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Minas Gerais, governo atrasa, parcela e não paga servidores. Drama no serviço público estadual.

Já é de conhecimento geral que os salários dos servidores públicos estaduais do Poder Executivo de Minas Gerais encontram-se atrasados e parcelados, atingindo tal medida de exceção os trabalhadores da ativa e os aposentados. É razoável entender que as pessoas trabalham para sua subsistência e o não recebimento do salário em data determinada pelo próprio governo estadual ameaça a sobrevivência dos servidores e a sua dignidade, obrigando-os a recorrer a empréstimos, à boa vontade alheia ou se privando de itens básicos por causa dessa verdadeira molecagem praticada pelo governo do Sr. Fernando Pimentel.

Resta a todos os sindicatos que representam trabalhadores do serviço público estadual erguer sua voz em protesto justificado diante de tal situação e dos prejuízos morais e materiais que isso causa a cada servidor.

Transcrevemos a nota do sindicato que representa parte dos servidores estaduais mineiros, com protesto veemente contra a irresponsabilidade do governo do Sr. Fernando Damata Pimentel em relação à subsistência dos trabalhadores:

Mais uma vez o SINDPÚBLICOS-MG repudia veemente os atrasos no pagamento dos servidores estaduais de Minas Gerais. Não é exagero dizer que os trabalhadores continuam amargando, além do parcelamento dos salários, o atraso nos pagamentos.

O diretor político do SINDPÚBLICOS-MG, Geraldo Henrique, ressaltou que o Estado está “brincando” com os servidores públicos e questiona: o que o Estado fez com o dinheiro do perdão da dívida feito pelo Governo Federal de 500 milhões/ mês, que totalizam 12 bilhões de reais nos anos de 2016 e 2017? O Diretor ainda questionou que nos últimos dois anos o Governo do Estado não precisou enviar para Brasília 12 bilhões de reais referentes ao pagamento do acordo da dívida, benefício que nenhum outro Governo teve. Somado a isso, a receita divulgada no site do Governo do estado que cresce cerca de 10% ao ano (quase o dobro da inflação) graças ao trabalho dos servidores públicos e ainda a anistia fiscal que já rendeu aos cofres públicos 1 bilhão de reais, com mais 4 bilhões a serem recebidos de forma parcelada.

Mesmo com todas essas contas (positivas) o Estado segue sem cumprir sequer o que se propôs a fazer: pagar o salário dos servidores no dia em que ele mesmo propôs! Não podemos esquecer ainda que nas poucas reuniões que tivemos com os secretários de estado (apesar de solicitarmos a presença deles em todas) oferecemos nossa ajuda e reiteramos o pedido de diminuírem a folha de pagamento dispensando os comissionados.

É triste constatar que a folha do estado não diminui e os servidores de carreira não são valorizados.

Da mesma forma como ocorreu em setembro conclamamos os servidores públicos do Estado de Minas Gerais a participarem da nossa PARALISAÇÃO DAS ATIVIDADES E GRANDE MANIFESTAÇÃO no dia NOVE DE NOVEMBRO, QUINTA-FEIRA, A PARTIR DAS 10H NA PRAÇA DA LIBERDADE.

A paralisação ocorrerá em protesto pelo não atendimento por parte do Governador do Estado de Minas Gerais ao ofício protocolado durante manifestação no dia 02/10/2017 com a pauta: recomposição da perda salarial do funcionalismo público causada pela inflação; pagamento integral no 5º dia útil e pagamento do 13º salário.

Contamos com a presença de todos.

