Arquivo do mês: dezembro 2008

Secretário culpa crise mundial pela ruína da saúde.

Os gestores públicos de saúde parecem ser formados em uma escola que os condiciona mentalmente a omitir dados da realidade. Nunca dizem que os governantes não financiam o sistema como deveria ser. Encontram bodes expiatórios em toda parte. Os médicos são usualmente usados para essa função. Como há uma reação crescente desses profissionais, já cansados com a remuneração pífia e com as condições de atendimento precárias, procuram-se outros. E, nessa busca, muitos chegam às raias do ridículo.

A notícia pode ser conferida na página http://tinyurl.com/4rrzns

Em Alagoas, gestor de saúde culpa a crise econômica internacional pela falta de medicamentos, materiais médicos e insumos nas unidades de saúde.

SaúdeFalta material médico-hospitalar e Sesau culpa crise mundial 08h36, 18 de dezembro de 2008

Da Redação

Assessoria

Vice-governador, secretários e representantes de unidades de saúde alegam que a crise mundial afetou abastecimento

De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual da Saúde, a falta de material e de produtos médico-hospitalares, denunciado por sindicalistas na semana passada, nos hospitais de Alagoas está se dando por conta da crise cambial que – segundo a Secretaria Estadual da Saúde – afetou o abastecimento.

A assessoria de imprensa divulgou texto onde utiliza o argumento da crise financeira para justificar a falta de luvas, seringas e diversos correlatos importantes. Ainda conforme a Secretaria Estadual da Saúde, até a tragédia de Santa Catarina estaria contribuindo para agravar o problema, em função do Estado ser o grande fornecedor de gaze e algodão.

O vice-governador José Wanderley Neto (PMDB) já se reuniu com o secretário de Estado da Saúde em exercício, Herbert Motta, o reitor da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal), André Falcão, para discutir as dificuldades no abastecimento de medicamentos e correlatos em virtude da crise financeira internacional, que tem afetado o setor em todo o País.

Na oportunidade, o secretário Herbert Motta também garantiu um repasse financeiro adicional na ordem de R$ 4 milhões para que a Uncisal também possa restabelecer o abastecimento das suas unidades.

“A alta do dólar e o recuo do mercado ocasionaram o desabastecimento dos fornecedores e o aumento nos preços dos medicamentos e correlatos; as unidades geridas pela Uncisal passaram a consumir itens da reserva, fugindo da previsão orçamentária financeira da instituição”, explicou.

Para André Falcão, este momento de crise está afetando seriamente o setor saúde, tendo gerado um grande aumento de custo para o atendimento. “Temos que ampliar a discussão de forma integrada entre Sesau e Uncisal para garantir a saúde dos que batem à porta de nossas unidades. Tenho certeza que encontraremos uma saída satisfatória para esse impasse”, acredita.

A situação das unidades hospitalares do Estado de Alagoas já foi alvo de denúncia do Sindicato dos Médicos, que coloca que a falta de material tem prejudicado o atendimento da população, sobretudo a mais carente, que utiliza os serviços do Hospital Geral do Estado, recém-inaugurado. O presidente do sindicato Wellington Galvão cobra postura do Governo para a reposição do material em tempo hábil.

Fonte: Com assessoria

Olá Genilda, Will, Anthony e Carlos. Respeitamos os posicionamentos, mas não nos falta memória, visto que a matéria que fala sobre abastecimento diz que até sexta-feira (18) o estoque seria normalizado e que os chamados correlatos (tudo aquilo que não é remédio como luva,algodão, atadura, etc) chegaria hoje. Essa crise cambial trouxe consequências, porque fornecedores, afirmam os gestores, recuaram em suas entregas em função do dólar. Reiteramos, mais uma ve, o respeito pelas opiniões.

Ascom

Esclarecimento – Ascom – 18/12/2008 21h22

Esse problema nem de longe é por causa da crise Mundial, e sim por interesse da iniciativa privada (hospitais particulares), vê se o vice governador tem interesse de resolver esta questão!.

