Monthly Archives: setembro 2013

Mais Médicos – A força de uma ilusão

A força de uma ilusão.

Recente pesquisa, sob patrocínio da CNT, alegrou o Ministério da Saúde ao apontar que mais de 70% dos entrevistados apoiaram a iniciativa governista da bolsa “Mais Médicos”. Não sabemos se os entrevistados foram devidamente informados de que essa iniciativa do governo substitui o contrato regular de trabalho por uma bolsa de três anos de duração e que os bolsistas contratados dessa forma foram dispensados de fazer prova de revalidação de diplomas, onde deveriam mostrar seus conhecimentos. A CNT é entidade ligada ao conhecido Senador mineiro Clésio Andrade. Esse senador pede verba ao Ministério dirigido por Alexandre Padilha para o Hospital e Maternidade Terezinha de Jesus em Juiz de Fora, conforme nos informa a coluna “Painel” do jornal Tribuna de Minas, de Juiz de Fora.

“O senador Clésio Andrade
encaminhou correspondência ao
ministro da Saúde, Alexandre
Padilha, pleiteando a liberação
urgente de recursos da ordem de
R$ 270 mil para aquisição de
equipamentos para o Hospital
Maternidade Therezinha de Jesus.
Ele aponta a necessidade de
instalações essenciais de pronto
atendimento médico e atenção
básica de saúde para o hospital
que atende não apenas Juiz de
Fora mas também pacientes da
Zona da Mata. Sem os recursos, a
região perde, sobretudo no
atendimento de urgência de
especialidades que carecem de
investimentos.”

http://www.tribunademinas.com.br/painel/painel-1.1350649

A pesquisa, a propaganda institucional e a atitude de grande parte da mídia foram decisivas nessa manobra que impôs às entidades que representam a classe médica a “espiral do silêncio” diante do governo.

Matéria no Globo online (24/09/2013) revela que o jornal adota uma abordagem negativa em relação aos Conselhos Regionais de Medicina. Matéria da Folha, no mesmo dia, destacava que o Ministério da Saúde havia admitido falha (ainda que sorrateiramente) no envio da documentação necessária para tais registros (confira em http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/130654-sem-registro-cubanos-tem-agenda-social.shtml ).

O mesmo jornal Globo, na sua versão on-line, há uma outra matéria na qual o CFM foi ouvido (http://moglobo.globo.com/integra.asp?txtUrl=/pais/crms-concederam-13-dos-registros-solicitados-estrangeiros-10110775 ). Mas não destaca as falhas do Ministério da Saúde no processo.

Excluídos de qualquer negociação democrática, os representantes legitimamente eleitos da classe médica foram coagidos a uma submissão constrangedora por ações coordenadas de natureza jurídica, administrativa e de propaganda.

O povo ainda não percebeu o verdadeiro alcance das medidas governistas na saúde. Logo notará que os hospitais não chegaram ao padrão Fifa. Continuarão sucateados e sem leitos, que os pronto socorros continuarão deficitários e lotados, que continua difícil o acesso a cirurgias, exames e internações. Não se pode enganar a todos por todo o tempo.

http://moglobo.globo.com/integra.asp?txtUrl=/pais/no-dia-da-estreia-medicos-estrangeiros-sao-impedidos-de-atender-populacao-em-todo-pais-10095161

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SUS virou moeda eleitoral para inescrupulosos

Na sua carga contra a classe médica e as entidades que a representam, o conhecidíssimo mensaleiro Zé Dirceu demonstra duas coisas: arrogância e ignorância (ou seria má fé?).

Agora ele usa o suspeitíssimo argumento de que os CRMs nunca defenderam o SUS. Zé Dirceu quer vender o peixe estragado dos que sempre disseram defender o SUS, quando na verdade estão defendendo um sistema servido por meios e recursos sucateados, defasados, precarizados. Não é esse o SUS que os brasileiros querem e merecem. Mais uma vez o SUS virou moeda de troca para a baiuca eleitoral de políticos sem escrúpulos.

http://www.zedirceu.com.br/inimigos-do-mais-medicos-crms-jamais-defenderam-o-sus/ Enviado do meu BlackBerry® da TIM

Blumenau – Município foi vítima de perseguição política do Ministério da Saúde

O Ministério da SAÚDE persegue municípios que exigem certificação de profissionais não formados no Brasil (Revalida). A prática, mesquinha e ditatorial é coerente com a aliança do Ministério com a ditadura cubana.
” Motivo seria decreto que exige
revalidação do diploma para
estrangeiros.”
http://m.g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2013/09/blumenau-recebe-comunicado-sobre-descredenciamento-no-mais-medicos.html

Instituto da USP debate saúde pública em tempos de sucateamento e “mais médicos”

O Instituto de Estudos Avançados da USP reuniu especialistas e realizou debate sobre o sistema público de saúde em tempos de sucateamento e “mais médicos”.