Geraldo Henrique

Diretor Coordenador SINDPÚBLICOS-MG

Novo Jornal – Decisão do TJMG estabelece censura prévia em Minas Gerais

A censura a imprensa em Minas Gerais vem sendo motivo de preocupação de diversas autoridades locais e nacionais. Chegando ao ponto do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ayres Britto, criar no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) um Fórum Nacional do Poder Judiciário e Liberdade de Imprensa para barrar as tentativas de impor censuras e processos à ação da imprensa, a partir de decisões judiciais contrárias à liberdade de imprensa. Novojornal vem há anos, praticamente desde sua criação, sofrendo diversos atentados contra seu livre funcionamento. No início as iniciativas partiram do Poder Executivo, depois da Procuradoria Geral de Justiça e agora do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Em todos os casos, a censura ocorreu atendendo os interesses de dirigentes das três instituições que, acostumados com a subserviência de alguns veículos de comunicação, entendem que seus atos e possíveis deslizes não devem ser levados a público. Infelizmente este é o pensamento de grande parte das diversas autoridades que integram os três Poderes da República e que, sem dúvida alguma, vem permitindo os absurdos que vem sendo cometidos pelos mesmos. A imprensa não tem compromisso a não ser com a verdade e a informação livre e isenta transmitida a seus leitores. Ou seja, apenas noticiamos, são estas autoridades as verdadeiras responsáveis pela notícia, pois foram suas ações que deram origem a notícia. O corporativismo, sem dúvida alguma, tem sido o pior inimigo da Liberdade de Imprensa. Neste caso, a decisão do desembargador chegou ao absurdo de textualmente determinar: “…e impedir que outras matérias ofensivas a honra do agravante sejam publicadas, a não ser acompanhadas da cópia autenticada de onde foram retiradas e sem emitir qualquer juízo de valor sobre seu conteúdo….”. É o término do direito à liberdade de expressão e do estado de direito. A este respeito à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, em respaldo à Relatoria Especial para a Liberdade de Expressão, adotou a seguinte Declaração de Princípios: – Reafirmando a necessidade de assegurar no hemisfério o respeito e a plena vigência das liberdades individuais e os direitos fundamentais dos seres humanos por meio de um estado de direito; – Conscientes de que a consolidação e o desenvolvimento da democracia dependem da existência de liberdade de expressão; – Persuadidos de que o direito à liberdade de expressão é essencial para o desenvolvimento do conhecimento e do entendimento entre os povos, que conduzirão a uma verdadeira compreensão e cooperação entre as nações do hemisfério; – Convencidos de que, quando se impede o livre debate de idéias e opiniões, se limita a liberdade de expressão e o efetivo desenvolvimento do processo democrático; -Convencidos de que, garantindo o direito ao acesso a informações em poder do Estado, se consegue uma maior transparência nos atos do governo, assegurando-se as instituições democráticas; – Recordando que a liberdade de expressão é um direito fundamental reconhecido na Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem e na Convenção Americana sobre Direitos Humanos, na Declaração Universal de Direitos Humanos, na Resolução 59(I) da Assembléia Geral das Nações Unidas, na Resolução 104 adotada pela Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), no Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos, e em outros instrumentos internacionais e constituições nacionais; – Reconhecendo que os princípios do Artigo 13 da Convenção Americana sobre Direitos Humanos representam o marco legal a que se encontram sujeitos os Estados Membros da Organização dos Estados Americanos; – Reafirmando o Artigo 13 da Convenção Americana sobre Direitos Humanos, que estabelece que o direito à liberdade de expressão compreende a liberdade de buscar, receber e difundir informações e idéias sem consideração de fronteiras e por qualquer meio de transmissão; – Considerando a importância da liberdade de expressão para o desenvolvimento e a proteção dos direitos humanos, o papel fundamental que lhe atribui a Comissão Interamericana de Direitos Humanos e o pleno apoio com que contou a criação da Relatoria para a Liberdade de Expressão, como instrumento fundamental para a proteção deste direito no hemisfério, na Cúpula das Américas realizada em Santiago do Chile; – Reconhecendo que a liberdade de imprensa é essencial para a realização do pleno e efetivo exercício da liberdade de expressão e instrumento indispensável para o funcionamento da democracia representativa, mediante a qual os cidadãos exercem seu direito a receber, divulgar e buscar informação; – Reafirmando que os princípios da Declaração de Chapultepec constituem um documento básico que contempla as garantias e a defesa da liberdade de expressão, a liberdade e a independência da imprensa e o direito à informação; – Considerando que a liberdade de expressão não é uma concessão dos Estados, mas um direito fundamental; – Reconhecendo a necessidade de proteger efetivamente a liberdade de expressão nas Américas, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, em respaldo à Relatoria Especial para a Liberdade de Expressão, adota a seguinte Declaração de Princípios: PRINCÍPIOS 1. A liberdade de expressão, em todas as suas formas e manifestações, é um direito fundamental e inalienável, inerente a todas as pessoas. É, além disso, é um requisito indispensável para a própria existência das sociedades democráticas. 2. Toda pessoa tem o direito a buscar, receber e divulgar livremente informações e opiniões em conformidade com o que estipula o artigo 13 da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Todas as pessoas devem ter igualdade de oportunidades para receber, buscar e divulgar informação por qualquer meio de comunicação sem discriminação, por nenhum motivo, inclusive os de raça, cor, religião, sexo, idioma, opiniões políticas ou de qualquer outra natureza, origem nacional ou social, posição econômica, nascimento ou qualquer outra condição social. 3. Toda pessoa tem o direito a ter acesso às informações sobre si mesma ou seus bens de forma expedita e não onerosa, contidas em bancos de dados, registros públicos ou privados e, caso seja necessário, atualizá-las, retificá-las e/ou emendá- las. 4. O acesso à informação em poder do Estado é um direito fundamental dos indivíduos. Os Estados estão obrigados a garantir o exercício deste direito. Este princípio só admite limitações excepcionais, que devem ser estabelecidas com antecedência pela lei, como em casos em que exista um perigo real e iminente que ameace a segurança nacional em sociedades democráticas. 5. A censura prévia, interferência ou pressão direta ou indireta sobre qualquer expressão, opinião ou informação divulgada por qualquer meio de comunicação oral, escrito, artístico, visual ou eletrônico deve ser proibida por lei. As restrições na circulação livre de idéias e opiniões, bem como a imposição arbitrária de informações e a criação de obstáculos ao livre fluxo informativo, violam o direito à liberdade de expressão. 6. Toda pessoa tem o direito a comunicar suas opiniões por qualquer meio e forma. A afiliação obrigatória a órgãos de qualquer natureza ou a exigência de títulos para o exercício da atividade jornalística constituem uma restrição ilegítima à liberdade de expressão. A atividade jornalística deve reger-se por condutas éticas, que em nenhum caso podem ser impostas pelos Estados. 7. Condicionamentos prévios, como veracidade, oportunidade ou imparcialidade, por parte dos Estados são incompatíveis com o direito à liberdade de expressão reconhecido nos instrumentos internacionais. 8. Todo comunicador social tem direito a não revelar suas fontes de informação, anotações e arquivos pessoais e profissionais. 9. O assassinato, o seqüestro, a intimidação e a ameaça a comunicadores sociais, bem como a destruição material dos meios de comunicação, violam os direitos fundamentais das pessoas e restringem severamente a liberdade de expressão. É dever dos Estados prevenir e investigar esses fatos, punir seus autores e assegurar às vítimas uma reparação adequada. 10. As leis de privacidade não devem inibir nem restringir a pesquisa e divulgação de informações de interesse público. A proteção à reputação deve estar garantida por meio de apenas punições civis nos casos em que a pessoa ofendida seja um funcionário público ou pessoa pública ou particular que tenha se envolvido voluntariamente em assuntos de interesse público. Nesses casos, deve provar-se que o comunicador, na divulgação das notícias, teve a intenção de infligir dano ou o pleno conhecimento de que estava divulgando notícias falsas, ou se conduziu com manifesta negligência na busca de sua verdade ou falsidade. 11. Os funcionários públicos estão sujeitos a um fiscalização mais rigorosa por parte da sociedade. As leis que penalizam a expressão ofensiva dirigida a funcionários públicos, geralmente conhecidas como “leis de desacato”, atentam contra a liberdade de expressão e o direito à informação. 12. Os monopólios ou oligopólios na propriedade e no controle dos meios de comunicação devem estar sujeitos a leis antimonopólio, pois conspiram contra a democracia ao restringir a pluralidade e a diversidade que asseguram o pleno exercício do direito à informação dos cidadãos. Em nenhum caso essas leis devem ser exclusivas para os meios de comunicação. As concessões de rádio e televisão devem obedecer a critérios democráticos que garantam a igualdade de oportunidades para todos os indivíduos em seu acesso. 13. A utilização do poder do Estado e dos recursos da fazenda pública, a isenção de direitos aduaneiros, a entrega arbitrária e discriminatória de contas de publicidade oficial e créditos oficiais, a concessão de estações de rádio e televisão, entre outras coisas, com o objetivo de pressionar e punir ou premiar e privilegiar os comunicadores sociais e os meios de comunicação em função de suas linhas informativas atentam contra a liberdade de expressão e devem ser expressamente proibidos pela lei. Os meios de comunicação social têm o direito de realizar seu trabalho de forma independente. Pressões diretas ou indiretas que têm como finalidade silenciar o trabalho informativo dos comunicadores sociais são incompatíveis com a liberdade de expressão. http://www.novojornal.com/politica/noticia/decisao-do-tjmg-estabelece-censura-previa-em-minas-gerais-31-05-2012.html