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Corrupção no Ministério da Saúde vai virar CPI

Falta de gestão, falta de financiamento, salários sofríveis para os médicos. Essas são as causas geralmente anotadas para o funcionamento precário do sistema público de saúde no Brasil. Mas nesta lista parece ter um quarto item a ser investigado: a corrupção. Não sabemos exatamente o tamanho do estrago que ela causa à saúde dos brasileiros. Mas, depois dos vampiros e sanguessugas, dois escândalos que mostraram à opinião pública que a corrupção caminha com desenvoltura pelos corredores do Ministério da Saúde, agora temos o tenebroso caso FUNASA.A corrupção no Ministério da Saúde vai virar CPI. A turma que age hoje para cobrar a fatura amanhã poderá ter o seu modus operandi desmascarado pelas investigações que se iniciarão em 2009. O Senador Mozarildo Cavalcanti diz já possuir dados e evidências suficiente para abrir a caixa preta da corrupção implantada no Ministério da Saúde. No pensamento do Senador Mozarildo, a CPI da FUNASA é uma exigência. E já está prevista para 2009.

Confira o discurso do Senador em http://tinyurl.com/4hjlq8



PLENÁRIO / Pronunciamentos

19/12/2008 – 13h38

Mozarildo anuncia que pedirá CPI da Funasa em 2009

Em discurso no Plenário nesta sexta-feira (19), o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) informou que no próximo ano pedirá a instalação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para apurar denúncias de corrupção na Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

O senador afirmou estar se municiando de dados para pedir a abertura da comissão de inquérito. Segundo Mozarildo, o Tribunal de Contas da União (TCU) já se pronunciou sobre as irregularidades encontradas na Funasa. O senador acredita que a CPI pode até ser criada para investigar o sistema de saúde brasileiro, pois, na opinião dele, “tudo é uma corrupção só”.

– Só no meu estado em pouco tempo dois coordenadores da Funasa foram presos por roubalheira. E reitero, roubar da saúde é um crime hediondo porque você está matando um doente que está precisando de atendimento médico – disse.

O senador comentou ainda a notícia de que o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, diagnosticou que o grande problema da saúde é a corrupção e está tirando da Funasa a assistência aos índios.

– Mas eu pergunto: será que o ministro não está apenas tirando o sofá da sala? Se não mudar a metodologia de atendimento, se não mudar a fiscalização, vai continuar a roubalheira – alertou.

Câmara

Mozarildo também denunciou que a Câmara dos Deputados vem engavetando propostas aprovadas pelo Senado e que ele considera de vanguarda. Como exemplo, citou a proposta de emenda à Constituição que modifica o rito de tramitação das medidas provisórias (MP) – (PEC 72/05, que na Câmara tramita como PEC 511/06) – e a que estabelece o orçamento impositivo (PEC 22/00).

– O Senado tem tomado a vanguarda das alterações que precisam ser feitas de forma institucional no país. Aprovamos uma série de alterações, inclusive o financiamento público de campanha e outras medidas que foram para a Câmara e estão lá dormindo – criticou.

O senador lembrou que apresentou uma proposta de emenda à Constituição fixando 90 dias de prazo para que a Casa revisora examine projetos oriundos da Casa iniciadora (PEC 58/07). A proposta aguarda exame da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

– Se o projeto vem da Câmara, quando chegar aqui no Senado, teremos 90 dias para, a partir da data da leitura, apreciá-lo. Se o projeto começa aqui, vale a mesma coisa para a Câmara. Ora, se temos prazo para apreciar os projetos que vêm do Executivo, por que não estabelecemos prazos para nós mesmos? – questionou.

Ao encerrar o discurso, Mozarildo destacou que vem trabalhando no Senado para diminuir as desigualdades regionais, preocupando-se especialmente com as que vêm se aprofundando.

Da Redação / Agência Senado

(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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JÁ PAGAMOS UM TRILHÃO EM IMPOSTOS.

