Assembleia Geral dos Medicos da Prefeitura de Juiz de Fora dia 06 de junho

​Os médicos da Prefeitura de Juiz de Fora realizarão na próxima terça-feira, 06 de junho, assembleia geral para debater a proposta da prefeitura de parcelar a recomposição salarial pelo índice do IPCA.

Os salários estão achatados, pouco convidativos, e a reposição parcelada irá tornar a situação ainda mais difícil.

Para saber o posicionamento da categoria profissional diante dessa proposta da atual administração municipal o Sindicato realizará essa assembleia e conta com a presença de todos os interessados. 

Ela será dia 06 de junho, às dezenove horas e trinta minutos, na Sociedade de Medicina e Cirurgia, rua Braz Bernardino, 59, centro. Nossa união é nossa força e faz a diferença. Por favor, compareça.

Médico chora ao falar sobre precariedade de hospital: ‘Estoque de comida vai zerar’

As autoridades, os políticos que nós votamos ou que foram eleitos porque deixamos de votar, juízes, juristas, dizem que, perante a lei os valores mais altos são a vida e a saúde. O leitor atento pergunta se tal dedução nasce da ignorância ou é uma demagogia deslavada. Não são raros os casos em que hospitais têm que recorrer à caridade para alimentar pacientes, garantir medicamentos básicos e médicos trabalham sem salário ou com salário atrasado e/ou parcelado. E eles lá, com altos cargos e salários, dizem que a vida e a saúde são os valores mais altos para o Estado. 

“O diretor técnico do Hospital Regional de Sorriso, a 420 km de Cuiabá, Roberto Satoshi, chorou, nesta segunda-feira (22), durante entrevista sobre a precariedade na unidade de saúde por atrasos nos repasses por parte do governo do estado, inclusive com a falta de alimentos para servir aos pacientes. Alguns serviços, como cirurgias, estão parcialmente suspensos desde março porque os médicos estão há três meses sem receber. Segundo a direção, a dívida do estado com a unidade é de R$ 8 milhões”
http://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/medico-chora-ao-falar-sobre-precariedade-de-hospital-nunca-vi-isso-em-30-anos.ghtml

Venezuela: médicos são afastados ou presos por fazerem denúncias

Médicos venezuelanos são vítimas de perseguições que incluem aposentadoria compulsória e suspensão por meses, em decorrência de críticas dirigidas ao governo por falta de medicamentos e insumos. Vários médicos venezuelanos já foram vítimas de agressão por policiais ou milicianos ligados ao ditador MADURO.

https://m.oglobo.globo.com/mundo/venezuela-medicos-sao-afastados-ou-presos-por-fazerem-denuncias-21372597

Ancestral mais antigo do homem veio do Mediterrâneo Oriental.

Não apenas a filosofia grega e as religiões monoteístas contemporâneas, mas também o ancestral mais antigo do homem viveu no Mediterrâneo Oriental.

“Nós mesmos ficamos surpresos com os nossos resultados, pois até então só se conheciam pré-humanos da África ao sul do Saara”, comentou Jochen Fuss, um dos integrantes da equipe. A análise dos sedimentos no local em que os fósseis foram encontrados revelou que o maxilar data de 7,175 milhões de anos, e o dente de 7,24 milhões.
Os achados paleontológicos são, portanto, ainda mais velhos do que o mais antigo pré-homem conhecido até então: o Sahelanthropus, da África, com 6 milhões a 7 milhões de anos de idade. A conclusão então seria que a linha evolutiva dos chimpanzés e dos pré-humanos ocorreu mais cedo do que se cria, e não na África, mas no leste do Mediterrâneo.
http://m.dw.com/pt-br/mais-antigo-ancestral-humano-pode-ser-originário-da-europa/a-38941355

CFM, AMB E SOCIEDADES DE ESPECIALIDADES AGEM CONTRA USURPAÇÃO DO ATO MÉDICO

Conselho Federal de Medicina (CFM) está atento às investidas de outras categorias profissionais na tentativa de usurpar atos exclusivos previstos na Lei do Ato Médico (nº 12.842/2013). Isso envolve atuação da coordenação jurídica do CFM em parceria com a de outras entidades.

