Monthly Archives: agosto 2009

Fax Sindical 185

Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora.
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____FAX SINDICAL 185____
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N°185 – Ano IV – 30 de agosto de 2009

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LUTA DOS MÉDICOS PROSSEGUE PELO BRASIL.
A DEMISSÃO COLETIVA É O ÚLTIMO RECURSO. EM CUIABÁ O SINDICATO DEVERÁ ENTREGAR PEDIDOS DE DEMISSÃO COLETIVA À PREFEITURA. SAIBA MAIS SOBRE A LUTA DOS MÉDICOS DO SERVIÇO PÚBLICO MUNICIPAL DE CUIABÁ, EM MATO GROSSO.

Salários decentes, comparáveis com carreiras melhor remuneradas do serviço público, condições adequadas para atender à população brasileira, medicamentos para os brasileiros, melhoria no SUS. Essas bandeiras estão sendo levantadas pelos Sindicatos Médicos em todas as unidades da federação e têm encontrado sólido respaldo na FENAM – a Federação Nacional dos Médicos – órgão maior do sindicalismo médico, que congrega a representação classista de mais de 300 mil profissionais que atuam nos setores público e privado.

A resistência de governantes e legisladores em reconhecer a importância do trabalho médico, do aperfeiçoamento de suas condições, da dignidade de sua remuneração, tem sido um entrave gravíssimo ao progresso do sistema público de saúde nesse país. Mas, cientes da importância prática, ética e política de sua luta e de suas reivindicações, os setores organizados da classe médica brasileira continuam avançando em sua luta, em todas as frentes.

No Fax Sindical 183 publicamos uma nota sobre a luta dos médicos de Caruaru, em Pernambuco. No Mato Grosso, mais um capítulo dessa luta. Um grupo expressivo de médicos do Pronto Socorro de Cuiabá e do Programa de Saúde da Família da mesma cidade resolveram entregar um pedido de demissão coletiva ao Prefeito daquela cidade.

Atos públicos, paralisações de protesto e greves têm ocorrido pelo Brasil afora e, provavelmente, ainda vão acontecer por muito tempo. É a voz dos médicos que se eleva, em defesa da saúde e da dignidade do povo brasileiro, em protesto contra a inércia de governantes para tratar dos negócios da saúde pública. Os pedidos coletivos de demissão são um último recurso, heróico e desesperado, para que opinião pública e autoridades tomem conhecimento da gravidade da situação, quando ela está por se tornar insuportável.

Informa a imprensa de Mato Grosso, na Edição n º 12504, de 29/08/2009, que a demissão coletiva de 40 médicos de pronto-socorro e do PSF será na 2ªfeira, 31 de agosto. O Sindicato dos Médicos informou ontem, oficialmente, à prefeitura sobre decisão de abandonar postos por meio do presidente do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso, Luiz Carlos Alvarenga. O informe foi feito com 72 horas de antecedência, pois a assinatura dos pedidos de demissão deve ser feita pelos profissionais em Assembléia. Questionado sobre isso, o secretário de saúde do município apenas informou, com nota, que aguarda efetivação das demissões para rearranjar quadro e que não subirá salários. No dia 1º de setembro, os profissionais se concentram na frente do PSC – Pronto Socorro de Cuiabá – para iniciar uma passeata até a prefeitura de Cuiabá como forma de manifestação pacífica. Os médicos apontam uma série de falhas na gestão de Luiz Soares, como salários pífios, além de reclamarem do “autoritarismo desmedido” com que ele gerencia a Saúde em Cuiabá. Outros itens da reclamação dos médicos são a falta de critérios para contratação de profissionais, desrespeito a direitos trabalhistas e incompetência administrativa. Com a demissão dos médicos, tanto as 63 equipes de PSF (que já tem 10 desfalcadas dos profissionais) quanto o atendimento no PSC ficam desguarnecidos a partir da semana que vem ­ e a população já está atenta para isso.

A Presidente da Associação Mato grossense de Medicina Familiar, Eliana Maria Siqueira Carvalho, usou a tribuna livre da C âmara requerida pelo vereador Lúdio Cabral (PT) para denunciar o que classificou como “ingerência da secretaria municipal de saúde” conduzida por Luiz Soares e a forma desrespeitosa como estão sendo tratados os trabalhadores da saúde do município. Ela informou que o Sindicato dos Médicos vai encaminhar o pedido de exoneração coletiva de médicos da Prefeitura de Cuiabá, que incluirá 10 médicos do Programa da Saúde da Família da Capital. Hoje Cuiabá tem 63 equipes de PSF, o que implica numa cobertura de apenas 30% da população. O problema é maior, pois destas equipes 14 já estão sem médicos. Segundo o Ministério da Sa úde, cada PSF deve atuar numa área de cobertura entre 3 a, no máximo, 4 mil habitantes.

FONTE:
(1) demissão coletiva de médicos do PSF em Cuiabá – http://www.gazetadigital.com.br/digital.php?codigo=81024&GED;=6493&GEDDATA;=2009-08-27&UGID;=aa1f7183856def7521d959fd6aef2b97
(2) demissão coletiva de médicos do Pronto Socorro em Cuiabá – http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=355145

OMISSO DIANTE DOS GRAVES PROBLEMAS DO SUS MINISTRO TEMPORAO É CHAMADO DE MINISTRO DA DOENÇA NA TRIBUNA DO SENADO.

PLENÁRIO / Pronunciamentos14/08/2009 – 11h37

Mozarildo quer ouvir Temporão sobre pirataria na saúde

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, poderá ser convidado a comparecer à Subcomissão de Saúde, da Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para dar explicações sobre as ações do governo no combate à “pirataria na saúde”. Uma série de matérias veiculadas ao longo dessa semana pelo jornal Correio Braziliense trata de falsificação de remédios e próteses, roubo de medicamentos e das mortes causadas por esses crimes. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (15) pelo senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), em discurso da tribuna do Plenário. O senador também quer explicações sobre as ações do governo no combate a doenças como o vírus H1N1, conhecida popularmente como gripe suína , a dengue, a malária e outras, que estão atingindo cada vez mais brasileiros, conforme observou.Para Mozarildo, as ações do governo no combate a essas doenças têm sido tímidas, com poucas campanhas publicitárias de esclarecimento à população.- Por que não gastar agora com uma grande campanha de mobilização, usando as Forças Armadas, para, de fato, combater a gripe suína. Mas esse ministério não tem muito rumo. Deveria se chamar Ministério da Doença, e mesmo assim estaria mal, pois só cuida dos doentes que estão muito mal – afirmou Mozarido, que é médico.Para o senador por Roraima, o Governo precisa parar de manipular informações, divulgando, segundo explicou, dados falsos sobre as doenças, principalmente a gripe suína. – O governo não pode passar a ideia de que a coisa é banal. Eu fico muito triste com isso, com um país que prioriza a publicidade e manipula essa publicidade e se descuida de coisa tão importante para todos nós, que é a saúde e a vida – ressaltou o senador pelo PTB.Em aparte, os senadores Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC) e Alvaro Dias (PSDB-PR) fizeram elogios ao pronunciamento do colega e condenaram o descaso do governo com a saúde pública no Brasil.Da Redação / Agência Senado(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

http://www.senado.gov.br/agencia/verNoticia.aspx?codNoticia=94210&codAplicativo=2