“Debates como esse servem para
expor alguns dos principais males
que corroem o Sistema Único de
Saúde (SUS) – entre eles a opção
por ações emergenciais, em
detrimento de medidas
estruturantes, subfinanciamento e
adoção de políticas inspiradas em
interesses eleitorais. Busca-se só
alívio dos sintomas, em vez de
atacar a sua causa. Um exemplo
disso seria o Mais Médicos.
O professor Paulo Hilário Saldiva,
da Faculdade de Medicina da USP,
chama a atenção para um outro
aspecto do problema, até agora
pouco discutido – o que define
como privatização branca do SUS:
“A mesma (privatização)que
ocorre na segurança quando você
decide instalar uma guarita na rua
porque tem medo da violência;
escola ruim, você paga uma
particular; transporte ruim, o
melhor é comprar um carro. Na
saúde tem os planos de saúde.
Esse processo de privatização
branca vem desmontando o SUS”.

Diz o editorial do Estadão:

Além da polêmica que continua a
provocar, o programa Mais
Médicos tem pelo menos um
mérito, se se pode dizer assim: o
de avivar a discussão sobre o
sistema público de saúde, os
graves problemas que o afligem e
a necessidade urgente de
encontrar solução para eles.
Nessa linha, merecem atenção as
conclusões de debate sobre o
programa, promovido pelo
Instituto de Estudos Avançados da
Universidade de São Paulo (USP),
que reuniu renomados
especialistas na questão.
Debates como esse servem para
expor alguns dos principais males
que corroem o Sistema Único de
Saúde (SUS) – entre eles a opção
por ações emergenciais, em
detrimento de medidas
estruturantes, subfinanciamento e
adoção de políticas inspiradas em
interesses eleitorais. Busca-se só
alívio dos sintomas, em vez de
atacar a sua causa. Um exemplo
disso seria o Mais Médicos.
O professor Paulo Hilário Saldiva,
da Faculdade de Medicina da USP,
chama a atenção para um outro
aspecto do problema, até agora
pouco discutido – o que define
como privatização branca do SUS:
“A mesma (privatização)que
ocorre na segurança quando você
decide instalar uma guarita na rua
porque tem medo da violência;
escola ruim, você paga uma
particular; transporte ruim, o
melhor é comprar um carro. Na
saúde tem os planos de saúde.
Esse processo de privatização
branca vem desmontando o SUS”.
Ele também considera a
contratação de médicos
brasileiros e estrangeiros, dentro
daquele programa, sem direitos
trabalhistas e avaliação de sua
competência, como mais uma
forma de enfraquecer o SUS.
Independentemente de suas
motivações políticas – das quais
as ações do governo federal nesse
terreno também não estão
isentas, ao contrário -, o
governador Geraldo Alckmin está
coberto de razão ao afirmar que
“mais médico é bom, agora esse
não é o problema da saúde
brasileira hoje. O problema é o
financiamento”. Seu diagnóstico
do SUS coincide com o de
especialistas alheios à política: “O
SUS entrou em colapso, em crise,
porque prestadores de serviço
não têm mais como prestá-lo. A
tabela (de procedimentos) precisa
ser corrigida”.

O governo investe no Sistema
Único de Saúde muito menos do
que deveria. Prova disso é que
aquela tabela cobre apenas 60%
dos custos. Os 40% restantes têm
de ser cobertos pelos hospitais
privados – Santas Casas e
hospitais filantrópicos – que
prestam serviços ao SUS. Isso
também não deixa de ser uma
forma de privatização perversa do
SUS.
Afinal, embora o governo não se
canse de exaltar o atendimento
universal prestado pelo SUS, são
entidades privadas que pagam
40% de suas despesas. Recorde-se
que elas respondem por 45% das
internações do SUS e por 34% dos
leitos hospitalares do País.

http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/feira-livre/a-crise-da-saude-publica-editorial-do-estadao/

Instituto da USP debate saúde pública em tempos de sucateamento e “mais médicos”

O Instituto de Estudos Avançados da USP reuniu especialistas e realizou debate sobre o sistema público de saúde em tempos de sucateamento e “mais médicos”.