Recentemente foi criada a Comissão Jurídica de Defesa ao Ato Médico, composta por representantes do CFM, dos CRMs, da AMB e de sociedades de especialidades. Juntos, eles têm definido estratégias para barrar na Justiça medidas tomadas contra o Ato Médico.

Nesta página, o leitor encontrará textos sobre as principais sentenças e liminares favoráveis à categoria médica que devem ser lidas e divulgadas. Algumas ainda podem ser objetos de recurso, mas comprovam a luta sem trégua contra os abusos.

Confira no link abaixo.
Basta clicar nas imagens para ter acesso às reportagens e manifestações do Judiciário. Ajude a defender a Lei do Ato Médico. Fique por dentro do trabalho feito pelo CFM e seus parceiros em favor do médico, da medicina e da sociedade
Confira em

 http://portal.cfm.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=26932 


Labels: ato médico, crise no SUS, exercício ilegal de Medicina, Medicina, precarização da saúde, SAÚDE

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MÉDICOS MUNICIPAIS DE JUIZ DE FORA FARÃO ASSEMBLEIA 06 DE JUNHO

​FAX SINDICAL

De: Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e da Zona da Mata de Minas Gerais

Data: 22 de maio de 2017.

Assunto: CAMPANHA SALARIAL DOS MÉDICOS MUNICIPAIS – PREFEITURA DE JUIZ DE FORA – 2017
ASSEMBLEIA GERAL CONVOCADA PARA O DIA 06 DE JUNHO DE 2017, 19 HORAS E 30 MINUTOS EM PRIMEIRA E ÚNICA CONVOCAÇÃO, NA SOCIEDADE DE MEDICINA E CIRURGIA – Rua Braz Bernardino, 59 – Centro Juiz de Fora.
PAUTA: Campanha Salarial.
Motivo: A Prefeitura de Juiz de Fora apresentou-nos uma proposta de 0,5% de correção salarial em Janeiro com o restante da correção só em dezembro, totalizando 4,9%. Além da correção da distorção salarial (médicos municipais ganham menos que os demais técnicos de nível superior) de 2,5% a partir de julho. 

Aceitaremos essa proposta ou não? 

Com esse objetivo é que a diretoria do sindicato decidiu convocar a assembleia para deliberar sobre o assunto.

Informamos que outros sindicatos que participam da negociação (SINSERPU e professores) não estão satisfeitos com a proposta e se dispõem à paralisação.

O Sindicato quer ouvir os médicos municipais sobre essa proposta e o fará mediante assembleia, como sempre faz, democraticamente, em assuntos cruciais da categoria.

Todos sabemos que nossos salários são defasados, que as condições de trabalho da maioria dos médicos é aflitiva, que são cada dia mais frequentes as agressões contra colegas e profissionais de saúde, em atos de desrespeito e selvageria e até violência policial contra médicos municipais, servidores públicos efetivos, em seus locais de trabalho. E as exigências, crescentes, recaem sempre sobre a categoria profissional dos médicos. Não temos PCCS e as gratificações que recebemos não se incorporam para aposentadoria. Concursos públicos não são realizados e as chamadas para contratos temporários são incapazes de preencher as vagas necessárias, o que prejudica o bom funcionamento do sistema, por deficiência de mão de obra devidamente qualificada.

Apesar do aparente desprezo do mundo da política em relação à classe médica, já que saúde é geralmente levada a sério apenas nos palanques eleitorais, temos que responder a esta situação com a força da união dos médicos municipais e a assembleia é um momento de mostrar essa força.

Solicitamos a todos que ajudem a divulgar esse evento, que distribuam esse comunicado sindical, que avisem a amigos e colegas de trabalho.

O momento é de decisões firmes. A união faz a força. 

TODOS À ASSEMBLEIA DE 06 DE JUNHO!!!

