Atendimento de urgências em Belo Horizonte põe pacientes em risco.

MINAS GERAIS: Crise na Saúde.

Pacientes atendidos em Hospital do Governo do Estado de Minas Gerais estão em risco. Condições de atendimento estão deterioradas. Médicos da FHEMIG tiveram apenas três por cento de aumento este ano. Protocolo de Manchester piorou as condições de atendimento na unidade.

Médicos do Hospital João XXIII, reunidos com diretores do Sindicato e do CRM-MG, denunciaram as péssimas condições de trabalho naquela unidade estadual de saúde. Os pacientes que procuram aquela unidade estão expostos a grande risco, considerando a precariedade das condições de atendimento e a insuficiência de médicos no atendimento.

Na quinta-feira, dia 23 de outubro, será realizada uma assembléia com os médicos do João XXIII.

Denunciam os médicos que as condições de trabalho no hospital pioraram depois da introdução do Protocolo de Manchester. Este protocolo custou aos cofres públicos de Minas Gerais 48 milhões de reais. (Confira em http://tinyurl.com/65yf4e ).

A notícia sobre a crise o Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, pode ser consultada na página: http://www.sinmedmg.org.br/?n1=noticia&codigo=329

21/10/2008

Médicos denunciam péssimas condições de trabalho no Hospital João XXIII

Na última segunda-feira (13), diretores do Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed-MG) e conselheiros do Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais (CRMMG) se reuniram com a Diretoria Clínica, Comissão de Ética e médicos de várias equipes para avaliar o relatório de fiscalização realizado pelo CRMMG no Hospital João XXIII em agosto.

Os médicos do HPS denunciam a grave situação de trabalho enfrentada diariamente e o estado de extremo risco por que passam os pacientes diante do número insuficiente de profissionais e das inadequadas condições de atendimento.

Segundo relatos, os problemas estão presentes em todas as clínicas e se agravaram ainda mais desde a implantação do Protocolo de Manchester. Muitos pacientes que deveriam ser atendidos em centros de saúde, por não apresentarem casos de urgência e emergência, têm recorrido ao João XXIII porque sabem que a classificação de risco assegura atendimento em no máximo quatro horas e por este motivo, a demanda passou de 200 para 600 acolhimentos a cada 24 horas.

Nas clínicas de neurocirurgia e neurologia, com exceção de sexta-feira, todas as equipes de plantão estão incompletas. O sábado é o pior dia, com apenas dois profissionais por turno quando deveriam ter cinco. Além da insuficiência de recursos humanos, um especialista afirma que "doentes com indicações precisas de tratamento intensivo ficam em alas sem condições de acomodação e muitas vezes demoram dias e até semanas para realizar exames e tratamentos com prescrição de urgência, como ressonâncias magnéticas".

Os médicos denunciam, ainda, que a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) contratou residentes, ainda em processo de formação e sem preceptoria, para preencher vagas de várias clínicas, como neurocirurgia e ortopedia. "Os médicos mais experientes estão aposentando e o último concurso não conseguiu preencher as vagas porque nossos salários estão defasados e trabalhamos em situação de risco por não termos condições adequadas para o exercício da medicina", lamenta um anestesiologista.

Todos esses problemas também foram apresentados em Assembléia Geral Extraordinária realizada no dia 8, na sede do Sinmed-MG, quando a categoria se reuniu para definir a pauta de reivindicações, que prevê melhoria das condições de trabalho - com garantia de equipes completas, materiais, medicamentos e equipamentos essenciais, além de algumas demandas específicas de cada clínica - e o piso salarial defendido pela Federação Nacional dos Médicos (Fenam), no valor de R$ 7.503,18 para 20h semanais. Os profissionais também deliberaram por uma campanha própria do Hospital do João XXIII.

O presidente do Sinmed-MG, Cristiano da Matta Machado orienta que para se resguardar em casos de plantões com equipes incompletas, o médico deve tomar as seguintes providências: registrar o acontecido no livro de ocorrência do hospital; acionar a Polícia Militar para registrar um Boletim de Ocorrência (em caso de negativa de comparecimento dos policiais ao local, ao deixar o plantão o médico deve se dirigir ao batalhão ou delegacia mais próximos para lavrar o BO) e comunicar o fato formalmente ao coordenador do HPS.

Na avaliação de Matta Machado, a crise no hospital traz riscos à população que o tem como referência. "Tememos pela vida das pessoas, os médicos estão trabalhando em condições sobre-humanas e muitas vezes precisam fazer 'A Escolha de Sofia', eleger quem vai ser atendido porque não há estrutura compatível com a demanda." Quanto à remuneração, o presidente do Sinmed-MG disse que os 3% de reajuste concedidos em julho foram considerados pela categoria como uma "chacota do governo do Estado".

"Reconhecemos que a atual administração fez investimentos significativos em espaço físico e equipamentos de alto custo, porém o investimento foi inversamente proporcional em Recursos Humanos e agora queremos saber quem vai trabalhar nessas unidades novas e bonitas", indigna-se.

Na próxima segunda-feira, dia 20, às 19 horas, haverá reunião com todas as chefias de plantão do hospital no Conselho Regional de Medicina e na quinta-feira, 23, os médicos voltam a se reunir em assembléia, às 19h, no Sindicato dos Médicos de Minas Gerais.

Fonte: Assessoria de Imprensa - Sinmed-MG - 20/10/2008

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