Arquivos da Categoria: professores

Os responsáveis pelas deficiências na formação médica deveriam ser responsabilizados

MIGUEL SROUGI Médicos inaptos: algozes ou vítimas? Mais importante do que abrir faculdades é aumentar as vagas para residência. Novos médicos são vítimas de um enredo perverso Os últimos dias não foram de felicidade para os brasileiros. Entre outros motivos, descobriram que 54,5% dos médicos recém-formados da nação são inaptos para a profissão. Não fiquei surpreso com o número e com a indignação. Afinal, lideranças e educadores médicos já conheciam a indecência e, impotentes, nunca conseguiram eliminá-la. Sem tergiversar, julgo que profissionais inaptos devem ser impedidos de exercer a profissão e que uma legislação impondo um exame de capacitação dos novos médicos já deveria ter sido promulgada. Contudo, não posso deixar de expressar certa angústia quando dirijo um olhar a esse grupo. Confesso que nunca me deparei com um médico recém-formado que não acalentasse o sonho de se tornar um profissional respeitado. Se isso não se concretiza, suspeito que outras razões produzem o descompasso. Entre elas, a mistura de uma sociedade complacente e governantes incompetentes. Como ignorar a influência negativa da sociedade, que se rejubila com a abertura de novas escolas médicas, iludida pela ideia de que estão sendo criadas maiores oportunidades para seus jovens? Cedendo a esses apelos e à pressão de empresários oportunistas, o governo federal autorizou, entre 2000 e 2012, a abertura de 98 novas faculdades, perfazendo um total de 198 escolas no país; nos Estados Unidos, habitado por 314,3 milhões de pessoas, existem 137 instituições similares. Numa nação de dimensões continentais e insuportável desigualdade, seria racional que as novas escolas médicas fossem acomodadas em regiões remotas do Brasil. Contudo, 70% delas foram instaladas na região sudeste, rica e congestionada, e 74% são de natureza privada, cobrando taxas exorbitantes de alunos. Contrariando as leis vigentes, a maioria desses centros não dispõe de instalações hospitalares adaptadas para o ensino e carecem de corpo docente qualificado. Isso indica que o processo foi norteado por interesses políticos menores e pelo anseio do lucro desmedido e predador. Agravando esse cenário, autoridades federais têm dado demonstrações adicionais de inconsequência e de tolerância suspeita. Uma comissão especial do MEC presidida pelo professor Adib Jatene descredenciou, há um ano, algumas escolas médicas, pela baixa qualidade de ensino. De forma misteriosa e inexplicável, a Comissão Nacional de Educação cancelou, em fevereiro passado, a ação corretiva adotada. Resolução nefasta para a sociedade brasileira e auspiciosa para os mesmos predadores da nação. Nossa presidente anunciou sua disposição de abrir mais 4.500 vagas para alunos de medicina (algo como 55 novas escolas). Num momento em que as universidade federais se encontram em estado de penúria, essa meta torna-se um devaneio descompassado com a realidade da nação. Mais importante do que criar novas faculdades seria aumentar as vagas para residência médica. Cerca de 6.000 novos médicos formados a cada ano não dispõem de locais para realizar a residência, a etapa mais relevante para a formação de profissionais qualificados. Outra proposta governamental, tão cândida quando descabida, é autorizar o trabalho em nosso país de médicos patrícios formados no exterior, sem exames de proficiência. Se 54,5% de médicos recém-formados inaptos causam indignação, como reagir ao fato de que em 2011, num exame oficial de revalidação de diplomas de 677 médicos graduados no exterior, 90,5% deles foram considerados inaptos? Termino referindo-me a uma realidade que Riobaldo, o jagunço-filósofo de Guimarães Rosa, soube muito bem descortinar. “Um sentir é o do sentente, mas o outro é do sentidor.” Reconheço que as inquietações expressas sobre as aptidões dos recém-formados são justificadas por quem sente de fora. Mas como um dos que sentem de dentro, não posso deixar de dizer que, ao invés de algozes, a imensa maioria dos novos médicos da nação são vítimas de um enredo perverso que mistura uma sociedade permissiva, escolas médicas deficientes e governantes incapazes. Que transformam esperanças incontidas em sonhos frustrados. MIGUEL SROUGI, 66, pós-graduado em urologia pela Universidade de Harvard (EUA), é professor titular de urologia da Faculdade de Medicina da USP e presidente do conselho do Instituto Criança é Vida Publicado na Folha de São Paulo em http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/87209-medicos-inaptos-algozes-ou-vitimas.shtml

Três em cada quatro brasileiros nunca pisou em uma biblioteca

Monteiro Lobato: ” Um país é feito por homens e livros “. Leia em http://www.gestaosindical.com.br/nacional/materia.asp?idmateria=3967 75% dos brasileiros nunca pisaram em uma biblioteca.

