CRISE NA SAÚDE: PERNAMBUCO. UM RETRATO DA CRISE E MANIFESTO DE APOIO DA FENAM AO SINDICATO E AOS MÉDICOS DO SERVIÇO PUBLICO PERNAMBUCANO.

Diante da grave crise da saúde em Pernambuco a FENAM, órgão maior do sindicalismo médico no Brasil, divulgou nota sobre o movimento dos médicos. A reivindicação médica pela melhoria do sistema público de saúde e de sua gestão não tem encontrado qualquer eco na intransigência do Governador Eduardo Campos, do Partido Socialista Brasileiro PSB. O governador é insensível principalmente às reivindicações relativas à política de gestão de pessoas na área de Saúde. Não valoriza o médico no serviço público. Recentemente enviou à Assembléia Legislativa um projeto de lei, aprovado com uma rapidez fulminante, autorizando contratações precárias de médicos e a gestão dos hospitais públicos por fundações. Assembléia Legislativa cede a Governador projeto de privatização e precarização do serviço público, em https://faxsindical.wordpress.com/2008/08/27/473/
Sindicatos, muitos deles filiados à CUT, e entidades da sociedade civil pernambucana realizaram protesto contra essa medida do Governo de Eduardo Campos (PSB-PE). Houve pancadaria durante o ato público, resultante da repressão e intransigência do governo pernambucano. Os manifestantes chamaram atenção de toda a opinião pública sobre a celeridade com que a Assembléia Legislativa cedeu aos desejos do Governador.Protesto contra a privatização de serviços públicos em Pernambuco
Sem a mesma celeridade interessada dos legisladores, o Governo do Estado diz que negocia com o sindicato. Nessa sexta (29 de agosto) o Secretário de Administração, Paulo Câmara, vai se reunir com representantes sindicais.Secretaria de Administração de Pernambuco convida sindicalistas médicos para reunião
A FENAM, atenta ao movimento, divulgou a seguinte nota de apoio:

Nota de apoio aos médicos pernambucanos

A Federação Nacional dos Médicos (FENAM), através da sua diretoria, vem a público se solidarizar com os médicos da rede estadual de saúde de Pernambuco, que, a partir do dia cinco de setembro, efetivarão seus pedidos de demissão por conta do caos em que se encontra a saúde pública do Estado, o que, em consequência, gera um atendimento de má qualidade à população e péssimas condições de trabalho para os profissionais que atuam no setor.

Diante desse quadro, a Federação dá apoio total ao movimento comandado pelo Sindicato dos Médicos de Pernambuco e pede que o governo abra diálogo e aceite negociar com os médicos. A FENAM lamenta e repudia a intransigência e a falta de sensibilidade do governador Eduardo Campos, que, além de não aceitar a negociação com a categoria, está convidando médicos de estados vizinhos a assumirem as vagas dos colegas demissionários.

Por não aceitar o tipo de manobra do executivo de tentar pressionar os profissionais com ameaças de contratação de médicos de outros estados da região, a diretoria da FENAM solicita a todos os sindicatos de base que não só se empenhem no apoio ao justo movimento dos médicos pernambucanos, mas também orientem seus filiados a não aceitarem essa provocação e falta de respeito do governo com a categoria e com a população.Página do site da FENAM com anúncio do apoio da FENAM ao sindicato e aos médicos pernambucanos.
A manobra do Governo do Estado de Pernambuco, denunciada pela FENAM, de convocar médicos de estados vizinhos, esbarra no Código de Ética Médica e o Governador Eduardo Campos, do PSB, não dispõe de poderes para impedir que maus médicos respondam perante os conselhos profissionais.Todo médico dever saber que o Código de Ética Médica contém:
Artigo 77 É vedado ao médico: assumir emprego, cargo ou função, sucedendo a médico demitido ou afastado em represália a atitude de defesa de movimentos legítimos da categoria ou da aplicação deste Código.
Artigo 78 Posicionar-se contraramente a movimentos legítimos da categoria médica, com a finalidade de obter vantagens.
Artigo 79 Acobertar erro ou conduta antiética de médico.Esperar qualquer vantagem de um governante em desfavor de colegas de profissão é uma conduta antiética e deve ser apreciada pelos Conselhos Regionais de Medicina.

No afã de desvalorizar o conhecimento médico acumulado pela Humanidade durante milênios e reduzir a sua prática a um cargo público pouco valorizado ou precário, o governante encontra limites impostos pela Ética e pela Lei. Os resultados da atitude intransigente de gente como Eduardo Campos só serão aferidos no futuro e, provavelmente, não trarão boas lembranças. A esperança que o Governador se sensibilize e, se possível, conduza pessoalmente as negociações. Da parte dos médicos do serviço público pernambucano o que se espera é que mantenham seu movimento até a vitória. Porque ele é justo.

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