“Debates como esse servem para
expor alguns dos principais males
que corroem o Sistema Único de
Saúde (SUS) – entre eles a opção
por ações emergenciais, em
detrimento de medidas
estruturantes, subfinanciamento e
adoção de políticas inspiradas em
interesses eleitorais. Busca-se só
alívio dos sintomas, em vez de
atacar a sua causa. Um exemplo
disso seria o Mais Médicos.
O professor Paulo Hilário Saldiva,
da Faculdade de Medicina da USP,
chama a atenção para um outro
aspecto do problema, até agora
pouco discutido – o que define
como privatização branca do SUS:
“A mesma (privatização)que
ocorre na segurança quando você
decide instalar uma guarita na rua
porque tem medo da violência;
escola ruim, você paga uma
particular; transporte ruim, o
melhor é comprar um carro. Na
saúde tem os planos de saúde.
Esse processo de privatização
branca vem desmontando o SUS”.

Diz o editorial do Estadão:

Além da polêmica que continua a
provocar, o programa Mais
Médicos tem pelo menos um
mérito, se se pode dizer assim: o
de avivar a discussão sobre o
sistema público de saúde, os
graves problemas que o afligem e
a necessidade urgente de
encontrar solução para eles.
Nessa linha, merecem atenção as
conclusões de debate sobre o
programa, promovido pelo
Instituto de Estudos Avançados da
Universidade de São Paulo (USP),
que reuniu renomados
especialistas na questão.
Debates como esse servem para
expor alguns dos principais males
que corroem o Sistema Único de
Saúde (SUS) – entre eles a opção
por ações emergenciais, em
detrimento de medidas
estruturantes, subfinanciamento e
adoção de políticas inspiradas em
interesses eleitorais. Busca-se só
alívio dos sintomas, em vez de
atacar a sua causa. Um exemplo
disso seria o Mais Médicos.
O professor Paulo Hilário Saldiva,
da Faculdade de Medicina da USP,
chama a atenção para um outro
aspecto do problema, até agora
pouco discutido – o que define
como privatização branca do SUS:
“A mesma (privatização)que
ocorre na segurança quando você
decide instalar uma guarita na rua
porque tem medo da violência;
escola ruim, você paga uma
particular; transporte ruim, o
melhor é comprar um carro. Na
saúde tem os planos de saúde.
Esse processo de privatização
branca vem desmontando o SUS”.
Ele também considera a
contratação de médicos
brasileiros e estrangeiros, dentro
daquele programa, sem direitos
trabalhistas e avaliação de sua
competência, como mais uma
forma de enfraquecer o SUS.
Independentemente de suas
motivações políticas – das quais
as ações do governo federal nesse
terreno também não estão
isentas, ao contrário -, o
governador Geraldo Alckmin está
coberto de razão ao afirmar que
“mais médico é bom, agora esse
não é o problema da saúde
brasileira hoje. O problema é o
financiamento”. Seu diagnóstico
do SUS coincide com o de
especialistas alheios à política: “O
SUS entrou em colapso, em crise,
porque prestadores de serviço
não têm mais como prestá-lo. A
tabela (de procedimentos) precisa
ser corrigida”.

O governo investe no Sistema
Único de Saúde muito menos do
que deveria. Prova disso é que
aquela tabela cobre apenas 60%
dos custos. Os 40% restantes têm
de ser cobertos pelos hospitais
privados – Santas Casas e
hospitais filantrópicos – que
prestam serviços ao SUS. Isso
também não deixa de ser uma
forma de privatização perversa do
SUS.
Afinal, embora o governo não se
canse de exaltar o atendimento
universal prestado pelo SUS, são
entidades privadas que pagam
40% de suas despesas. Recorde-se
que elas respondem por 45% das
internações do SUS e por 34% dos
leitos hospitalares do País.

http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/feira-livre/a-crise-da-saude-publica-editorial-do-estadao/

Pouca adesão e baixa cobertura são questionamentos ao “Mais Médicos”

Poderia ter sido uma boa ideia, mas os defeitos no planejamento e na execução podem comprometer a candidatura petista ao governo de São Paulo.

A matéria no site Terra mostra que a adesão e a cobertura do programa “Mais Médicos” não atingem os níveis que o marketing governista quer fazer o eleitorado acreditar.