O caso Copasa e a penúria da saúde pública em Minas Gerais

MINAS: A RUÍNA DA SAÚDE E O CASO COPASA.

A lastimável situação dos hospitais estaduais



É inacreditável a situação em que se encontram os hospitais estaduais
em Minas Gerais. Além do Governo Anastasia não repassar os 12% para a
Saúde, como determina a lei, há reclamação para todo lado. 

O pessoal
da Saúde (médicos, enfermagem e administrativo) reclama da falta de
estrutura, falta de pessoal, baixos salários e a população é mal
atendida. Enfim, falta tudo nos hospitais do Estado. O governo não faz
nada.
Para completar, o Ministério Público está exigindo a devolução de R$
3,4 bilhões da Saúde, que o Governo Anastasia diz que repassou para a
Copasa investir em saneamento. O MP perguntou para a diretoria da
Copasa se recebeu o dinheiro. E a Copasa diz que nunca recebeu o
dinheiro. 

Cadê os R$ 3,4 bilhões da Saúde?



Alguns exemplos do desmazelo e desrespeito do Governo Anastasia com
a população de Minas.
1) Hospital de Ibirité – – Esse hospital é só uma placa, não existe. Lá está
anunciado: “Liberados R$ 10 milhões”. Cadê o Hospital de Ibirité? Cadê os
R$ 10 milhões? Só tem a placa.

2)Hospital de Janaúba – Não tem sequer um aparelho de Raio X.

3)Hospital de Sete Lagoas – É outra placa, não existe.

4)Hospital de Siderurgia do Vale do Aço – Só não foi completamente
fechado porque o prefeito Chico Simões correu a Brasília e conseguiu
recursos do Governo Federal para salvar o hospital.

5)Hospital do Câncer de Uberaba – Também foi salvo graças a ação de
lideranças do próprio hospital, de vereadores e do Prefeito que também
foram a Brasília buscar dinheiro no Governo Federal.