O desempregado gaúcho Rodrigo Soares tem 31 anos e nunca foi a uma biblioteca. Na tarde desta terça-feira, ele lia uma revista na porta da Biblioteca São Paulo, zona norte da cidade. “A correria acaba nos forçando a esquecer dessas coisas.” E Soares não está sozinho. Cerca de 75% da população brasileira jamais pisou numa biblioteca – apesar de quase o mesmo porcentual (71%) afirmar saber da existência de uma biblioteca pública em sua cidade e ter fácil acesso a ela. Vão à biblioteca frequentemente apenas 8% dos brasileiros, enquanto 17% o fazem de vez em quando. Além disso, o uso frequente desse espaço caiu de 11% para 7% entre 2007 e 2011. A maioria (55%) dos frequentadores é do sexo masculino. Os dados fazem parte da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro (IPL), o mais completo estudo sobre comportamento leitor. O Estado teve acesso com exclusividade a parte do levantamento, cuja íntegra será divulgada nesta quarta-feira em Brasília. Para a presidente do IPL, Karine Pansa, os dados colhidos pelo Ibope Inteligência mostram que o desafio, em geral, não é mais possibilitar o acesso ao equipamento, mas fazer com que as pessoas o utilizem. “O maior desafio é transformar as bibliotecas em locais agradáveis, onde as pessoas gostam de estar, com prazer. Não só para estudar.”A preocupação de Karine faz todo sentido quando se joga uma luz sobre os dados. Ao serem questionados sobre o que a biblioteca representa, 71% dos participantes responderam que o local é “para estudar”. Em segundo lugar aparece “um lugar para pesquisa”, seguido de “lugar para estudantes”. Só 16% disseram que a biblioteca existe “para emprestar livros de literatura”. “Um lugar para lazer” aparece com 12% de respostas. Perfil. A maioria das pessoas que frequentam uma biblioteca está na vida escolar – 64% dos entrevistados usam bibliotecas de escolas ou faculdades. Dados sobre a faixa etária (mais informações nesta página) mostram que, em geral, as pessoas as utilizam nessa fase e vão abandonando esse costume ao longo da vida. A gestora ambiental Andrea Marin, de 39 anos, gosta de livros e lê com frequência. Mas não vai a uma biblioteca desde que saiu dos bancos escolares. “A imagem que tenho é de que se trata de um lugar de pesquisa. E para pesquisar eu sempre recorro à internet”, disse Andrea. Enquanto folheava uma obra na Livraria Cultura do Shopping Bourbon, na Pompeia, zona oeste, diz que prefere as livrarias. Interessada em moda, ela procurava livros que pudessem ajudá-la com o assunto. “Nem pensei em procurar uma biblioteca. Nas livrarias há muita coisa, café, facilidades. E a biblioteca, onde ela está?”, questiona. Dez minutos depois, passa no caixa e paga R$ 150 por dois livros. O estudante universitário Eduardo Vieira, de 23 anos, também não se lembra da última vez que foi a uma biblioteca. “Moro em Diadema e lá tem muita biblioteca. A livraria acaba mais atualizada”, diz ele, que revela ler só obras cristãs. “Acho que nem tem esse tipo de livro nas bibliotecas.”Fonte: Blog do GalenoAutor: Edison Veiga e Paulo Saldana – O Estado de S. PauloData: 1/4/201

Juiz de Fora: irresponsabilidade amplia sucateamento da saúde pública.

Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora. ================================== _________ FAX SINDICAL 204__________ ================================== N° 204 – Ano IV – 10 DE DEZEMBRO DE 2009 ======================================================================== https://faxsindical.wordpress.com FORUM SINDICAL MOBILIZA-SE CONTRA ARROCHO FISCAL E SALARIAL DE CUSTÓDIO DE MATOS. PREFEITURA APROFUNDA CRISE DO SUS EM JUIZ DE FORA. ————————————————————– JUIZ DE FORA: SUS EM CRISE – NEUROCIRURGIÕES DA SANTA CASA NÃO QUEREM MAIS ESCALA DE SOBREAVISO. HPS – serviço de Neurocirurgia foi desmantelado e Traumatologistas estão pedindo demissão. ————————————————————– Mais uma crise anunciada: os neurocirurgiões da Santa Casa de Misericórdia manifestaram seu desinteresse pela escala de sobreaviso do SUS. A maioria deles já teria solicitado o seu desligamento ao Diretor Clinico daquela respeitável e antiga instituição. É o desfecho de um grave problema criado no início da administração do Prefeito Custódio de Matos. Naquela ocasião o HPS tinha uma escala de neurocirurgiões de sobreaviso. Coisa importante para um hospital que se propõe a atender trauma. Após negociações bilaterais entre o grupo de neurocirurgiões que assistia ao HPS e a Prefeitura, esse serviço resultou completamente desmantelado. A desmobilização do serviço de Neurocirurgia do HPS, hoje reduzido a dois profissionais, obra da administração de Custódio de Matos, foi o ponto de partida para a crise que agora explode na Santa Casa e ameaça comprometer a área de atendimento a trauma no SUS de Juiz de Fora. Problema antigo, criado e não resolvido durante a atual gestão. Na verdade, nem o Prefeito Custódio de Matos e nem o Secretário de Administração e Recursos Humanos, Vitor Valverde, jamais deram qualquer declaração pública admitindo que a Prefeitura de Juiz de Fora remunera vergonhosamente os seus médicos. Ignoram que isso tem causado demissões e desinteresse entre os profissionais e, com essa atitude negativista e acrítica, vão contribuindo poderosamente para engordar o problema da assistência pública à Saúde do povo de Juiz de Fora. Eles têm que entender que não adianta aos secretários do Sr. Custódio de Matos culpar o Promotor, usá-lo como bode expiatório ou como ponta de lança contra a classe médica. Não é ele que paga muito mal os médicos da Prefeitura e nem ele que gerencia as precárias condições de atendimento médico à população local. O Sindicato dos Médicos sempre têm pedido uma conduta mais responsável dos nossos gestores públicos. E o problema parece que não vai parar por aí. Ao tentar enfraquecer as reivindicações médicas fragmentando a categoria profissional, fingindo esquecer a representação classista e atentando contra a organização do trabalho a equipe do Prefeito Custódio de Matos está apenas fragmentando e multiplicando o problema. Agora se anuncia uma iminente demissão de parte do quadro de Traumatologistas do HPS. Se concretizada é mais uma crise. Não a única, não a primeira. Apenas mais uma. Esclarecendo: atentar contra a organização do trabalho é o lado patronal ignorar a existência de uma representação classista, quando essa existe e tem a incumbência legal de representar a categoria. A representação classista é o Sindicato. No caso dos médicos, o Sindicato dos Médicos. E essa acusação podemos fazer a essa administração: agem como se ignorassem que os médicos tenham uma organização, realizando negociações paralelas e difusas que, geralmente resultam em grandes descontentamentos, ineficiência e trapalhadas. ————————————————————- Comenta-se: com esse salário chinfrim e sem uma carreira atrativa, capaz de atrair e fixar médicos, como é que a Prefeitura pode pretender inaugurar UPAS? Resposta: oferecendo à população da cidade médicos baratinhos, de mil e duzentos e pouco por mês, mais alguma gurjetinha e mantendo sempre as escalas de plantão incompletas. É hora da administração do Sr. Custódio de Matos tomar a sério a questão da saúde do povo de Juiz de Fora, começar a trabalhar e deixar de fabricar bodes expiatórios para problemas que se mostra incompetente para resolver. —————————————————————- FORUM SINDICAL PERMANENTE MANTÉM MOBILIZAÇÃO E LUTA. —————————————————————- O Fórum Sindical Permanente do Serviço Público Municipal de Juiz de Fora realizou mais uma reunião para avaliar e planejar ações de denúncia e protesto contra a política de arrocho salarial e fiscal da administração do Prefeito tucano de Juiz de Fora, Custódio de Matos. O Prefeito quer arrancar o couro da população de Juiz de Fora com um aumento escorchante do IPTU e achatamento de descontos e isenções para assalariados. Além do reajuste zero a atual administração pretende aniquilar os cargos e carreiras da Prefeitura por meio de uma gratificação de produtividade que é uma réplica da gorjeta que o governo de Aécio paga aos servidores estaduais mal remunerados. —————————————————————- Minas Gerais: Você já ouviu falar da gangue da Zona da Mata? Se não faça uma visita a http://www.novojornal.com/politica/noticia/gangue-dos-castros-domina-zona-da-mata-mineira-24-11-2009.html —————————————————————- Censura: até autoridades da Igreja entraram no esquema de censura e cumplicidade da imprensa mineira com os desmandos do governo de Aécio. Se você duvidar, pode consultar a matéria que está em http://www.novojornal.com/politica/noticia/censura-no-pulpito-cnbb-veta-criticas-a-aecio-27-11-2009.html —————————————————————-

FAX SINDICAL 198

<!–[if !mso]>

st1\:*{behavior:url(#ieooui) } <![endif]–>

Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora.

==================================

_________ FAX SINDICAL 198__________

==================================

N° 198 – Ano IV – 02 DE DEZEMBRO DE 2009

MÉDICOS DA AMAC APROVAM AÇÃO CONTRA A PREFEITURA DE JUIZ DE FORA PARA COBRAR CORTES NOS SALÁRIOS.

 

Reunidos em Assembléia Geral Extraordinária na noite do dia 01 de dezembro, os médicos de Saúde da Família e Comunidade vinculados à AMAC aprovaram, por unanimidade ação contra a AMAC para cobrar os dias que foram cortados pela Prefeitura em represália ao movimento dos médicos por melhores condições de atendimento à população e por salários decentes e trabalho decente.

 

Na mesma Assembléia foram passados informes sobre o Fórum Sindical Permanente dos Servidores Públicos Municipais e foi aprovado acordo com a AMAC sobre não descontar em férias os dias de greve da categoria. Os colegas que sofreram descontos terão o dinheiro restituído.

 

INFORMES SINDICAIS.

