindicato contra a Prefeitura, por causa das perdas salariais decorrentes da discriminação dos 25 por cento a menos que o nível superior, cuja reposição é reivindicação constante do Sindicato.
Nos meios profissionais, diante da indignação, muitos falaram na possibilidade de uma nova paralisação, ou greve de protesto contra os cortes efetuados pela administração do Custódio nos salário ruins dos médicos da Prefeitura.

COMISSÃO PREPARA DISCUSSÃO DE PCCS.

Os representantes indicados pelo Sindicato dos Médicos para acompanhar a elaboração de um PCCS para os profissionais do serviço público municipal realizaram a sua primeira reunião preparatória. Experiências, propostas e sugestões foram discutidas, bem como questões referentes às políticas de recursos humanos aplicadas à área da saúde. A reunião é o primeiro passo nessa importante luta da classe médica em Juiz de Fora.

A indicação dos representantes sindicais para a Comissão tripartite que irá analisar a deterioração das condições de atendimento médico no SUS de Juiz de Fora já foi comunicada ao Conselho Municipal de Saúde e à Secretaria de Administração e Recursos Humanos da Prefeitura de Juiz de Fora. A formação dessa comissão está na contraproposta sindical formulada nas negociações coletivas desse ano e encaminhada à Prefeitura.

FEDERAÇÃO NACIONAL DOS MÉDICOS REAGE A PRISÃO ARBITRÁRIA DE MÉDICA NO RJ.

A coluna do Ancelmo Góis, no Globo de domingo (2 de agosto) falou sobre o caso da prisão de uma médica reguladora do SUS no Rio de Janeiro. O colunista conclui que a corda arrebentou do lado mais fraco. A médica não conseguiu cumprir uma determinação judicial porque não havia vaga de UTI disponível na rede pública. Por faltar vaga em UTI o juiz mandou prendê-la. Diz Ancelmo que deveria mandar prender o Governador ou o Secretário de Saúde. Mas a corda, mais uma vez, se rompeu contra o lado mais fraco. A Federação Nacional dos Médicos e o Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro se posicionaram firmemente ao lado da médica. A notícia pode ser conferida na página http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL1249488-5606,00-FEDERACAO+DIZ+QUE+VAI+DENUNCIAR+JUIZ+QUE+MANDOU+PRENDER+MEDICA.html. A FENAM vai tomar todas as medidas cabíveis para a apuração e o esclarecimento desse caso tenebroso. Se o juiz agiu em respeito à lei, para garantir a um usuário do SUS um direito constitucional, por outro lado, errou no alvo. Mandou prender quem não tem poder para criar ou contratar leitos de UTI.

Na mesma semana um desembargador de Brasília, notório amigo da família Sarney, censurou o Estado de São Paulo, proibindo notícias de fatos referentes aos escândalos que envolvem o filho do Senador Sarney, apurados na conhecida operação Boi Barrica, da Polícia Federal. A filha do Senador Sarney, Roseana, conseguiu, também por decisão judicial, derrubar o governador eleito pelo povo do Maranhão, Jackson Lago, e ocupar o governo do Estado.

PROBLEMA DOS PRESOS NO HPS DE JUIZ DE FORA DERRUBOU SECRETÁRIA DE SAÚDE?

A Dra. Eunice Caldas pode ter sido vítima de um desajuste. A grande quantidade de presos acautelados no HPS, exposta em cadeia nacional por uma programa de televisão, mostrou aos brasileiros os pés de barro do governo Aécio. A dívida social para com o povo mineiro é imensa. Fontes ligadas ao governo do Estado acharam que a matéria foi instigada pela Secretária ou pessoas a ela ligadas. Os aecistas são muito zelosos quanto às aparências. Calculam os efeitos publicitários de cada evento que envolve, direta ou indiretamente, o seu chefe. Com isso uma deficiência grave do sistema penal do Estado de Minas Gerais, a quem cabe a responsabilidade para com a população carcerária, ficou evidente. É a dívida social que não se paga dando vans e ambulâncias para prefeitos.

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Publicado em:  on 3 -Agosto- 2009 at 8:26 am Deixe um comentário
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POETA E ASSOCIAÇÕES PSIQUIÁTRICAS PROTESTAM CONTRA ASSISTÊNCIA DEFICIENTE A DOENTES MENTAIS NO BRASIL.

Veja a coragem do poeta. Ferreira Gullar rasga o verbo e, com franqueza, experiência e coragem trata um tema que faz acovardar muito doutor. O abandono cuidadosamente planificado e disfarçado por um assistencialismo vago e vão dos doentes mentais e suas famílias no Brasil de hoje. O plano é executado a partir de algum gabinete escondido nos corredores do Ministério da Saúde. Seus resultados vão ficando cada vez mais evidentes, pelo desastre, do que pode parecer apenas pelos queixumes revoltosos de usuários do SUS (pacientes e familiares) reduzidos a um antro estreito. A verdade, cada vez mais demonstrada e transparente, vai rompendo a tosca barragem da fraseologia radical e das declarações furibundas dos chapa-branca que apoiam a política oficial. Leia aqui, do site da :: APBr – Associação Psquiátrica de Brasília :: a matéria sobre a desassistência aos doentes mentais, suas famílias e comunidades.

