Arquivos de tags: Amazonas

FENAM | Federação Nacional dos Médicos e Sindicato dos Médicos do Amazonas unidos na luta contra arbitrariedade policial.


26/12/2013

O presidente do Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam), Mário Vianna, solicitou durante reunião do Conselho Deliberativo da Federação Nacional dos Médicos (FENAM), em Natal (RN), na última quinta-feira (19.12) moção de apoio a médica pediatra Maria do Socorro Pereira, vítima do abuso de autoridade por parte de policiais militares, no dia 10 de dezembro, no Hospital de Pronto-socorro Infantil da Zona Oeste.

O grupo de dirigentes do movimento médico aprovou a sugestão e vai emitir uma moção de apoio, a favor da Dra. Maria do Socorro Pereira e em repúdio, a ação dos policiais militares que atuaram no caso. O documento  será entregue em mãos aos senadores do Amazonas e ao Ministro da Justiça.

“É necessário fazer justiça a médica que no exercício da profissão sofreu constrangimento em seu ambiente de trabalho e ainda foi duramente vítima de abuso de autoridade. O Simeam não vai aceitar nenhuma forma de  coação  a classe médica”, disse.

Confira no link:

FENAM | Federação Nacional dos Médicos.

 

Em um momento no qual a classe médica é colocada sob violento ataque pelo governo, pelo partido governante (que era “dos Trabalhadores”) e sua “base aliada”, acontecimentos como esse demonstram a necessidade de reagir, de resgatar a voz e a ação de toda uma classe que tem que se recusar a submeter a essa desmoralização.

Políticos amazonenses defendem importação de mão de obra para desvalorizar trabalho de brasileiros

.’.Sindicato Expresso –
14 de março de 2013.
 
—————————————————————————————————————————–
 
*** Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e da Zona da Mata de Minas Gerais ***
 
 
—————————————————————————————————————————–
 
Importação de médicos e crise na saúde
 
Sem cargos, sem carreira, sem condições de trabalho decente. Agora querem importar médicos
 
 
—————————————————————————————————————————–
 
Não se sabe se alguma categoria profissional suportaria tal ofensa. Uma política deliberada e governamental de substituir mão de obra nacional por mão de obra estrangeira
 
……………………………………………………………..
 
 
Nunca antes na História desse país uma categoria profissional foi de tal forma vitima de assédios e perseguições como a classe médica nesses tempos que vivemos. Determinados segmentos da classe política, hospedados em certos governos estaduais e municipais, procuram repetir o que sempre fizeram sem êxitos ou inovações: culpar médicos pelos fracassos e descalabros de suas gestões e políticas públicas de saúde.
 
Agora inventaram um novo trololó. Não culpam os médicos presentes, culpam os ausentes. Em outras palavras, incapazes de desenvolver meios para atrair e fixar mão de obra de alta qualificação para seus serviços públicos de saúde, apelam para o argumento de que no Brasil faltam médicos ou que os médicos brasileiros não querem trabalhar.
 
Desde os primórdios do SUS existe uma notória má vontade quanto à criação e desenvolvimento de políticas de recursos humanos sérias e consistentes dentro do sistema público de saúde. A carreira de estado para médicos agora é que está na pauta parlamentar, longe dos focos da mídia e avançando a trancos e barrancos. Sim, cargos, salários e carreira são fundamentais para atrair e fixar mão de obra de alta qualificação. Que o digam a Magistratura, o Judiciário, o Ministério Público, a Receita, a Policia Federal e os Legislativos. Ao lado disso faz-se necessária a garantia do trabalho decente, com recursos técnicos e de apoio que tornem eficiente e decente o trabalho a ser desenvolvido. Essa condição, no caso dos médicos, torna-se facilitada pelo advento e progresso da Telemedicína, das redes, das telecomunicações e da Internet, além de outros recursos presenciais ou não. O trabalho, mesmo bem remunerado não deve ter precariedades que gerem estresse e assédio moral, caso contrário não fixa ninguém.
 