MÉDICO . VIDA DE PUTA.
Érico Veríssimo

Você trabalha em horários estranhos. Que nem as putas. Te pagam pra fazer o cliente feliz.Que nem as putas! Seu trabalho sempre vai além do expediente. Que nem as putas! Seus amigos se distanciam de você, e você só anda com outros iguais a você.Que nem as putas!
Seu chefe tem um lindo carro.Que nem as putas! Quando vai ao encontro do cliente, você tem de estar sempre apresentável. Que nem as putas! Mas quando você Volta, parece saído do inferno.Que nem as putas!
O cliente quer sempre pagar menos e que você faça maravilhas.Que nem as putas!
Todo dia, ao acordar, você diz: NÃO VOU PASSAR RESTO DA VIDA FAZENDO ISSO.Que nem as putas!
Se as coisas dão errado, é sempre culpa sua.Que nem as putas! Você sempre acaba fazendo serviços de graça para o chefe, os amigos e familiares.Que nem as putas!
Apesar de tudo isso, você trabalha com prazer. Que nem as putas”
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CRISE DO HPS DE JUIZ DE FORA CHEGA NA CÂMARA E NA IMPRENSA.

De:Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora.
Data:29 de agosto de 2009.
Assunto: HPS de Juiz de Fora.

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______TELEGRAMA SINDICAL______
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JUIZ DE FORA – PREFEITURA – SUS – SAÚDE PÚBLICA -> HPS – FALTAM PLANTONISTAS DE CIRURGIA E TRAUMATOLOGIA – ESCALAS INCOMPLETAS – SALÁRIOS RUINS – FALTA DE MATERIAIS, MEDICAMENTOS, EQUIPAMENTOS E INSUMOS – PLANTONISTAS SEM DIREITO A FÉRIAS.

PREFEITO CUSTÓDIO DE MATOS TRATOU COM VEREADORES DA CRISE NO HPS DE JUIZ DE FORA.

O vereador Dr. José Mansueto Fiorilo merece uma dívida de gratidão do Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora, representação classista dos médicos de Juiz de Fora, pelo seu empenho em resolver a situação crítica do HPS de Juiz de Fora. Ele, na condição de Presidente da Comissão de Saúde mostrou eficiência em conseguir audiência com o Prefeito em menos de 24 horas.

Na opinião do vereador ” Custódio se mostrou muito receptivo. Ficamos satisfeitos, porque vimos o empenho dele em resolver a situação o mais rápido possível.”

A imprensa local noticiou o encontro dos vereadores da Comissão de Saúde com o Prefeito de Juiz de Fora para tratar do assunto.

A deficiência do plantão de cirurgia, tantas vezes denunciada a tantas autoridades, foi tratada no encontro. Para o Prefeito, a unidade precisa de 42 plantonistas de cirurgia e já tem 40. Declarou S. Exa. também que já foram contratados 30 médicos. Não ficou claro por quê a Prefeitura tem oferecido aos médicos contratos provisórios de trabalho e não nomeado os profissionais aprovados em concurso público. Essa situação tem levantado suspeitas de que exista um plano desenvolvido pela administração municipal para precarizar a mão de obra dos médicos no serviço público municipal. O Sindicato está atento à questão.

Sobre o fato de que há apenas 2 médicos faltando no quadro, ficou a impressão de que os médicos cirurgiões do HPS estão exagerando nas suas afirmações ou que o Prefeito está mal informado e está minimizando um problema muito sério. O direito a férias regulamentares dos plantonistas do HPS, que não tem sido assegurado pelo empregador por falta de provimento de substitutos, segundo o que foi noticiado, não foi assunto tratado nesse encontro.

Sobre a má remuneração os médicos, o Prefeito disse que já trata do assunto com o sindicato da categoria. Só que ainda não nomeou a comissão bipartite que vai tratar da construção de um PCCS dos médicos da Prefeitura de Juiz de Fora. A comissão, proposta pelo Sindicato, foi aceita pela Prefeitura. E o Sindicato aguarda a nomeação da Comissão. A Comissão de Saúde da Câmara deve estar ciente disso.

Sobre a falta de materiais, insumos, equipamentos e medicamentos, o Prefeito declarou, segundo foi noticiado, que a Secretaria de Saúde está a par e vai solucionar o problema e que há medicamentos substitutos para os que estão faltando. O Prefeito deve estar sendo vítima de desinformação originada na subsecretaria de Urgência e Emergência. E, quando ao fato da Secretaria de Saúde está a par, é bom lembrar que a Secretaria está acéfala, aguardando há semanas a nomeação da nova secretária, já que a atual declarou que está tendo insuperáveis dificuldades em conciliar sua vida profissional particular com o cargo público que ocupa. A acefalia da Secretaria de Saúde deu motivo a queixas até de vereadores que estão alinhados com a atual administração.