DESASSISTÊNCIA

Dr. Antônio Geraldo da Silva – Presidente da APBr, comenta o artigo:

Respeitado internacionalmente, o escritor, filósofo e poeta, Ferreira Gullar escreveu um artigo sobre a realidade brasileira na assistência aos doentes mentais e seus familiares. O texto, publicado pela Folha de São Paulo no dia 12 de abril, pode ser considerado um dos mais importantes já publicados desde a promulgação da lei 10.216.
Talvez por ser um familiar e não um médico e/ou político, Gullar tenha se referido à lei 10.216 como sendo a Lei do Deputado Paulo Delgado. Fato que não procede.

O Projeto de Lei do Deputado foi rejeitado no Senado com 23 votos contra e somente 04 a favor. Sendo assim, não existe nenhuma “lei Paulo Delgado”.

O que existe é um mesmo grupo estar à frente da Coordenação de Saúde Mental do Ministério da Saúde há mais de 20 anos, sendo que na última década o Coordenador é o irmão do citado deputado, que vêm conseguindo publicar portarias que burlam a Lei 10.216.

A lei 10.216 é totalmente adequada às necessidades dos doentes mentais, seus familiares e dos profissionais comprometidos, mas está sendo distorcida em detrimento de uma proposta errada e rejeitada, que desde sua concepção estava fadada a levar nosso sistema público de assistência ao doente mental ao caos que estamos enfrentando hoje.

Infelizmente dos 120 mil leitos públicos que existiam, hoje temos apenas cerca de 38 mil. Em compensação, os leitos privados aumentaram consideravelmente – chegando a mais do dobro do número anterior.

Uma triste realidade. A desassistência à saúde mental reina no país.

Uma lei errada

Por Ferreira Gullar

A campanha contra a internação de doentes mentais foi inspirada por um médico italiano de Bolonha. Lá resultou num desastre e, mesmo assim, insistiu-se em repeti-la aqui e o resultado foi exatamente o mesmo.

Isso começou por causa do uso intensivo de drogas a partir dos anos 70. Veio no bojo de uma rebelião contra a ordem social, que era definida como sinônimo de cerceamento da liberdade individual, repressão “burguesa” para defender os valores do capitalismo.
A classe média, em geral, sempre aberta a ideias “avançadas” ou “libertárias”, quase nunca se detém para examinar as questões, pesar os argumentos, confrontá-los com a realidade. Não, adere sem refletir.

Havia, naquela época, um deputado petista que aderiu à proposta, passou a defendê-la e apresentou um projeto de lei no Congresso. Certa vez, declarou a um jornal que “as famílias dos doentes mentais os internavam para se livrarem deles”. E eu, que lidava com o problema de dois filhos nesse estado, disse a mim mesmo: “Esse sujeito é um cretino. Não sabe o que é conviver com pessoas esquizofrênicas, que muitas vezes ameaçam se matar ou matar alguém. Não imagina o quanto dói a um pai ter que internar um filho, para salvá-lo e salvar a família. Esse idiota tem a audácia de fingir que ama mais a meus filhos do que eu”.

Esse tipo de campanha é uma forma de demagogia, como outra qualquer: funda-se em dados falsos ou falsificados e muitas vezes no desconhecimento do problema que dizem tentar resolver. No caso das internações, lançavam mão da palavra “manicômio”, já então fora de uso e que por si só carrega conotações negativas, numa época em que aquele tipo hospital não existia mais. Digo isso porque estive em muitos hospitais psiquiátricos, públicos e particulares, mas em nenhum deles havia cárceres ou “solitárias” para segregar o “doente furioso”. Mas, para o êxito da campanha, era necessário levar a opinião pública a crer que a internação equivalia a jogar o doente num inferno.

Até descobrirem os remédios psiquiátricos, que controlam a ansiedade e evitam o delírio, médicos e enfermeiros, de fato, não sabiam como lidar com um doente mental em surto, fora de controle. Por isso o metiam em camisas de força ou o punham numa cela com grades até que se acalmasse. Outro procedimento era o choque elétrico, que surtia o efeito imediato de interromper o surto esquizofrênico, mas com consequências imprevisíveis para sua integridade mental.

Com o tempo, porém, descobriu-se um modo de limitar a intensidade do choque elétrico e apenas usá-lo em casos extremos. Já os remédios neuroléticos não apresentam qualquer inconveniente e, aplicados na dosagem certa, possibilitam ao doente manter-se em estado normal. Graças a essa medicação, as clínicas psiquiátricas perderam o caráter carcerário para se tornarem semelhantes a clínicas de repouso. A maioria das clínicas psiquiátricas particulares de hoje tem salas de jogos, de cinema, teatro, piscina e campo de esportes. Já os hospitais públicos, até bem pouco, se não dispunham do mesmo conforto, também ofereciam ao internado divertimento e lazer, além de ateliês para pintar, desenhar ou ocupar-se com trabalhos manuais.