Ao contrário do que alguns políticos e seus apadrinhados gestores ineficientes propalam em seus trololós, não basta oferecer um salário inicial decente, se o trabalho é precário, sem concurso público, sem cargo, sem carreira e com condições indignas de trabalho para cumprir a elevada missão de atender as pessoas e tentar mitigar seus sofrimentos.
 
Os segmentos mal intencionados da classe política e do grupo de gestores que se agrega a esses segmentos agora tiram mais uma novidade da cartola. Ignorando leis e regras querem realizar a importação de médicos. Isso prova sua ignorância em relação à Medicina, às intrincadas nuances culturais da relação medico-paciente e da importância da formação e da experiência. Demonstra sua mais secreta e não confessada intenção de criar uma Medicina de terceira classe para os mais desfavorecidos. Insinua seu desprezo pelo serviço público de saúde. As questões que pontuamos sobre políticas de recursos humanos não são colocadas em suas declarações e discursos. Por ignorantes, ignoram-nas.
 
E vejam agora o governador do grande Estado do Amazonas defender a importação de médicos de todos os cantos do mundo.

A matéria pode ser conferida em http://m.g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2013/03/governador-do-am-propoe-dilma-contratacao-de-medicos-estrangeiros.html
 
“”” O governador do Amazonas , Omar Aziz , propôs à presidente Dilma Rousseff , nesta quarta-feira (13), que seja editada uma Medida Provisória permitindo a contratação de médicos estrangeiros no País, com local de atuação e por tempo determinado. Com a medida, o governo pretende diminuir a falta de médicos no interior do estado. O encontro foi realizado no Palácio do Planalto, em Brasília , e contou com a participação da secretária de Governo, Rebecca Garcia, e do senador Eduardo Braga.
“Se o Governo Federal encontrar um mecanismo para que possamos levar médicos de fora para o Amazonas, o estado vai contratar esses médicos. Não dá pra esperar, é urgente. Espero que os profissionais de saúde entendam, temos um déficit de médicos não só no Amazonas. Esse é um problema nacional. Essa MP seria temporária, ou seja, na hora que tiver disponível um médico brasileiro ele terá prioridade, quando não, abriremos a vaga para médicos de outros lugares”, argumentou Omar Aziz.
Segundo o governador, a presidente informou que já está sendo elaborado um estudo sobre a falta de médicos especialistas e destacou que, no último edital lançado nacionalmente para contratação de médicos, o Amazonas apareceu como o Estado brasileiro que menos atraiu candidatos. O detalhamento da proposta do Amazonas deverá ser encaminhado ao ministro da Saúde , Alexandre Padilha .
Em entrevista ao G1 em fevereiro deste ano, o senador Eduardo Braga defendeu a contratação de médicos estrangeiros para o interior do estado. “Nós na Amazônia temos grandes e graves carências de médicos especialistas no interior da nossa região. Não temos ginecologistas, ortopedistas, pediatras, obstetras, neurocirurgiões, anestesistas, enfim, faltam médicos especialistas no interior, e falta porque não há no país. Não adianta colocarmos salários de até R$ 25 mil, porque esses médicos ganham isso ou quase isso em outras cidades e preferem morar em Ipanema do que em Tabatinga, por exemplo”, disse o senador.”””

