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Trabalhador não quer só aumento de salário, quer ser reconhecido e valorizado | Agência Brasil

Trabalhadores não querem apenas salário.

http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-05-01/trabalhador-nao-quer-so-aumento-de-salario-quer-ser-reconhecido-e-valorizado

Trabalhador não quer só aumento de salário, quer ser reconhecido e valorizado
01/05/2012 – 11h40
Cidadania

Roberta Lopes
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Além de aumento salarial e redução da jornada, os trabalhadores brasileiros querem mais segurança, capacitação profissional, assistência à saúde, valorização e reconhecimento da atividade que exercem. Foi o que constatou a Agência Brasil, que foi às ruas para descobrir se as reivindicações dos trabalhadores coincidem com as demandas apresentadas pelas centrais sindicais neste 1o de Maio.

Na pauta de reivindicação dos sindicalistas estão, entre outros pontos, a redução da taxa de juros, o fim do fator previdenciário, a valorização das aposentadorias, a igualdade entre homens e mulheres, o trabalho decente, o fim do imposto sindical e a regulamentação da terceirização.

Entretanto, as reivindicações que afetam mais diretamente o dia a dia dos trabalhadores foram as mais citadas pelos entrevistados: a redução da jornada sem corte de salários, educação e qualificação profissional e o aumento salarial. Das 13 pessoas ouvidas pela Agência Brasil, seis reclamaram da excessiva jornada de trabalho e nove reivindicaram salários mais altos.

As centrais sindicais pedem ainda a valorização do salário mínimo, que hoje é R$ 622. Segundo pesquisa do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o valor deveria ser aproximadamente R$ 2,4 mil para cobrir todas as necessidades básicas previstas na Constituição Federal.

Grande parte dos entrevistados declarou que gosta da profissão que exerce e não quer mudar de área. Entretanto, pede mais valorização e reconhecimento por aqui que faz.

Leia, abaixo, as reivindicações dos trabalhadores ouvidos pela Agência Brasil:

Wanderson Gomes da Silva, 33 anos, flanelinha.
“Estou nessa profissão há 20 anos e gosto de trabalhar como vigia de carros. Eu faço meu horário e não gosto de trabalhar para outras pessoas. Já trabalhei com carteira assinada, mas prefiro trabalhar por conta própria. Não pretendo ficar rico com minha profissão, mas com ela é que como e bebo. Parei meus estudos na 3ª série e depois disso nunca mais entrei em uma sala de aula. Estudar é muito bom, mas não dá para estudar e trabalhar. Tive que escolher trabalhar, pois preciso encher minha barriga. Minha família é muito humilde. Pago INSS porque não sei o dia de amanhã. A maior dificuldade no meu trabalho é não ter salário fixo, é muito difícil não ter certeza de quanto vou receber no fim do mês. Não tenho grandes sonhos, tenho orgulho de dizer que sou vigia e lavador de carro: faço exercício, ocupo a mente e ainda ganho dinheiro.”

Aparecida Ribeiro de Assis, 70 anos, cabeleireira.
“Muitas coisas precisam ser melhoradas na minha profissão. A quantidade de horas que trabalhamos é excessiva. Não tenho horário fixo de trabalho, dependo da clientela e isso varia muito. Pretendo trabalhar para mim mesma, já abri salão várias vezes, mas nunca deu certo. É muito difícil manter um estabelecimento, além da burocracia que enfrentamos para regularizar o negócio. Espero trabalhar aqui [no salão de beleza] temporariamente, mas da profissão de cabeleira eu não quero sair, faço o que gosto. O maior problema na minha profissão é o baixo salário. Trabalho muito e ganho pouco. A minha profissão prejudica a saúde de alguns profissionais. Problemas como alergias, bursites e tendinites são comuns.”

Paulo César Santana, 45 anos, motoboy.
Minha profissão é bem complicada. O trânsito é o pior ponto para quem pilota uma moto. Sem contar que não somos valorizados, o salário é ridículo. Sustentar uma família com R$ 800 ao mês não é fácil. Para melhorar, tudo tem que mudar: questão de respeito, o tempo trabalhado. Trabalho dez horas por dia e, infelizmente, não tenho outra opção. O trabalho é muito arriscado e o perigo é constante. Não temos nenhum tipo de seguro de vida, nem plano de saúde, isso dá insegurança. Como não estudei, tenho que ‘ralar’ em cima da moto mesmo. Nunca consegui prestar atenção nas aulas, me arrependo muito por não ter estudado, talvez tudo fosse diferente, né? Tenho vontade de subir de cargo na empresa que trabalho, mas, para isso, tenho que me especializar em alguma área da mecânica.