Com os remédios à base de amplictil, como Haldol, o paciente não necessita de internações prolongadas. Em geral, a internação se torna necessária porque, em casa, por diversos motivos, o doente às vezes se nega a medicar-se, entra em surto e se torna uma ameaça ou um tormento para a família. Levado para a clínica e medicado, vai aos poucos recuperando o equilíbrio até estar em condições que lhe permitem voltar para o convívio familiar. No caso das famílias mais pobres, isso não é tão simples, já que saem todos para trabalhar e o doente fica sozinho em casa. Em alguns casos, deixa de tomar o remédio e volta ao estado delirante. Não há alternativa senão interná-lo.

Pois bem, aquela campanha, que visava salvar os doentes de “repressão burguesa”, resultou numa lei que praticamente acabou com os hospitais psiquiátricos, mantidos pelo governo. Em seu lugar, instituiu-se o tratamento ambulatorial (hospital-dia), que só resulta para os casos menos graves, enquanto os mais graves, que necessitam de internação, não têm quem os atenda. As famílias de posses continuam a por seus doentes em clínicas particulares, enquanto as pobres não têm onde interná-los. Os doentes terminam nas ruas como mendigos, dormindo sob viadutos.

É hora de revogar essa lei idiota que provocou tamanho desastre.

Veículo: Folha de S. Paulo
Seção: Opinião
Data: 12/04/2009
Estado: SP

Fonte:
Data: 05/02/2008

A Associação Brasileira de Psiquiatria, avalisando posição tirada pelo Conselho das Federadas da ABP, protocolou representação no Ministério Público, contra a coordenação de Saúde Mental do Ministério da Saúde, pela deterioração geral da assistência prestada a doentes com doenças psiquiátricas de todos os tipos no Brasil e por não cumprir as metas traçadas pelo próprio Ministério para expandir o número de leitos psiquiátricos em Hospital Geral.

Leia a matéria:

MPF recebe representação da ABP

07/04/2009

Documento protocolado hoje alerta para o não cumprimento de legislação referente às políticas públicas de saúde mental

A ABP protocolou hoje no Ministério Público Federal uma representação que alerta para o não cumprimento, por parte da Coordenadoria de Saúde Mental do Ministério da Saúde, da Lei 10.216/2001, da Portaria nº 1.101, de 12/06/2002 (que estabelece o índice de 0,45 leitos por cada mil habitantes para atender a demanda por internação psiquiátrica no Brasil) e da Portaria nº 1899/2008, que criou o Grupo de Trabalho sobre Saúde Mental em Hospitais Gerais.

O documento detalha informações sobre a maneira como a reforma da assistência em saúde mental vem sendo implantada. Segundo a representação, o processo traz prejuízos ao atendimento da população que utiliza o Sistema Único de Saúde pelo baixo número de leitos hospitalares e pela insuficiência de instrumentos terapêuticos adequados.

Além disso, o texto demonstra que o Ministério da Saúde não cumpre os prazos e metas estipulados pela legislação e pelas portarias da área de saúde mental. Clique aqui e leia uma cópia do documento.

Para o presidente da ABP, João Alberto Carvalho, a iniciativa é um marco na atuação política da entidade. “Após diversas tentativas de colaborar com as autoridades para a condução adequada do processo de mudança no modelo de assistência, decidimos que é o momento de cobrar incisivamente o cumprimento da legislação referente à saúde mental”, declarou.

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APAGÃO DA SAÚDE: UPAS SEM MÉDICOS.

A falta de uma política decente de recursos humanos para os trabalhadores do setor continua vitimando o sistema público de saúde. Gestores, administradores, Ministério da Saúde, Governos Federal, Estaduais e Municipais agem como se fossem ignorantes da questão. Fingir desconhecer a importância dessa questão é um ato de desonestidade intelectual e uma maneira de iludir a opinião pública e à população que depende do sistema público. Mais uma prova da importância da questão e das conseqüências do descaso com recursos humanos na saúde está na crise das UPAs do Rio de Janeiro. Um jornal da cidade aponta que essas unidades, recém inauguradas e comemoradas pelo Governador Sérgio Cabral e pelo Ministro Temporão, estão ficando inoperantes pela falta de médicos. A carência de uma política séria e responsável de recursos humanos que se aplique aos médicos do SUS não atrai e nem fixa profissionais no setor. Jovens médicos, em sua grande maioria, não projetam o seu futuro profissional dentro do sistema público. Profissionais experientes procuram alternativas fora do sistema público. A falta de compreensão sobre essa situação cria um futuro sombrio para o sistema público de saúde no Brasil.