Médicos do Amazonas fazem protesto em defesa da categoria

De acordo com o presidente do Simeam, Mario Vianna, alguns compromissos que foram assumidos durante a greve no início do ano não foram realizados. Manaus – O Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam) convocou uma entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira (17), na sede da entidade, para apresentar as pautas de reivindicações para 2013 e informar sobre a manifestação que está sendo organizada pela categoria em resposta ao cenário da saúde pública e privada no Amazonas e no Brasil. De acordo com o presidente do Simeam, Mario Vianna, alguns compromissos que foram assumidos durante a greve no início do ano não foram realizados e os profissionais da saúde precisam sensibilizar a sociedade a pressionar o governo para um futuro mais justo na área que trata da vida humana. Vianna acredita que a categoria médica precisa avançar em defesa de uma saúde de qualidade no Amazonas, onde o profissional médico enfrenta dificuldades nas condições de trabalho que reflete diretamente no atendimento à população. Manifestação nacional O Simeam vai participar da mobilização nacional da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), que vai reunir representantes de entidades médicas do país no protesto intitulado “GRITO DOS MÉDICOS: RESPEITO!”, no próximo dia 20 de dezembro. O evento consiste em uma caminhada no Rio de Janeiro, que partirá às 11h da Câmara Municipal (Cinelândia) e seguirá até a unidade do Ministério da Saúde (Rua México, 128). Conheça as principais reivindicações da categoria médica: • Desprecarização do trabalho médico; • Médicos federais e recuperação da gratificação de desempenho (GDM); • Regulamentação da Medicina; • Piso FENAM; • Planos de Cargos, Carreiras e Vencimento – PCCV; • Ensino de qualidade na Medicina; • Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeiras – REVALIDA; • Não à abertura indiscriminada de escolas de Medicina; • Assistência digna na saúde pública brasileira; • 10% da receita corrente bruta da União para a saúde; • Combate, punição e devolução de recursos desviados da saúde; • Não às terceirizações do serviço público de saúde; • Não à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares- EBSERH; • Não aos abusos dos planos de saúde. http://www.d24am.com/noticias/amazonas/sindicato-prope-protesto-em-defesa-dos-medicos-no-amazonas/76097 (Navegador Maxthon)

SINDICATO EXPRESSO: Médicos do Amazonas mantém greve apesar de decisão judicial desfavorável.

SINDICATO EXPRESSO

CRISE NO SUS – AMAZONAS: GREVE SE MANTÉM MESMO COM DECISÃO JUDICIAL CONTRÁRIA. MATO GROSSO: MÉDICOS DO SERVIÇO PÚBLICO INICIAM MOVIMENTO DE DEMISSÃO EM MASSA 

A reação dos médicos do serviço público de saúde continua no Brasil, sendo mais forte em alguns municípios e estados e com menor mobilização em outros. Essa luta vai tomando forma e consistência, de forma diretamente proporcional à capacidade dos profissionais de se mobilizarem, organizarem e definirem, com clareza, os objetivos de sua luta. A razão última de todos esses movimentos têm sido, a par de condições inadequadas de trabalho, a falta de uma política de recursos humanos séria, consistente e bem definida para a área médica. Péssimos salários aliam-se a várias formas de precarização do trabalho. Terceirizações que desafiam a Constituição, formas de contratação que infringem a CLT e dão prejuízo à previdência social e aos direitos dos médicos. Tudo isso acontece pelo Brasil. A falta de médicos, como temos provado e demonstrado insistentemente por meio de tantas matérias divulgadas aqui, está na gênese dessa crise do SUS, diante da qual vacilam o Governo Federal, na pessoa de seu Ministro da Saúde, governos estaduais e municipais.

No Amazonas, os médicos estaduais decidem manter movimento grevista, mesmo com decisão judicial em contrário. A Justiça comum tem se manifestado indiferente às questões trabalhistas que envolvem as relações classistas dos médicos. Suas decisões são quase sempre patronais, favorecendo governadores e Prefeitos contra os profissionais que apresentam reivindicações. A Justiça estadual não se debruça sobre a justeza ou não das reivindicações médicas. Não analisa a miséria dos salários (mesmo tendo a capacidade de compará-los aos do próprio Judiciário) e nem as questões graves de condições de trabalho precárias, questão que também aflige a muitos magistrados.

A coragem dos médicos estaduais amazonenses ficará aqui registrada, como uma homenagem do Sindicato Expresso, do Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e da Zona da Mata de Minas Gerais. Sindicato que teve uma greve de 40 dias, em 2011, interrompida pela coerção de uma medida judicial emanada do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais.