Noticia o site:
Esses números cobrem 2,4% da demanda total apresentada pelos municípios, que solicitaram a abertura de 16.625 vagas. Os médicos deverão ser distribuídos entre 217 municípios e dez distritos de saúde indígena. Os Estados com mais médicos inscritos na segunda fase são Bahia, com 35; Ceará, com 41; e Goiás, com 48.

Na primeira fase, os médicos inscritos tiveram até a última quinta-feira para se apresentar aos postos de trabalho. Segundo dados preliminares divulgados pelo Ministério da Saúde, apenas 47% dos brasileiros inscritos compareceram.

Estrangeiros começam a trabalhar
A primeira fase também permitiu a inscrição de 282 profissionais diplomados no exterior, assim como a vinda dos 400 cubanos, trazidos ao País por um convênio entre o Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).

Depois de três semanas de cursos em oito capitais e realização de provas, os estrangeiros estão a caminho dos locais de trabalho e devem começar a atender pacientes no próximo dia 23 de setembro.

Neste fim de semana, eles serão recebidos pelos governos locais e passarão por uma semana de adaptação que, segundo o governo, dedicada à familiarização com os hábitos típicos daquela população.

http://m.terra.com.br/noticia?n=4333288dd7811410VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD

José Dirceu ataca classe médica para defender governo

O notório Zé Dirceu, já condenado pelo STF por seu escandaloso envolvimento no mensalão, vem usar o seu blog para incitar militantes do partido ao qual é filiado contra a classe médica.

A intervenção do mensaleiro pode ser conferida em http://www.zedirceu.com.br/a-continuidade-do-desumano-danoso-e-malefico-boicote-corporativista-ao-mais-medicos/

Nada de novo ao referir-se ao boicote “corporativista”, já que não é o único a desqualificar e perseguir as demandas da classe médica com esse rótulo inapropriado. Nenhuma categoria profissional sofre de tamanha discriminação, ao ter qualquer pleito, antes que se examine sua validade, ser rotulado de “corporativo”. No texto a classe é alvo de outros ataques mensaleiros. Diz Dirceu:
“Cidades e periferias, repita-se, nas quais os médicos brasileiros se recusam a trabalhar.”

Não tendo o governo previamente organizado concurso público, essa conclusão parece insensata. Tivesse feito o concurso público e observasse seus resultados, teria o governo autoridade moral para usar o argumento que Dirceu repete. Na falta, falta-lhe essa autoridade e o argumento dilui-se na massiva campanha de marketing pela qual escoa com facilidade o dinheiro público.

Mais uma vez, Dirceu, como o governo que ele apoia, falam sobre a saúde mostrando sua cegueira seletiva quanto ao sucateamento da infraestrutura, à carência de meios, à precarização das relações de trabalho. Fingem não ver todo um conjunto de causas da má qualidade dos serviços públicos de saúde. Por isso, suas conclusões serão sempre muito vulneráveis à crítica.

Partido político entra em campanha eleitoral atacando Medicina

Vergonhosa a atitude de lideranças do PT que, animadas por pesquisa de opinião que considera o apoio da opinião pública ao projeto da bolsa governista, resolvem “partir para o ataque” contra a classe médica. Alvo desses ataques tem sido os Conselhos Regionais de Medicina.

A manifestação guarda uma relação inequívoca com a candidatura de Alexandre Padilha ao governo de São Paulo. Montado em uma pasta que administra serviços públicos de má qualidade e sucateados, o ministro tenta reverter a situação tranformando médicos em bodes expiatórios do fracasso do governo. Essa manobra se dá por meio do marketing do “Mais Médicos” e encontra acolhida no PT paulista, preocupado com as eleições que vêm aí.

Padilha foi alvo de questionamento da AMB – Associação Médica Brasileira, por sua incompetência em gerir os recursos públicos da saúde. (Confira em http://www.sbpc.org.br/?C=2172 ).

A entidade quer entender os motivos de o Ministério da Saúde ter deixado de investir R$ 17 bilhões. “Em 2012, sobraram R$ 9,01 bilhões de créditos não utilizados. Historicamente, 2% a 3% não são investidos em projetos devido à morosidade e burocracia da máquina pública, mas 9,64% do orçamento aprovado é inaceitável. Do total empenhado, R$ 8,3 bilhões foram inscritos em restos a pagar não processados, porém o Tribunal de Contas da União não sabe onde estão essas contas ou se elas existem”, afirmou Cardoso.