Para comer, vestir, morar, andar de ônibus, viajar, abastecer o carro, tomar uma cerveja ou fazer uma viagem de férias pagamos impostos. E ainda tem o de renda, que vai lhe abocanhar parte do seu salário ignorando as suas despesas, o seu consumo e o seu padrão de vida. Para onde vai tanto dinheiro? Para melhorar a saúde dos brasileiros é que não vai. A Câmara de Deputados e a equipe econômica resistem até à emenda da Saúde (PEC-29 Projeto de Emenda Constitucional 29), que define critérios para o financiamento do setor. Essa é uma pergunta que vem à mente de todos que conhecem o impostômetro, mecanismo criado para calcular todos os impostos que agravam o dia a dia do brasileiro e caem em cofres públicos. A enorme fortuna daria para fazer muita coisa. Mas devemos nos perguntar até que ponto ela é usada no interesse geral? Quem quiser conhecer o impostômetro e o que poderia ser gasto com a gigantesca quantia arrecadada em impostos taxas e contribuições, pode consultar o site InfoMoney, na página http://tinyurl.com/4h5e3k


Brasileiros completam R$ 1 trilhão em tributos pagos

Por: Roberta de Matos Vilas Boas

15/12/08 – 13h27

InfoMoney

SÃO PAULO – Faltam pouco mais de duas semanas para o fim do ano, mas os brasileiros já registraram um recorde, no pagamento de tributos federais, estaduais e municipais. Isso porque, no início da tarde desta segunda-feira (15), precisamente às 13h27, o impostômetro da ACSP (Associação Comercial de São Paulo) chegou à marca de R$ 1 trilhão pagos em impostos, taxas e contribuições. Em todo o ano passado, o valor arrecadado chegou a R$ 921 bilhões.

A expectativa inicial da ACSP e do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário) era de que a marca de R$ 1 trilhão seria atingida no fim do ano, mas, devido à velocidade do crescimento da arrecadação, a previsão foi revista para a primeira quinzena de dezembro, o que se confirmou na próxima semana.

O crescimento na arrecadação ocorreu mesmo com o fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), no início deste ano.

O impostômetro está instalado na sede da ACSP, na cidade de São Paulo, e é possível ser visualizado pela internet, no site www.impostometro.com.br

O que poderia ser feito?

Como todo esse dinheiro arrecadado, seria possível construir mais de 74 milhões de casas populares de 40 m2, ou 83 milhões de salas de aula equipadas, ou ainda pagar mais de 2,630 bilhões de salários mínimos.

Além disso, também seria possível comprar mais de 44 milhões de carros populares ou 6,247 bilhões de cestas básicas.

Melhorar a situação da saúde também seria possível, já que com todo esse montante dá para fornecer medicamentos para toda a população brasileira por 445 meses, ou construir mais de 3,982 milhões de postos de saúde equipados.

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Apagão da Saúde em Natal.

A devastação do sistema público de saúde no Brasil ignora duas realidades que são do interesse geral:

1-a esmagadora maioria da população brasileira depende dos recursos públicos de saúde para conseguir alívio para suas enfermidades.

2-o país está exposto ao risco de epidemias, como a dengue.

Apesar disso, a negligência do poder público em fortalecer o sistema de saúde continua gravíssima. Merece atenção das pessoas esclarecidas. O Fax Sindical tem publicado matérias denunciando que a propaganda de certos governos estaduais e municipais e o discurso pré-eleitoral de muitos políticos apresentava-se bem afastado da realidade. As pessoas que não estão dependendo diretamente do sistema de saúde estão desconectadas de sua realidade e de seus graves problemas, pelo que podem acreditar que esses discursos sejam verdadeiros. Até que tem que, por qualquer razão, encarar um hospital público.