A matéria sobre o movimento dos médicos amazonenses pode ser lida em http://www.d24am.com/noticias/amazonas/medicos-do-estado-decidem-manter-greve-mesmo-com-decisao-judicial-contraria/48395

 

Médicos do Estado decidem manter greve mesmo com decisão judicial contrária
25 Jan 2012 . 10:17 h . Redação . portal@d24am.com

Mesmo com liminar da juíza Carla Reis, da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Amazonas, que suspendeu a greve, médicos vão continuar com a paralisação.
[ i ]

Manaus – Os médicos que estavam em greve há 9 dias decidiram em assembléia realizada no Conselho Regional de Medicina (CRM), na manhã desta quarta-feira (25) que irão continuar com a paralisação, mesmo com a liminar expedida pela juíza Carla Reis, da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Amazonas que suspendia o movimento.

Segundo o presidente Sindicato dos Médicos do Estado do Amazonas (Simeam), Mario Vianna, os médicos não consideram que a greve seja ilegal, pois serviços emergenciais continuam sendo oferecidos para a população.

A liminar da juíza Carla Reis considerava a greve ilegal, pois, segundo ela, causava mais problemas ao sistema de saúde do Estado, além de atrapalhar procedimentos emergenciais.

A multa pelo não cumprimento da decisão judicial varia entre R$ 10 mil a R$ 100 mil.

Os médicos reivindicam melhores condições de trabalho; conclusão do enquadramento do Plano de Cargo, Carreiras, e Vencimentos (PCCV) da Secretaria de Estado de Saúde (Susam); Revisão do PCCV da Susam e da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa); Pagamento de perdas salariais de 5,26%, referente ao ano de 2010; reajuste dos pisos salariais para R$ 9.188,22 por 20 horas semanais.

 

 

________________________________________________________________

Em conseqüência dessa mesma política desumana de recursos humanos no SUS, os médicos do Mato Grosso iniciam um movimento de demissão em massa. Fracassadas todas as possibilidades de negociação trabalhista e havendo desistência quanto ao uso do direito de greve, a demissão em massa permanece como único caminho digno.

A matéria pode ser conferida em http://www.midianews.com.br/?pg=noticias&cat=3&idnot=75622

Médicos iniciam movimento de demissão em massa
Até o momento, 13 profissionais já pediram desligamento da rede pública de Saúde

MidiaNews

Caos no atendimento no PS de Várzea Grande é resultado da falta de médicos e de equipamentos

LISLAINE DOS ANJOS
DA REDAÇÃO

Más condições de trabalho, atraso no pagamento de Verbas Indenizatórias (VIs), contratos irregulares e descumprimento de acordo judicial motivaram os médicos contratados para atuarem na rede pública de Várzea Grande a darem início, na segunda-feira (23), a um movimento demissionário.

A decisão foi tomada em assembleia-geral extraordinária, realizada no último dia 20. Somente na semana passada, nove médicos já haviam pedido demissão.

Nos dois primeiros dias de movimento, quatro médicos que atendiam no Pronto-Socorro da Cidade Industrial também já pediram desligamento.

Atualmente, 380 médicos prestam serviço no município, sendo que, destes, 180 atendem em 33 unidades de saúde da rede e os demais estão lotados no Pronto-Socorro.

Além do desligamento dos profissionais temporários, os médicos concursados também prometem entrar em greve, a partir do dia 1º de fevereiro. O Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed) apóia o movimento e já acionou o setor jurídico para tomar as providências necessárias.

A presidente do Sindimed, Elza Queiróz, afirmou, em entrevista ao MidiaNews, que o atraso no pagamento da Verbas Indenizatória (VI) – que corresponde a mais de 50% da remuneração mensal dos profissionais – foi um dos motivos que levaram a categoria a se mobilizar, “para dar um basta na situação vivida hoje no município”.

A VI estava com cinco meses de atraso e apenas dois meses foram regularizados. O piso básico é o único que continua em dia. A Secretaria de Saúde já havia afirmado, anteriormente, que, assim que o repasse mensal do Estado for feito, as três VIs em atraso seriam quitadas.

Elza ressaltou, porém, que o atraso no pagamento dessa verba não é a razão principal para a mobilização.