6)Hospital do Ipsemg (Instituto de Previdência dos Servidores do Estado
de Minas Gerais) – O hospital vinculado ao IPSEMG também sofre muito com o
descuido do Governo Anastasia. Um grande hospital que está funcionando só
parcialmente por falta de recursos. A lista de descaso com o IPSEMG é
muito grande. Vale listar, no entanto, alguns exemplos: a) há oito anos
não há concurso para admissão de médicos; b) o Hospital, com capacidade
para internar mais de 500 pacientes, hoje não tem mais de 200 leitos
ativos; c) alguns ambulatórios não existem mais, como reumatologia,
geriatria, endocrinologia, dermatologia e outros; d) o servidor público
sofre para marcar uma consulta que, quase sempre, demora mais de 30 dias.


Essa é a situação da Saúde em Minas Gerais. 


Cadê os R$ 4,3 bilhões?

Escândalo da Copasa


MP acusa governo de Minas de desviar R$ 4,3 bilhões da Saúde 


Governador Anastasia e ex, Aécio Neves, devem ser denunciados por desvio
de recursos



Sob a grave acusação de desvio de R$ 4,3 bilhões do orçamento do Estado de
Minas Gerais e que deveriam ser aplicados na saúde pública, a
administração Aécio Neves/Antônio Anastasia (PSDB) terá que explicar à
Justiça Estadual qual o destino da bilionária quantia que supostamente
teria sido investida em saneamento básico pela Copasa entre 2003 a 2009.

Devido à grandeza do rombo e às investigações realizadas pelo Ministério
Público Estadual (MPE) desde 2007, por meio das Promotorias Especializadas
de Defesa da Saúde e do Patrimônio Público, o escândalo saiu do silêncio
imposto à mídia mineira e recentemente foi divulgado até por um site de
âmbito nacional (O Globo sem coragem de colocar o material no jornal
impresso, publicou no site do jornal).

Se prevalecer na Justiça o conjunto de irregularidades constatadas pelo
MPE na Ação Civil Pública que tramita na 5ª Vara da Fazenda Pública
Estadual sob o número 0904382-53.2010 e a denúncia na ação individual
contra os responsáveis pelo rombo contra a saúde pública, tanto o
ex-governador Aécio Neves, quanto o candidato tucano Antônio Anastasia, o
presidente da Copasa, Ricardo Simões, e a contadora geral do Estado
poderão ser condenados por improbidade administrativa.



Dos R$ 4,3 bilhões desviados, R$ 3,3 bilhões constam da ação do MPE, que
são recursos supostamente transferidos pelo governo estadual (maior
acionista da Copasa) para investimento em saneamento básico, na rubrica
saúde, conforme determina a lei, entre 2003 e 2008. Como a Justiça negou a
liminar solicitada pela promotoria no ano passado, para que fossem
interrompidas as supostas transferências, a sangria no orçamento do Estado
não foi estancada.

De acordo com demonstrativos oficiais da Secretaria de Estado da Fazenda,
somente em 2009 a Copasa recebeu mais de R$ 1,017 bilhões do governo
Aécio/Anastasia para serem aplicados em ações e serviços públicos de saúde
para cumprimento da Emenda Constitucional nº 29/2000, à qual os estados e
municípios estão submetidos, devendo cumpri-la em suas mínimas
determinações, como, por exemplo, a aplicação de 12% do orçamento em saúde
pública (a partir de 2004), considerada a sua gratuidade e universalidade.
Em 2003 a determinação era que se aplicasse o mínimo de10% da arrecadação.

Da mesma forma que não se sabe o destino dos R$ 3,3 bilhões questionados
pelo MPE, também não se sabe onde foram parar esses R$ 1,017 supostamente
transferidos para a Copasa em 2009.

O cerco do MPE às prestações de contas do governo estadual iniciou-se em
2007, quando os promotores Josely Ramos Ponte, Eduardo Nepomuceno de Sousa
e João Medeiros Silva Neto ficaram alertas com os questionamentos e
recomendações apresentadas nos relatórios técnicos da Comissão de
Acompanhamento da Execução Orçamentária (CAEO), órgão do Tribunal de
Contas do Estado (TCE), desde a primeira prestação de contas do governo
Aécio. 

Chamou-lhes a atenção, também, o crescimento, ano a ano, a partir
de 2003, das transferências de recursos à Copasa para aplicação em
saneamento e esgotamento sanitário.

Fortalecido pela vitória em BH, Aécio ataca Lula

Após uma insofismável derrota no primeiro turno das eleições Aécio Neves reanimou-se com a vitória eleitoral em Belo Horizonte, no segundo turno. Emplacou o milionário Márcio Lacerda, filiado ao PSB e ex-caixa da campanha de Ciro Gomes. Nessa empreitada teve o apoio do Prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, do PT e de outros líderes petistas da capital mineira.

Em agradecimento, o Governador de Minas comparece ao Congresso Nacional e dirige um forte ataque a Lula. Aécio deixou bem claro que conta com o apoio de forças que hoje estão com Lula. “Nossas chances são enormes se tivermos juízo, desprendimento e soubermos aglutinar forças que estão sob Lula, mas não estarão no guarda-chuva do PT.” Não se sabe se falava do apoio do PT de Belo Horizonte à candidatura do PSDB em 2010, ou se falava de outra coisa.