 

NOTA IMPORTANTE 1 – VITÓRIA NO SENADO – A Comissão de Assuntos Sociais do Senado aprovou o novo mínimo profissional dos médicos. Por ora, a Lei vai abranger apenas o setor privado. Para mais esclarecimentos, visite https://faxsindical.wordpress.com/2009/11/30/senado-comissao-de-assuntos-sociais-aprova-novo-minimo-profissional-dos-medicos/

————————————————————————————————————————

NOTA IMPORTANTE 2 – LUTA NA PREFEITURA DE JUIZ DE FORA – Uma Comissão formada por representantes do Sindicato dos Médicos, do Sindicato dos Professores e do SINSERPU visitou o Presidente da Câmara Municipal, Vereador Bruno Siqueira (PMDB). O documento manifesta, de forma clara, a posição comum dos sindicatos contra o gasto de duzentos mil reais para estudos sobre prêmio de produtividade e contra a instituição do prêmio de produtividade. Pede que a administração do Sr. Custódio de Matos negocie democraticamente com os Sindicatos a questão de cargos, carreiras e remuneração. A comissão conversou com vários vereadores, expondo a posição favorável aos trabalhadores. A questão do IPTU dos servidores públicos municipais também foi abordada.

 

Ontem, em entrevista divulgada na televisão, a Sra. Maria Helena Leal Castro, secretária da fazenda do Sr. Custódio de Matos, mostrou a intransigência  da administração municipal também nessa questão. A administração Custódio de Matos argumenta contra os servidores usando como argumento as exceções. A medida pretendida pelo Prefeito, se aplicada, causará prejuízos, perda de renda e queda de padrão de vida a mais de três mil famílias.

————————————————————————————————————————

APELO ÀS ENTIDADES MÉDICAS.

UNIDADE EM DEFESA DO EXERCÍCIO ÉTICO E DA DIGNIDADE DA MEDICINA.

 

Trabalham, atualmente, para a Prefeitura de Juiz de Fora, mais de 600 médicos. Esse contingente não é desprezível. Mas a Prefeitura de Juiz de Fora paga muito mal aos seus médicos. O vencimento básico inicial da categoria é inferior a três salários mínimos. Médicos sofrem discriminação salarial. Ganham 25% a menos do que o nível superior porque a Prefeitura não reconhece a carga horária especial da classe médica e penaliza os médicos por essa conquista. As condições de trabalho são inadequadas. No HPS faltam recursos humanos. Em toda a rede pública de saúde faltam insumos e medicamentos. As instalações onde os médicos trabalham são equipamentos precários e sucateados. Esse ano a Prefeitura concedeu aos médicos reajuste zero. Quando os médicos fizeram um movimento legítimo defendendo remuneração decente e condições adequadas de atendimento, foram severamente reprimidos pela administração do Sr. Custódio de Matos, que cortou os salários dos médicos.

 

Ao lado disso, pesa a ameaça de novas medidas repressivas, como vigilância eletrônica e outras providências policialescas de controle sobre os servidores públicos municipais da saúde.

 

Essa realidade adversa bate à porta das entidades médicas, Sindicato, Sociedade de Medicina e Cirurgia de Juiz de Fora e Conselho Regional de Medicina. Torna-se necessária a união de propósitos e recursos, tendo como objetivo a dignidade e o exercício ético da profissão médica em Juiz de Fora. Os médicos devem solicitar aos dirigentes de nossas entidades médicas para que se reúnam em torno de proposições comuns necessárias e reclamadas pela classe médica.

 

 

 

———————————————————————————————————————–

NOTA PUBLICADA NA IMPRENSA DE JUIZ DE FORA PELO FORUM SINDICAL PERMANENTE SOBRE AS PROPOSTAS DA ADMINISTRAÇÃO DO SR. CUSTÓDIO DE MATOS PARA CRIAR PRÊMIOS DE PRODUTIVIDADE, ATACANDO AS CARREIRAS DO FUNCIONALISMO E ACABANDO COM A ISENÇÃO DO IPTU PARA SERVIDORES MUNICIPAIS.

FORUM SINDICAL PERMANENTE EM DEFESA DO SERVIÇO PÚBLICO MUNICIPAL

 

NOTA PÚBLICA.

 

Contra o arrocho salarial e fiscal da atual administração municipal e suas conseqüências negativas para a população.

 

Os sindicatos, na qualidade de representantes dos trabalhadores de todos os ramos de atividades que produzem bens e serviços para todos os brasileiros, tanto no setor público quanto setor privado, devem estar alertas para decisões políticas prejudiciais. Estas não afetam apenas os empregados nos vários ramos de atividade, mas toda a população.

 

Diante disso, reunidos em Fórum Sindical Permanente, os Sindicatos dos Professores, o SINSERPU e o Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e da Zona da Mata resolveram interpor, por meio dessa comunicação pública, a sua posição contrária à política de arrocho desenhada pela atual administração municipal. O arrocho revela-se sob duas formas: reajuste zero para os servidores públicos municipais, aumento de impostos e ampliação ilimitada da base de arrecadação. Quem hoje não paga imposto passará a pagar. Quem já paga, mais ainda pagará. Essa transferência de recursos para os cofres públicos dar-se-ia de maneira intempestiva e brutal, penalizando não só os trabalhadores, que sofrem já uma redução de fato de seus salários, mas outros setores, como o comércio e os serviços, atingidos que serão pelo aumento dos impostos e pela perda do poder aquisitivo do funcionalismo municipal.

 

Não pode a nossa Câmara Municipal ser avalista servil dessa política injusta e permitir que se associem os nomes dos nossos distintos edis a essa penalização que pesará sobre toda Juiz de Fora. O debate democrático e sincero e as negociações democráticas devem se destacar nesse momento. São o remédio justo contra a opressão que se desenha nos projetos oficiais.