“Não se resume ao atraso na VI. É uma falta de respeito para com os profissionais. Desde 2009, o Sindimed reivindica melhores condições de trabalho. O secretário de Saúde de Várzea Grande [Marcos José da Silva] já começou a fazer algumas melhorias, mas os médicos já estão cansados disso”, disse.

De acordo com a presidente do Sindimed, o movimento nem mesmo pode ser classificado como “demissionário”, uma vez que muitos dos médicos que decidiram se desligar da rede pública de Saúde nem ao menos mantinham algum tipo de contrato formal assinado com o Governo municipal.

“Os contratos que vêm sendo feitos são irregulares. Vencem com três meses, um ano. Os médicos que estão pedindo desligamento da rede tiveram o contrato vencido no dia 31 de dezembro. Outros nem mesmo assinaram contrato”, afirmou.

Aqueles que tiveram o contrato vencido, segundo Elza, continuaram com o serviço para não deixar a população sem atendimento.

A presidente afirmou ainda que a Prefeitura de Várzea Grande encaminhou um distrato (documento para encerrar contrato), mas muitos médicos se recusaram a assiná-lo porque não haviam assinado contrato algum anteriormente, prestando serviço apenas por um acordo verbal com a secretaria.

“É um movimento, na verdade, desligando oficialmente daquele trabalho”, explicou a presidente.

Elza apontou, ainda, que os profissionais da área médica estão cansados de ser apontados como culpados pelo caos na Saúde enfrentado pela sociedade.

Segundo ela, a falta de equipamentos e materiais, apontados na última vistoria feita pelo Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) ao Pronto-Socorro de Várzea Grande, exemplifica o que a categoria está pedindo.

“Se há resultados ruins nos processos cirúrgicos ou no atendimento, é o médico que leva a culpa, mas faltam equipamentos, materiais. Se continuarem atuando desse jeito, eles (médicos) colocam em risco os próprios pacientes”, disse.

A categoria também pede pela realização de concurso público, uma vez que grande parte dos profissionais da área que atendem atualmente à população são contratados. A não estabilidade no emprego e os atrasos no pagamento da VI, desmotivam a categoria.

“No último concurso realizado, o piso salarial oferecido para os médicos foi de R$ 1,9 mil, o que é muito pouco atrativo para os profissionais”, alegou a presidente.

Orientação

De acordo com o Sindimed, a insatisfação pela maneira como a rede pública de saúde vem sendo gerida é geral na categoria, e não apenas de alguns profissionais, tanto entre os que atuam em policlínicas e rede atenção básica de Saúde como aqueles que atendem no Pronto-Socorro.

O sindicato orienta os profissionais a fazer a notificação à Secretaria de Saúde e, caso haja algo previsto em contrato, cumprir o aviso de 30 dias.

Pronto-Socorro

O aviso de desligamento dos profissionais da rede municipal colocou em risco o atendimento no Pronto-Socorro do município e, segundo a presidente do CRM-MT, Dalva Neves, pode resultar em uma superlotação no Pronto-Socorro de Cuiabá.

Além disso, o número de cirurgias que são realizadas no PSVG também deverá ficar comprometido.

No entanto, a assessoria do hospital municipal, que até hoje está sob gestão da extinta Fundação de Saúde de Várzea Grande (Fusvag), afirmou ao MidiaNews que a instituição irá continuar com as portas abertas à população, mantendo 40% do efetivo no atendimento de casos de urgência e emergência.

A presidente do Sindimed ressaltou que um repasse de R$ 700 mil que deveria ser feito mensalmente do Município para o Pronto-Socorro não é cumprido há quase dois anos, e que o atraso do repasse foi denunciado à Defensoria Pública, mas que até hoje não houve resposta alguma por parte do órgão.

“O único repasse feito é de R$ 400 em forma de pagamento de salários dos funcionários”, disse Elza Queiróz.

Segundo informações da assessoria do PS, atualmente existem 79 médicos contratados ainda atuando no hospital. Além deles, outros 57 profissionais, concursados, também estão trabalhando.