A notícia foi publicada no site G1, página http://m.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL850891-5601,00-LULA+NAO+E+MIDAS+E+VITORIA+DO+PSDB+EM+E+VITAL+PARA+O+BRASIL+DIZ+AECIO.htmle está transcrita abaixo:

Política

Lula não é Midas, e vitória do PSDB em 2010 é ‘vital para o Brasil’, diz Aécio

Eduardo Bresciani – Do G1, em Brasília

O governador de Minas Gerais Aécio Neves (PSDB) visitou o Congresso nesta quarta-feira (5) e partiu para o ataque contra o governo Luiz Inácio Lula da Silva e em defesa do PSDB. Para o governador, as eleições municipais mostraram que o presidente não tem força de “ungir” um candidato a sua sucessão em 2010.

“Sobre o presidente da República, que era visto como um Midas que transformaria tudo em ouro, há um sentimento, não só na classe política como entre os analistas, de que ninguém inventa nada. O presidente não terá o dom de solitariamente ungir alguém na cadeira presidencial”, disse Aécio em um encontro com deputados federais tucanos.

Falando para o público interno, mas com a presença da imprensa, o governador foi duro em relação ao governo Lula. “A vitória do PSDB em 2010 é vital para o Brasil, porque seria perverso para o país mais quatro ou oito anos disso que está aí. Eles [o PT e aliados] fizeram uma base de proteção social que virou um instrumento eleitoral.”

Para Aécio, apontado como “presidenciável”, seu partido saiu das eleições municipais mais fortalecido para um projeto nacional. “O PSDB sai bem mais forte porque sai como principal alternativa de poder ao governo que está aí. Nossas chances são enormes se tivermos juízo, desprendimento e soubermos aglutinar forças que estão sob Lula, mas não estarão no guarda-chuva do PT. Será difícil para o governo reeditar em torno do PT a ampla base que tem com Lula”, afirmou.

Aécio disse acreditar que o grande debate da próxima eleição presidencial será em torno da capacidade gerencial e não sobre questões macroeconômicas. “A questão da qualidade da administração terá mais espaço. Não haverá a polarização econômica nas questões macro devido à guinada que o PT deu e assumiu toda a herança bendita do nosso governo”. Entre os itens da herança, o tucano citou o câmbio flutuante, as metas de inflação e o superávit primário.

Cotado ao lado do também governador José Serra (PSDB-SP) como um possível nome do partido para as eleições de 2010, Aécio defendeu a unidade em torno de um projeto. “Nossa força parte da unidade. Precisamos ter a capacidade de inspirar confiança e esperança na sociedade e em parcela da classe política que hoje não está do nosso lado”.

No projeto tucano, o governador de Minas Gerais acredita que os principais pontos têm de ser a qualidade da gestão, a realização de reformas e a questão ética.

Sobre a crise financeira internacional, Aécio afirmou que os efeitos serão sentidos na economia real do Brasil no próximo ano. “As conseqüências já estão vindo. Os investimentos estão se alongando em áreas como a da construção civil. A questão não é de esperar a crise porque ela já está aí, e os efeitos serão sentidos nos próximos dois ou três meses.”

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Serviço público pode ser entrave para aspirações políticas dos tucanos.

Incapacidade para negociações sérias e aperfeiçoamento de políticas de recursos humanos para o setor público, bem como subsistência de idéias neoliberais são fatores que dificultam as relações entre governos tucanos e os servidores públicos.

Os projetos políticos dos dois mais destacados tucanos, José Serra e Aécio Neves, esbarram no descontentamento do funcionalismo público. A simpatia que ainda existe entre dirigentes do PSDB com as idéias neoliberais pode estar associada à dificuldade em estabelecer negociações sérias com os trabalhadores do setor público.

Esse mal estar entre governos estaduais controlados por tucanos e a representação classista dos servidores públicos tem produzido avaliações negativas para os dois governadores.

Esse fato já é notícia na mídia, conforme podemos constatar, por exemplo na FOLHA DE SÃO PAULO, em http://wap.folha.com.br/noticias/96-463146.wml

Funcionalismo é entrave a tucanos em 2010

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CUT REAGE À PROVOCAÇÃO DOS PARTIDÁRIOS DE AÉCIO NEVES E DO PSDB.

A candidatura do rico empresário Márcio Lacerda, ex-tesoureiro da campanha de Ciro Gomes, foi articulada pelo Governador Aécio Neves e seus apoiadores, com a colaboração do Prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel. Essa candidatura conseguiu impedir o PT de postular seriamente a Prefeitura de Belo Horizonte e substituir uma possível candidatura petista por uma candidatura apontada por Aécio Neves. O PT apresentava-se em um momento favorável, devido à grande popularidade do Presidente Lula e à boa avaliação da administração municipal petista. Todo esse patrimônio foi jogado fora por Pimentel e seus aliados, para agradar Aécio. As razões disso não são publicamente conhecidas.