Acrescentamos aqui mais um retrato do apagão da saúde no Brasil em nossa coleção. Trata-se da crise da saúde em Natal. Sentença judicial manda que o Estado abasteça os hospitais sucateados, para que eles não se tornem completamente inoperantes. A matéria pode ser conferida na página http://diariodenatal.dnonline.com.br/site/materia.php?idsec=2&idmat=178614#

Data: 18/12/2008

Persiste a crise nos hospitais

Desde a decisão do juiz Luiz Alberto Dantas, da 5ªVara da Fazenda Pública, de que o governo estadual deve providenciar o reabastecimento de remédios e insumos dos hospitais estaduais no prazo de 90 dias, o Sindicato dos Servidores de Saúde (Sindsaúde) estão vigilantes para saber se a determinação será cumprida. Ontem os sindicalistas fizeram ato público no Hospital Santa Catarina, Zona Norte de Natal, para alertar que ainda há materiais básicos em falta, além de remédios e equipamentos sem manutenção.

A proposta do grupo é fazer vistorias e realizar atos públicos divulgando a situação do abastecimento dos hospitais semanalmente, sempre às quartas-feiras. Sônia Godeiro, diretora do Sindsaúde, acredita que a fiscalização constante por parte dos servidores e funcionários é necessária para garantir que o reabastecimento seja completo. ”Desde que houve o acordo para reabastecer os hospitais, têm chegado mais coisas, mas ainda não está normal”, alertou.

Segundo os servidores, faltam materiais em praticamente todos os setores do Hospital, como lavanderia, nutrição, laboratório, alojamento conjunto, centro obstétrico, pediatria, pronto-socorro e banco de leite. Da lista de itens em falta, constam luvas, máscaras para funcionários, sonda urinária, algodão, detergente, roupas, lençóis, papel higiênico, entre outros. A relação inclui ainda 18 medicamentos, como os necessários para nebulização e diagnóstico de doenças cardíacas.

Outro problema identificado pelos servidores foram equipamentos quebrados, como ar-condicionado, bebedouro e máquina de lavar pratos. Além dos remédios e equipamentos, os servidores também reclamam da falta de funcionários para atender à demanda do Hospital e falta d’água.

PATRÍCIA BRITTO

DA EQUIPE DO DIÁRIO DE NATAL

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ANVISA INTERVÉM NAS RELAÇÕES ENTRE MÉDICOS E LABORATÓRIOS.

Sempre vimos com reservas as relações entre médicos e laboratórios. Por vezes, com exagerada promiscuidade. Mas, daí a aplaudir o intervencionismo da ANVISA na prática médica, vai uma grande distância.

E acabou acontecendo o pior. Antes que a discussão se encerrasse na comunidade das entidades médicas e que o CFM colocasse o tema na sua pauta, a ANVISA bateu a pata por cima e saiu regulamentando a relação entre médicos e laboratórios. Partiu, mais uma vez, do pressuposto que os doutores são vulneráveis a qualquer tipo de canalhice e estabeleceu normas proibitivas. A ANVISA nunca viu a Medicina com bons olhos. Médicos devem ficar de olho na ANVISA.

Competirá ao Conselho Federal de Medicina, invocando as caríssimas anuidades pagas pelos profissionais, apreciar devidamente o tamanho e o grau de ingerência dessa atitude da ANVISA em assunto que deveria ser parte das normas éticas para o exercício da Medicina.

Matéria do Estadão, sobre mais essa ingerência da ANVISA na prática e no dia a dia do trabalho médico pode ser lida na página:

http://www.estadao.com.br/geral/not_ger295830,0.htm


_Geral

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008, 09:43 | Online

Norma da Anvisa proíbe brindes para médicos

AE – Agencia Estado

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SÃO PAULO – As regras para a propaganda de medicamentos ficarão mais rígidas dentro de seis meses, quando entra em vigor resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Além de limites para peças publicitárias, a norma regulamenta a relação entre médicos, indústria farmacêutica, farmácias e pacientes: brindes não serão mais permitidos, profissionais não poderão receber financiamentos para participar de eventos e congressos como recompensa por prescreverem determinados produtos.