#CRISEnoSUS Prefeitura de Juiz de Fora não paga gratificações e gera crise

​FAX SINDICAL

Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e da Zona da Mata de MG

Data: 31 de março de 2017
AVISO DE UTILIDADE PÚBLICA – SERVIÇOS DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA DO MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA ESTÃO EM RISCO POR FALTA DE PAGAMENTO DOS PROFISSIONAIS
ASSUNTO: CALOTE NO PAGAMENTO DE GRATIFICAÇÕES DE MÉDICOS DO HPS VAI GERAR CRISE NO SETOR
Ao receber seus vencimentos correspondentes ao mês de março, os médicos da Prefeitura de Juiz de Fora, que atuam no setor de Urgência e Emergência puderam confirmar aquilo que já estava em seus contracheques. As gratificações correspondentes aos seus esforços extras em prol do andamento dos serviços de urgência e emergência não foram depositadas.

Essa situação gerou um clima de revolta e desalento em todos os profissionais atingidos.

Fala-se em pedidos de demissão, de afastamento, em desistências. 

A constatação é sempre a mesma. A atual administração municipal parece não se importar com o “outro lado”, vítima sempre das negligências mais estapafúrdias, dos desrespeitos mais bizarros, dos esquecimentos mais torpes.

Rogamos a V. Exa., o Prefeito Municipal, Engenheiro Bruno Siqueira, que faça com que pessoas responsáveis intervenham nessa situação para evitar mais danos, por vezes irreversíveis, decorrentes da irresponsabilidade patente de alguns.
(A) SINDICATO DOS MÉDICOS DE JUIZ DE FORA E DA ZONA DA MATA DE MINAS GERAIS – SECRETARIA GERAL

#CRISEnoSUS – “O outro lado” – Juiz de Fora e dificuldades para o trabalho em Medicina. Fujam!

​Há uma situação crítica entre os médicos da prefeitura de Juiz de Fora e a administração municipal. Por ser assunto de interesse público e ter tido pouca repercussão na mídia estamos divulgando para o conhecimento de todos os interessados.

Prezados colegas e amigos. Solicito o favor de ler e divulgar. Já está circulando mais um FAX SINDICAL. Confiram em http://sindicatoexpresso.blogspot.com.br/2017/03/crisenosus-o-outro-lado-medicos-de-juiz.html?m=0

O Inconfidente Solitário: COMO  AGE O ESPECULADOR MILIONÁRIO QUE  QUER FAZER A CABEÇA DAS PESSOAS COM IDEIAS DE EXTREMA-ESQUERDA

Como age o especulador biliardário George Soros para fazer a sua cabeça?
Uma das maneiras é se infiltrando na imprensa, firmando pactos com setore-s que formam opiniões para difundir, pela TV e por portais noticiosos os seus pontos de vista. Também promovem eventos destinados a professores, estudantes e jornalistas, para promover as ideias que eles defendem. No centro dessa ideia está o que chamam de “globalismo”, a ideia de um governo mundial que tenha mais poder que os governos nacionais e as comunidades locais. As ideias defendidas pela Open Society, centro de uma rede de organizações não governamentais e entidades que realizam eventos para determinados púbicos-alvos coincidem com as plataformas assumidas pela extrema-esquerda nas últimas décadas. O miliardário faz cabeças há muito tempo. Diverte-se com seu projeto soturno e também, por óbvio, tem interesses materiais investidos nesse negócio.
Vamos citar um caso no qual se vê a conexão entre a OPEN Society e o principal grupo de comunicações do Brasil, responsáveis por novelas que moldam o vestuário e o imaginário de milhões de brasileiras e brasileiros.
A notícia é de dois mil e nove. Está aqui

http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/fhc-e-intelectuais-pedem-legalizacao-da-maconha-bf63cxcqio3o5ict9jy2aajim

Diz a matéria

“A Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia é composta por 17 personalidades:

– César Gaviria (Colômbia)

– Ernesto Zedillo (México)

– Fernando Henrique Cardoso (Brasil)

– Ana María Romero de Campero (Bolívia)

– Antanas Mockus (Colômbia)

– Diego García Sayán (Peru)

– Enrique Krauze (México)

– Enrique Santos Calderón (Colômbia)