A candidatura do rico empresário apoiado pelo Aécio adota uma postura agressiva. Não apenas contra seu adversário, mas contra todos que reagem ao conchavo. E assim é com a CUT de Minas Gerais, representação regional da maior central sindical brasileira. A atitude do milionário Márcio Lacerda em relação à CUT é de acusá-la, por meio do jornal oficioso de Aécio Neves, ESTADO DE MINAS, de ser aliada do PMDB. E, por outro lado, usando de sindicalistas não autorizados pela direção da Central, para aparecerem em público com bandeiras e símbolos da central para dar às pessoas a falsa impressão de um apoio oficial da CUT ao rico empresário, que é o candidato oficial de Aécio.

Por trás dessa postura não se encontram premissas inocentes. É a própria tentativa de dividir e achincalhar a representação classista dos trabalhadores. Coisas próprias do modo neoliberal de ser que tem ficado claro na relação de Aécio Neves com a coisa pública e com os trabalhadores do serviço público.

Quando se articulava o sacrifício do PT de Belo Horizonte e o grande conchavo para favorecer Aécio, a CUT de Minas Gerais deixou o testemunho de seu protesto e seus dirigentes tiveram a dignidade de declarar sua opinião contrária a isso. Como dizia Moshe Yerushalmi, pensador judeu que viveu a era sombria dos campos de concentração, há momentos em que erguer protestos é uma exigência da moralidade, ainda que aparentemente não sirvam para nada.


Belo Horizonte, 24 de outubro de 2008.

Aos Sindicatos afiliados

As CUT’ s Regionais

Federações

Ramos

ASSUNTO: Nota de esclarecimento da CUT/MG

ELEIÇÕES MUNICIPAIS: O LADO DA CUT É O LADO DOS TRABALHADORES

A Diretoria Executiva da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais, reunida em 22 de Outubro de 2008, vem a público esclarecer aos trabalhadores, dirigentes sindicais, população de Belo Horizonte e lideranças políticas do nosso estado, fatos que, lamentavelmente, aconteceram nos últimos dias com o objetivo de confundir os trabalhadores quanto a posição da CUTMG frente ao processo eleitoral de Belo Horizonte.

A CUT, desde sua fundação há 25 anos, tem como princípios a liberdade e autonomia sindical. Esta concepção que nos garantiu a preferência da maioria dos trabalhadores do Brasil.

Orientada por esses Princípios e zelosa por sua credibilidade junto aos trabalhadores e a sociedade, nossa central através de sua Diretoria estadual manifestou em resolução sua preocupação com o processo eleitoral e denunciou a articulação política protagonizada pelo Governador e o prefeito que contribuiu para desarticular o campo democrático popular e de esquerda que vem governando a capital desde o inicio dos anos 90 e possibilitou a implantação de projetos e métodos de gestão que contribuíram com o avanço da consciência política dos trabalhadores e da sociedade belo-horizontina.

Fatos ocorridos nos últimos dias serviram para deixar duvidas nos trabalhadores e na população de Belo Horizonte, quanto a essa posição da CUT MG e determinaram a necessidade dessa nota.

O primeiro fato foi a presença de pessoas em carro de som da campanha do candidato Marcio Lacerda, vestidos com a camisa da CUT e o segundo fato foi a matéria jornalística do Jornal “O Estado de Minas” informando o apoio da Central Única dos Trabalhadores á candidatura do Sr Leonardo Quintão, vide pagina nº 3 da edição de 22/10/08.

Esclarecemos que os Srs. Gilson Reis e Carlos Calazans não são membros da direção da CUT em nível Estadual e muito menos em nível Nacional. Portanto nenhum dos dois tem delegação nem condições de representar a Central ou mediar e falar em nome da nossa direção. Nenhum dos dois cidadãos citados ao que nos consta são ao menos filiados a sindicatos da base CUTISTA.

Esclarecemos também que a Sra. Rita Calazans, embora seja nossa funcionária também não tem autorização nem delegação para representar, mediar ou falar em nome da CUT/MG.

É inadmissível a tentativa de confundir a opinião pública com artifícios não muito claros ou com o apoio de alguns meios de comunicação que divulgam informações unilaterais, com o intuito de desrespeitar movimentos dos trabalhadores.

A direção executiva da CUT/MG reafirma o lado da CUT: o lado da classe trabalhadora, que é o lado do trabalho decente, digno e de uma sociedade justa. Lado que por irresponsabilidade de lideranças e direções partidárias, deixam de fora do processo eleitoral em Belo Horizonte.

A CUT que é a favor do desenvolvimento com distribuição de renda, valorização do trabalho; defende o controle social sobre o estado e combate o controle do estado sobre a sociedade, entende que nenhum dos candidatos ao 2º turno da eleição em Belo Horizonte possui perfil, vivencia política, nem inspiram confiança para assumir compromissos com os ideais dos trabalhadores.

Somos fortes, somos CUT.

DIREÇÃO EXECUTIVA DA CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES DE MINAS GERAIS.

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Belo Horizonte: Partidários de Aécio caem no desespero.