Além deles, há 62 funcionários atuando na administração da instituição que prestaram concurso para a Prefeitura e foram cedidos para trabalhar no hospital.

Repasse em atraso

Há um mês, a Secretaria de Estado de Saúde, sob Pedro Henry, não faz o repasse mensal de R$ 1,2 milhão à Secretaria Municipal de Saúde, o que é apontado pela pasta como razão para a não regularização das VIs que ainda estão em atraso.

Elza citou que outro motivo que levou a categoria a “cruzar os braços” é o descumprimento do acordo judicial firmado entre a Prefeitura de Várzea Grande e o Sindimed, em abril de 2010.

O acordo, homologado pelo juiz Gilberto Giraldelli, prevê a regularização do Plano de Carreira dos médicos, pagamento, em dia, da VI e do salário de cada profissional, a realização de concurso público (para diminuir o número de contratados na rede), pagamento de adicional noturno e melhoria nas condições de trabalho.

 

 

 POPULAÇÃO DE CRICIÚMA PROTESTA CONTRA FALTA DE MÉDICOS EM UNIDADES DE SAÚDE

 

A Crise do SUS prossegue no sul: Em Criciúma, a falta de médicos nas unidades de saúde já é sentida. A falta de médicos foi motivo de protestos populares. O Ministro Alexandre Padilha ainda vai entender que não vai resolver o problema do SUS com precarização do trabalho. Pelo contrário, deve perceber que o caminho é o dos cargos com  salário decente, o de planos de carreira que sejam capazes de fixar e atrair médicos para o serviço público e do respeito dos direitos e garantias necessários ao trabalho decente.

 A matéria pode ser conferida em http://www.engeplus.com.br/0,,41218,Mades-reclamam-da-falta-de-medic-nas-unidades-de-saude.html

 

Moradores reclamam da falta de médicos nas unidades de saúde
imprimir
Texto: A- | A+
25 de Janeiro de 2012 11h19
Jussi Moraes – jussi@engeplus.com.br

Ampliar imagem
Fotos: Jussi Moraes

A falta de médicos no 24 horas da Boa Vista foi motivo de protesto na manhã desta quarta-feira, em Criciúma. Moradores caminharam pelas ruas do bairro para mostrar sua indignação quanto à saúde oferecida pelo município. O líder conhecido por promover manifestos na região, Braz Sebastião Sabino, estava vestido de Jesus Cristo e carregava uma cruz. Segundo ele, as eleições estão chegando e as promessas começam a aparecer. “Só que ninguém resolve. Eles não vêm aqui conhecer a nossa realidade”, expôs.

A dona de casa Zuleide Silveira Martins, de 55 anos, disse que costuma enfrentar dificuldades na unidade de saúde. “Foi prometido mais médicos para a Boa Vista, mas ninguém foi contratado. Além disso, às vezes falta medicamento. Eu tenho pressão alta e tem dias que fico sem”, revelou. Ela afirma que sempre participa de manifestações para buscar melhorias para a comunidade.

Na unidade de saúde do bairro Santa Luzia os pacientes que aguardavam atendimento na manhã de hoje também estavam descontentes. Apenas um médico realiza atendimento no local e até as 10h30min não havia aparecido. O secretário do Sistema da Saúde, Silvio Ávila Junior, disse que o caso na Santa Luzia foi atípico. “O doutor Anibal Dário é muito comprometido e deve ter acontecido algum problema. As consultas que estavam agendadas serão remanejadas. O que aconteceu foi uma falha na comunicação”, garantiu.

Quanto a situação no Boa Vista, ele garante que todo o estoque de medicamento foi reposto nessa terça-feira. “Uma distribuidora desistiu da licitação e ficamos uma semana sem o serviço, mas já está tudo resolvido”, ressaltou. O quadro de funcionários também está completo. Realizam atendimento no local dois clínicos geral. “O Braz faz um papel muito importante naquela comunidade, só que algumas críticas não são construtivas”, comentou.
Ele alega que em 2011 foram colocados no 24 horas os serviços de eco cardiograma, dermatologia e neurologia, todos com especialistas. “Estamos contratando dois médicos para reforçar o atendimento nos 24 horas da Próspera e da Boa Vista. Isso só não aconteceu antes por falta de profissionais”, salientou.