Fonte: Extra on-line. Matéria na página: UPAs também sofrem com a falta de médicos no Rio – Extra Online

Publicada em 10/02/2009 às 09:33
UPAs também sofrem com a falta de médicos no Rio
Bruno Rohde e Letícia Vieira – Extra

Com queimaduras na mão esquerda, Juliana se desespera ao não ser atendida, no último dia 27, na UPA de Belford Roxo. Foto: Cléber Júnior – Extra

RIO – Um ano e oito meses depois da inauguração da primeira Unidade de Pronto-Atendimento (UPA), no Complexo da Maré, a rede considerada modelo para todo o país já sofre dos mesmos males que postos e hospitais públicos do Rio: a falta de médicos. Por nove dias, o EXTRA percorreu 19 das 20 unidades do estado e flagrou a carência de profissionais em 11 UPAs ( Você já teve problemas para ser atendido nas UPAs? ).

Nas visitas, entre os dias 21 e 29 de janeiro, os pacientes reclamavam da falta de ortopedistas, pediatras e clínicos gerais. Foi o que aconteceu no dia 27, na UPA do bairro Bom Pastor, em Belford Roxo. Quem tentava se consultar com o clínico geral era obrigado a se deslocar para postos de saúde do município ou para o Hospital do Joca.
De volta para casa

Joana D’arc tentava fazer com que a filha Juliana Carvalho, que teve a mão queimada num acidente doméstico, fosse atendida rapidamente. Apesar da insistência, ela não obteve sucesso e deixou a unidade sem conseguir consulta com um médico.

- Mandaram que fosse para o Hospital do Joca. Não tenho dinheiro de passagem, vou ter que levá-la de volta para casa – disse Joana D’arc, revoltada com a situação.

A doméstica Jaqueline Maria dos Santos, de 28 anos, procurou, no último dia 28, a UPA da Tijuca. Com uma torção no pé, ela não conseguiu ser atendida e foi obrigada a percorrer outras unidades à procura de um ortopedista.

- Torci o pé e vim para cá, às 6h. Falaram que o médico não havia chegado. Voltei, às 11h, mas, agora, dizem que ele faltou. Vou ter que procurar a #hospital do Rio – disse ela.

A ausência de ortopedistas e pediatras se repetiu em outras UPAs. A unidade de Campo Grande (Estrada do Mendanha) estava sem pediatra no último dia 21. Em Marechal Hermes, Realengo e Santa Cruz, não havia ortopedista nos dias 21, 22 e 26 de janeiro, respectivamente. Também no dia 22, faltavam pediatra na UPA de Sarapuí e ortopedista na de Parque de Lafaiete, ambas em Duque de Caxias. Na Maré, o especialista não foi encontrado no último dia 29.

SINDICATO DENUNCIA GOVERNO ESTADUAL NA COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS.

Quarta-feira, 24 de Dezembro de 2008

[FAX SINDICAL]_Sindicato denuncia governo estadual na Comissão de Direitos Humanos.

O Governo de Sérgio Cabral Filho, em razão do fracasso de sua gestão na área de Saúde, da falta de vontade política para corrigir as causas apontadas para a crise e do não cumprimento de promessas ofende o interesse geral da população do Rio de Janeiro. O direito de acesso à saúde de toda a população que não pode pagar por serviços privados está ameaçado. Em razão disso, ele foi denunciado na Comissão de Direitos Humanos da OAB. É crescente o descontentamento do funcionalismo público estadual com o governo de Sérgio Cabral e a resistência está crescendo em ritmo acelerado. Com o apoio da Federação Nacional dos Médicos o Sindicato dos Médicos denunciou o Governo de Sérgio Cabral .

FENAM e SindMed/RJ denunciam governo estadual à Comissão de Direitos Humanos da OAB