Rodrigo Funke, 33 anos, manobrista

“Sou manobrista há quatro meses. Trabalho nove horas por dia com uma hora de almoço. Antes de conseguir esse trabalho, fazia serviços esporádicos. Se não fosse manobrista, gostaria de ser motorista ou vigilante. Gostaria que melhorasse o salário porque ele não é suficiente para sustentar a família. Nessa profissão, somos discriminados, as pessoas não respeitam muito. Para completar minha renda, faço outros trabalhos, como pintura, reparos de casa e serviços de bombeiro hidráulico. Tenho ensino médio completo. Se pudesse, faria um curso superior de engenharia mecânica. Tenho vários cursos na área de escolta armada, de vigilância e carteira de motorista de caminhão. De vez em quando eu consigo trabalho nessas áreas, mas é difícil, precisa de indicação. O problema do mercado de trabalho não é a concorrência, mas a dificuldade para ser selecionado. Se você não conhecer alguém que te indique, não vai pra frente, fica estagnado. Não importa se você tem vários cursos, boa qualificação, é preciso ter contatos para conseguir lugar no mercado de trabalho.

Edvan Ferreira da Silva, 29 anos, porteiro.

Trabalho como porteiro há seis anos. Antes disso, trabalhava em fazenda. Estudei até o ensino médio, porque não tinha condições financeiras para pagar uma faculdade. Já fiz cursos profissionalizantes, de vigilante, de atendimento ao cliente, de informática. Se eu pudesse fazer faculdade, faria medicina veterinária. Trabalho de segunda a sábado, 12 horas por dia, o que é proibido pelo sindicato. O normal é oito horas. Minha jornada inclui uma hora de almoço e três horas extras. O salário devia ser melhor. Nossa categoria ganha muito pouco. O trabalho é tranquilo.

André Luiz Ferreira Passos, 36 anos, auxiliar de serviços gerais.

Trabalho como auxiliar de serviços gerais há um ano e seis meses. Antes disso, trabalhava em um supermercado. Não estou satisfeito com o trabalho, ganho pouco e é ruim enfrentar o sol quente para varrer a grama. Tenho curso de vigilante e operador de microcomputador, mas ainda não consegui oportunidade para trabalhar com essas funções. Acho que deveria ter mais auxiliares. Aqui, somos apenas três e às vezes o serviço é pesado. Trabalho oito horas por dia, as horas poderiam ser reduzidas. Acho que a empresa poderia fornecer material para trabalhar, como botas e chapéu.

José Romão Palmeira, 36 anos, padeiro.

Trabalho como padeiro há 16 anos. Gosto da profissão. Trabalho das 8h às 16h20. Acho que muita coisa devia ser melhorada, o salário, o transporte. Eu moro no Itapoã [a cerca de 30 quilômetros do centro de Brasília], o ônibus vem cheio, demora. Antes de ser padeiro, eu era ajudante de pedreiro, no Tocantins. Juntando o meu salário e o da minha esposa, a gente passa ‘arrocho’. Ela é cozinheira, trabalha no Lago Norte. Estudei só até a 7ªsérie, estava com planos de voltar a estudar este ano. Mas minha esposa está estudando, então devo retomar esse sonho mais para frente. Com certeza o estudo vai dar uma condição melhor, porque, sem isso eu vou continuar sendo padeiro o resto da vida.

Claudiane de Freitas, 22 anos, cobradora de ônibus.

Sou cobradora há um ano e dois meses. Meu trabalho só não é melhor por causa das condições. Trabalho na linha que vai para Águas Lindas [cidade do Entorno do Distrito Federal] e a viagem é cansativa, por causa da pista cheia de buracos. Muitas vezes trabalho 12 horas por dia, o salário é pouco. Eu não quero passar o resto de minha vida como cobradora, sou jovem quero uma coisa melhor. Trabalho com carteira assinada, só que não tenho benefícios como plano de saúde. Na minha opinião, deveria ter, porque a gente fica muito tempo sentado e acaba com problemas na coluna. Tem muita gente ‘encostada’ por causa disso. O prejuízo, infelizmente, a gente carrega nas costas.

Diogo Mendes, 49 anos, médico.

Trabalho no Hospital de Base de Brasília, em um hospital privado e no meu consultório. Tenho 23 anos de formado. A medicina dá muito trabalho, porque, apesar de você cuidar da saúde [da população], não tem tempo de cuidar da própria saúde e também não tem tempo de cuidar da família. É um trabalho que demanda tempo, dedicação, atualização e investimento do indivíduo e das instituições. É muito bom e gratificante ser médico. Contudo é preciso conscientizar a população de que os médicos não têm condições dignas de trabalho. O médico trabalha com jornadas de 20, 40 ou 60 horas semanais, mas, na prática, trabalha de 80 a 100 horas por semana. Não estamos satisfeitos com o salário. Historicamente, nosso salário está diminuindo.