– General Alberto Cardoso (Brasil)

– João Roberto Marinho (Brasil)

– Mario Vargas Llosa (Peru)

– Moisés Naím (Venezuela)

– Patrícia Marcela Llerena (Argentina)

– Paulo Coelho (Brasil)

– Sergio Ramirez (Nicarágua)

– Sonia Picado (Costa Rica)

– Tomás Eloy Martínez (Argentina)”

Chamo a atenção para o nome de João Roberto Marinho, um dos três filhos de Roberto Marinho e figura importante no grupo de comunicações GLOBO, que inclui REDE GLOBO, GLOBONEWS, O GLOBO.

A citada Comissão sobre drogas é ligada à OPEN SOCIETY, organização central do megaespeculador biliardário George Soros, que financia organismos de esquerda. Em caso de dúvida, esse site cita a conexão entre Open Society e a comissão da qual fazem parte Fernando Henrique Cardoso e João Roberto Marinho, dono da Rede Globo. https://cetadobserva.ufba.br/content/drogas-e-democracia-rumo-uma-mudan%C3%A7-de-paradigma-comiss%C3%A3o-latino-americana-sobre-drogas-e

A Open Society de George Soros financia a extrema-esquerda e a esquerda, convencida de que esses segmentos da política favorecem seus projetos de governança global. Esses projetos incluem mudar o modo como as pessoas vêem o mundo, os outros e a si mesmas. É uma ideia baseada na ideia de correção política (o “politicamente correto”), que se conecta com o marxismo cultural.

A liberação de drogas é apenas um ponto na agenda da Open Society e seus tentáculos formados por ONGs, comissões, grupos de estudos e outros. Os principais alvos dessa iniciativa são professores, estudantes, jornalistas e políticos. Querem formar opiniões em segmentos importantes da sociedade para impô-las a todo o povo. Acontecimentos como o plebiscito do Brexit, o plebiscito sobre o processo de paz com a narcoguerrilha das FARC na Colômbia e a eleição de Donald Trump são eventos adversos aos projetos desse grupo.screenshot-2016-11-18-at-18-18-20

Fonte: O Inconfidente Solitário: COMO  AGE O ESPECULADOR MILIONÁRIO QUE  QUER FAZER A CABEÇA DAS PESSOAS COM IDEIAS DE EXTREMA-ESQUERDA

DIA DO MÉDICO DATA PARA REFLETIR SOBRE MOBILIZAÇÃO E AÇÃO

No Dia dos Médicos, além de festejos e comemorações, devemos colocar uma reflexão sobre um assunto que tem excedido em importância e seriedade a muitos outros. Devemos falar da judicialização da saúde, que a par de seu pretexto de garantir um direito universal à saúde, “dever do Estado”, tem causado enormes dificuldades ao financiamento e à gestão da saúde pública e tem colocado a classe médica no olho do furacão.
Quando falamos de judicialização da Saúde, falamos de judicialização da vida, porque saúde é vida e não um fundamento burocrático ou algo que se decide por sentenças e decretos.
Sobre isso, vale reproduzir, para a reflexão de todos, o Editorial publicado no Estadão de ontem.
Ei-lo:
EDITORIAL ESTADÃO
Judicialização e política

Não se governa um país com o Judiciário, mas com a política, e o grande problema é que no Brasil de hoje as mudanças necessárias para que a política desempenhe seu papel não virão espontaneamente do Congresso Nacional