 

Os Sindicatos apelam a toda a comunidade que se manifeste e aos Srs. Vereadores que tenham independência diante de tais proposições, que, sem dúvida, terão como resultado intranqüilidade social para nossa cidade.

 

(A.) O Fórum Sindical Permanente dos Servidores Públicos Municipais – SINSERPU – SINPRO-JF Sindicato dos Professores de Juiz de Fora – SINDMED- JF – Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e da Zona da Mata de Minas Gerais. Sindicato de Engenheiros – Regional Zona da Mata. CUT. CGTB.

 

Fax Sindical. Site: https://faxsindical.wordpress.com

                    Twitter: http://www.twitter.com/faxsindical

 

Minas Gerais: Assembléia discute regulamentação da contratação temporária.

A falta de uma política consistente, séria e responsável de recursos humanos, notada em relação a uma série de carreiras (vejam na área de saúde) tem forçado a improvisações. Uma dessas é a contratação precária de trabalhadores para exercerem atividades próprias do serviço público e que são obrigação do Estado. No caso da Saúde, inclusive dever do Estado.

Aí surge a situação da contratação precária, o emprego por tempo determinado, para atender necessidade temporária, de excepcional interesse público. Excepcional interesse nunca previsto e nunca considerado. A iniciativa mostra, ao menos, a preocupação do legislador em disciplinar esse tipo de contratação, impedindo seu desvirtuamento e emprego excessivo. Ao Poder Legislativo, ao Ministério Público, aos sindicatos, à imprensa e à sociedade civil organizada caberá a fiscalização da lei, contra as distorções que atualmente são enxergadas nessas contratações temporárias. Elas não podem servir para substituir servidores efetivos em trabalhos previsíveis.

Abaixo transcrevemos o informe da assessoria de imprensa da Assembléia Legislativa sobre o assunto:

CCJ analisa projeto sobre contratação temporária pelo Executivo

O Projeto de Lei (PL) 2.578/08, do governador, que regulamenta a contratação de servidores por tempo determinado para atender à necessidade temporária de excepcional interesse público, foi uma das proposições analisadas pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembléia Legislativa de Minas Gerais nesta terça-feira (9/12/08). Cópias do parecer opinando pela constitucionalidade do projeto na forma do substitutivo nº 1 haviam sido distribuídas em reunião anterior. Na manhã desta terça (9), também foram distribuídas cópias dos pareceres sobre os projetos do governador que reajustam os vencimentos de várias carreiras do Estado, que podem ser votados na próxima reunião da comissão, marcada para esta terça-feira (9), às 19h30.

O relator do PL 2.578, deputado Dalmo Ribeiro Silva (PSDB), acatou as emendas enviadas pelo Executivo e fez outras pequenas alterações no texto, consolidadas no substitutivo que apresentou. Da forma proposta pelo governador, as regras para contratação valeriam para todos os órgãos da administração direta, autárquica e fundacional do Estado, englobando todos os Poderes públicos estaduais. No texto do substitutivo, o relator propõe que o alcance do projeto seja limitado ao Executivo, respeitando, dessa forma, a autonomia atribuída a cada um dos três Poderes.

Condições – Para efeito da contratação, entende-se como de excepcional interesse público a situação transitória que demande urgência na realização ou manutenção de serviço público essencial, ou ainda aquela em que a transitoriedade e excepcionalidade do evento não justifiquem a criação de quadro efetivo. Consideram-se serviços públicos essenciais aqueles desenvolvidos nas áreas de saúde, educação, segurança pública, defesa social, vigilância e meio ambiente.

O texto prevê situações específicas, como assistência a situações de calamidade pública e de emergência; necessidade de combate a surtos endêmicos; realização de recenseamentos; e atividades de vigilância no âmbito da Secretaria de Estado da Agricultura, em situações de iminente risco à saúde animal, vegetal ou humana, entre outros. O recrutamento do pessoal deverá ser feito mediante processo seletivo simplificado, nos termos definidos em regulamento, e sujeito a prévia divulgação, inclusive por meio do diário oficial Minas Gerais. O texto do projeto também estabelece os prazos máximos de duração dos contratos, que vão variar de seis meses a três anos, de acordo com a atividade. Fonte:
http://www.almg.gov.br/Not/BancoDeNoticias/Not_719777.asp

Technorati Tags: , , , , , , , , , , ,

Piso salarial nacional dos professores:criada Frente Parlamentar de defesa

Ameaçada pela ação de 5 governadores de estados e pela inércia de outros, o piso salarial nacional dos professores é questionado. Forma-se uma frente parlamentar para defendê-los. Muitos dos que questionam o piso nacional de 950 reais para os mestres têm rendimentos dez, vinte ou mais vezes superior a isso. Abaixo transcrevemos a notícia da formação e da atividade da frente parlamentar organizada para a defesa do piso nacional do magistério. Sobre o posicionamento dos Governadores contrários ao piso pode ser consultada a página https://faxsindical.wordpress.com/2008/11/06/governadores-contra-piso-salarial-dos-professores/


Recentemente os professores públicos de Minas Gerais realizaram uma longa greve em defesa do piso salarial nacional, reivindicando sua pronta adoção pelo Governo do Estado de Minas Gerais.