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Fax Sindical 184

Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora ===================================== ________ FAX SINDICAL 184 __________ ===================================== Número 184 Ano IV 28 de agosto de 2009 https://faxsindical.wordpress.com No Twitter – http://twitter.com/faxsindical AVISOS SINDICAIS – Servidores públicos municipais só perdem direito a férias prêmio se tiverem 25 faltas injustificadas em um ano. /// O Ministério Público do Trabalho tentará mediar a crise entre o Sindicato dos Médicos e a AMAC – o Sindicato denuncia a repressão ao movimento e que a AMAC seguiu a orientação repressiva da Prefeitura, caracterizando subordinação. /// Médicos vão receber mala direta sobre o pagamento da Perícia da ação dos vinte e cinco por cento – perdas salariais infringidas pela Prefeitura de Juiz de Fora contra os médicos do serviço público municipal. /// Aguarda-se para os próximos dias a nomeação da nova secretária municipal de saúde e das comissões que vão tratar do plano de carreira dos médicos e das condições de atendimento. – A discussão sobre o PCCS dos médicos da Prefeitura será uma discussão particularizada e própria, resultando em um plano específico para a categoria, conforme os termos da contraproposta que o Sindicato entregou à Prefeitura e a administração atual aceitou em declaração escrita e oficialmente assinada pelo Secretário de Administração e Recursos Humanos. Juiz de Fora: HPS DE JUIZ DE FORA MAIS UMA VEZ EM EVIDÊNCIA. FALTA DE PLANTONISTAS VOLTA À PAUTA – DESSA VEZ NA CÂMARA MUNICIPAL. Recentemente houve grande repercussão pública pela situação dos presos no HPS. O número excessivo de apenados aguardando perícia judicial ou cumprindo medida de segurança que permaneciam algemados nos leitos e ocupando vagas chamou atenção até da imprensa nacional. O assunto ganhou destaque em programa de televisão de audiência nacional. Agora, as escalas incompletas de plantão alimentaram os debates na Câmara Municipal de Juiz de Fora. A Comissão de Saúde puxou a discussão sobre esse assunto grave. O questionamento não é recente. Em novembro de 2006 o Diretor Clínico dirigiu correspondência ao Ministério Público Estadual denunciando a situação. Esse ano os cirurgiões do Hospital já fizeram um movimento, que foi repreendido pelo Subsecretário de Urgência e Emergência. A carência de recursos humanos no Hospital só está se agravando. Embora haja concurso público realizado e profissionais aguardando nomeação, a administração do Prefeito Custódio de Matos tem insistido em fazer contratos precários. Profissionais concursados e aprovados chegaram a ser convidados para aceitar contratos precários. Essa situação tem causado revolta na classe médica. Nos últimos meses, depois da posse do atual prefeito, o problema só está piorando. A Câmara tomou conhecimento da situação e exige providências. Os vereadores José Fiorillo e Wanderson Castelar fizeram pronunciamentos da tribuna da casa, denunciando a gravidade da situação e exigindo que a administração de Custódio de Matos (PSDB) tome providências sobre o assunto. Essa crise ocorre em momento de tensão trabalhista entre a classe médica e a administração de Custódio de Matos (PSDB), originada pela medida repressiva da Prefeitura em cortar salários de médicos que aderiram à greve justa pela melhoria das condições de atendimento e pela valorização profissional dos médicos. A Prefeitura de Juiz de Fora paga um péssimo salário – R$ 1.277,88. As condições de trabalho, como se pode ver no HPS, estão se deteriorando progressivamente. As Comissões, acertadas entre o Sindicato e a Prefeitura, para discutir um plano de carreira para os médicos e avaliar as condições de atendimento ainda não foram convocadas. Isso agrava a tensão. Para piorar, a Secretaria de Saúde encontra-se acéfala. A atual secretária está demissionária e a profissional indicada por Custódio de Matos não aparece para tomar posse. Nas discussões da Câmara Municipal essa acefalia foi lamentada até pelos vereadores que apoiam o Prefeito. Sobre a situação das escalas incompletas de plantão no HPS, os vereadores da Comissão de Saúde serão levados pelo Pastor Carlos Bonifácio, líder do Governo de Custódio de Matos, para uma conversa no gabinete do Prefeito. Custódio irá lidar com o descontentamento desses vereadores. O Pastor Carlos Bonifácio, da Igreja Universal do Reino de Deus, foi um dos apoiadores do ex-prefeito Alberto Bejani, cuja administração afundou no maior mar de lama da história política de Juiz de Fora. O Sindicato está atento à situação do HPS e à deterioração geral das condições de atendimento no SUS de Juiz de Fora e aguarda as providências. Não descarta recorrer novamente ao Ministério Público Estadual, à auditoria do Ministério da Saúde, ao Conselho Regional de Medicina e a outras instâncias para exigir providências. O HPS de Juiz de Fora parece um território sem lei, esquecido das autoridades, longe dos olhos do poder e absolutamente afetado por todo tipo de mazela que afeta o SUS em Minas Gerais e em Juiz de Fora. Pernambuco: PROSSEGUE O MOVIMENTO MÉDICO NO BRASIL: GREVE DOS MÉDICOS EM PERNAMBUCO. O Sindicato dos Médicos de Pernambuco distribuiu comunicação, por fax, avisando sobre o movimento dos médicos no município de Caruaru. A sua pauta ecoa a de outros lugares do Brasil – melhores condições para atender à população necessitada e valorização profissional. Em Pernambuco, o piso salarial dos médicos do Estado e das Prefeitura de Recife e Petrolina é de R$ 3.060,00 (três mil e sessenta reais). Os médicos d
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Fax Sindical 183

Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora.
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Número 183, ano IV, 27 agosto 2009.

ATENÇÃO! ATENÇÃO! ATENÇÃO!
Férias prêmio dos médicos da Prefeitura – está na Lei do Regime Jurídico dos Servidores Municipais que o servidor só perde as férias prêmio se tiver 25 dias de faltas injustificadas durante um ano. Portanto, não procede a informação de que a represália da administração de Custódio de Matos contra os médicos da Prefeitura prejudicará as férias prêmio. A administração considerou injustificadas as faltas das paralisações de advertência e das greves de protesto contra os baixos salários pagos pelo Custódio e contra a deterioração das condições de atendimento ao povo de Juiz de Fora que têm ocorrido sob a atual administração. O Sindicato considera que nada disso é injustificado.

Atenção! Atenção! Atenção!

O Sindicato enviará aos médicos da Prefeitura uma mala direta para contribuições para o pagamento da perícia da ação da perda salarial imposta à categoria, desde que os médicos passaram a ganhar vinte e cinco por cento a menos do que o nível superior. A perícia vai determinar o prejuízo sofrido pelos profissionais com essa injustiça da Prefeitura e o valor da indenização a que cada qual terá direito. Mantenha-se informado. O interesse de cada um está em jogo.

NEGOCIAÇÕES COLETIVAS 2009 – PREFEITURA DE JUIZ DE FORA.

SINDICATO DOS MÉDICOS CONTRA A REPRESSÃO – LUTA CONTRA OS CORTES SALARIAIS PUNITIVOS APLICADOS AOS MÉDICOS DA PREFEITURA.

