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Planos de carreira e salário digno são fundamentais para outra médicos brasileiros

Não é nova a elaboração de uma proposta de plano de cargos, carreira e salário para os médicos do setor público e do setor privado. Essa proposta deve orientar a luta dos médicos, ao lado da causa do piso salarial nacional. A sua consideração é importante para evitar a dispersão de forças da categoria, a pulverização de reivindicações necessárias, mas desordenadas, e o enfraquecimento da capacidade de mobilização, reivindicação e luta da classe médica.
Veja o vídeo em http://www.youtube.com/watch?v=I7rz7gdYDVE&feature=youtube_gdata_player
Caso não funcione, selecione, copie e cole no seu navegador de InternetFenam já apresentou proposta de plano de carreira para médicos

Juiz de Fora: Médicos da Prefeitura fazem paralisação dia 20 de maio e aumentam demissões.

FAX SINDICAL 264

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Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora

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Ano V * No. 264 * 13 de maio de 2010

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PREFEITURA DE JUIZ DE FORA: Médicos manifestam apoio à paralisação do dia 20 de maio.

 

Dia 20 de maio, haverá paralisação na Prefeitura e novo ato público. Servidores não concordam com proposta da administração Custódio de Matos.

 

Em Assembléia Geral Extraordinária, realizada na manhã dessa quinta-feira, na Sociedade de Medicina, os médicos da Prefeitura votaram pela paralisação das atividades no dia 20 de maio e todo o apoio ao movimento unificado dos servidores públicos municipais.

 

Na Assembléia também foram discutidas questões como a rescisão da AMAC, onde a Prefeitura apresentou uma contraproposta.

 

Há uma necessidade urgente, em nome do interesse da população de Juiz de Fora, pela reestruturação da carreira de médico da Prefeitura. Os médicos atualmente sofrem violenta discriminação salarial. Percebem 25% a menos que o nível superior, porque a Prefeitura não reconhece a carga horária especial da categoria. Além disso, o vencimento básico inicial é, atualmente, inferior a três salários mínimos. No PSF a remuneração é uma das piores do Brasil. Essas distorções têm gerado inúmeras queixas e sofrimentos na população, divulgadas com freqüência pela imprensa local. Médicos dos serviços de urgência estão pedindo demissão e as escalas de plantão estão incompletas. Até agora, temos apenas um acordo não cumprido e uma declaração pública do Prefeito, em reunião com sindicalistas, de que os salários dos médicos estão defasados em relação ao mercado. Nenhuma proposta completa e aceita pelo Sindicato dos Médicos foi feita.

 

A avaliação é que a decisão dos médicos foi a resposta mais digna à administração de Custódio de Matos. É inesquecível a repressão deflagrada pela Prefeitura contra os médicos no ano passado, quando em movimento legítimo tiveram seus salários brutalmente descontados. A questão está encaminhada para decisão judicial. O propósito da administração de Custódio de Matos foi amedrontar e achincalhar os médicos. A deliberação da Assembléia de hoje demonstra que os objetivos dos atuais hóspedes do poder não foram esquecidos. Agrava a situação o fato da atual administração não ter honrado os acordos feitos com o Sindicato dos Médicos no ano passado e a crise na saúde. O Secretário Vítor Valverde foi advertido pelos médicos da Prefeitura sobre essa situação e seus riscos. Nenhuma providência foi tomada e a crise apenas se agrava. As pessoas, cada vez mais, sabem a quem responsabilizar pelas conseqüências lesivas e dramáticas disso.

 

 

Os médicos aguardam um índice de reajuste mais justo, a estruturação de uma carreira de Médico na Prefeitura, uma pauta mínima específica para as negociações com a Prefeitura, a correção das gratificações de urgência e emergência, o pagamento dos direitos trabalhistas aos médicos da AMAC e o cumprimento do que foi acertado entre Prefeitura e Sindicato no ano passado.

 

Até agora a Prefeitura de Juiz de Fora continua sendo um lugar inóspito para médicos. Aqui se ganha muito mal, o vencimento básico inicial é inferior a três salários mínimos, não se tem uma carreira profissional decente dentro do serviço público e se trabalha em condições muito precárias.

 

Outras atividades sindicais:

 

-14 de maio de 2010 – sexta-feira – nova rodada de negociações com o Secretário Vítor Valverde.

-20 de maio de 2010 – paralisação geral dos servidores da PJF e ato público onde será votado o indicativo de greve geral e reunião entre o Presidente do Sindicato, Dr. Gilson, com a assessoria jurídica do Sindicato e a diretoria da AMAC, para tratar da rescisão contratual dos médicos do PSF.

-20 de maio às 19 horas e 30 minutos – ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DOS MÉDICOS DA PREFEITURA DE JUIZ DE FORA, na Sociedade de Medicina e Cirurgia. Assunto: encaminhamento do movimento e rescisão da AMAC.