BRASIL : CRISE NO SUS – Governo da Paraíba quer contratar médicos baratos para trabalhar sem registro no Estado

Assistencialismo inconseqüente leva governo da Paraíba a querer desregulamentar a Medicina e a Constituição, contratando e nomeando trabalhadores para serviço público sem o devido concurso.

Em nome da necessidade de atender a todo custo, causam iatrogenia e aniquilam as normas que tornam éticos os exercícios profissionais. Essa política é como servir comida envenenada a um faminto, alegando a necessidade de aliviar a fome.

CRM quer impedir contratação de médicos do RJ; Governo aciona Justiça

04/06/2011 | 19h38min

O Governo do Estado acredita que o Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) tem dificultado o acerto com os médicos do Hospital do Trauma. No entender do Palácio da Redenção, além de dificultar o retorno imediato dos médicos prestadores de serviço, o CRM agora está querendo impedir que o Governo contrate 10 médicos do Rio de Janeiro para que trabalhem em caráter emergencial na Paraíba.

A ação do órgão seria em nome da defesa do médico paraibano. Contudo, respaldado por decreto de estado de emergência, o governo entrou com ação na Justiça para assegurar o exercício dos médicos do Rio de Janeiro na Paraíba. A ação foi protocolada na 2ª Vara, em João Pessoa.

O secretário de Saúde do Estado, Waldson Souza, já admitiu também pedir a intervenção na entidade. O pedido será feito ao vice-presidente da Confederação Federal de Medicina, que estará em João Pessoa nesta segunda-feira (06). “O CRM tinha que estar ao lado da sociedade e de olho em eventual abuso dos médicos. Não o contrário”, declarou.

Quanto custam os plantões – No Rio de Janeiro, um médico recebe em torno de R$ 700 por um plantão de doze horas. Os médicos consideram que um plantão num sábado à noite no Rio de Janeiro é bem mais movimentado que na Paraíba.

Abaixo, veja quanto recebe cada médico por plantão em:

Amazonas – R$ 700

Alagoas – R$ 600

Ceará – entre R$ 900 e R$ 1.100

São Paulo – R$ 660

Rio Grande do Norte – R$ 918

Rio de Janeiro – R$ 700

Goiás – R$ 900

As informações estão no Blog do Luis Torres.

Blog de Luis Torres

http://www.paraiba.com.br/2011/06/04/22638-crm-tenta-impedir-contratacao-de-medicos-do-rj-e-governo-aciona-justica-governo-tambem-quer-intervencao-no-orgao

CRISE NA SAÚDE – PARAÍBA – FALTAM MÉDICOS PARA UTI DE HOSPITAIS QUE ATENDEM O SUS.

CARÊNCIA DE PROFISSIONAIS DISPOSTOS EM TRABALHAR EM UTI EM HOSPITAIS QUE CONVENIADOS COM O SUS COLOCA EM RISCO ATENDIMENTO MÉDICO INTENSIVO.

Falta de especialistas interessados em trabalhar nas UTIs de hospitais que atendem o SUS leva a uma crise nos serviços de medicina intensiva na Paraíba. Há relato de situações semelhantes em outros lugares. A notícia saiu no

http://www.portalcorreio.com.br/noticias/matLer.asp?newsId=46536

Quinta, 21 de Agosto de 2008 – 08h38

Faltam médicos para UTIs no Estado

O crescimento do número de pacientes internados em UTIs (Unidade de Terapia Intensiva) e a ampliação dos leitos ofertados pela rede pública na Paraíba está criando uma nova realidade nos hospitais ligados ao Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado: a falta de profissionais especializados para a atividade e a sobrecarga dos já existentes.

Segundo o presidente da Sociedade Paraibana de Medicina Intensiva (SPMI), Ciro Mendes, além das dificuldades enfrentadas pelos paraibanos em conseguir uma vaga para internação nos hospitais públicos, os pacientes têm se deparado com profissionais exaustos, que podem comprometer seus tratamentos. São apenas 62 especialistas na Paraíba, enquanto que há necessidade do dobro de profissionais na área.

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SALÁRIOS VIS LEVAM MÉDICOS A NÃO ASSUMIREM CARGO PÚBLICO E A ABANDONAREM EMPREGOS.

CRISE NA SAÚDE – PARAÍBA.

