Arquivo do mês: junho 2020

Ação judicial obriga serviços públicos e privados a oferecer testes periódicos de COVID19 a profissionais de saúde.

COFEN consegue, na Justiça, testagem periódica para profissionais de saúde em todo território nacional. O silêncio das principais entidades médicas da PANDEMIA chega a incomodar. Nessa “pátria amada Brasil” continuam “dormindo em berço esplêndido”.
https://tribunademinas.com.br/noticias/cidade/13-06-2020/profissionais-de-enfermagem-questionam-politica-de-testagem-a-servidores-da-saude.html

Em plena pandemia, servidores da Saúde da Prefeitura de Juiz de Fora não receberam salário integral

A falta de transparência gera boatos

Circula, entre servidores municipais de Juiz de Fora, boato de que tem gente na SARH que quer sabotar o prefeito. O erro em massa do pagamento dos servidores da Saúde, em plena pandemia, não foi visto como resultado apenas de incompetência ou negligência.
http://tribunademinas.com.br/noticias/cidade/05-06-2020/parte-dos-servidores-da-saude-fica-sem-pagamento-integral-em-jf.html?utm_medium=notification&utm_source=onesignal&utm_campaign=push

Sobre pandemia e necropolítica

A vida, o dinheiro e a doença

“Dessa vida nada se leva”, dizia a arcaica sabedoria dos antigos. E ainda havia os que diziam, que os esforços e a ganância dos homens desse mundo em nada resultava, que “caixão não tem gavetas” e ninguém poderia levar para o outro lado o dinheiro acumulado nessa vida.
Lembrei dessas palavras, vindas de outros tempos, agora, em plena pandemia que vejo devastar o Brasil, nesse momento que governantes e empresários, em estranho acordo, falam da reabertura de atividades e, por consequência, no aumento de circulação de pessoas, no momento em que os números de doentes e mortos não param de subir.
A Ciência é silenciada. A questão dinheiro x vidas, ainda que seja uma formulação imperfeita do problema, é resolvida por esse pacto esperado entre donos do poder e do dinheiro. Talvez pensem, por alguma estranha lógica mortal, que vidas sem dinheiro não importam. Seríamos todos nós, pobre inocentes, que enm governantes e nem empresários somos, submetidos como vítimas de sacrifício em algum tipo estranho de experiência macabra?
Não é difícil deduzir o resultado do aumento de circulação de pessoas, resultado óbvio dessas reaberturas, com o vírus circulando com cada vez mais fúria e intensidade. Mas, volto lá no início para lembrar que “caixão não tem gavetas”.
Difíceis esses tempos, nos quais a necropolítica, figura quase esquecida, entra em cena como um ectoplasma e ganha corpo no centro do palco da pandemia.
(Geraldo Sette, em 05/06/2020)