O Governador Aécio Neves está desesperado. Pede aos deputados estaduais domiciliados em outros municípios que interfiram na eleição de Belo Horizonte e peçam votos para Márcio Lacerda. Nem ele, pelo jeito, acredita nessas pesquisas que dizem que seu candidato Lacerda, está na frente. Aécio, do PSDB, que governa Minas com práticas neoliberais, deixa sempre claro quem é o seu candidato. Depois da derrocada eleitoral do primeiro turno, interessa a ele salvar ao menos a Prefeitura da capital e resgatar a derrota moral de não ter vencido no primeiro turno. A notícia pode ser lida em http://wap.folha.com.br/noticias/96-459184.wml

Pior ainda que o desespero de Aécio foi o destempero do milionário Márcio Lacerda. Ele, que esbanja seu poder econômico nessa eleição, disse que ele era o inimigo da direita e acusava Quintão de fascista, enquanto recebia o apoio do DEM. Causou desconforto aos que foram apoiados. E causou mal estar à inteligência dos que tiveram dificuldade em entender o esquerdismo do candidato milionário, cheio de poder econômico e apoiado pelo neoliberal Aécio.

Leonardo Quintão, candidato do PMDB, disse que Lacerda, pelo fato de não ter sido indiciado na CPI do Mensalão, poderá ser, contudo, alvo de processo judicial, como aconteceu com vários outros mensaleiros.

A notícia está em http://tinyurl.com/59wt8q

E tem mais. Deu no NOVOJORNAL:

Por campanha, Marcio Lacerda paga R$ 10 milhões ao jornal Estado de Minas e R$ 15 milhões a Duda Mendonça

A campanha para a Prefeitura de Belo Horizonte tem todos os ingredientes para se tornar um dos maiores escândalos eleitorais desta década.

Depois de gastar aproximadamente R$ 10 milhões na compra de apoio dentro do PSB, PT e demais partidos coligados antes de começar a campanha eleitoral do primeiro turno, o candidato Marcio Lacerda gastou com material promocional, “militância” e despesas com os programas de rádio e TV, outros R$ 12 milhões.

Diante do fracasso atribuído pelo candidato a intrigas e calúnias que circularam pela internet, processando inclusive o diretor responsável pelo Novojornal, tenta através de uma aliança com o jornal Estado de Minas, instituto de pesquisa Vox Populi e Duda Mendonça reverter o quadro negativo que apresenta para sua candidatura no segundo turno.

Sabedor do quanto repercutiria a contratação de Duda, ex-coordenador das campanhas de Maluf, Collor e Lula, quando estourou o escândalo do mensalão, devido ao preço cobrado pelo mesmo, solicitou ao TRE-MG autorização para aumentar seus gastos eleitorais, o que foi negado.

Mesmo assim, através de arranjos contábeis na prestação de conta de outros partidos que participaram de sua “aliança”, contratou o esquema anteriormente citado pela “bagatela” de R$ 25 milhões, 50% do valor de seu patrimônio declarado na Justiça Eleitoral.

Isto sem dizer os R$ 10 milhões gastos na “aliança” e R$ 12 milhões no primeiro turno, que praticamente liquidaria seu patrimônio.

O Novojornal teve informações seguras de que o acordo estava para ser celebrado.

Diante deste fato, mantivemos uma cobertura permanente dos participantes deste acordo. Não deu outra, conseguimos documentar o encontro. Embora portando um boné para disfarçar, Duda Mendonça, junto com Marcos Coimbra, encontra-se com Marcio Lacerda para selar o acordo.

A contratação de Duda é uma aquisição de alto risco, principalmente depois de instaurado um inquérito pelo Ministério Público Eleitoral para investigar abuso de poder político e econômico.

O desespero do candidato da Fiemg e do jornal Estado de Minas é tão grande que estão dispostos a fazer qualquer coisa para ganhar a eleição. O que aconselha ao candidato Leonardo Quintão em redobrar seus cuidados, principalmente ao participar do debate promovido pela TV Alterosa.

Desnecessário lembrar a “edição” feita por Duda Mendonça no famoso debate promovido pela Rede Globo, ocasião em que Lula foi derrotado.

Veja a seqüência de fotos do encontro entre Duda Mendonça, Marcio Lacerda e Marcos Coimbra

 



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Derrota de Aécio Neves repercutiu em Londres.

THE ECONOMIST avalia derrota de Aécio Neves.

Ainda não se sabe exatamente o tamanho do estrago. A armação de Aécio Neves em torno da sucessão na Prefeitura de Belo Horizonte terminou em um tiro no pé. Avalia-se claramente o segundo turno como uma derrota das pretensões do governador mineiro e aliados, como Fernando Pimentel.

Em entrevista o Governador, exaltado, excitado, declarava que não sofreu derrota. Que noventa por cento dos prefeitos eleitos o apoiavam. Esse cálculo não está bem feito. Foi mais um desabafo do que uma análise. Aécio, por certo, não é burro, por mais que bajuladores lhe embaralhem a visão da realidade.

Agora vem o The Economist analisar a sua derrota e a conseqüente vantagem de seu concorrente dentro do time do tucanato: o governador José Serra.