O diretor da Federação Nacional dos Médicos (FENAM), Sami El Jundi, e o presidente do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro, Jorge Darze, entregaram nesta quinta-feira, 18/12, à Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seção RJ, denúncia contra o governo do Estado do Rio pela morte de um rapaz no Hospital Getúlio Vargas, no dia 28 de novembro, porque não havia anestesista no local para que ele pudesse ser operado. Baleado na virilha, o rapaz faleceu cerca de uma hora depois de dar entrada na emergência. Os médicos que o atenderam diagnosticaram a necessidade imediata de cirurgia, mas o Getúlio Vargas não contava com anestesista no plantão, conforme consta no próprio prontuário da vítima. Os profissionais também informam no prontuário que há três meses o hospital não tem anestesistas nos plantões das sextas-feiras. A integrante da Comissão de Direitos Humanos da OAB/RJ, Nara Saraiva, que recebeu a denúncia, classificou o fato como “chocante” e garantiu que a entidade vai analisar o conteúdo do documento entregue pela FENAM e pelo SindMed/RJ, bem como as provas apresentadas, entre elas o prontuário, para tomar as providências cabíveis. “Esse caso é chocante. Existem provas, inclusive testemunhais, e nós vamos dar o encaminhamento devido; vamos cuidar desse caso para que ele tenha o desfecho necessário nos tramites legais”, assinalou. Pouco depois de ter recebido o documento, a advogada solicitou que ele fosse protocolado na OAB e o processo recebeu o número 34206/2008. O diretor da Fenam, Sami El Jundi, disse que a Federação e o Sindicato também irão apresentar o relatório, que contém 17 páginas, a organismos internacionais como a Organização das Nações Unidas (ONU), Organização dos Estados Americanos (OEA) e Organização Mundial de Saúde (OMS). “Vamos internacionalizar esse caso”, ressaltou. Sami El Jundi, que junto com Jorge Darze vistoriou nesta quarta e quinta-feira, 17 e 18/12, os hospitais Salgado Filho (municipal) e Carlos Chagas (estadual), considera o sistema de saúde pública do Rio de Janeiro um dos piores do Brasil porque, segundo ele, o problema não está só na falta de investimentos no setor e nas péssimas condições de atendimento à população e de trabalho para os profissionais de saúde, mas, sim, porque no Rio a questão é tratada como natural, corriqueira, tanto nas unidades municipais quanto nas estaduais e federais. “As pessoas que são atendidas na rede pública do Rio correm risco de morte, como aconteceu com o rapaz baleado”, acentuou Sami. Já Jorge Darze, que classifica a morte do rapaz no Hospital Getúlio Vargas como “homicídio”, informou que em vários hospitais já visitados por integrantes do Sindicato a entidade verificou que em plantões onde deveriam trabalhar seis médicos, há, no máximo, três. Isso foi constatado nesta quarta-feira na vistoria que o SindMed e a Fenam fizeram no Salgado Filho, onde faltavam também oftalmologistas e cirurgiões de tórax e pediátrico. Darze disse que naquela unidade, além da falta de profissionais, em salas que deveriam ter 14 leitos, havia, em média, 60 pacientes “disputando espaço e a atenção dos médicos”. “Homens e mulheres são acomodados juntos, o que é proibido, e pacientes são atendidos em cadeiras. Havia uma enfermaria com 43 leitos de pediatria e nenhum médico responsável. Os poucos clínicos que trabalham precisam se desdobrar para atender a vários setores ao mesmo tempo”, lamentou o presidente do SindMed/RJ.

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[FAX 109]Hospital inaugurado nas vésperas das eleições já está sucateado.

Matéria publicada pelo Estadão, mostra que os médicos, por meio de sua representação classista, o Sindicato, estão cansados de serem apenas a vidraça diante das pedradas eleitoreiras de interesses políticos.

O hospital "mais moderno do Estado" do Rio de Janeiro, como foi rotulado no dia de sua inauguração pré-eleitoral, está em tão completo abandono e descaso que o Sindicato dos Médicos vai acionar o Ministério Público, na esperança de que as autoridades tomem providências para garantir as condições de assistência daquela unidade. As pessoas que estão sendo atendidas naquela unidade correm riscos evidentes e a situação vai piorar com a deterioração da unidade.

A notícia, publicada no ESTADÃO on-line, na página http://www.estadao.com.br/geral/not_ger282871,0.htm

informa sobre as condições calamitosas do hospital:

“É um escândalo que teve conotação eleitoral, pois os governos federal, estadual e municipal inauguraram o hospital às vésperas da eleição sem a obra concluída. A improbidade administrativa está caracterizada pela incapacidade do controle de 50 monitores que podem ter saído pela porta da frente e pela exposição de um equipamento caro à ação do tempo. Isso pode prejudicar o funcionamento da aparelhagem”, disse o presidente do sindicato, Jorge Darze. Segundo ele, o atendimento na unidade é precário e as equipes médicas estão desfalcadas.

(mais…)

Apagão da Saúde no Brasil:hospital público às escuras.

O ufanismo chapa-branca dos gestores públicos da saúde esbarra em fatos que demonstram que o SUS não está sendo o melhor dos mundos possível. Denúncias de corrupção, salários insuportavelmente ruins, falta de políticas decentes de recursos humanos, falta de cursos para a formação adequada do pessoal, contratação precária de mão de obra, falta de insumos e medicamentos, greves, descontentamento, conflitos. Tudo isso tem feito parte do universo da saúde pública no Brasil. Chamam a essa crise de apagão da saúde. O que era inesperado aconteceu. No Hospital Albert Schweitzer, no Rio de Janeiro, o apagão da Saúde tomou uma forma literal. O hospital ficou mais de vinte horas sem energia elétrica.


O apagão da saúde pública no Brasil tem ficado cada vez mais assustador para as pessoas que dependem do sistema público de saúde para ter garantia do seu direito à vida. Agora, emblematicamente, ele se mostrou de uma forma literal. O importante Hospital Albert Schweitzer, no Rio de Janeiro, ficou mais de 20 horas às escuras. A denúncia é do SINTSPREV - RJ, Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho e Previdência do Rio de Janeiro. A notícia foi publicada no JORNAL DO BRASIL e está na página http://jbonline.terra.com.br/extra/2008/11/06/e061120346.html e pode ser lida na transcrição abaixo.

