Hospital públco: cooperativas não estão pagando profissionais

Cooperativas de trabalho desvirtuadas alugam mão-de-obra de pessoal de saúde, inclusive médicos, ao serviço público do Estado e do Município do Rio de Janeiro. Essa situação daninha é evidenciada pelo seu potencial risco de repetição em outras unidades da federação, em que pese a sua ilegalidade. Médicos contratados para cumprir carga horária ou tarefas que impliquem relação de subordinação devem ser contratados em regime celetista, se por instituição privada, ou em regime jurídico próprio, se no serviço público. Mas os contratados por cooperativas desvirtuadas, além de terem seus direitos trabalhistas roubados e de exercerem atividade própria do serviço público sem ter regime jurídico próprio, são transformados, por governo e cooperativas, em bóias-frias dos hospitais.E agora ficam também sem salário. Sessenta dias trabalhando sem remuneração.


Em Teresina, o Presidente da UNIMED local fez declaração pública em solidariedade aos colegas do serviço público. Ele constata, textualmente, que os médicos estão sendo tratados como uma ralé dentro do serviço público, a despeito da importância de sua atividade, reconhecida socialmente.

As políticas de recursos humanos do serviço público aplicadas aos médicos no serviço público têm carecido de seriedade e responsabilidade, conforme temos divulgado em vários artigos no FAX SINDICAL. Compete aos sindicatos médicos e outras entidades que congregam médicos, unir esforços para a ação política pela reversão desse quadro lamentável. Se não houver unidade, prevalecendo interesses menores de algumas minorias, não teremos facilmente uma solução para esse gravíssimo problema.

21/10/2008 - 11h07min

Evandro Lopes: Os médicos são a "ralé" do serviço público

O médico Evandro Lopes, presidente da UNIMED, desabafa: "O profissional médico é como qualquer outro, a diferença é que tratamos da vida das pessoas, por isso nos sentimos privilegiados de podermos cuidar delas. Pela sociedade somos valorizados, mas, pelo poder público, não podemos dizer a mesma coisa. Somos a ralé do serviço público, pelo menos em termos de remuneração e em condições de trabalho."

http://tinyurl.com/6jde9g

A grave denúncia sobre o calote contra os médicos alugados aos hospitais públicos por cooperativas desvirtuadas, pode ser lida em O GLOBO on-line, na página http://tinyurl.com/6a6b93

Publicada em 20/10/2008 às 23h42m

Médicos há dois meses sem remuneração.

RIO - A Secretaria municipal de Saúde admitiu nesta segunda-feira que está havendo problemas no repasse de recursos às cooperativas que prestam serviços aos hospitais administrados pela prefeitura. Segundo o Conselho Regional de Medicina (Cremerj), os médicos ligados às entidades estão sem receber há pelo menos dois meses. No domingo, além do Hospital Miguel Couto , houve problema de falta de clínicos gerais no Lourenço Jorge, na Barra. Em ambos os casos, os serviços na emergência foram normalizados até o fim da noite, após a troca de plantão.

Em nota, a assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde informou que o atraso no repasse às cooperativas ocorreu por "questões administrativas". Ainda segundo o órgão, "o pagamento das faturas em aberto já está sendo providenciado". A prefeitura trabalha com 557 médicos cooperativados, sendo a clínica médica a especialidade com o maior número de profissionais contratados.

A Secretaria de Saúde informou que tem tido dificuldades para captar profissionais, principalmente em clínica médica.

No hospital Miguel Couto, conforme informações da Secretaria municipal de Saúde, o fechamento foi provocado porque dois clínicos gerais faltaram ao plantão de domingo. O chefe da equipe médica de plantão, no entanto, negou que o problema tenha sido de médicos faltosos. Ele informou que os três médicos cooperativados, que faziam parte da equipe de quatro clínicos gerais do hospital, pediram demissão nos últimos dias.

O prefeito Cesar Maia afirmou que a prefeitura vai averiguar o caso do Miguel Couto para avaliar se os profissionais envolvidos sofrerão alguma sanção.

Há um mês, falta de profissionais gerou crise entre governo e médicos

Há cerca de um mês, cinco médicos faltaram a um plantão no Hospital Getúlio Vargas, na Penha, deixando mais de 30 pacientes sem atendimento. Revoltado, o governador Sérgio Cabral chamou os cinco médicos de 'vagabundos' e 'safados', e acrescentou que o Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) deveria investigar as faltas, ao invés de defender um pequeno grupo de médicos . Em resposta, a presidente do conselho, Márcia Rosa de Araújo, afirmou que abriu uma sindicância para investigar as faltas e também a responsabilidade do governo sobre o que eles chamam de 'caos da saúde'.

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  • Por Trackback em 22 -outubro- 2008 às 12:50 pm

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