Patrocínio de eventos científicos está liberado, desde que a Anvisa seja previamente comunicada. A expectativa é de redução do abuso de medicamentos e de acidentes provocados pelo uso incorreto de drogas. De acordo com o Sistema Nacional de Informações Toxicológicas, a cada 42 minutos uma pessoa é intoxicada por remédios no País. ?Esperamos que críticos não venham afirmar que as regras afetam a liberdade de opinião?, afirmou ontem o ministro da Saúde, José Gomes Temporão.

A propaganda na TV sofrerá alterações. Atores, por exemplo, não poderão ?recomendar? o uso de determinadas drogas. O diretor do Conselho Federal de Medicina, Roberto D?Ávila, aprovou as alterações. ?Havia muitos abusos. Médicos gratificados com viagens pela prescrição de medicamentos, distribuição de três cápsulas de determinada droga como amostra grátis para obrigar o paciente a comprar o medicamento evitando, assim, a opção pelo genérico.? As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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JUIZ DE FORA: PRONTO SOCORRO FICARÁ SEM PLANTONISTAS.

No dia 18 de dezembro o Diretor Clínico e o Presidente da Comissão de Ética Médica do HPS (Hospital de Pronto Socorro) de Juiz de Fora, enviaram ao Ministério Público notícia sobre a falta de plantonistas naquela unidade para o serviço de cirurgia. Com a equipe de plantão incompleta, os que ainda ficarão fazendo plantão correrão um grave risco. Daí a urgência e a necessidade de comunicar esse evento à autoridade: para proteção do corpo clínico. Esgotados todos os esforços da diretoria daquela Unidade, os plantões dos dias 20 e 21 de dezembro ficarão com as equipes incompletas e, talvez, o serviço de cirurgia fique completamente inoperante. É a primeira vez que a crise vem à tona de forma tão dramática, embora equipes incompletas de plantão e plantonistas sem poder tirar férias por falta de substituição já seja um fenômeno recorrente naquela unidade. O problema poderá se repetir. Essa ocorrência era previsível e nenhuma providência foi ou pôde ser tomada para evitar o seu desfecho.

A administração Bejani não realizou concursos públicos para preencher os quadros de médicos da Prefeitura, optou por uma política de contratações precárias e manteve os salários dos médicos em seu patamar insatisfatório e ridículo. Até a data do desbaratamento de sua camarilha pela Polícia Federal, nenhuma medida prática foi tomada pela Prefeitura para resolver esse gravíssimo problema, cujas conseqüências já eram visíveis e previsíveis. Em novembro de 2006, um relatório da Direção Clínica foi dirigido ao Ministério Público sobre a extensão do problema. Essa atitude foi decidida após o fracasso de qualquer tentativa de diálogo produtivo com a Secretaria de Saúde, então nas mãos da Sra. Maria Aparecida Soares, vulgo Nininha, e de sua turma. Eles exerceram a gestão de uma forma autoritária e ditatorial. Não houve qualquer preocupação ou vontade política, durante aquele período, para construir uma política de recursos humanos justa e consistente, para atrair e fixar médicos no serviço público do município. Este ano mais de 5% dos médicos que trabalham no serviço público de saúde pediram demissão em menos de 8 meses.

Agora, pessoas que não estavam diretamente envolvidas com as responsabilidades daquele período lamentável da administração municipal estão expostas às suas lamentáveis conseqüências. A população deve ser informada que o HPS, serviço essencial, estará com suas condições de trabalho profundamente comprometidas e que isso acarretará problemas no atendimento aos usuários do SUS que procurarem o HPS.

É mais um capítulo na crise dos serviços públicos de saúde no Estado de Minas Gerais.

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Minas Gerais:Crise no serviço público. Hospital João XXIII faz paralisações de protesto.