No próximo dia 09 de setembro, vai se realizar uma audiência patrocinada pelo Ministério Público do Trabalho (federal), com o objetivo de mediar o contencioso entre a AMAC e o Sindicato por causa dos cortes salariais praticados pela administração Custódio de Matos contra os médicos da Prefeitura. Esses prejuízos aos profissionais tiveram caráter intimidatório, como represália ao bem sucedido movimento dos médicos. A AMAC adotou a mesma atitude da SARH, demonstrando sua subordinação, também nesse aspecto, à Prefeitura. Para os médicos estatutários que sofreram cortes em seus salários, o advogado do Sindicato, Dr. João Fernando Lourenço, entrou com ação na Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG). Essa ação, denominada PROTESTO JUDICIAL, ainda está tramitando e dela ainda não temos notícia.

Os cortes salariais dificultam a normalização das relações trabalhistas entre os médicos da Prefeitura de Juiz de Fora e a administração do Prefeito Custódio Antonio de Matos.

Leia também: as relações dos médicos, seus interesses trabalhistas e o mundo da política. Universidade inglesa faz estudo que aponta relação direta entre demissões, suicídios e assassinatos. Por que as pesquisas da FIOCRUZ têm dificuldades em perceber os problemas das relações de trabalho dos médicos? Atenção médicos que atuam em áreas violentas: Projeto de Lei quer considerar perigosas as atividades que expõem o trabalhador ao risco de violência física.

SAÚDE E ATIVIDADE LEGISLATIVA NO BRASIL.

Não há como negar que os problemas múltiplos e frequentes nos serviços públicos de saúde têm impressionado os legisladores nacionais. A multiplidade dos debates e dos projetos de lei que atingem o setor demonstram a vitalidade dessa tese. Entre a maior parte dos integrantes da classe médica, há uma percepção muito nítida que os resultados dessas preocupações declaradas, desses debates e de toda essa atividade não beneficia os discípulos de Hipócrates. Isso merece uma reflexão. Há muitos médicos no mundo da política. Os há dirigentes partidários, militantes nas mais diferentes instituições públicas, candidatos a cargos públicos e exercendo mandatos de vereadores, deputados, senadores, prefeitos, governadores. Sem dúvida que a Medicina, por sua natureza própria de profissão de ajuda, obriga os que a exercem a um contato humano e próximo com doentes, suas famílias e suas comunidades. Essa atividade desperta, em muitos, a vocação política.

A relação entre a classe médica e o mundo da política entretando não é uma matéria pacífica. Ao contrário é cheia de polêmicas, aparentes contradições e dificuldades virtualmente intransponíveis. Exemplo disso são os projetos de lei que atualizam o salário mínimo profissional dos médicos e o que regulamenta o exercício da Medicina no Brasil, definindo o ato médico. Essas tramitam com dificuldade e demora impressionante, pousando em gavetas e mesas um tempo excessivo e amarelando suas páginas pelos gabinetes e corredores do Congresso Nacional.

Exemplo da preocupação do legislador com os negócios da Saúde são os projetos de lei PLS 196, de 2009, de autoria da Senadora Patrícia Saboya, que estabelece um piso salarial nacional para os agentes comunitários de saúde e agentes de endemias, o 17, do deputado Arnaldo Faria de Sá, que cria a profissão de Técnico em Imobilização Ortopédica. Essa preocupação, no entanto, foi incapaz, até o presente momento e apesar de todas as crises, de incorporar o importantíssimo e decisivo tema das relações de trabalho do médico com o sistema público de saúde.

Não havendo explicação lógica, transparente ou evidente, para essa má vontade legislativa para com assuntos sérios e tão graves, como os que dizem respeito ao trabalho médico, torna-se possível imaginar a má-fé de uma ação contrária, paralisante e negativista, originária ou de corporações da área da saúde que, tendo agenda pobre, ocupam-se de obstruir, por inveja e mesquinhez, a agenda das reivindicações médicas. Ou, sendo falsa essa hipótese, a ação desmobilizante anti-médica promovida por grupos médicos empresariais, que lucram com a exploração fácil do trabalho médico e agem no setor privado ou público. Nesse caso, esses doutores mais espertos, detentores do controle de contratos públicos, agências, empresas, consórcios, sociedades cooperativas e outros negócios, não se preocupam com a emancipação do trabalho médico porque enriquecem ou tiram vantagens rendosas da exploração desleal desse trabalho. Ou haveria uma curiosa e monstruosa aliança entre esses dois fatores? Ou ainda haveria mais algumas mãos a golpear os médicos trabalhadores em nome sabe-se lá de quê? Na verdade os doutores precisam ter a esperteza de conhecer a mão que os golpeia. Lá e cá.

DEMISSÃO E SUICÍDIO.

Pesquisadores da Universidade de Oxford, na Inglaterra, concluíram que o impacto da crise financeira na Europa e mais grave do que se imaginava inicialmente. Provocou alteração nas curvas de mortalidade. Suicídios e assassinatos aumentaram em razão direta do desemprego. A cada 1% de aumento de demissões, o número de suicídios subiu em 0,8%. O trabalho será, em breve, publicado no The Lancet. A notícia saiu em 20 de julho de 2009, no site G1, publicada pelo médico Luiz Fernando Correia, apresentador do programa Saúde em Foco, da Rádio CBN, do Rio de Janeiro.

FIOCRUZ, TRABALHO MÉDICO E CONCLUSÕES CURIOSAS.

Estudo fiocruzista supõe que médico não quer ganhar dinheiro pelo seu trabalho.

Matéria do site InfoMoney, de autoria Flávia Furlan, nos informou que o Sr. Romulo Maciel Filho, pesquisador da Fiocruz, percebeu que os médicos não são guiados por salários mais altos quando buscam um emprego. Explica que salários atrativos oferecidos em lugares remotos não atraem profissionais da área. Várias conclusões podem ser tiradas do trabalho do Sr. Maciel Filho. Mas o fato é que as avaliações da FIOCRUZ sobre as relações trabalhistas na área médica geram sempre ilações, no mínimo, curiosíssimas.

PARA FICAR ATENTO – RISCO DE AGRESSÃO FÍSICA NO TRABALHO PODERÁ SER CONSIDERADO PERICULOSIDADE.