Não há dúvida que a falta de motivação para os profissionais da área médica, resultante de salários péssimos, tem um papel importante no caso relatado nessa matéria: médicos concursados para unidades no interior da Paraíba não se apresentam para trabalhar ou abandonam seus empregos públicos.

Há necessidade de haver uma sensibilização do Governo Federal, representados nesse caso pelo Presidente Lula, pelo Ministro da Saúde e pela área econômica, dos Governos estaduais e municipais e de toda sociedade civil pela valorização do conhecimento. Precisamos parar de achar que o conhecimento médico, algo de inestimável valor, possa ser comprado pelo serviço público a preços vis. Não tem futuro uma sociedade que não valoriza o conhecimento. No Brasil há muitos que valorizam. Esses devem fazer a diferença.

::: Paraiba.com.br :::

Deputados pressionam, mas Saúde descarta transferir médicos
20/08/2008 às 13:21 Aumentar tamanho da fonte Reduzir tamanho da fonte

João Costa

O secretário de Saúde do Estado, Geraldo Almeida, disse nesta quarta-feira, 20, que é “questão fechada” no Governo não transferir nenhum médico recém aprovado em concurso, embora haja uma demanda muito grande de pedidos por parte de profissionais locados em hospitais no interior, além da pressão de parlamentares.

“Existe uma demanda de profissionais que fizeram concurso para hospitais no interior que querem ser transferidos, mas é um ponto não negociável no governo. Quem foi aprovado para aturar no interior é lá que o profissional vai ficar”, afirmou Geraldo Almeida.

Segundo Almeida, os médicos que não cumprirem com a carga horária nos hospitais, serão demitidos de forma automática. “Ao todo, mais de trezentos médicos aprovados recentemente em concurso público não assumiram os cargos ou simplesmente abandonaram os cargos”.

Segundo fontes da Saúde, profissionais da área médica aprovados para hospitais do interior estariam recorrendo a parlamentares da base do governo buscando facilidades na transferência para hospitais em cidades do litoral ou mais próximas de João Pessoa.

Almeida não confirmou a existência de pressão dos deputados para facilitar algumas transferências, acentuando que a decisão de não transferir nenhum profissional recentemente aprovado em concurso é “questão fechada”.

CRISE NA SAÚDE: Médicos de João Pessoa avaliam movimento reivindicatório.


CRISE NA SAÚDE: MÉDICOS EM GREVE EM JOÃO PESSOA.
Em todo o Brasil, o movimento sindical médico mobiliza-se em defesa do SUS e de uma política de recursos humanos decente para os médicos do serviço público.Na Paraíba há uma greve dos médicos em João Pessoa. Ela poderá ser encerrada na próxima quarta-feira (23/07/2008).

A notícia foi difundida no site Paraíba.com.br http://www.paraiba.com.br/noticia.shtml?74149
Greve dos médicos de João Pessoa pode terminar nesta 4ª21/07/2008 às 15:18

Os médicos do PSF receberam reajuste de dez por cento, décimo-terceiro salário (que havia sido sonegado covardemente, em flagrante desrespeito aos direitos trabalhistas dos doutores) e o adicional de um terço sobre as férias (que havia sido igualmente tungado pela administração pública municipal).

O movimento médico foi um importante manifesto público deflagrado no dia 28 de maio passado. O Sindicato dos Médicos da Paraíba divulgou nota pública que avalia que a classe médica de João Pessoa deu uma importante demonstração de unidade e de capacidade para lutar por seus direitos. “Uma demonstração de força e organização”, nas palavras do manifesto. Apesar de todas as dificuldades interpostas pelos gestores que queriam amesquinhar o movimento em geral e a classe médica, em particular, com declarações fúteis e falaciosas.

"Tivemos um movimento que conseguiu unificar, no primeiro momento, toda a rede municipal. Conseguimos rebater todo o discurso do gestor que tentou, desde o início, marcar nosso movimento como um ato político e irresponsável. Nosso movimento sempre foi em defesa de um melhor atendimento para a população. Conseguimos acabar com a proposta de pagamento através de produção e demonstramos que os médicos não aceitam um PCCR sem discussão com a categoria", afirmou Tarcisio Campos, presidente do SIMED/PB.

Embora ainda tente dividir o movimento, tentando fazer negociação “por especialidade”, o gestor municipal enfrenta uma categoria fortalecida. O assunto será discutido em assembléia, pelos médicos das policlínicas e hospitais. "Embora não concordemos com esse posicionamento, como todas as ações são também discutidas pelo SIMED/PB, achamos legítimo o encaminhamento e, na assembléia, estaremos avaliando em conjunto e decidindo", esclareceu o dirigente do SIMED-PB.

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