Hospital público ficou mais de 20 horas sem luz

JB Online

RIO -O Hospital Albert Schweitzer funcionou por mais de 20 horas com problemas no sistema de energia elétrica. Segundo a direção do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho e Previdência do Rio (Sindsprev-RJ), funcionários e pacientes, o problema começou às 21 horas da noite de quarta-feira. A energia só foi restabelecida há poucos minutos.

A administração do hospital, que fica em Realengo, na Zona Oeste, não informou aos servidores as razões da pane no sistema elétrico.

O sindicato afirma que, por três horas após a energia cair, problemas também nos geradores, que não funcionaram, fizeram com que apenas os respiradores fossem mantidos ligados, por força do sistema de baterias, que tem autonomia para quatro horas.

Na manhã desta quinta-feira, por volta das 11 horas, os geradores voltaram a parar e só retornaram às 14 horas. Outra vez as salas e corredores da unidade ficaram às escuras e apenas os respiradores funcionando, segundo servidores do local. Caso as baterias também falhassem, segundo profissionais da unidade, aconteceria uma tragédia.

O Albert atende casos de emergência e possui um Centro de Tratamento Intensivo, que foi inaugurado pouco antes do segundo turno das eleições municipais de outubro.

A direção do Sindsprev-RJ quer que uma investigação seja feita de forma transparente para que sejam esclarecidos os motivos da pane e os responsáveis por isso.

A direção da unidade não divulgou qualquer comunicado sobre as causas do problema. A informação que circula no hospital é de que um cabo do transformador que recebe a energia fornecida pela Light se rompeu.

O Hospital Albert Schweitzer atende a uma média de 1.200 pacientes por dia, possui 40 leitos na Emergência e 25 no CTI.

Procurada pelo JB, a Light informou que não houve registro de problemas no abastecimento de energia elétrica no bairro.

A secretaria de Saúde do Estado informou, por e-mail, que a queda de energia ocorreu “em função de uma sobrecarga em dois transformadores que alimentam parte da unidade”. A assessoria de imprensa ressaltou que “dois geradores foram usados para manter, em 100%, o funcionamento da emergência, CTI, Centro Cirúrgico, setor de esterilização de material e dois elevadores. Nenhuma cirurgia deixou de ser realizada, bem como os nove pacientes que se encontram no CTI receberam os cuidados necessários”. O governo está providenciando a troca dos transformadores.

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Apagão da Saúde: Até o telefone da Ambulância foi cortado.

Não faltaram, aqui no Fax Sindical, artigos onde se aponta a grave situação da atenção oferecida aos brasileiros pelo sistema público de saúde, o SUS. Contrastando com o ufanismo de declarações de autoridades e funcionários ligados ao Ministério da Saúde, a realidade que vamos encontrando é bem diferente da sua versão chapa-branca.

Mais um exemplo grave do desmoronamento que assistimos é o de Vassouras, no Rio de Janeiro. Reportagem do "Bom Dia Rio" da TV GLOBO, apontou que faltam remédios, os salários dos médicos são ruins e estão atrasados e o telefone da Central de Ambulâncias foi cortado. Demonstra-se aqui que até serviços essenciais são privados de condições básicas de funcionamento. O Sindicato dos Servidores Públicos de Vassouras diz que setenta por cento da população de 30 mil pessoas dependem do sistema público de saúde para ter acesso a algum tipo de assistência médica.

A cidade conta com uma faculdade de Medicina.

O Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, pode reclinar a sua cabeça e dormir tranquilamente à noite, enquanto os habitantes de Vassouras não podem nem chamar uma ambulância em caso de emergência. Os médicos, sem salário, vendo suas contas vencerem sem poder pagá-las, é que perdem noites de sono.

Transcrevemos abaixo a notícia do BOM DIA RIO, que está na página

http://rjtv.globo.com/Jornalismo/RJTV/0,,MUL853246-9101,00-VASSOURAS+TEM+PRECARIEDADE+NO+SERVICO+PUBLICO+DE+SAUDE.html


Bom Dia Rio > 07/11/2008 > Reportagem

Vassouras tem precariedade no serviço público de saúde

A população sofre com a falta de remédios e de atendimento nos postos públicos. O salário dos médicos estão atrasados e até o telefone da central de ambulâncias foi cortado.

De acordo com o Sindicato dos Servidores Públicos, dos 30 mil moradores de Vassouras, pelo menos 70% usam o serviço de saúde pública.

Dona Dirce sofre de problemas cardíacos e precisa tomar medicamentos todos os dias, mas ela diz que não consegue encontrar os medicamentos nos postos de saúde e nem na farmácia popular, sem dinheiro ela se desespera. “Ontem eu passei mal, abalou meu sistema nervoso porque não tinha remédio e eu sem condições de comprar, entrei em pânico”, fala.

O motorista de ambulância, Camilo de Vasconcelos, denuncia que muitos veículos estão parados por falta de manutenção e combustível. “Só estão abastecendo as ambulâncias para emergências à diesel e hoje cortaram o telefone da emergência. Se alguém de Vassouras precisar de uma emergência não tem, eles serão atendidos pelo Corpo de Bombeiros”, revela.

