Arquivos da Categoria: Rondônia

Crise no SUS de Rondônia – greve de trabalhadores públicos da saúde fortalecida com adesão de médicos

O SUS em crise : Greve dos servidores da saúde de Rondônia amplia-se e se fortalece com adesão dos médicos. Decisão monocrática e draconiana da Justiça está tentando minar a força do movimento, obrigando 80 % dos servidores a reassumir seus postos. Mas o governo sente a força do movimento e começa a negociar.

http://www.onortao.com.br/ler3.asp?id=55386

Em reunião realizada no gabinete do Chefe da Casa Civil, Juscelino Amaral na manhã de quarta-feira (2), que contou com a participação do secretário de Estado da Saúde Gilvan Ramos e representantes dos sindicatos de servidores ligados a saúde pública, o governo apresentou os números da situação econômica do Estado.

Gilvan disseque a receita do governo subiu, porém subiram também as despesas. “Essa é a realidade orçamentária e a proposta que apresentamos é sobre as possibilidades financeiras do governo”, disse.
 
“O estado tem um grande volume de precatórios pendentes, necessita reformar unidades de saúde, a máquina do executivo está sucateada e os servidores com baixa remuneração. O que se busca é o consenso, pois quando um grupo leva, outro perde e a nossa intenção é reduzir a desigualdade entre categorias”, afirmou Gilvan.

Os representantes dos servidores da saúde apresentaram uma contraproposta de 11,4% à 22,09% em cima dos 6,5% já concedidos de acordo com a tabela já documentada pelos Sindicatos, que será submetida a Seplan e Sefim para cálculo de impacto financeiro orçamentário. Para a categoria médica o termo proposto foi a incorporação de gratificação após a transposição.
 
Movimento Sindical 
Em seu sexto dia de paralisação, a greve da saúde tomou força com a adesão dos médicos, porém uma medida cautelar determinou a volta de 80% do efetivo da saúde, garantindo o atendimento à população, sem prejuízos. Com todas as reivindicações apresentadas, assim como as propostas do governo, a reunião seguiu com o objetivo de conscientizar os sindicalistas sobre a realidade vivenciada pela saúde no estado.
 
De acordo com Ângelo Florindo, representante do Sinderon, em oito anos ninguém se interessou em sentar à mesa para negociar. O problema da saúde não é apenas salarial, mas inclui também a questão das estruturas das unidades. “Nós gostaríamos de saber o que o Estado tem a oferecer”, pediu.
 
Para o presidente do Conselho Estadual de Saúde (CES), Raimundo Nonato, a saúde é uma questão especifica e essa reivindicação não é de agora. “É bem verdade que o governo não tem como implementar o PCCS, mas o que existe já está defasado”. Em relação aos médicos, a falta de estrutura e a ausência de um plano de carreira atrativo desestimulam o profissional a trabalhar e permanecer no quadro do governo.
 
Negociação 
“O estado está mostrando a situação. Não temos como repor em um ano e meio o que foi perdido em oito. A mesma coisa é em casa com meu filho, não posso lhe dar algo incompatível com meu salário”, afirmou o chefe da Casa Civil. A Sesau apresentou as propostas condizentes com a realidade econômica do estado. Vamos melhorar as gratificações, implementar algumas como por exemplo a produção, anuênios e várias outras recompensas.
 
Foi deliberado entre os presentes que haverá uma nova reunião com o secretário da Administração, visando a implantação em folha de pagamento da progressão horizontal, conforme plano de cargos, carreiras e remunerações vigente.
 
As propostas serão levadas pelo secretário da Casa Civil ao governador do Estado, Confúcio Moura após cálculos de impacto financeiros. A revisão será encaminhada para a Assembléia Legislativa do Estado de Rondônia-ALE/RO, até o dia 18 deste mês.

Autor: DECOM
Fonte: O NORTÃO

Médicos se sacrificam enquanto aguardam reconhecimento no serviço público.

13/12/2009 – 12:41
Apenas um médico plantonista para atender o hospital do Conjunto Ceará

A falta de médicos no setor de emergência do Hospital Nossa Senhora da Conceição, no bairro Conjunto Ceará, em Fortaleza, voltou a gerar reclamações de pacientes e acompanhantes neste fim de semana. Apenas um clínico geral atendeu a grande demanda.

A manhã foi de muito sufoco para o único médico plantonista e para quem esperava atendimento. Do lado de fora, a indignação dos acompanhantes como Maria Luana, de 69 anos, que acompanhava o marido no hospital. O estado dele épreocupante, mesmo depois de quatro horas de espera, o marido continuava esperando atendimento na emergência.