A crise no serviço público estadual de Minas Gerais continua com seus desdobramentos. Na área de Saúde existe grande insatisfação. As paralisações dos médicos do Hospital de Pronto Socorro João XXIII atestam isso, contribuindo para desmentir a publicidade oficial que atribui ao sistema de saúde de Minas qualidades exageradas. O atendimento das reivindicações dos médicos e dos demais trabalhadores em saúde, contribui para o interesse geral, na medida em que estimula o aperfeiçoamento do sistema e o comprometimento dos trabalhadores com o serviço público. Enquanto o Governo do Estado não assumir, por meio de ações eficazes, duradouras e conseqüentes com essa postura a crise continua e o Hospital João XXIII mostra a cara dela.


A notícia sobre a terceira paralisação do João XXIII, em menos de 30 dias, pode ser conferida no portal UAI, página http://tinyurl.com/3t5vj8


Médicos do João XXIII param pela terceira vez em menos de um mês

Elaine Resende

Reajuste de salário

A falta de acordo entre médicos do Hospital João XXIII e a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) reduz o número de atendimentos, nesta quarta-feira, no maior pronto-socorro do estado. Pela terceira vez em menos de um mês, os profissionais de saúde fazem uma paralisação de 24 horas, que se estende até as 7h da quinta-feira. Somente pacientes com casos de risco de vida ou considerados urgentes estão sendo atendidos.

Nesta manhã, os médicos estão divididos em equipes na porta do hospital e orientam a população para procurar o serviço mais próximo. Segundo a assessoria de comunicação do Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed-MG), vão ser recebidos pacientes com lesões graves, queimaduras e intoxicações.

O presidente do Sinmed-MG, Cristiano da Matta Machado, espera do governo uma proposta de reajuste salarial melhor do que a oferecida na última negociação. Ele explica que o abono já passou de R$ 850 para R$ 1.500, mas esse aumento no valor ainda não atende à categoria.

Segundo Cristiano, quem hoje já tem um acréscimo no salário de, por exemplo, R$ 1000, vai receber os R$ 500 para completar o abono. “Amanhã (quinta-feira) à noite temos uma nova assembléia. Se o governo melhorar a proposta, podemos até cancelar a outra paralisação marcada para a sexta-feira”.

Pela tabela da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), o salário-base da categoria deveria ser de R$ 7,5 mil. De acordo com o sindicato, excluídos os abonos e gratificações, o salário é praticamente o vencimento-base, no valor de R$ R$ 2.437,09.

A reportagem já procurou a assessoria da Fhemig e aguarda uma resposta.

Leia também: Paralisação no João XXIII tem adesão de 100% dos médicos em http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_2/2008/12/09/em_noticia_interna,id_sessao=2&id_noticia=91499/em_noticia_interna.shtml

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Conselheiros de Saúde preocupam-se com financiamento e ameaça de privatização do SUS.

Plenária do conselheiros nacionais de saúde, mostrou a preocupação desse segmento com relação ao grave problema de financiamento dos serviços públicos de saúde no Brasil.

A ameaça de privatização do SUS, por meio de fundações estatais, agências e OSCIPS esteve também entre as preocupações dos conelheiros.

Conselheiros de saúde que participaram na XV Plenária Nacional de Conselhos de Saúde, realizada no dias 26,27 e 28 de novembro, em Brasília, cobraram do Congresso a aprovação da EC-29, que garante o financiamento da Saúde. O projeto está agarrado nos trâmites congressuais, desde que foi para a Câmara após aprovação no Senado. Os deputados, por estreita maioria, decidiram colar na Emenda da Saúde mais um agravo tributário contra o povo brasileiro. A CSS, uma reencarnação da CPMF. Por isso a EC-29, na forma atual e com essa deformação, encontra resistências importantes no Senado e na opinião pública. A questão do financiamento da saúde, a construção de uma política decente e séria de recursos humanos para os serviços públicos de saúde, a luta contra a privatização do SUS – que tem vários disfarces -, são assuntos importantes para quem ainda acredita na construção de um sistema público de saúde eficiente no Brasil.