O Estado de S. Paulo

16 Outubro 2016 | 04h00

Não se governa um país com o Judiciário, mas com a política, e o grande problema é que no Brasil de hoje as mudanças necessárias para que a política desempenhe seu papel não virão espontaneamente do Congresso Nacional, porque, “compreensivelmente, as pessoas não mudam o sistema que as elegeu”. Assim, e isso é política, “a sociedade brasileira, mobilizada, é que deve cobrar as mudanças, começando pelo sistema de justiça, que é o fim do mundo”. Essa é a opinião do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso, manifestada em entrevista exclusiva ao Estado, concedida ao repórter Luiz Maklouf Carvalho e publicada na quarta-feira passada.
Quando um ministro da Suprema Corte admite que o sistema de Justiça no Brasil é “o fim do mundo”, é preciso refletir sobre o sentido de suas palavras. Barroso foi nomeado em junho de 2013 por Dilma Rousseff. Dias atrás, ao indeferir mandado de segurança impetrado pelo PT e pelo PCdoB para obter a suspensão de tramitação na Câmara da PEC do teto dos gastos públicos, Barroso afirmou que “o Congresso Nacional é a instância própria para os debates públicos acerca das escolhas políticas a serem feitas pelo Estado”. E enfatizou o princípio de que a disputa em torno de medidas propostas para debelar a crise que o País enfrenta “não é um a questão constitucional, mas política, a ser enfrentada com mobilização social e consciência cívica, e não com judicialização”.
O ministro Barroso não fecha os olhos aos graves problemas da Justiça no Brasil. É enfático ao reconhecê-los, quando perguntado sobre o que o impressiona na Operação Lava Jato: (O que me impressiona é) “nós termos construído um país em que um Direito Penal absolutamente ineficiente não funcionou, durante anos, como mínima prevenção geral para evitar um amplo espectro de criminalidade”. E acrescenta: “Porque não é um episódio, nem dois, nem três. Onde você destampa tem alguma coisa. Nós criamos uma delinquência generalizada no País. E com um contágio que ultrapassa tudo o que seria imaginável”.
Ele é incisivo quando trata da judicialização da política: “Por mais que o Judiciário consiga fazer bem o seu papel, não se governa um país com o Judiciário. É a política que precisa ser reformada”. É essencialmente à política que cabe, portanto, promover a reforma também do Judiciário, o que não impede que ao longo do tempo correções de curso sejam promovidas pelos próprios magistrados, como ocorreu recentemente com a decisão do STF de estabelecer que condenados em segunda instância podem começar a cumprir pena, independentemente do trânsito em julgado de seus processos na instância superior.
Ao colocar o dedo na ferida da “delinquência generalizada (…) que ultrapassa tudo o que seria imaginável”, o ministro Barroso implicitamente sugere um olhar retrospectivo sobre a política brasileira, o que leva à reiteração de uma conclusão óbvia a respeito da maneira como o PT governou o País nos últimos 13 anos. Não foram Lula e o PT que inventaram a “delinquência” na gestão da coisa pública. Essa é uma das características perversas da mentalidade patrimonialista de origem colonial que contamina desde sempre a política no Brasil.
Mas é igualmente indesmentível o fato de que o mesmo partido que chegou ao poder prometendo “passar o País a limpo” chegou também, muito rapidamente, à conclusão de que a adesão aos métodos políticos que passara a vida condenando era o caminho mais rápido e prático para a perpetuação de seu projeto de poder. Quem conta essa história tenebrosa de mensalões e petrolões que enriqueceram os principais figurões do lulopetismo é a crônica policial dos últimos dois anos e meio.
Tem razão o ministro Barroso: a Justiça precisa ser muito aperfeiçoada, mas não é ela que vai tirar o País do buraco. É a política. A boa política. O profilático episódio do impeachment de Dilma Rousseff o comprova. “Acho que logo ali na frente”, preconiza o ministro, “o País vai ter que passar por uma campanha incisiva de desjudicialização da vida.”

A classe médica deve ser chamada à maturidade política, já que aprendeu aprendeu a se mobilizar movida por acontecimentos adversos. Quando o governo de um partido que se dizia dos trabalhadores resolveu importar mão de obra para atuar na área médica sem a devida certificação, contratar essa mão de obra por uma operação de terceirização e negar aos médicos a reivindicação de um piso salarial nacional e de uma carreira de estado, notamos que havíamos sido traídos, que os governantes não tinham, na verdade, compromisso trabalhista. Para eles, como na “Revolução dos Bichos” de Orwell, uns são mais iguais do que os outros.
A maturidade política dos médicos deve levá-los a erguer a voz “por uma campanha incisiva de desjudicialização da vida.”