Trabalhadores sujeitos a situações de risco de vida, a perigo iminente de acidente ou ao risco de sofrer violência física poderão ter direito ao adicional de periculosidade. Esse é o objetivo do Senador Paulo Paim, do PT, que lançou o projeto de Lei PLS 387/20088. Muitos médicos que atendem na periferia de cidades maiores poderão ter a proteção da lei para as atividades que exercem sob condições de risco. Os gestores municipais tendem a minimizar esse risco como forma de super-exploração do trabalho médico. Em Juiz de Fora há casos conhecidos e registrados e agressão contra médicos. Um profissional quase foi abatido a tiros em sua mesa de trabalho em uma UBS. Uma médica levou uma pedrada na cabeça que lhe expôs a grave risco. E tantos outros casos de agressões e ameaças. Portanto, os médicos da Prefeitura devem ficar atentos à tramitação dessa iniciativa de grande interesse de todos os trabalhadores.
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Isenção de imposto de renda sobre adicional de férias aprovado em Comissão.

27/08/2009  15h51
Trabalho aprova isenção do Imposto de Renda para o abono de férias
Saulo Cruz
Paulo Rocha deixou explícito na CLT que o abono de férias não tem natureza salarial.
A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou na quarta-feira (26) a determinação de que o abono de férias não tem natureza salarial e está isento do Imposto de Renda. O abono é o valor recebido quando o trabalhador “vende” uma parte do período de repouso a que tem direito. O texto aprovado foi o substitutivo do relator, deputado Paulo Rocha (PT-PA), ao Projeto de Lei 6756/06, do deputado Vicentinho (PT-SP). O relator deixou explícita na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT – Decreto-Lei 5452/43) a natureza do abono e sua isenção do IR.Também acrescentou na CLT a determinação de que o abono de férias não constitui base de incidência de contribuição para a Seguridade Social e para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.Antecipações salariaisA proposta original prevê o parcelamento das antecipações salariais pagas voluntariamente pelo empregador ou em decorrência de negociação coletiva quando, somadas à remuneração, o valor exceder os limites de isenção do Imposto de Renda. De acordo com Vicentinho, com a incidência do IR, boa parte desses benefícios vão para a tributação, frustrando os trabalhadores.Paulo Rocha, no entanto, argumenta que tais abonos – como acréscimos por produtividade ou participação nos lucros, por exemplo -, já são isentos de qualquer tributação.A isenção, segundo ele, está prevista na Lei 10.101/00, razão pela qual ele retirou o termo “abonos” de artigo da CLT a fim de que um mesmo assunto não seja tratado em mais de uma lei e, dessa forma, “venha a ocasionar interpretações diversas”.Dessa forma, o relator entendeu que a melhor solução seria prever na CLT o que, segundo ele, já constitui entendimento dos tribunais superiores, como a não incidência de Imposto de Renda sobre o abono salarial.TramitaçãoDe caráter conclusivo, o projeto segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. A proposta é o PL-6756/2006.
Fonte: http://www2.camara.gov.br/internet/homeagencia/materias.html?pk=139165
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Fax Sindical 182

Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora.
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Número 182 / Ano IV / 25.agosto.2009

AVISO IMPORTANTE! ATENÇÃO! DIVULGUE!

ATENÇÃO MÉDICOS DA PREFEITURA! DIVULGUEM! AVISEM AOS COLEGAS!
AÇÃO DOS 25% – JUIZ NOMEIA PERITO PARA AVALIAR AS PERDAS SALARIAIS DOS MÉDICOS DA PREFEITURA.

OS 25% REFEREM-SE AO PERCENTUAL QUE OS MÉDICOS RECEBEM A MENOS DO QUE OS DEMAIS PROFISSIONAIS DE NÍVEL SUPERIOR, ENFERMEIROS, ASSISTENTES SOCIAIS, ADVOGADOS, PSICÓLOGOS, ETC… QUANDO A PREFEITURA INSTITUIU ESSA INJUSTIÇA, IGNOROU A CARGA HORÁRIA ESPECIAL DOS MÉDICOS DEFINIDA PELA LEI FEDERAL 3999/1961 E OCASIONOU UMA PERDA SALARIAL SIGNIFICATIVA PARA OS MÉDICOS. ISSO ESTÁ SENDO COBRADO NA JUSTIÇA, DEVIDO ÀS SUCESSIVAS NEGATIVAS DAS VÁRIAS ADMINISTRAÇÕES MUNICIPAIS EM NEGOCIAR ESSE PONTO. AGORA FOI NOMEADO UM PERITO PARA AVALIAR O TAMANHO DO PREJUÍZO DADO AOS MÉDICOS DA PREFEITURA. O PERITO PRECISA SER PAGO.

AÇÃO CONTRA PREFEITURA – os médicos da Prefeitura prejudicados com discriminação salarial, 25% a menos que os demais profissionais de nível superior, devem acompanhar com atenção a ação judicial que o Sindicato dos Médicos move contra a Prefeitura de Juiz de Fora. O Sindicato reivindica na Justiça a compensação das perdas salariais sofridas com essa medida. Atualmente foi nomeado um Perito para avaliar essas perdas salariais e verificar o total dos prejuízos que os médicos estão tendo com essa discriminação salarial. Os honorários do Perito são de 15.000 reais. Portanto, o Sindicato dos Médicos está recolhendo uma contribuição de 30 (trinta) reais, de cada médico da Prefeitura interessado na ação. Informações podem ser dadas na secretaria do Sindicato, telefone 32-32172101.

CALOTE NO SUS – PREFEITURA TUNGA DEZ POR CENTO DOS SERVIÇOS HOSPITALARES AUTORIZADOS E DEVIDAMENTE REALIZADOS.

Nos meses de junho e julho a administração municipal cortou dez por cento do valor dos honorários médicos e das despesas hospitalares decorrentes de serviços prestados pelos hospitais privados conveniados ao SUS e pelos médicos autônomos que ainda prestam serviços ao SUS. Trata-se de um CONFISCO ILEGÍTIMO DE HONORÁRIOS PROFISSIONAIS POR SERVIÇOS QUE FORAM EFETIVAMENTE PRESTADOS.

A Associação dos Hospitais já se dirigiu à Secretaria de Saúde para solicitar a manutenção dos tetos físico e orçamentário para o SUS local. Os médicos estão indignados com o comportamento da administração Custódio de Matos, que retém impunemente honorários devidos aos profissionais.