Médico e administração do hospital reconhecem o problema

A administração do hospital reconhece o problema. O único clínico geral de plantão na emergência e na unidade de terapia de urgência era o doutor Luiz Carlos que fez uma espécie de mutirão. O médico confirma que a falta de profissionais é um problema recorrente no hospital do Conjunto Ceará.

Concurso: 178 vagas de médicos preenchidas

De acordo com a assessoria de comunicação da Secretaria de Saúde de Fortaleza, os médicos que fizeram o concurso público realizado em 2008 já foram chamados. As 178 vagas foram preenchidas. Para atender àdemanda existente, a secretaria pretende, no início de 2010, convocar os médicos que integram a lista dos classificáveis, mas isso depende ainda da votação da Câmara de Vereadores para a criação dos novos cargos.

http://verdesmares.globo.com/v3/canais/noticias.asp?codigo=278188&modulo=178

Uma jornada de até 20 horas por dia
Médicos se desdobram em plantões para aumentar a remuneração
Renata Tavares
Repórter
Jornal Correio de Uberlândia
Atualizada: 13/12/2009 – 18h06min

Média (2 votos)

Alterar o tamanho
do texto

Desdobrar-se, esticar a agenda, atender mais de 20 pacientes por dia e trabalhar cerca de 20 horas diárias. É esta a realidade vivida pela maioria dos médicos de Uberlândia, segundo o Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (SMMG). O cenário da profissão não era o que eles esperavam quando estavam na faculdade.

Residente em clínica médica, o recém-formado Marcelo Mendonça cumpre o segundo ano da especialização e conta que trabalha mais de 15 horas por dia em dois empregos. O horário de trabalho é relativo. São obrigatoriamente 60 horas semanais, porém quando se tem outro emprego, essa carga horária chega a dobrar. Quando estou de plantão chego a fazer 36 horas corridas, disse.

O motivo para tanto trabalho, segundo o médico especialista em clínica-geral Luiz Henrique Guerreiro Vidigal, está na tentativa de garantir uma boa remuneração, já que o piso salarial, segundo ele, é baixo. Infelizmente hoje a remuneração do médico não é como era antes. Hoje há muitos convênios, que diminuem o rendimento.

Além de dar aulas na Universidade Federal de Uberlândia, o médico tem consultório em dois hospitais e assume a gerência de um deles. Estou há 10 anos na profissão e sempre tive de trabalhar muito para conquistar uma remuneração que garantisse qualidade de vida para minha família.

A tripla jornada, segundo os cinco médicos entrevistados pela reportagem do CORREIO de Uberlândia, é considerada uma prática comum na dentro da profissão. Porém, de acordo com o psiquiatra José Sardella, se o profissional não estabelecer limites, pode chegar a um nível de estresse alto, que pode levar ao desgaste físico e emocional. Muitos casos são irreversíveis, disse.

O psiquiatra ressalta que para qualquer tipo de profissional é importante manter uma qualidade de vida saudável, com pelo menos 8 horas de sono por dia. É importante ele manter essa higiene do sono, para que descanse e não sofra desgastes mentais.

Até 48 pacientes na agenda

Quem também estica a agenda é o cirurgião plástico Joaquim Lima Junior. Falar com ele foi verdadeiramente um desafio. O cirurgião, que só pode atender uma semana após o primeiro contato, atende mais de 40 pacientes por dia. A maioria dos atendimentos é retorno cirúrgico.

A agenda do profissional só tem vaga para agosto de 2010 e ele chega a trabalhar mais de 15 horas por dia. Faz mais de 15 anos que não almoço em casa. Dependendo do dia, chego a fazer três cirurgias, disse.

O motivo para tanta dedicação, segundo ele, é o amor pela profissão. O médico conta que não tem problemas para dormir e procura se alimentar da melhor forma possível. Geralmente começo às 7h e vou até 22h. Nesse espaço procuro comer algo saudável para não comprometer a saúde.

Profissionais reduzem carga
Paulo Augusto

Waldely de Paula vai mudar a rotina para se dedicar mais à filha, Marina, de 14 anos

Vida de médico não é normal. Foi assim que a ginecologista e obstetra Waldely de Paula iniciou a entrevista. Segundo a médica – que é sócia-proprietária de uma clínica de reprodução humana e realiza diariamente duas cirurgias, em média, além de atender pacientes no consultório -, no início da carreira, ela torcia para que a agenda ficasse lotada. Hoje, com 25 pacientes por dia, ela tenta reduzir o trabalho. Adoro atender, mas a sobrecarga está pesando, pelo fato de eu acordar às 6h e trabalhar até as 21h.