Frente parlamentar vai defender piso dos professores

Será lançada às 10h de hoje a Frente Parlamentar em Defesa do Piso Nacional dos Professores, composta por senadores e deputados. O evento será na Comissão de Educação e Cultura da Câmara. Segundo a deputada Fátima Bezerra (PT-RN), que propôs a criação da Frente em parceria com o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), o objetivo é defender o piso nacional aprovado pelo Congresso (Lei 11.738/08) e que governadores de cinco estados questionam no Supremo Tribunal Federal (STF). “Estão querendo transformar o piso em teto, pois querem incorporar as gratificações e outras vantagens ao valor do piso”, critica a deputada.

Fátima Bezerra também rebate outra crítica dos governadores, que não concordam com a determinação de que os professores dediquem um terço de sua jornada para atividades extraclasse. Esse período seria usado para planejamento de aulas, atualização profissional e correção de trabalhos, por exemplo. Para a deputada, os governadores pretendem aumentar a jornada de trabalho dos docentes, sem levar em conta a natureza da atividade do magistério. Outro argumento dos governadores criticado pela deputada Fátima Bezerra é o de que não há amparo orçamentário para bancar o piso de R$ 950.

STF – Uma comissão de parlamentares do Congresso Nacional também ao STF às 16h de hoje, conversar com o ministro Joaquim Barbosa. Os parlamentares vão contra-argumentar a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) apresentada pelos governadores do Rio Grande do Sul, Ceará, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Paraná. A comissão é formada pelos deputados Fátima Bezerra, Carlos Abicalil (PT-MT), Severiano Alves (PDT-BA), Alice Portugal (PCdoB-BA) e João Matos (PMDB-SC); e pelos senadores Cristovam Buarque (PDT-DF), Ideli Salvati (PT-SC), Fátima Cleide (PT-RO).

Fonte: Informes PT, newsletter da bancada federal do Partido dos Trabalhadores. Quarta 19/nov/08/Ano XV nº 40117

Technorati : , , , , , , ,
Del.icio.us : , , , , , , ,

Depressão afeta mundo do trabalho.

Estudos sobre concessão de auxílio-doença pelo INSS no período 2006 a 2008 apontam aumento dos casos de depressão ligada às condições de trabalho. Esse aumento foi superior ao das doenças da coluna e articulações. A depressão, no período estudado, subiu de 0,4 para 3% do volume total de auxílios-doença pagos na categoria de "acidentes de trabalho".

Esse aumento só não superou o grupo das doenças neoplásicas. A Organização Mundial de Saúde, em levantamento feito em 2000, aponta um previsível aumento maior que o dobro dos casos de depressão em todo o mundo, nos próximos 20 anos.

As classes onde mais aumenta a depressão ligada ao trabalho são policiais, bancários e professores.


A matéria pode ser conferida na página http://www1.perito.med.br/018/01804001.asp?slCD_MODELO_NEWSLETTER=&ttOperacao=3&ttCD_CHAVE=69436

Ou lida na transcrição abaixo:

Depressão

(12/11/2008 – 09:38)

MARTA SALOMON

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Levantamento feito pela Previdência Social entre 2006 e 2008 aponta um aumento nos casos de depressão decorrentes das condições de trabalho. O crescimento foi superior ao registrado de doenças na coluna e articulações. No mesmo período, caiu o número de acidentes de trabalho envolvendo lesões e traumatismos em geral.

Os casos de depressão e demais transtornos mentais e de comportamento aumentaram de 0,4% para 3% sua participação no volume total de auxílios-doença pagos na categoria de “acidentes de trabalho”. Esse aumento só não superou o registrado no grupo dos tumores.

A classificação de uma doença como acidente de trabalho cabe ao médico perito e impõe ônus aos empregadores, como a garantia de estabilidade por 12 meses, depois de o trabalhador se recuperar. A Previdência paga aos afastados por mais de 15 dias benefício mensal entre um salário mínimo (R$ 415) e o teto de R$ 3.038,49.

Remigio Todeschini, diretor do departamento de saúde e segurança ocupacional da Previdência, avalia que havia subnotificação dos casos de depressão classificados como acidentes de trabalho. Projeção feita em 2000 pela Organização Mundial da Saúde indica que casos de transtornos depressivos vão mais do que dobrar no período de 20 anos.

Regras

No início de 2007, um decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva mudou a metodologia adotada pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) para classificar doenças do trabalho e instituiu o NTEP (Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário), que cruza a classificação internacional de doenças com a incidência delas.

Os peritos usam a listagem para apontar relações entre a doença e a atividade. Desde a mudança, mais do que dobrou o número de casos classificados como acidentes de trabalho.

Entre os fatores de risco de transtornos mentais, o decreto lista a exposição a substâncias tóxicas e situações como ameaça de perda de emprego e ritmo de trabalho penoso.

O decreto permite às empresas contestar o vínculo entre a doença e o trabalho -por ora, não há recursos.