 

Contatos e informações:

Sindicato dos Médicos – telefone de contato – (32)32172101.

                        Secretaria Geral – (32)91028146.

Informação rápida     http://twitter.com/faxsindical

Páginas do Fax Sindical https://faxsindical.wordpress.com

                        http://telegramasindical.blogspot.com

 

Juiz de Fora: Sindicato dos Médicos convoca Assembléia Geral Extraordinária.

_______ FAX SINDICAL 259_______

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Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora.

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N° 259 – Ano V – 05 de maio 2010

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MUITO IMPORTANTE: ASSEMBLÉIA DOS MÉDICOS DA PREFEITURA DE JUIZ DE FORA.

 

***AVISO SINDICAL***

 

Atenção Médicos da Prefeitura de Juiz de Fora.

 

ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA.

 

Divulguem para todos os colegas:

 

Dia 13 de maio de 2010, a partir de 19 horas e 30 minutos, vai acontecer na Sociedade de Medicina e Cirurgia de Juiz de Fora, Rua Braz Bernardino, 59, uma Assembléia Geral Extraordinária tendo como pauta a campanha salarial 2010 na Prefeitura de Juiz de Fora. A presença de todos é importante para mostrar a força da categoria profissional. Divulgue. Participe. Mobilize-se.

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Prefeitura de Juiz de Fora: Servidores Públicos Municipais em campanha unificada.

 

ASSEMBLÉIA UNIFICADA DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS – DIA 12 DE MAIO ÀS 10 HORAS NA PRAÇA DA ESTAÇÃO. COMPAREÇA!

 

Sindicalistas rejeitam reajuste de 7%, reivindicam presença do Prefeito e recusam discussão de pauta específica até definição de um índice linear satisfatório para toda a categoria.

 

Em reunião realizada no dia 03 de maio, os representantes dos sindicatos envolvidos com a Prefeitura reafirmaram a disposição de não aceitar discussões que envolvam questões específicas de pauta antes de esgotada a discussão do índice de reajuste linear, a ser aplicado a todos os servidores.

 

No dia seguinte, representantes de todos os sindicatos envolvidos na negociação compareceram à Prefeitura, para dizer ao Secretário Vitor Valverde que a questão do índice precisa estar resolvida antes da discussão de pautas específicas e para reafirmar a reivindicação da presença do Prefeito nas negociações.

 

Dia 12 de maio haverá uma assembléia unificada do funcionalismo, com paralisação. No dia seguinte, 13/5, os médicos da Prefeitura deverão se reunir com a diretoria do Sindicato dos Médicos para uma avaliação do movimento.

 

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Sindicato dos Médicos denuncia deterioração do SUS em Juiz de Fora.

 

Em reuniões e na Imprensa:

Presidente do Sindicato dos Médicos denuncia más condições de atendimento e remuneração e expõe a grave deterioração do SUS que decorre dessa dura realidade.

 

Em entrevista concedida à TV Panorama, no dia 03 de maio, o Presidente do Sindicato dos Médicos, Dr. Gilson Salomão, expôs para a opinião pública e autoridades de Juiz de Fora a gravidade da crise que se abate sobre o SUS local, afetando especialmente os serviços de urgência e emergência.

 

Esses problemas são conhecidos da população, por renderem sucessivas notícias na nossa imprensa.

 

A falta de plantonistas foi um dos temas mais graves. Enquanto Dr. Gilson concedia a entrevista, no HPS havia apenas um plantonista de Clínica Médica e na Regional Leste nenhum.

 

O serviço de Cirurgia do HPS já havia se queixado ao CRM da falta de profissionais e da escala incompleta. O problema se arrasta até hoje sem solução. A Regional Norte não está tendo pediatra no final de semana e os profissionais do PAI, sobrecarregados, já falam em demissão. A idéia de demissão também está na agenda de muitos profissionais do serviço de Traumatologia do HPS. A emergência psiquiátrica passou o último fim de semana sem médico, o que agravou ainda mais os sofrimentos e dificuldades de pacientes e familiares dessa área, que já sofre com grave falta de recursos assistenciais.

 

Não há como negar que a remuneração médica no serviço público, a falta de uma perspectiva de carreira nos serviços públicos municipais, são fatores que pesam. Não são atrativos para os médicos e nem os fixam no SUS. Negar isso seria cinismo ou indiferença criminosa.

 

No mesmo dia o Presidente do Sindicato reuniu-se com representantes dos conselhos de saúde da Zona Norte, ouvindo queixas e denúncias contra as graves condições da assistência naquela região e esclarecendo os interlocutores quanto aos graves problemas que rondam, cada vez mais, o SUS de Juiz de Fora.

 

A opinião pública e as autoridades estão cientes da existência do problema e de sua gravidade. A população está cansada do sofrimento decorrente dessa grave situação. Esperam-se providências e responsabilidade.