SERVIDORES PÚBLICOS DA SAÚDE DO RIO GRANDE DO NORTE MOBILIZADOS EXIGEM RESPEITO.

BRASIL. APAGÃO DA SAÚDE. No Rio Grande do Norte, médicos e outros servidores da saúde realizam um movimento conjunto para exigir uma política de recursos humanos decente e responsável do Governo Estadual. Nada diferente do que tem acontecido pelo Brasil afora. Temos tido mobilizações, greves e um extenso movimento em Estados e Municípios para que os serviços públicos de saúde sejam respeitados.

A edição eletrônica do Diário de Natal informa que, com depois da manifestação das 48 horas de paralisação dos médicos e demais categorias da saúde no Estado, os profissionais voltaram ao trabalho, mas não descartam entrar em greve por tempo indeterminado. Mais uma vez a falta de uma política de recursos humanos consistente e responsável para o pessoal de saúde no serviço público está entre as causas principais do movimento.

Informa o Diário de Natal on-line, na página http://diariodenatal.dnonline.com.br/site/materia.php?idsec=2&idmat=175951

A expectativa agora é pela contra-proposta do governo que será apresentada em audiência com os sindicalistas, marcada para o dia 7 de outubro. Caso não recebam propostas favoráveis, a possibilidade de greve será analisa pelos sindicalistas, adianta o presidente do Sindicato dos Médicos, Geraldo Ferreira.

Para a próxima quarta-feira, os sindicatos estão preparando uma manifestação em frente à sede da Secretaria Estadual de Administração. Segundo informou a diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, Sônia Godeiro, eles tentarão ser recebidos pelo Secretário para apressar a resposta. Mas não haverá paralisão neste dia.

O presidente do Sindicato dos Médicos, Geraldo Ferreira, avaliou positivamente os dias de paralisação. Dentre as conclusões, esclarece o presidente, está a de que ”os médicos estão achando as reivindicações poucas diante das nossas necessidades. Na verdade, os médicos têm pretensão salarial mais elevada”. Geraldo Ferreira exemplificou citando o piso salarial de R$ 7.500 sugerido pela Federação Nacional dos Médicos para quem tem carga horária de 20 horas semanais.

Gratificação

Atualmente, o médico no Estado com carga horária de 20 horas semanais tem salário inicial de R$ 1.050, mais gratificação de R$ 550. ”Com o adicional de insalubridade e outras gratificações, não chega a R$ 2.000”, explica o presidente do Sindicato dos Médicos.

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Como sempre temos observado, há uma alegação muito freqüente dos governos estaduais e municipais dos limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Ou seja, temos uma situação em que a tal responsabilidade fiscal permite a irresponsabilidade social. Na forma de não garantir uma política decente de recursos humanos para a saúde e condições de atendimento dignas para a população.

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