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PROPRIEDADE INTELECTUAL PREJUDICA MAIS DE 100 MIL VÍTIMAS DA HEPATITE C E MANDETTA APOIA MULTINACIONAL FARMACÊUTICA

PROPRIEDADE INTELECTUAL PREJUDICA MAIS DE 100 MIL VÍTIMAS DA HEPATITE C E MANDETTA APOIA MULTINACIONAL FARMACÊUTICA

Laboratório americano Gilead vende por mais de mil reais cápsula que custaria R$34, se fosse fabricado no Brasil

A defensoria pública da União entrou com pedido para quebra de patente do medicamento sofosbuvir, usado no tratamento da hepatite C e que tem melhorado sensivelmente as chances de cura.
Mandetta é contra a quebra da patente. Informa o site “Repórter Brasil” que o ministro da Saúde do governo Bolsonaro fez declaração contrária à quebra da patente. A postura do ministro é a esperada, dentro do contexto neoliberal do atual governo.
“São poucas as chances de o licenciamento sair por iniciativa do atual governo. O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, já disse ser contra. “Não é bom ameaçar quebras de patente. O país jamais deveria fazer isso. Temos de zelar pela inventividade e pelo tempo gasto na pesquisa”, afirmou em julho (2019), durante evento organizado por farmacêuticas multinacionais.”
Em 2018, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), através do Instituto Farmanguinhos, anunciou em abril de 2018 ter firmado parcerias para fabricar uma versão genérica nacional do remédio que seria adotada no Sistema Único de Saúde (SUS). Na ocasião, a expectativa era de que ela estivesse disponível até o final deste ano, ajudando assim a erradicação a hepatite C no país. Porém, com a decisão do Inpi, a Gilead terá exclusividade para a produção do medicamento e monopólio da sua comercialização no Brasil.
O tratamento com sofosbuvir e daclatasvir aumentou as chances de cura de 60% pra 95%.
Mas usuários do SUS tem tido dificuldade de acesso ao medicamento e “motivo é o alto custo dos medicamentos, especialmente do sofosbuvir. O remédio, que cura a hepatite C em 95% dos casos, é vendido pelo laboratório norte-americano Gilead aos órgãos públicos por valores entre R$ 65 e R$ 1.428 a cápsula, mas seu valor poderia cair para R$ 34 caso fosse produzido no Brasil e não importado.”
“A partir do momento em que a gente vê o abuso de preço do sofosbuvir, é mais do que justificado o licenciamento compulsório. Até porque o acesso universal ao tratamento da hepatite C, uma premissa do SUS, está sendo violado”, diz Felipe Carvalho, coordenador no Brasil da Campanha de Acesso a Medicamentos dos Médicos Sem Fronteira, que também assina a representação no Cade.”

Por que o Brasil paga até R$ 1.400 por remédio que custa R$ 34