No contexto atual, quando a administração do Custódio cortou o ponto apenas dos médicos que fizeram greve contra sua péssima remuneração e contra a deterioração das condições de trabalho, a tunga dos honorários do SUS é mais uma demonstração de má vontade da atual administração contra a classe médica. E ainda falam em operacionalizar UPAS e hospital ex-da zona norte. Em relação ao SUS, a administração ainda tem que fazer um gesto de boa vontade muito grande para corrigir todos esses erros. Há uma relação cheia de atritos e rancores e desconfianças que estão sendo alimentadas pelo comportamento dos atuais hóspedes do poder municipal.

ONDE ESTÁ WALLY? Em meio à ameaça da gripe suína, às tensões trabalhistas, ao calote de honorários dos médicos de atendem ao SUS, à vizinhança do tempo da dengue e à crise de abastecimento e logística do SUS, a Secretaria Municipal de Saúde passa por um período de acefalia. A atual secretária, já anunciou publicamente a sua demissão por falta de disponibilidade. Não podia conciliar a sua vida profissional com o cargo transitório de gestora da saúde. E continua no cargo, mesmo sem tempo, porque ninguém sabe onde está a nova secretária anunciada pelo Prefeito. Maria Rute dos Santos, funcionária da ANVISA, órgão do governo federal, ainda não assumiu a secretaria. Desde meados da semana passada os curiosos que lêem os Atos do Governo não tomaram conhecimento de onde está a futura secretária. Mais um mistério do atual desmando da saúde pública em Juiz de Fora.

VALENTIA – mensagem para Brasília!

QUEREM DAR UM TAPA NA MESA DO MINISTRO!

Em Juiz de Fora, um órgão local de imprensa, muito ligado à administração municipal, noticiou em uma de suas colunas que o Sr. Secretário de Estado da Saúde do Governo Aécio (PSDB) iria até Brasília procurar o Ministro Temporão (PMDB). A sua disposição valente era impor ao ministro uma saída para as construções que o Governo do Estado fez em 2 bairros da cidade, duas policlínicas que continuam desertas e fechadas, totalmente inúteis. Elas deveriam ser UPAS, mas foram construídas antes da publicação das normas próprias para esse tipo de unidade de saúde e não atendem às especificações próprias. Viraram elefantes brancos doados pelo Governo de Aécio à Prefeitura de Juiz de Fora. A população, frustrada, vê os prédios vazios. O secretário, segundo uma coluna da imprensa local, vai dar um tapa na mesa de Temporão para obrigá-lo a comprar o bonde e passar o recibo no mico que o Governo de Minas pagou. Vamos ver no que vai dar. Vamos ver se a valentia do secretário tucano vai impressionar o Ministro do Governo Lula.

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FAX SINDICAL 181

SINDICATO DOS MÉDICOS DE JUIZ DE FORA
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SINDICATO DOS MÉDICOS ABRE NEGOCIAÇÕES COLETIVAS COM A REDE PRIVADA * CORTES SALARIAIS – UMA QUESTÃO QUE NÃO VAI CALAR * NEGOCIAÇÕES COLETIVAS 2009 – PREFEITURA DE JUIZ DE FORA – ACORDO ACEITO PELA SECRETARIA DE ADMINISTRAÇÃO – FUTURA SECRETÁRIA DE SAÚDE DEVERÁ INIDICAR NOMES PARA AS COMISSÕES.

O Sindicato dos Médicos continua em ação. Amanhã: Assembléia Geral Extraordinária dos médicos da rede privada (hospitais e clínicas particulares e filantrópicas). Na Sociedade de Medicina às 19 horas e trinta minutos. Muito importante a presença dos interessados.

CORTES SALARIAIS DA ADMINISTRAÇÃO CUSTÓDIO DE MATOS EM REPRESÁLIA AO PROTESTO DOS MÉDICOS.

A administração municipal adotou a linha a repressão contra os médicos da Prefeitura de Juiz de Fora que fizeram um movimento de protesto contra os salários defasados e achatados e a deterioração das condições de atendimento médico à população de Juiz de Fora. A administração recusou-se a negociar o assunto. Não houve declaração de ilegalidade da greve. O resultado foi a judicialização da disputa trabalhista entre a administração Custódio de Matos e o Sindicato dos Médicos, na condição de único e legítimo representante classista de todos os médicos da Prefeitura de Juiz de Fora. As ações continuam tramitando em várias instâncias, conduzidas pelo Dr. João Fernando Lourenço, advogado do Sindicato e acompanhadas pela Diretoria do Sindicato.

COMISSÕES – A Prefeitura de Juiz de Fora aceitou, por meio de documento oficial assinado pelo Secretário Vítor Valverde, a contraproposta do Sindicato, de constituir duas comissões. Uma para discutir a construção de um PCCS para os médicos da Prefeitura e outra para discutir as condições de funcionamento dos locais onde se realiza o atendimento médico. Em comunicação telefônica para o Presidente do Sindicato dos Médicos, Dr. Gilson Salomão, o Secretário de Administração da Prefeitura, Vítor Valverde, declarou que a nomeação das comissões sai nos próximos dias. O motivo do pequeno atraso é a nomeação da nova Secretária de Saúde, Farmacêutica Maria Rute dos Santos. A nova Secretária interessou-se pelas comissões e pretende indicar nomes para compô-las.

Audiência Pública na Câmara Municipal de Juiz de Fora. A luta e o movimento médico em torno da pauta de reivindicações de 2009 continuam e seus desdobramentos provam a importância de suas repercussões . Além das Comissões propostas pelo Sindicato dos Médicos, registrada em documento oficial da Prefeitura, e que iniciarão seus trabalhos em breve e das ações judiciais propostas contra os cortes salariais, haverá uma audiência pública convocada por iniciativa do médico e vereador José Tarcísio. A pauta é a discriminação salarial praticada contra os médicos e dentistas, que são penalizados com salários 25 % inferiores ao nível superior, porque a Prefeitura de Juiz de Fora insiste na ignorância da carga horária especial que a legislação federal determina, causando evidente prejuízo salarial aos profissionais. A defesa dos médicos será feita pelo presidente do Sindicato dos Médicos, Dr. Gilson Salomão. O Sindicato não negligencia as suas obrigações. A mobilização da categoria com a participação dos médicos em assembléias, reuniões e outros eventos sindicais é importante para o êxito dos empreendimentos sindicais. Cada qual tem a obrigação de fazer sua parte para elevar a dignidade e a emancipação do trabalho médico.

Na imagem São Judas Tadeu, padroeiro e, por vezes, único apelo do funcionário público.
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FAX SINDICAL 180

SINDICATO DOS MÉDICOS DE JUIZ DE FORA.
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________ FAX SINDICAL 180 _________
https://faxsindical.wordpress.com
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Número 180 / Ano 4 / 15/agosto/2009

AVISOS SINDICAIS.