Em um posto de saúde da família, são quase 4 mil pessoas cadastradas. Mas em todas as tardes a unidade fica vazia.

“Realmente a tarde as pessoas só procuram a unidade para buscar remédios,verificar a pressão, mas atendimento médico não tem”, diz Valéria da Rosa, agente comunitária.

Segundo o secretário de saúde José Maria Capute, o problema está no baixo orçamento. “O problema só será suprido realmente se houver um repasse maior”, fala.

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Governador cassado e protestos contra abusos ocorridos durante as eleições.

Bom repetir que é uma prática hedionda e destrutiva contra a democracia a da compra de votos. Quem compra e quem vende negociam um direito único, o de escolha do eleitor e matam a Liberdade. Negocia-se a consciência como quem negocia um saco de batatas ou algumas dúzias de ovos. Esse fato terrível continua se repetindo no Brasil em níveis ainda insuportáveis. Esses acontecimentos estão minando a democracia e a credibilidade das instituições. Estão chocando o ovo da serpente. Tudo em proveito de candidatos que fazem campanhas milionárias e recheadas de promessas fantásticas, cujo único objetivo é vencer eleições, custe o que custar.

O Governador de Rondônia, Ivo Cassol, acaba de ser cassado por compra de votos em 2006. Condenado no TRE, que já marcou nova eleição, ele recorre ao STJ, tentando manter no cargo. No Rio de Janeiro houve manifestação popular contra irregularidades que teriam ocorrido nas eleições que levaram ao poder na cidade o candidato do Governador Sérgio Cabral Filho. Em Juiz de Fora, o blog “Eu sei o que vocês fizeram na eleição passada”, em http://transparenciajf.blogspot.com contém depoimentos de pessoas que testemunharam situações suspeitíssimas nas eleições que deram a vitória a Custódio de Matos, candidato de Aécio Neves.

A notícia é de http://br.noticias.yahoo.com/s/05112008/25/politica-tre-cassa-ivo-cassol-marca.html

TRE cassa Ivo Cassol e marca nova eleição em Rondônia

Qua, 05 Nov, 12h43

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Rondônia cassou ontem, 4, o diploma do governador do Estado, Ivo Cassol, e determinou a realização de nova eleição para o cargo em 14 de dezembro deste ano. Também deve perder seu posto o senador Expedito Júnior (PR). Os dois políticos e os ex-candidatos a deputado Valdelise Martins dos Santos Ferreira e José Antônio Gonçalves Ferreira foram acusados pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) de captação ilícita de sufrágio e abuso de poder nas eleições de 2006.

A relatora do caso, desembargadora Ivanira Feitosa Borges, ficou convencida do envolvimento do governador e do senador no esquema de compra de votos denunciado pelo MPE. “Diversos fatos podem ser citados como exemplo. Eles fizeram campanhas juntos, conforme notórias aparições públicas. Foram fotografados juntos”, afirmou a magistrada, segundo o TRE. “O governador usou a máquina administrativa pública para tentar ocultar a compra de votos que o beneficiou em conjunto com Expedito, Val Ferreira e José Antônio”, concluiu.

O presidente da Corte, desembargador Cássio Guedes, e a maioria dos juízes acompanharam o voto da relatora. Além de cassar o diploma de Cassol e Expedito, o TRE declarou a inelegibilidade deles até 2009 e a nulidade dos votos obtidos em 2006, multou todos entre 5 mil e 95 mil Unidades Fiscais de Referência (Ufirs) e anulou a última eleição para o governo de Rondônia.

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No Rio de Janeiro houve protestos contra a irregularidades nas eleições municipais que levaram o candidato do Governador Sérgio Cabral Filho à Prefeitura da cidade.

A notícia está em http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2008/10/31/ult5772u1326.jhtm

31/10/2008 – 13h56

Cariocas protestam nas ruas contra irregularidades nas eleições municipais

Juliana Castro
Do UOL Notícias
No Rio de Janeiro
Depois de mais de 20% de abstenção no 2º turno da eleição para Prefeitura do Rio, um grupo de manifestantes promoveu nesta sexta-feira uma passeata apelidada de “pró-democracia” para protestar contra supostas irregularidades nas eleições municipais.

Entre as queixas dos manifestantes estão o suposto uso de máquina pública, emprego de milícias para coagir eleitores e fraudes diversas.

“Nós queremos que se apurem as inúmeras irregularidades e denúncias”, disse Rômulo Mattos, um dos organizadores do movimento. Segundo ele, a manifestação foi organizada pela internet, especialmente por meio do blog Pró-Democracia (http://pro-democracia.blogspot.com/) e de comunidades em sites de relacionamento. “Não somos a favor de um ou outro candidato, nosso objetivo é cobrar uma resposta para a sociedade sobre essas denúncias”, disse.

Vestidos de preto e com narizes de palhaço, as cerca de 1.500 pessoas – segundo levantamento da Polícia Militar – se reuniram na Cinelândia e caminharam até o TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Estado). Os manifestantes pediam “justiça” e carregavam cartazes e bandeiras do Brasil, cantando o hino “Cidade Maravilhosa”.