A nota transcrita abaixo é a versão do site do SindSaúde MG, que pode ser lida na página: http://www.sindsaudemg.org.br/detalhes.asp?id=363&cat_id=16&cat_nome=&dnome=Conselheiros%20da%20Sa%FAde%20re%FAnem%20em%20Bras%EDlia%20e%20cobram%20aprova%E7%E3o%20da%20EC%2029

Conselheiros da Saúde reúnem em Brasília e cobram aprovação da EC 29

Durante os dias 26, 27 e 28 de novembro Brasília sediou a XV Plenária Nacional de Conselho de Saúde. Participaram do evento os diretores Renato Barros, que também é secretário geral da CNTSS/CUT e Eni Carajá, coordenador da Plenária Nacional de Conselhos de Saúde. Foram debatidos no encontro a regulamentação da emenda constitucional 29, o fortalecimento da gestão do SUS e o controle social. Estiveram inscritos 1700 conselheiros que lotaram o auditório do Centro de Convenções Brasil 21.

A Plenária irá construir a “Carta de Brasília” contendo análise crítica dos principais entraves à implementação do SUS e os desafios para o Fortalecimento do Controle Social e delineando Agenda 2008/2009 para o movimento de plenárias de conselhos de saúde.

No dia 26, os participantes fizeram ainda uma manifestação até o Congresso Nacional pedindo a aprovação da Emenda Constituição 29, em defesa do SUS. O deputado federal e relator da EC 29, Pepe Vargas, esteve presente na mesa sobre financiamento. O deputado apresentou Substitutivo que prevê o repasse de mais recursos da União para a saúde pública e institui a Contribuição Social para a Saúde (CSS). O Substitutivo foi apoiado pelos conselheiros e segundo Renato Barros, o texto “garante com maior clareza o papel de controle social dos Conselheiros”.

http://www.sindsaudemg.org.br/detalhes.asp?id=363&cat_id=16&cat_nome=&dnome=Conselheiros%20da%20Sa%FAde%20re%FAnem%20em%20Bras%EDlia%20e%20cobram%20aprova%E7%E3o%20da%20EC%2029

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O Imperador de Minas Gerais

O IMPERADOR DE MINAS.

O deputado estadual Sávio Souza Cruz, do PMDB - MG, comenta o momento político no estado. Critica o esquema de Aécio e Pimentel apoiando o milionário Márcio Lacerda, que acabou eleito prefeito de Belo Horizonte. Diz que a candidatura do rico empresário não poderia ser inventada sem trazer seqüelas políticas graves. Ele também comenta o controle exercido pelo Governo de Aécio sobre os meios de comunicação do Estado. Aécio, imperador de Minas, é a versão século XXI de ACM, outrora conhecido como imperador da Bahia. Avalia também que o resultado eleitoral não favoreceu os planos políticos dos apoiadores de Aécio. A matéria foi publicada no Novojornal, na página http://www.novojornal.net/politica_imprimir.php?codigo_noticia=8119


02/12/2008, 12:13 – Sávio denuncia “imperador de Minas”

Deputado Sávio Souza Cruz comenta que Aécio e Pimentel acreditaram que poderiam inventar candidatura sem trazer seqüelas

Deputado denuncia censura em Minas

O deputado estadual Sávio Souza Cruz (PMDB) tem enviado correspondência aos eleitores mineiros na qual afirma que o recado das urnas, nas últimas eleições, mostram que “hoje, a cidadania, a independência e a liberdade não podem conviver com o ressurgimento do mandonismo, coronelismo e caciquismo pós-moderno”.

Para Souza Cruz, o resultado das eleições de Belo Horizonte foi emblemático, pois dois líderes políticos bem avaliados acharam possível subtrair do povo o direito de escolha, através de controle exercido sobre os meios de comunicação, com o uso abusivo da publicidade oficial, transformada em novo instrumento de censura, mais eficaz que os canhões da ditadura.

Em sua análise, Sávio comentou que Aécio e Pimentel acreditaram que poderiam inventar uma candidatura que servisse ao interesse político e pessoal deles, sem trazer seqüelas. “Porém, Minas disse não ao “neocaciquismo”, ao mandonismo e coronelismo”.