O decreto também lista 78 atividades que imporiam mais risco. Segundo o professor da UnB e consultor do Ministério da Previdência, Wanderley Codo, os mais suscetíveis são bancários, professores e policiais.

Folha de S. Paulo

Technorati : , , , , , , , ,
Del.icio.us : , , , , , , , ,

Brasil:Serviço Público Municipal é arruinado pelo assédio moral.

A administração pública nos municípios brasileiros continua sendo desgastada e envergonhada pela prática do assédio moral. Esses pequenos mandões locais demonstram sua completa inaptidão para a administração pública. Suas pequenas mentalidades mesquinhas acreditam na viabilidade de governar bem em completa incompatibilidade com o servidor público municipal. Fingem que governam e o povo dessas cidades recebe, em troca, um arremedo de governo, muito inferior ao que poderiam merecer de uma administração que tivesse o mínimo de qualidade.

Cabe ao movimento sindical, não apenas dos servidores públicos, mas todo ele, divulgar e tomar todas as providências cabíveis contra esses entes do mal entranhados na administração das Prefeituras brasileiras.

Um caso no Mato Grosso do Sul e outro no Rio Grande do Sul. O caso registrado no Mato Grosso do Sul revela a vingança de um Prefeito contra os servidores públicos que, na acepção dele, deveriam tê-lo apoiado politicamente nas eleições. Inteligentemente, não o fizeram. O pequeno ditador provinciano reagiu ao arrepio da Lei. A notícia está na página http://www.campogrande.news.com.br/canais/view/?canal=5&id=240135

(transcrita abaixo). A matéria seguinte está na página http://www.sitepopular.com.br/noticias/noticias2006/castigo101108.html

Do Site Popular, do Rio Grande do Sul. Vale a pena uma visita ao site, porque ele reproduz em fotos a humilhação que o pequeno tirano do município de Sertão, desconhecendo as regras da Lei, da Civilidade e do decoro, impôs aos trabalhadores do serviço público municipal.


MS

Prefeito e servidores entram em conflito em Antônio João Terça-feira, 11 de Novembro de 2008 15:55 Reportar erro | Comentários(0)

Fernanda França

Divulgação/Mercosul News

Omar Boeira protesta raspando a cabeça na praça

O prefeito de Antônio João, Juneir Martinez Marques (PSDB), e servidores públicos do município, entraram em rota de colisão devido a algumas ações tomadas pelo administrador após as eleições municipais. O ponto mais alto da briga culminou com um funcionário ameaçando o prefeito com uma faca.

O funcionalismo reclama de uma “onda de perseguição implacável” após o prefeito ter vencido seu adversário, Selso Lozano (PT), por uma margem de apenas 401 votos. Dizendo-se ‘traído’ pelo funcionalismo, Juneir passou a perseguir os funcionários da prefeitura de várias formas, acusam os servidores.

Conforme a denúncia, motoristas e administrativos foram colocados em serviço de rua, técnico em eletrônica virou lixeiro e contratados foram pressionados até a pedir demissão.

Durante um jogo de baralho, o servidor Omar Cabreira Boeira questionou o prefeito sobre sua transferência da área administrativa para a coleta de lixo.

Juneir Marques teria respondido: “Você só foi para o caminhão de lixo porque ainda não temos um caminhão de limpar fossas, mas no momento em que tivermos você vai desempenhar suas funções nele”.

Indignado, o funcionário se apoderou de um facão e investiu contra o prefeito. Só não conseguiu porque houve intervenção de outras pessoas que estavam jogando no local.

O prefeito enfrentou ainda uma nova manifestação dos servidores municipais contra suas atitudes, desta vez maior, na última sexta-feira (31).

Indignado com o fato de ter sido transferido de uma função técnica para o serviço de coleta de lixo, Omar Cabreira Boeira decidiu protestar raspando a cabeça em praça pública, sob o olhar de dezenas de pessoas.

O ato de repúdio, ocorrido na praça Carolina Wider Penzo, ao lado do Paço Municipal, acabou atraindo a atenção da população. “Por causa do resultado das urnas a gente vem sofrendo uma série de perseguições políticas e não temos a quem recorrer, temos que chamar a atenção das autoridades para esta injustiça”, disse Boeira.

Em seguida, o mesmo funcionário queimou o próprio jaleco, enquanto outros servidores da prefeitura ateavam fogo em cartazes com a foto do prefeito Juneir Marques.

“Nós, funcionários públicos de Antonio João, lamentamos a atual situação em que vivemos e esperamos que ela cesse, pois o prefeito nasceu aqui nesta cidade, sua família mora aqui e do jeito que está se comportando, coisas piores podem acontecer, e não queremos isso, pois desejamos que a paz volte a reinar em nossa cidade”, afirmou Omar Boeira. Com informações do Mercosul News.

CASO QUE ESTÁ OCORRENDO NO MUNICÍPIO DE SERTÃO SP.

Você se imagina ficar quatro anos de castigo sentado num banco sem poder trabalhar? Parece algo impensável, mas está acontecendo numa cidadezinha do interior do Rio Grande do Sul, Sertão.

Da rua dá para ver os funcionários. Eles passam o dia sentados no pátio da secretaria de obras.

