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Horário estendido de postos de Saúde não pode prejudicar ainda mais os servidores. 

FAX SINDICAL

08 de agosto de 2019

Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e da Zona da Mata de Minas Gerais.

ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DOS SERVIDORES DAS UBS DA PREFEITURA DE JUIZ DE FORA

DIA 13 de agosto de 2019, terça-feira, 19 hs. (dezenove horas), na Sociedade de Medicina e Cirurgia, Rua Braz Bernardino, 59, centro, Juiz de Fora

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PAUTA:

horário estendido de funcionamento das UBS e marcação de consultas especializadas pelas UBS

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A portaria MS nº 930, de 15 de maio de 2019, que institui o Saúde na Hora, foi publicada nesta sexta-feira (17 de maio) no Diário Oficial da União. Está portaria dá maior compensação financeira aos municípios que adotarem horário estendido na atenção primária (UBS’s). No mesmo dia da publicação no Diário Oficial, a imprensa local (Tribuna de Minas) informava que a  “intenção (de estender horário ampliado) foi confirmada à Tribuna após a Comissão de Saúde Pública e Bem-Estar Social da Câmara formalizar, na última sexta-feira (17 de maio), um relatório elaborado após visitas a vários aparelhos de saúde da rede municipal, em que sugeriu que, de forma regionalizada, o Município avance para que pelo menos duas das 68 UBS’s em funcionamento na cidade tenham seus horários de atendimento ao público ampliado.”

Conferindo as datas da publicação da portaria e da declaração da comissão da Câmara de Vereadores, fica a pergunta: -Teria sido mera coincidência ou a Câmara estava muito conectada com o Ministério da Saúde?

Não se pode ver como iniciativa ruim a ampliação de horário de funcionamento de unidades de saúde com aumento de recursos arrecadados pelo município. A questão é  quanto isso prejudica os trabalhadores da UBS, através de alterações unilaterais de carga horária (definidas pelo gestor). Maior horário de funcionamento e mais recursos deveriam implicar em ampliação do quadro de funcionários e não no sacrifício de quem já está se esforçando no dia a dia da atenção primária. Convém também lembrar que a atenção primária já está sobrecarregada pelo fim da CMC, o que obriga o pessoal da atenção básica a exercer função administrativa de marcar consultas especializadas.

A hora de discutir essa situação é agora. Por isso haverá assembleia geral dos servidores da atenção primária, na próxima terça-feira, 13 de agosto de 2019, às 19 horas, na Sociedade de Medicina e Cirurgia de Juiz de Fora.  Divulgue. Mobilize.


#CRISEnoSUS – A agonia das boas intensões diante das exigências da realidade

A situação atual do SUS é um conflito entre a proposta generosa de uma plano de saúde gigantesco, que se baseia no dever do estado para atender o direito universal à saúde de 200 milhões de pessoas e uma realidade a cada dia mais difícil.

Em matéria publicada na página http://www.segs.com.br/saude/87969-a-agonia-do-sus-a-ceu-aberto.html sob o título “A agonia do SUS a céu aberto” foi dito que:

“A despeito de ser um modelo teoricamente quase perfeito, tido como referência em diversas partes do mundo (teoricamente, friso outra vez), o SUS, na prática, deixa a desejar em diversos aspectos. Descaso, carência de investimentos, gestão irresponsável, em regra. Os reflexos são o sucateamento, o acesso restrito e filas crescentes por todo o País.

Dias atrás, em 16 de outubro, a Frente Democrática em Defesa do SUS, movimento apoiado por dezenas de entidades médicas, como a Sociedade Brasileira de Clínica Médica (SBCM), a Associação Paulista de Medicina (APM), conselhos profissionais de outras áreas da saúde, entre outras instituições, realizou protesto em frente à Câmara Municipal de São Paulo, exigindo responsabilidade e soluções por parte das autoridades constituídas.

Os manifestantes reproduziram simbolicamente cenas infelizmente recorrentes no SUS, com macas espalhadas pela rua, cadeiras de rodas largadas com pacientes desassistidos. Houve uma revoada de balões negros em sinal de luto pela delicada situação da saúde pública.”

A matéria, assinada pelo presidente da Associação Brasileira de Clínica Médica, Dr. Antônio Carlos Lopes, conclui que é necessário transformar todas essas boas intenções e princípios louváveis em uma “rede digna de assistência”.

A rede de assistência não está sendo digna, na maioria dos casos, nem para os pacientes, nem para os profissionais que a fazem funcionar.

Há uma distância entre princípios aparentemente nobres e uma realidade dura, difícil e decadente. Há uma enorme distância entre as boas intenções, das quais, no dito popular, o inferno está cheio, e uma realidade que necessita de dinheiro, de infra-estrutura, de recursos humanos e materiais bem pagos e de qualidade para cumprir sua missão. Caso contrário, viveremos um eterno faz de conta com essa responsabilidade estatal de se responsabilizar pela saúde de milhões de brasileiros.