A matéria pode ser lida em http://tinyurl.com/5xarut

Eleição mostrou vitória de Serra sobre Aécio rumo a 2010, diz ‘Economist’10/10 às 08h24 BBC

A revista britânica The Economist traz na sua última edição um artigo que diz que o governador de São Paulo, José Serra, saiu fortalecido em sua disputa dentro do PSDB com o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, de olho na candidatura do partido ao Planalto em 2010.

Intitulado Pointers to the presidency (“Indicadores para a presidência”, em tradução livre), o artigo afirma que Serra saiu vencedor nas eleições municipais e “Neves parece ter menos possibilidade de enfrentá-lo diretamente”.

“Serra venceu esta disputa. Seu apoio silencioso ajudou seu candidato, Gilberto Kassab, o atual prefeito de São Paulo, a surpreender os pesquisadores ao chegar em primeiro lugar, na frente tanto de um rival do PSDB (Geraldo Alckmin) quanto de Marta Suplicy, uma ex-prefeita do PT que às vezes é cotada como uma possível escolhida de Lula para a Presidência”, diz o texto.

“Serra, que já era o favorito para ganhar a indicação de seu partido, agora parece ainda mais forte”, analisa a Economist, afirmando que o tucano “pode agora começar a trabalhar em seu jingle” da campanha para a Presidência.

ERRO

Em outro ponto do artigo, a Economist diz que as eleições indicaram de que a transferência de votos de um político que ocupa um cargo para outro disputando uma eleição não funciona tão bem no Brasil – o que também pode afetar a corrida pela Presidência em 2010.

“A maior questão na política brasileira se tornou se ele (Lula) vai ser capaz de transferir um pouco de sua magia eleitoral para o seu escolhido como sucessor.”

Mas “o PT de Lula teve ganhos modestos nas eleições para prefeito” e, “de 15 prefeitos eleitos em primeiro turno nas capitais estaduais, apenas cinco tiveram o apoio do governador de seu respectivo estado”, ressalta a revista.

A Economist comete um erro ao analisar como as eleições afetaram o posicionamento de Aécio Neves, dizendo que o candidato apoiado pelo governador mineiro ficou em segundo na disputa pela prefeitura de Belo Horizonte.

Na verdade, Aécio apóia Márcio Lacerda (PSB), que terminou o primeiro turno em primeiro lugar, com 43,59% dos votos válidos, e irá disputar o segundo turno com Leonardo Quintão (PMDB).

Mas, reforçando a análise da revista, nem o apoio de Aécio Neves, nem do atual prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), garantiram a vitória de Lacerda no primeiro turno, como previam analistas.

© British Broadcasting Corporation 2006. Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem a autorização por escrito da BBC BRASIL.

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SEGUNDO TURNO EM BH TRADUZ PERDA DA INFLUÊNCIA DE AÉCIO.

O descontentamento do funcionalismo público estadual parece não ser o único foco de descontentamento com a condução política do Governo de Aécio Neves. Apesar de todo ufanismo tucano e do apoio de Fernando Pimentel, o bem aprovado prefeito petista que saiu do seu campo político para cooperar com Aécio, a candidatura do riquíssimo Márcio Lacerda, fez água e vai ter que enfrentar um segundo turno. Derrota moral para Aécio. Derrota moral para Pimentel. Fenômeno que desencadeará reações dentro do PT e do PSDB. Gerará dificuldades para quem se comprometeu com esse projeto político. Ele não teve a grande aceitação popular e eleitoral que seus artífices vendiam para os atores políticos e para a opinião pública.

A notícia é do site G1. Página http://tinyurl.com/3rb22c . A cara de pau é do candidato de Aécio, o milionário Márcio Lacerda ao pedir uma união de esquerda. Que a turma do Aécio e seus empregados queiram enganar o eleitorado é uma coisa feia. Querer enganar uma corrente política, a esquerda, pedindo uma união em torno de um candidato neoliberal é outra coisa feia.

O candidato do PSB à prefeitura de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, acompanhou a votação do prefeito Fernando Pimentel (PT) na manhã deste domingo (5). Na ocasião, Lacerda pediu uma união da esquerda no segundo turno e afirmou que não se surpreendeu coma ascensão de Leonardo Quintão (PMDB), mas criticou a candidatura do adversário.

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A POLÍTICA DE MINAS E O LIXO.

A fidalguia mineira já não é mais a mesma. Agora parece escorregar no lixo. Matéria divulgada em www.novojornal.net sobre o lixo da capital mineira é surpreendente. Literalmente o lixo. Primeiro, a própria matéria do Novojornal o constata, pelo fato do **Estado de Minas** tão preocupado em agradar Aécio, mostrar matéria que não pode ser considerada exatamente uma notícia positiva para os hóspedes do poder. Ela atinge o principal agente de Aécio no PT, o Prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel. Segundo, porque revela algo muito suspeito sobre o lixo da cidade. A matéria, que transcrevemos abaixo, é importante para a reflexão sobre as relações de poder em Minas e em Belo Horizonte.

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