ATIVIDADE SINDICAL – NEGOCIAÇÕES COLETIVAS 2009 – PREFEITURA E REDE HOSPITALAR PRIVADA. CENTRAIS SINDICAIS.

EDITAL CONVOCA ASSEMBLÉIA DA REDE PRIVADA – SINDICATO VAI AO MINISTÉRIO PÚBLICO CONTRA CORTES NOS SALÁRIOS ACHATADOS DOS MÉDICOS DA PREFEITURA.

– 1 – No próximo dia 20 de agosto, às 20 horas, na sede administrativa do Sindicato dos Médicos vai se realizar a Assembléia Geral Extraordinária dos médicos da rede privada. Na pauta as negociações coletivas entre o Sindicato e os hospitais privados de Juiz de Fora e da nossa base sindical. – 2 – SINDICATO NO MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO – O Sindicato dos Médicos vai ao Ministério Público do Trabalho. É o próximo passo da luta da negociações coletivas de 2009 da Prefeitura de Juiz de Fora. O motivo é o corte nos salários dos médicos grevistas, realizados pela administração Custódio de Matos com a finalidade de desqualificar o movimento médico em defesa de salários decentes e condições adequadas de atendimento à população de Juiz de Fora. – 3 – Negociações coletivas com a rede privada. Alguns hospitais da cidade não recolheram a contribuição sindical de seus plantonistas, alegando que os mesmo não tinham carteira assinada e eram contratados por meio de uma cooperativa. Essa situação está em apreciação pelo setor jurídico do Sindicato. A Secretaria Geral do Sindicato defende a denúncia dessas instituições junto às autoridades trabalhistas. – 5 – O Sindicato dos Médicos já fez, por meio de correspondência protocolada junto ao Conselho Municipal de Saúde e à Secretaria de Administração e Recursos Humanos da Prefeitura, a indicação dos nomes que irão compor as comissões destinadas a discutir o PCCS dos médicos municipais e a melhoria das condições de atendimento na rede. Até o fechamento dessa edição do FAX SINDICAL a publicação ainda não havia saído. O prazo era dia 11, quando a Prefeitura aceitou a contraproposta dos médicos. Aguardamos para as próximas horas a publicação da portaria. – 6 – Um dos assuntos atuais da pauta de sindicatos não filiados a centrais sindicais é a da filiação a uma delas. A CUT, a CGTB e a Força Sindical, além da UGT e da NCST tem vários sindicatos de servidores públicos e de profissionais liberais filiados. Depois da legalização das centrais, uma parte do dinheiro arrecadado com o imposto sindical é distribuído à central sindical à qual o sindicato é filiado. Caso não haja filiação o dinheiro é recolhido pelo governo. Pelo estatuto do Sindicato dos Médicos, a filiação a uma Central Sindical é decidida por Assembléia. Para se discutir o assunto será necessário um esclarecimento da categoria. A FENAM, Federação Nacional dos Médicos é filiada à CUT. – 7 – O movimento sindical médico, na atualidade, tem uma posição majoritária de desconfiança em relação aos chamados sindicatões, que representam, no serviço público, várias categorias profissionais, geralmente ligadas a um ramo de atividade do serviço público. Esses sindicatões têm a grave deficiência de não acatar em suas diretorias e fóruns de decisão os interesses de categorias minoritárias. Nos anos 80 e 90 do século passado os médicos sofreram prejuízos e discriminação porque, sendo categoria minoritária numericamente, teve suas reivindicações colocadas em segundo plano ou arquivadas pelos sindicatões, enquanto muitos médicos militaram e atuaram em movimentos dessas entidades. O resultado, do ponto de vista econômico e social não foi compensador para a classe médica dentro do serviço público. Em razão disso, houve uma crítica dessa postura. Na escolha de uma central sindical, certamente a categoria profissional dos médicos e sua representação classista não vão aceitar o enquadramento por sindicatões desse tipo, que só querem contentar as classes mais numerosas e não asseguram uma representatividade respeitosa para as classes menos numerosas, ainda que formadas por trabalhadores intelectualizados, em outras palavras: massificam e não asseguram a representatividade das minorias.
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FAX SINDICAL 179

SINDICATO DOS MÉDICOS DE JUIZ DE FORA
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NÚMERO 179 * ANO IV * 13/AGOSTO/2009

O Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora esperava que a administração Custódio, com a aceitação da contraproposta formulada pela representação classista oficial dos profissionais da Medina, pusesse fim à tensão nas relações trabalhistas entre Prefeitura e médicos. Por uma razão muito simples: ela empurra para um confronto prejudicial e que sempre terminará sem vencedores. Mas parece que esse não é o entendimento oficial dos atuais hóspedes do poder municipal.

Antes do encerramento das negociações, a administração Custódio já se apressava em cortar os miseráveis salários que paga aos médicos da Prefeitura. Prova de má vontade. Não tendo questionado a legalidade da greve ou discutido a justeza do mérito das reivindicações a administração municipal apelou para cortar salários, uma manobra com claro objetivo de coagir, inibir e dispersar o protesto da classe médica.

O Sindicato não abandonou os doutores penalizados pela Prefeitura. diante da falta de disposição para o diálogo sobre as punições demonstrada pelo Secretário Vítor Valvarde, com respaldo do Custódio, restou a via jurídica. para os médicos da AMAC, protegidos pela legislação trabalhista, foi procurado o Ministério do Trabalho. Uma tentativa última de conciliação.

Em correspondência datada de 12/8, um dia depois do prazo estabelecido por acordo entre o gerente regional do Ministério do Trabalho, o Sindicato dos Médicos e a AMAC/Prefeitura de Juiz de Fora, chegou a carta da AMAC, negando a possibilidade de acordo e confirmando os cortes de pagamento determinados pela Prefeitura, para a Secretaria de Saúde e também AMAC. Na carta a Direção da AMAC, como a administração municipal à qual ela claramente se subordina, defende a idéia absurda de que a decisão não é uma retaliação contra a categoria. Havia naufragado a última tentativa de conciiação. Restou provada a disposição do Prefeito para radicalizar a questão.

Para os médicos estatutários, fora da competência da Justiça Federal, restou o recurso à Justiça do Estado de Minas Gerais. Foi impetrada uma medida chamada Protesto Judicial. Desconhecemos os prazos dessa medida e sua eficácia. De qualquer modo, a questão não está encerrada.