No ano passado, a União empenhou recursos suficientes para dar cumprimento à regra de aplicação mínima no setor. “Como pedir mais dinheiro para financiar a Saúde diante desses valores absurdos? Reconhecemos que faltam investimentos, mas o que está disponível nem foi utilizado. Parece que a saúde é prioridade apenas durante as campanhas eleitorais”, declarou o presidente da AMB.”

Agora, como aproxima-se a campanha eleitoral, o PT articula-se contra a classe médica a quem quer culpar pelo fato do Ministro Padilha não ter dado aos brasileiros hospitais “padrão FIFA”.

“O Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) deve ser palco de uma manifestação nesta terça-feira (17). A partir das 14h está marcado um ato em prol do programa Mais Médicos, do governo federal.

O ato é encabeçado pelo próprio PT de São Paulo e conta com a participação de sindicatos e do movimento estudantil. Uma das exigências é a concessão do registro provisório para os médicos estrangeiros que se inscreveram no programa.

O Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde de São Paulo fará parte da manifestação de amanhã e, de acordo com o presidente do sindicato, Gervásio Foganholi, o apoio ao programa é para que os brasileiros tenham mais acesso à saúde.”

Fonte: http://noticias.r7.com/brasil/pt-organiza-manifestacao-em-prol-do-programa-mais-medicos-e-conta-com-participacao-de-sindicatos-16092013

Planejamento grosseiro: Mais Médicos encara realidade da baixa adesão.

Mais Médicos ou mais problemas?

A bolsa “Mais Médicos”, imposta pelo governo sem negociações ou consensos, enfrenta problemas decorrentes de sua implantação precipitada.

Além de afrontar a contratação trabalhista e o concurso público substituído por  bolsas com 3 anos de duração, e a certificação profissional, pelo Revalida, a proposta governista ignorou as reivindicações populares de melhoria dos hospitais públicos, “padrão FIFA” na linguagem das manifestações, comparando os sucateados equipamentos públicos de saúde aos monumentais estádios que consomem gordas verbas. Ao invés de “hospitais padrão FIFA” resolveram oferecer “mais médicos” em postos sucateados, onde falta até seringas para insulina.

Animado por uma pesquisa de opinião o governo, que gasta milhões para propagandear a bolsa de 3 anos, o “Mais Médicos”, está levando tudo a ferro e a fogo. Porém, até agora, não conseguiram número expressivo de profissionais para atender 150 milhões de usuários de serviços públicos de saúde.

A imprensa pública:

Apenas 47% dos médicos são
confirmados em programa
De 1.096 brasileiros
selecionados no Mais Médicos,
só 511 já compareceram
Após sofrer revés, governo
federal adia a data prevista para
estrangeiros começarem a
trabalhar.

Os médicos formados no exterior
já inscritos no programa, porém,
também não vão resolver a
demanda a curto prazo. Na
primeira rodada, foram
selecionados 282 com diploma
estrangeiro e 400 médicos
cubanos, por um acordo entre
Brasil e Cuba.

Há no país 61 ações envolvendo o Mais Médicos -27 movidas por
conselhos de medicina.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/128707-apenas-47-dos-medicos-sao-confirmados-em-programa.shtml

Universidades Federais resistem ao descaso do governo com a Medicina

Um dos principais motivos de
resistência é a atuação dos
médicos estrangeiros
(principalmente cubanos) sem a
necessidade de revalidação do
diploma deles no país.
Além disso, algumas alegam faltar
dados sobre a responsabilidade
que os tutores terão sobre os
participantes.
“A unidade acadêmica considerou
inadequado se envolver no
treinamento dos profissionais
estrangeiros, uma vez que o
decreto que criou o programa
proíbe os conselhos regionais de
medicina de verificar a legalidade
da documentação apresentada”,
diz Lúcia Kliemann, vice-diretora
da Faculdade de Medicina da
Universidade Federal do Rio
Grande do Sul.
A Universidade Federal de Ouro
Preto afirmou, em nota, que “o
grupo de docentes da medicina
decidiu por não aderir a esta
primeira etapa pelo fato de os
médicos estrangeiros não
realizarem o Revalida [prova para
revalidar os diplomas de
profissionais formados no
exterior]”.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/128995-universidade-federal-se-nega-a-ajudar-programa-de-dilma.shtml