Rômulo Mattos afirmou que a manifestação não é a favor do candidato derrotado Fernando Gabeira (PV). “Há eleitores do Gabeira assim como do Eduardo Paes (PMDB), da Solange Amaral (DEM) e dos outros candidatos, que concordam que houve uma eleição duvidosa”. Uma mulher com cartaz de Gabeira tentou participar do movimento, mas foi vaiada, de acordo com a Agência JB.

Abaixo-assinado
Mattos informou que na última quinta-feira (30) houve uma reunião entre alguns representantes da Justiça Eleitoral e do movimento: “Eles quiseram obter informação sobre a passeata”.

O movimento está recolhendo assinaturas para enviar ao TRE. No texto do abaixo-assinado, os manifestantes pedem “esclarecimentos ao presidente do TRE, desembargador Alberto Motta Moraes, quanto aos inúmeros processos e denúncias” de irregularidades cometidos por candidatos a prefeito no Rio de Janeiro. O texto não cita nomes dos candidatos.

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Eleitores poderão se frustrar com promessas exageradas.

Campanhas caras e recheadas de promessas podem provocar grandes frustrações no eleitorado e fazer as pessoas desacreditarem das instituições.


Campanhas caracterizadas por promessas exageradas voltaram a marcar as eleições brasileiras. Aparentemente as promessas haviam caído em descrédito e virado motivo de piadas e humorismo. Mas elas voltaram com toda a força. Muitos dos candidatos eleitos com bases em muitas promessas não têm nem como realizá-las. Motivo: falta de recursos.

Matéria publicada em O GLOBO, informa que todos os 24 projetos prometidos por Eduardo Paes ficariam em 15 bilhões de reais. O candidato prometeu 83 projetos. E as estimativas de investimento da Prefeitura do Rio de Janeiro não chegam a 800 milhões de reais. O total de despesas da Prefeitura é de 12 milhões de reais previstos para 2009. Ao que parece Paes irá tomar o mesmo caminho de Sérgio Cabral. Esquecerá as promessas.

Campanhas caríssimas e recheadas de promessas correm o risco de causar grande frustração no eleitorado e causar decepção para as pessoas em relação à política e às instituições.

A matéria pode ser conferida em http://tinyurl.com/6xp89d

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SERVIDORES PÚBLICOS PROTESTAM DIANTE DA CASA DE SÉRGIO CABRAL.

Os servidores públicos estaduais da Saúde, Educação e Polícia Civil do Rio de Janeiro, mostraram sua insatisfação à população da cidade, fazendo uma caminhada até o edifício do governador Sérgio Cabral para pedir que ele negocie. O governador não recebeu os servidores públicos, indicando sua má vontade política para com o serviço público e mantendo sua atitude truculenta em relação às negociações democráticas com o funcionalismo público.


Duzentos servidores públicos estaduais do Rio de Janeiro, representando várias categorias funcionais, dirigiram-se ao prédio onde reside o Governador Sérgio Cabral Filho, em ato de protesto. A manifestação na porta do edifício de Cabral foi impedido pela PM.

Cabral mora na valorizada Avenida Vieira Souto, no Leblon, Não chegou a haver confronto. Houve interdição de apenas uma pista, o que causou algum desconforto aos motoristas que transitavam pela Zona Sul do Rio.

Estavam representados trabalhadores dos serviços públicos de Saúde e Educação e da Polícia Civil. O Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais do Rio de Janeiro reivindica, entre outros assuntos, unificação da data-base, reposição de 66% sobre o vencimento básico inicial de todos os servidores e a incorporação das gratificações.

O Governador Sérgio Cabral não cumpriu suas promessas feitas na campanha eleitoral (registradas em documento e vídeo). Faltou com o decoro em declarações públicas com palavras ofensivas aos médicos do serviço público e mostra-se inapto para estabelecer negociações sérias com os servidores públicos estaduais.

No primeiro turno das eleições municipais do Estado do Rio, os apoiadores de Cabral sofreram muitas derrotas, o que enfraqueceu politicamente o Governador. Ele conta com a eleição de seu aliado Eduardo Paes, no Rio de Janeiro, para minimizar os efeitos da derrota eleitoral, que enfraqueceram sua influência política.

De acordo com Fernando Bandeira, presidente do Sindicato dos Policiais Civis, na esquina da Avenida Delfim Moreira com a Rua Aristides Spíndola, PM formaram uma barreira para impedir que os cerca de 200 servidores caminhassem até a porta do prédio de Cabral. Para evitar um confronto, os manifestantes resolveram encerrar a caminhada reivindicatória.

- A caminhada foi muito boa para manter a unidade da categoria. Dentro da Polícia Civil há uma insatisfação muito grande com a péssima remuneração dos policiais e o risco que eles correm - disse Bandeira.

A notícia pode ser conferida em

http://tinyurl.com/5b4qfg

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