JUIZ DE FORA – ATENÇÃO MÉDICOS DA PREFEITURA!

1- Audiência pública – Assunto de vosso interesse: no próximo dia 19 de agosto, a partir das 15 horas, na Câmara Municipal, vai ser realizada uma audiência pública sobre a questão da discriminação salarial que a Prefeitura de Juiz de Fora pratica contra os médicos, fazendo descaso da carga horária especial da categoria e transformando uma conquista dos profissionais em penalidade (redução de uma quarte parte do salário, quando comparado às demais categorias de nível superior). A audiência foi pedida pelo Dr. José Tarcísio, do PTC, médico e vereador, na época das paralisações que os médicos realizavam contra seus baixos salários e deterioração das condições de atendimento. Agora (agosto) a Câmara Municipal encontrou tempo de discuti-la. A presença de profissionais e representantes de entidades médicas nesse evento é muito importante.
2- COMISSÃO PCCS – A Diretoria do Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e Zona da Mata, representante classista legítimo de todos os médicos da Prefeitura de Juiz de Fora, aguarda para essa sexta, 14 de agosto, a publicação de portaria criando a Comissão para elaborar o PCCS dos médicos municipais.

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FAX SINDICAL 178

SINDICATO DOS MÉDICOS DE JUIZ DE FORA
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Número 178 / Ano IV / 12 /agosto/2009

NEGOCIAÇÕES COLETIVAS 2009.
SINDICATO DOS MÉDICOS X PREFEITURA DE JUIZ DE FORA.

SINDICATO AGUARDA PUBLICAÇÃO DE PORTARIA CONVOCANDO A COMISSÃO PARITÁRIA PARA DISCUTIR PCCS DOS MÉDICOS MUNICIPAIS.

O Sindicato aguarda que a administração Custódio de Matos publique portaria que cria uma comissão paritária para discutir um plano de cargos, carreira e remuneração dos médicos municipais. Esse é o primeiro ítem do acordo entre as partes que pôs fim à greve dos médicos da Prefeitura, em julho passado. Espera-se pela publicação até a próxima sexta-feira.

CORTE SALARIAL DOS MÉDICOS GREVISTAS.

Os cortes salariais contra os médicos grevistas, como medida repressiva contra a greve, começaram antes do encerramento das negociações coletivas entre médicos e Prefeitura e continuam. A mensagem dada por esses cortes salariais é muito clara. A administração do Custódio diz para os doutores: VOCÊS PRESTAM UM SERVIÇO ESSENCIAL, IMPORTANTE E INDISPENSÁVEL, MAS CONTINUEM TRABALHANDO COM ESSES SALÁRIOS SOFRÍVEIS E NESSAS CONDIÇÕES RUINS. FIQUEM CALADOS. NÃO PROTESTEM. Acreditamos que essa mensagem não seja bem recebida pela maioria dos médicos municipais.

Sobre isso convém deixar, mais uma vez, bem claro:
1- A Prefeitura nunca questionou judicialmente a legalidade da greve dos médicos.
2- Os médicos tiveram motivos de sobra para protestar. Salários ruins e condições de trabalho deterioradas.
3- A administração Custódio resolveu penalizar os médicos de forma inoportuna, cortando dias parados antes do encerramento das negociações coletivas.
4- A medida é injusta. Não apenas porque inoportuna, mas porque não é uma punição aplicada a grevistas ilegais. Também é discriminatória. A Prefeitura nunca cortou dias parados de médicos em outros movimentos. E, esse ano, não cortou salários de servidores municipais da base do SINSERPU, que realizaram paralisações e nem dos professores, que fizeram paralisações e greve. A medida é injusta porque incide sobre salários ruins, achatados e defasados.
5- Ao tomar essa decisão injusta o secretário Vítor Valverde, com respaldo do Prefeito Custódio, teve um único alvo: reprimir o movimento reivindicatório dos médicos, sem examinar as razões dos protestos dos profissionais. Seu objetivo foi submeter os médicos ao binômio perverso formado por salários ruins e condições precárias de trabalho.
6- O Sindicato reagiu à injustiça da administração do CUstódio de Matos:
A)Foi realizada audiência no Ministério do Trabalho no dia 5 de agosto. Aguardamos até essa data uma resposta da Prefeitura para o caso dos médicos celetistas vinculados à AMAC. Se mantida a atitude da administração, o Sindicato não vai hesitar em levar o caso ao Ministério Público do Trabalho e à Justiça do Trabalho.
B)Para os médicos estatutários, o Sindicato entrou com uma medida chamada protesto judicial. Ela tramita na Vara da Fazenda Pública. Aguardamos o pronunciamento do Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais.

Independente dessas medidas, uma Assembléia poderá ser convocada para discutir a situação e as formas de reagir à injustiça e discriminação.

TROCA DA GUARDA NA SECRETARIA DE SAÚDE.

O Prefeito substituiu a Dra. Eunice. A futura secretária, Maria Rute dos Santos, é originária do movimento sindical, portanto espera-se maior facilidade de diálogo e resolução de problema relativos ao trabalho médico. Ela aguarda sua liberação da ANVISA, onde trabalha, para tomar posse. Juntamente com o Prefeito e outros cargos de confiança da secretaria de Saúde ela irá a São Paulo ver a gestão financeira que a dupla Serra e Kassab faz na saúde. Houve exonerações, como a do chefe da Regulação, Luiz Fernando Freez. Houve nomeações. A nova secretária só vai tomar posse se a ANVISA a liberar.

DOCUMENTOS DA GRIPE SUÍNA.

Um vídeo argentino está sendo muito visitado na Internet. Ele discute uma espécie de teoria conspiratória em torno da gripe suína.

O vídeo argentino sobre a gripe suína está disponível no Youtube. O endereço é: http://m.youtube.com/watch?desktop_uri=%2Fwatch%3Fv%3DCcgCBiyGljM&v;=CcgCBiyGljM≷=BR
ou http://www.youtube.com/watch?v=CcgCBiyGljM

Entre os vídeos sobre o assunto, merece atenção um antigo comercial de vacina para gripe suína:
http://m.youtube.com/watch?v=cWr8sauk8CY&client;=mv-google≷=US&hl;=pt
O TUCANO E O PORCO – A atitude cômica do Governador de São Paulo diante da gripe suína merece ser visto pela bizarrice. Está em:
http://m.youtube.com/watch?v=_z97MhLvWsI&client;=mv-google≷=US&hl;=pt


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