“Estamos no chamado banco. Banco é o castigo que eles colocam a gente aqui, sem exercer atividade nenhuma. Nós somos proibidos de trabalhar porque nós somos contra as idéias, a ideologia da administração”, fala um servidor.

Pra seu Luiz, essa rotina já dura quatro anos. Ele contou que recebeu o castigo, porque apoiou um adversário do prefeito.

Há dois meses dona Élia também fica oito horas parada, esperando o expediente terminar.

“A gente serve de chacota para as pessoas. Tem pessoas que passaram por mim e deram gargalhadas por eu estar aqui”, diz Élia Terezinha de Oliveira – telefonista concursada.

O secretário de obras sugere que a punição é aplicada àqueles que não são alinhados ao prefeito. “Foram contra a política, politicamente foram do outro lado”, conta um morador da cidade.

O prefeito, Aldenir Sachet, do Partido Progressista, não quis gravar entrevista.

Sem saber que nossa câmera estava ligada, ele explicou porque deixa os funcionários parados no pátio, o dia inteiro.

“Como são funcionários públicos municipais eu não vou soltar eles, pra eles irem nos botecos , pra depois a administração ficar mal falada”, afirma.

Em nota, a prefeitura diz que há excesso de servidores e que, mesmo sem trabalhar, os funcionários precisam cumprir horário.

Segundo a nota, o fato de alguns servidores estarem sem ocupação momentânea se deve ao acúmulo de cargos preenchidos ainda nas administrações anteriores.

O prefeito já está no cargo há quatro anos e acaba de ser reeleito. Os funcionários afirmam que se ofereceram para trabalhar em outros setores da prefeitura, mas não houve acordo.

O Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul vai examinar o caso: acredita que o prefeito pode estar cometendo improbidade administrativa. “O servidor para receber o seu salário precisa trabalhar. Quem o impede de trabalhar e paga está cometendo improbidade administrativa. O Tribunal de Contas nunca assistiu algo semelhante. Isso é inusitado, é primitivo, e não é civilizado”, declara Porfírio Peixoto, presidente Tribunal Contas – RS.

Technorati : , , , , , , , ,
Zooomr : , , , , , , , ,

A degradação literal da escola pública.

Os trabalhadores da educação têm uma nobre missão. A de oferecer conhecimentos para preparar as futuras gerações e torná-las melhores, mais instruídas e mais educadas. Mas a realidade da escola pública brasileira inclui agressões físicas e verbais contra professores, praticadas por alunos e seus despreparados pais. A ignorância parece reproduzir-se com mais facilidade do que a educação.

Às denúncias de violência contra os mestres e funcionários escolares, somam-se outras, de ingerência do crime organizado, especificamente o narcotráfico, no ambiente escolar. Com poder aterrador, eles submetem pelo medo os servidores públicos das escolas à sua própria desordem. A falta do Estado, mínimo nesses casos, cresce o poder do mal. As pessoas esclarecidas escandalizam-se. As providências, de quem compete manter a ordem pública, fracassam. Em torno do assunto costumam desenvolver debates improdutivos e ineficazes. Sem idéias resolutivas que justifiquem a sua existência.

Degrada-se a escola. Será que quem é pago para lidar com esse problema não tomará nenhuma providência?

Escola Pública –

Em alguns casos a degradação da escola pública brasileira torna-se literal.

Confira a notícia em http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL859263-5605,00-PROFESSORES+CHAMAM+PM+PARA+CONTER+BRIGA+DE+ALUNOS+EM+SP.html?id=newsletter

Continue lendo

Rio de Janeiro: Cabral ataca merenda escolar.

Rio de Janeiro: servidores realizam manifesto em defesa da escola pública e gratuita e da merenda escolar. A política adotada pelo Governador Sérgio Cabral Filho é a de privatizar a merenda escolar, denunciando, mais uma vez, que seu governo se inspira em idéias neoliberais. Infelizmente, no Brasil, privatização tem sido rima freqüente com corrupção.

A notícia é de O GLOBO on-line, e está na página http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2008/11/10/servidores_realizam_ato_contra_privatizacao_das_merendas_estaduais-586333142.asp

Confira a transcrição:


Plantão | Publicada em 10/11/2008 às 16h17m

O Globo

RIO – Os servidores do estado realizam, nesta quarta-feria, um ato público nas escadarias da Alerj, a partir das 14h, em defesa das merendeiras e da escola pública. A manifestação vai denunciar a intenção do governador Sérgio Cabral de privatizar o sistema de distribuição das merendas nas escolas da rede estadual, o que implicará no aumento dos custos das refeições de R$ 0,32 para R$ 2,09 (dados de O Globo).

O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) defende que a merenda seja feita nas escolas não só porque ela é mais barata, mas porque a relação existente desde o preparo até a distribuição da merenda é um processo pedagógico, que contribui para interação entre os alunos e funcionários. Além disso, a Região Metropolitana conta com variações culturais que englobam também a alimentação. As escolas sempre tiveram a prática de adaptar o cardápio ao gosto dos alunos e nas festas escolares preparar um cardápio especial

.

Technorati : , , , , , ,
Zooomr : , , , , , ,