Intransigência tem marcado relações entre Prefeitura de Juiz de Fora e médicos municipais

SAÚDE PÚBLICA EM JUIZ DE FORA: UNIÃO E SOLIDARIEDADE VERSUS INTRANSIGÊNCIA.

Intolerância demonstrada nos atos da administração de Custódio de Matos em Juiz de Fora prejudica solução de problemas da saúde pública

Saúde é assunto de interesse geral. O sindicalismo médico, na sua relação com governos (municipais, estaduais, federal) trata, essencialmente, de um assunto importante e de interesse geral: a saúde pública. Governantes que se mostram hostis ou refretários às negociações com os sindicatos médicos denunciam um perfil autoritário quanto aos negócios públicos da saúde. Uma política justa para os recursos humanos nessa área só poderá nascer de negociações democráticas.

Não é o caso que temos tido na cidade de Juiz de Fora, onde o Prefeito Custódio de Matos nunca recebeu o sindicato dos médicos e onde o secretário do Prefeito, Vitor Valverde, não cumpriu, até o fechamento dessa edição, o acordo de greve de 2009, arruinando irremediavelmente sua credibilidade perante o movimento sindical.

Se Custódio de Matos não recebe a representação dos médicos de Juiz de Fora e seu secretário ousa desonrar um acordo, o Ministro da Saúde, Alexandre ?adilha, visita o CRM. A diferença nas atitude é fundamental para o entendimento do problema da saúde em Juiz de Fora e cidades onde os governantes adotam posturas intransigentes.

Alexandre Padilha quer retomar diálogo com os médicos

Em visita ao CFM, ele recebeu documento com prioridades do movimento médico nacional, entre eles a criação de uma carreira nacional para o SUS

O ministro da Saúde Alexandre Padilha afirmou, nesta quarta-feira (12), que seu compromisso fundamental é retomar um amplo e permanente diálogo com as entidades médicas. “ É fundamental a participação das entidades porque não tenho dúvida que estamos num momento de virada no setor. Queremos envolver a categoria nas mudanças que pretendemos fazer ” . A afirmação foi feita durante visita ao Plenário do Conselho Federal de Medicina (CFM). O ministro pediu apoio do Conselho para melhorar o trabalho do Sistema Único de Saúde (SUS). “ Aquilo que cada médico faz que é avaliar a qualidade do seu atendimento, precisamos fazer de forma pública nos espaços do SUS” .

Na oportunidade, o presidente do CFM, Roberto d’ Avila, entregou à Padilha documento com 11 desafios considerados prioritários para o movimento médico nacional. Dentre eles, o CFM pede apoio do Ministério ao projeto de Lei de Regulamentação da Medicina, aprovado pela Câmara dos Deputados, e em tramitação no Senado Federal. Outro destaque é a regulamentação da Emenda Constitucional 29, considerada também por Padilha como essencial.

Outro ponto debatido no encontro foi o retorno das entidades médicas no Conselho Nacional de Saúde (CNS). Padilha salientou que gostaria que os médicos tenham um acento no Conselho, pois acredita que a categoria é fundamental para o debate da saúde. “ Quero abrir uma nova estrutura no CNS e quero que os médicos participem deste processo” . O presidente do CFM enalteceu que é interesse da categoria colaborar. “ Retornaremos ao CNS quando tivermos um espaço adequado. Acreditamos que o CNS precisa ser mais técnico e menos partidário” . O novo ministro reafirmou, ainda, as metas de fixar, formar e interiorizar o médico. “ Um dos grandes objetivos de minha gestão será formar, garantir uma educação permanente e interiorizar o profissional ” . Segundo ele, o Ministério estudará todas as iniciativas para garantir a fixação do médico nos municípios que mais necessitam. “ Sabemos que somente salário não ajuda. Uma formação profissional e uma estrutura de qualidade sim são decisivas” , afirmou Padilha, que concluiu ” o objetivo fundamental é garantir que profissionais de qualidade estejam presentes” . Em sua visita, ele afirmou que será aprofundado o relatório da Comissão Especial para elaboração de proposta de carreira para médicos no SUS, do MS. Prioridades – Segundo Alexandre Padilha, ao ser convidado para o cargo, recebeu da presidente Dilma Rousseff o pedido de implementar melhorias no atendimento à saúde da mulher e da criança e que o Ministério disponibilize o mais rápido possível, a gratuidade dos medicamentos para diabéticos e hipertensos. Também foi solicitado por ela, um cuidado especial e prioritário para a instalação das Unidades de Pronto Atendimento no Brasil (UPAS). Também foi colocado como meta o enfrentamento ao crack. “ Esse não é um desafio só da área da Saúde, envolve outros segmentos. Mas se a Saúde não liderar, não protagonizar as ações de prevenção, de tratamento, de reabilitação, reinserção social, vamos perder a oportunidade de interromper o avanço desse problema” , afirmou o ministro. Outra prioridade estabelecida por Dilma foi a realização de um esforço no combate a dengue. Durante visita, o CFM aprovou uma nota em apoio às iniciativas coordenadas pelo Ministério no sentido de reforçar a prevenção e o combate ao mosquito Aedes Aegypti. O texto afirma que espera-se que a ação intersetorial consolide a percepção de que a dengue não é um problema unicamente da Saúde,
mas do Brasil.

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