Há 25 anos na atividade, Waldely revelou que, no próximo ano, pretende renunciar à obstetrícia (que estuda a reprodução da mulher, a gravidez e o parto). O motivo, segundo ela, é a falta de tempo. Pretendo me dedicar mais àminha filha. É hora de reformular o que quero da minha vida, disse.

Essa não será a primeira renúncia da ginecologista. Ela foi professora na Universidade Federal de Uberlândia (UFU) por 15 anos e recentemente deixou as aulas. Gostava muito de dar aula, mas tive de fazer uma escolha, justamente porque me deixava sem tempo.

Família precisa compreender

A correria do cotidiano, muitas vezes, não permite que o profissional desfrute com a família de momentos corriqueiros, como o almoço, o café, o jantar ou até mesmo assistir a um filme no meio da semana, por isso, segundo a mulher do clínico-geral Luiz Henrique Guerreiro Vidigal, a nutricionista Daniela Name Chaul, é preciso ter paciência. Nem sempre temos tempo para o lazer e sempre me adapto aos horários dele.

O ortopedista Leandro Gomide, formado há 11 anos, trabalha como assistente na Universidade Federal de Uberlândia (UFU), atende em um hospital especializado e realiza plantões esporadicamente. Segundo ele, quase todos os meses adia um compromisso por ter emergências no hospital.

O residente Marcelo Mendonça diz que abre mão de momentos de lazer, como festas e reuniões familiares por causa do trabalho. Às vezes, a família reclama, mas eles entendem que estou no início da careira e preciso trabalhar para conseguir realizar meus sonhos.

Com a ginecologista Waldely de Paula não é diferente. Segundo ela, por muitas vezes, precisou cancelar viagens programadas para fins de semana por causa dos partos.

Segundo o cirurgião plástico Joaquim Lima, que é casado há 20 anos e tem 4 filhos, o tempo para a família é reservado somente para o fim de semana. A gente sempre aproveita o pouco tempo que tem no sábado àtarde ou no domingo. A família acaba se acostumando com essa falta de tempo.

Saúde pode ser prejudicada

Acumular o sono para o fim de semana, comer um salgado e tomar um refrigerante em vez de almoçar corretamente, e não ter tempo para fazer exercícios físicos. Este estilo de vida, embora seja condenado pelos médicos, éadotado por muitos deles.

O residente Marcelo Mendonça ressalta que chega a dormir menos de seis horas por dia durante a semana. Ele ainda revela que o sono é deixado para os dias de folga. O que não recomendamos aos outros fazemos com frequência, disse.

O mínimo que não se deve fazer, segundo o médico Luiz Henrique Guerreiro Vidigal, é fumar e beber, além de se alimentar bem e nos horários certos. Porém, segundo ele, comer a cada três horas, como ele mesmo recomenda, écomplicado. Eu tomo café, almoço direito, mas não consigo comer no período da tarde. Deixo para comer quando chego à minha casa, já por volta das 21h, disse. Já a prática de exercício físico, o residente e o médico abandonaram por falta de tempo.

Quem também deixou de lado os exercícios físicos foi a ginecologista Waldely de Paula. Segundo ela, no último semestre foi difícil realizar a sagrada musculação. A gente sempre orienta, mas nem sempre é possível fazer. Pretendo retomar no próximo ano.

Jornada extensa não é ilegal

Trabalhar até 80 horas semanais, segundo o presidente do Sindicato dos Médicos de Minas Gerais, Cristiano da Mata Machado, não é ilegal, uma vez que a maioria dos profissionais é autônoma. Muitas vezes, ele tem consultório, mas atende em outros estabelecimentos e em cada um deles cumpre a jornada de 20 horas [determinada por lei].
De acordo com o presidente do SMMG há uma luta perante o Senado para a adequação da jornada de trabalho e também para o reajuste do piso salarial, que hoje não tem valor determinado, para R$ 8.239. Temos debatido muito essa questão, porque se melhora a remuneração, melhora o atendimento ao público, disse.

Salários

Segundo o Sindicato dos Médicos de Minas Gerais, os salários são determinados pelos próprios hospitais, porém hoje os médicos, em grande maioria, são conveniados, o que, de certa forma, reduz o rendimento. Os convênios pagam em média R$ 30 por consulta. Então o médico precisa se desdobrar para ter um rendimento salarial razoável, disse.
O ortopedista Leandro Gomide reclama da baixa remuneração. Segundo ele, por este motivo, o médico tem atendido mais pessoas em menos tempo por consulta. Estamos deixando de ter um relacionamento próximo com o paciente para ter uma consulta mais rápida e objetiva, para caber mais na agenda, justamente porque o valor pago pela consulta é baixo.