O parlamentar do PMDB disse que “embevecidos pela popularidade, dois governantes delirantes” se esqueceram que o poder tem limites.

Sávio denunciou a existência em Minas de “um processo de mandonismo e de cooptação inadequada, inconfessável dos partidos.” E salientou que, por trás dessa construção do “marketing”, o povo percebeu jogadas perigosas que não deram os frutos esperados e ainda terão conseqüências sérias. “Este Estado não transige quando o assunto é liberdade! Não abre mão quando o assunto é democracia!”.

Ao citar muitas cidades onde o governo perdeu as eleições, o parlamentar argumentou que popularidade não traduz transferência de votos, explicando que o fenômeno se espalhou por toda Minas Gerais. “Que recado duro! O governador Tancredo Neves dizia que a força dos palácios impunha-se naqueles pequenos municípios que ele chamou de grotões. Hoje vemos o partido do governador transformar-se num partido dos grotões, que poderá imperar apenas onde prevalecer o mandonismo, onde a liberdade não tiver espaço para prosperar”, acrescentou Sávio.

Em razão da força do Executivo municipal, da pressão e da censura dos jornais e dos demais meios de comunicação, Sávio entende que o recado é duro também para o Legislativo. “O povo não nos quer submissos. O povo não aceita mais uma Assembléia homologativa, que faça apenas o “sim, senhor” ao imperador de Minas. O recado é também para nós”, concluiu o deputado.

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SINDICATOS PROTESTAM CONTRA JUROS ALTOS.

A política de juros estratosféricos dos economistas e banqueiros do COPOM e do Banco Central tem sido alvo de questionamentos de políticos, sindicalistas e até muitos setores do PT. A antipatia contra a política de juros deriva da percepção de seus danos à renda, ao poder de compra e à estabilidade financeira de milhões de brasileiros. As centrais sindicais Força Sindical e Nova Central Sindical dos Trabalhadores realizaram um ato público de protesto. Tiveram suficiente criatividade para organizar uma ''sardinhada'' na frente do Banco Central. O deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, presente à manifestação declarou que "A idéia é mostrar aos conselheiros do Banco Central que essa será a situação do povo brasileiro se os juros não baixarem".


publicado em 11/12/08

Centrais sindicais fazem ‘sardinhada´ em frente ao BC e pedem redução de juros

A Força Sindical e a Nova Central Sindical dos Trabalhadores realizaram hoje (10) manifestação em defesa da queda da taxa básica de juros, a Selic. Os manifestantes seguiram em passeata do Congresso Nacional até o Banco Central (BC), onde promoveram uma “sardinhada”. Segundo o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical, a sardinha é o símbolo da miséria.

“A idéia é mostrar aos conselheiros do Banco Central que essa será a situação do povo brasileiro se os juros não baixarem”, afirmou. A última reunião do ano do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central começou ontem (9) e termina hoje no fim da tarde, quando será anunciada a taxa básica de juros.

A expectativa dos analistas de mercado é que o colegiado mantenha a Selic em 13,75%. Mas os manifestantes pedem que os juros diminuam em dois pontos percentuais, passando para 11,75%.

Segundo o presidente da Força Sindical, para que a população possa consumir mais, o governo precisa sinalizar que o país está seguro diante da crise financeira internacional. “Se nós pudéssemos sair de 13,75% e passar para 11,75%, a sociedade iria entender que o país está bem, iria comprar e nós poderíamos salvar o primeiro trimestre de 2009.”

Participantes da passeata exibiram faixas pedindo a queda dos juros e a saída do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, do cargo. Para Paulinho da Força Sindical, “se o Brasil entrar em recessão, a situação de Meirelles fica insustentável”.

Fonte: Agência Brasil

http://www.kbaweb.com.br/analise/cnpl/webmanager/index.php?idnews=941&&qstr=3

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