ASSASSINATO DO PRESIDENTE DO SINDICATO DOS MÉDICOS DE NOVO HAMBURGO AGUARDA ESCLARECIMENTO.

PRESIDENTE DE SINDICATO E CANDIDATO A VEREADOR EM NOVO HAMBURGO É ASSASSINADO E ATÉ AGORA AUTORIDADES NÃO APRESENTARAM SOLUÇÃO PARA O CASO.



A sociedade brasileira, com todos os seus aparatos de Estados voltados a garantir a defesa social, a segurança pública, a ordem e a legalidade, aparentemente continua refém do crime. A vida parece banalizada. Instituições que se voltam ao bem público são desrespeitadas,Recentemente nosso blog anunciou o assassinato cruel do Presidente do Sindicato dos Médicos de Novo Hamburgo. Fato que reputamos da mais alta gravidade, considerando a posição do profissional como dirigente de uma entidade de representação classista.

Mais uma vez a morte de um homem, profissional voltado para o bem público, em atividade na vida pública e presidente licenciado de uma representação classista, cai no vazio dos maus resultados dos procedimentos policiais e o crime repugnante continua no vazio.

A última notícia que temos conhecimento está no Zero Hora:

Polícia | 19/07/2008 | 09h55min

Morte de médico de Novo Hamburgo ainda é mistério para a polícia
Gilvan Fontoura foi morto na noite de sexta, em Campo Bom

Atualizada às 10h05min

O assassinato do médico Gilvan Roberto Fontoura, 60 anos, ainda é um mistério para a polícia do Vale do Sinos. Desde as 9h deste sábado, estão sendo analisadas imagens das câmeras de vigilância do centro de Novo Hamburgo, no Vale do Sinos.

Com isso, a polícia pretende refazer os últimos passos do presidente do PP hamburguense e candidato a vereador, morto com um tiro na parte detrás da cabeça.

O velório do médico teve início perto das 7h de sábado, no Jardim da Memória, em Novo Hamburgo, no Vale do Sinos, e o enterro está previsto para as 17h de hoje.

Fontoura foi visto pela última vez por amigos por volta das 20h30min de sexta-feira, no Luna Bar, tradicional reduto de políticos localizado no Calçadão Oswaldo Cruz, em Novo Hamburgo. Cerca de uma hora depois, moradores das redondezas da prainha, balneário localizado às margens do Rio dos Sinos, em Campo Bom, perceberam uma movimentação estranha.

Conforme testemunhas, quatro homens desceram de um carro prata e retiraram uma pessoa do porta-malas. Os moradores teriam ouvido tiros. Em seguida, os quatro fugiram no veículo, que poderia ser de Fontoura, já que ele era proprietário de um Jetta prata.

A Brigada Militar foi acionada e o médico, encontrado sem documentos, foi encaminhado ao Hospital Lauro Réus, de Campo Bom, onde chegou sem vida. Apesar da falta de documentação, ele foi reconhecido por uma enfermeira. Em Novo Hamburgo, os filhos já estranhavam a demora do pai em retornar para casa.

A principal linha de investigação é a de latrocínio (roubo com morte). O Jetta prata (modelo da Volkswagen) do médico, além da carteira, do celular e de objetos pessoais como um relógio, desapareceram. Até as 9h deste sábado, o veículo ou os objetos não haviam sido encontrados.

— A linha principal é de seqüestro relâmpago com latrocínio. Até onde apuramos, não há relatos de inimizades ou de ameaças — afirma o investigador André Garcia Miranda.

O delegado regional João Bancolini, no entanto, frisa que não é descartada a hipótese de execução, embora não haja indícios de que o médico tivesse desafetos.

— Algumas coisas nos levam a achar que poderia ser uma vingança, uma execução, pois a ação foge do normal para casos de assaltos e seqüestros relâmpagos. Por exemplo, ele (Fontoura) foi pego em Novo Hamburgo e levado a Campo Bom, onde foi morto — analisa o delegado regional, sem descartar a possibilidade de que o médico tenha sido assassinado para impedir que os possíveis assaltantes fossem reconhecidos.

A morte de Fontoura chocou familiares, amigos, a comunidade médica e política do município.

Perfil

Natural de General Câmara, o médico Gilvan Fontoura mudou-se para Novo Hamburgo, no Vale do Sinos, no final da década de 70, para trabalhar como clínico geral. Especializado em nefrologia, há 20 anos abrira a Clínica do Rim dentro do Hospital Municipal, uma das primeiras no interior do Estado a fazer hemodiálise.

Fontoura foi presidente da Sociedade de Medicina de Novo Hamburgo e era presidente licenciado do Sindicato Médico da cidade.

Em 2004, ingressou na política pelo PSDB. Saiu do partido ainda no mesmo ano, logo após perder a prévia do partido para a prefeitura de Novo Hamburgo. Filiou-se ao Partido Progressista e, em 2006, concorreu a deputado federal. Atualmente era presidente do partido, mas estava licenciado para concorrer a vereador.

FONTE: Jornal “Zero Hora”.

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