Saúde pode ser prejudicada

A ansiedade, depressão, insônia, desgaste mental, distúrbios alimentares e dependências químicas, segundo o psiquiatra José Sardella são as principais doenças diagnosticadas nos médicos devido ao trabalho excessivo. Muitas vezes, a pessoa chega a um quadro irreversível.

Segundo o psiquiatra é importante que os médicos, assim como todos os profissionais de todas as áreas, mantenham hábitos saudáveis, como dormir bem. Para isso, o psiquiatra dá a dica: Vápara a cama assim que sentir sono, isso proporcionará que você durma tranquilamente.

O profissional que não cuida da saúde, segundo o psiquiatra, compromete além da dele a do paciente também. Quanto mais comprometido está, mais atenciosa a pessoa tem de ficar. O homem é falho, mas com toda essa agitação a probabilidade de falhas aumenta.

http://www.correiodeuberlandia.com.br/texto/2009/12/13/42283/uma_jornada_de_ate_20_horas_por_dia.html

Assembléia Legislativa reage à falta de assistência a portadores de doenças mentais em Rondônia.

Um dos pontos críticos dos dífíceis momentos pelos quais passa a assistência pública à Saúde do povo brasileiro, tem sido a área de
Saúde Mental. Embora abrigue um dos principais problemas de saúde
pública, a dependência química, em franca expansão, a área não tem sido
atendida com a devida atenção por muitos gestores públicos. A
Coordenadoria do Ministério da Saúde, encarregada da área, é ocupada
por um profissional que se perpetua no poder e mantém uma postura
ideologizada, com idéias urdidas em passado distante, sem constatar
toda o progresso que a Ciência agregou a esta área.
A reação da sociedade civil e de líderes políticos não se faz por
esperar. Em Rondônia o Deputado Professor Dantas, do PT, levou à
Assembléia Legislativa do Estado a proposição de se criar um hospital
psiquiátrico estadual, diante da indigência de cuidados sob as quais
vivem os portadores de transtornos mentais naquele estado.
Leia a matéria publicada no jornal “Alto Madeira”, de Rondônia.

Deputado propõe a criação de Hospital de
Psiquiatria em Rondônia


*De acordo com o parlamentar, houve um crescimento
considerável na população de pessoas com distúrbios
mentais*

Veículo: Alto Madeira
Seção: Home
Data: 24/03/2009
Estado: RO
Ao destacar os inúmeros casos de doença mental e a
> carência de estrutura médica para atender de forma
> adequada estes pacientes, o deputado Professor Dantas (PT)
> vai apresentar na Assembléia Legislativa de Rondônia,
> projeto de lei criando na estrutura da Secretaria Estadual
> de Saúde, o Hospital de Psiquiatria.
> >
> > De acordo com o deputado Professor Dantas, houve um
> crescimento considerável na população de pessoas com
> distúrbios mentais, e que atualmente as pessoas portadoras
> de distúrbios mentais vivem jogadas pelas ruas, mendigando,
> em condições desumanas, colocando em risco as suas
> integridades físicas e, por vezes, também a integridade de
> terceiros. Ele destacou que o Estado deve efetivamente
> acolher estes pacientes, proporcionando um ambiente adequado
> ao tratamento destas, com atenção especializada e
> humanizada.
> > Segundo o deputado o Hospital de Psiquiatria deve
> garantir maior dignidade e respeito, pois só desta forma se
> garantirá a recuperação destes pacientes, mas para isto,
> observou, “é preciso que o Governo garanta ambientes
> acolhedores, adequados, espaçosos, seguros e
> terapêuticos”.
> >
> > Ainda segundo o parlamentar petista, o tratamento
> psiquiátrico é o alicerce fundamental da inclusão social.
> “Pode-se afirmar que não existe inclusão social sem o
> competente tratamento médico. Assim, os profissionais da
> Psiquiatria Hospitalar devem ser reconhecidos como
> imprescindíveis autores de inserção social, porque tratam
> e reintegram à sociedade aqueles que se encontravam
> excluídos pelas mais graves conseqüências da doença
> mental”, justificou.
Ao concluir, o deputado Professor Dantas declarou ser
preciso que o Governo adote uma política oficial de saúde
mental efetivamente comprometida com o resgate destas
pessoas, e não limitando que estes pacientes sejam alojados em enfermarias sem o adequado acompanhamento e a garantia constitucional de um estabelecimento especializado.
Categorias do Technorati , , , , , , , ,