FAX SINDICAL 976 – 13.01.12

————————————————-

Fax Sindical 976 – 13 de janeiro de 2012

————————————————-

 

Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e da Zona da Mata de Minas Gerais.

<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<< *** >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>

 

CONDIÇÕES DE TRABALHO DOS MÉDICOS BRASILEIROS.

 

Veja nesse Fax Sindical: Falta de segurança está transformando o trabalho médico. Em alguns lugares há situação de periculosidade. Médicas paulistas são ameaçadas de morte por organização criminosa. No Amazonas, a Casa Civil do Governador do Estado recebe representantes sindicais médicos para negociações trabalhistas. Paira uma ameaça de greve. No Mato Grosso confirmam-se os estudos da demografia médica, divulgados pelo CFM. Cada vez é menor o número de médicos dispostos a ganhar pouco, a não ter um plano de carreira decente e a atender em condições inadequadas. Diminui o número de médicos dispostos a trabalhar para o SUS.

 

SP: médicas recebem carta com ameaças de morte após delação

A matéria está em http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5556263-EI5030,00-SP+medicas+recebem+carta+com+ameacas+de+morte+apos+delacao.html

 

Géro Bonini
Direto de Botucatu

Os médicos da Unidade Básica Distrital de Saúde (UBDS) de Ribeirão Preto, a 318 km de São Paulo, receberam uma carta com ameças, assinada por uma facção criminosa. Em função do documento, foi registrado um boletim de ocorrência em nome da Secretaria Municipal da Saúde nesta quinta-feira. De acordo com a polícia, a carta foi deixada no balcão da unidade com ameças voltadas para a equipe que trabalha durante a madrugada.

No documento, constava o texto: “Avisa para as médicas do período da madrugada que um dus nossos pediu ajuda e elas chamaram a pulicia e a policia espancou ele. Então, mataremos quatro médicos por causa disso. Elas tem quatro dias. Os pulicias também iram morrer (sic).” A polícia solicitou as imagens de segurança do hospital e reforçará o policiamento no local. Até o momento, não foram levantados suspeitos.

AMAZONAS: Negociações trabalhistas – Casa Civil do Estado recebe médicos 

Diferente do que acontece em Juiz de Fora, onde o Prefeito Custódio Mattos, apesar da deterioração da condições de trabalho dos médicos e dos salários defasados e de uma greve de 40 dias, nunca recebeu uma representação sindical dos médicos, no Amazonas representantes sindicais dos médicos são recebidos na Casa Civil do Governador. Assim costumam funcionar as coisas em uma democracia. A democracia precisa chegar à Prefeitura de JUIZ DE FORA.

A notícia está em http://www.diariodaamazonia.com.br/diariodaamazonia/index2.php?sec=News&id=13661

A tentativa de reaproximação das entidades médicas com o governo do Estado ocorreu ontem, durante audiência dos membros dos Conselhos Federal (CFM) e Regional de Medicina (Cremero) com o secretário-chefe da Casa Civil, Juscelino Moraes do Amaral. Os representantes das entidades lamentaram a situação da saúde pública e se colocaram à disposição do governo.
“Nossa intenção é somente ajudar. Conhecemos todos os problemas da saúde e podemos contribuir para que o Estado promova melhor atendimento de saúde à população”, disse a presidente do Cremero, Maria do Carmo Wanssa.
O secretário-chefe da Casa Civil, Juscelino do Amaral, disse que estava à vontade por conhecer pessoalmente todos os membros da Diretoria do Cremero e afirmou que o governador Confúcio Moura vai resgatar o compromisso de mudar a face da saúde em Rondônia. “Para isso, foi necessário uma operação da Polícia Federal e Ministério Público, que, de certa forma, limpou alguns entraves que não contribuíam para o avanço do setor na direção da melhor prestação de serviço à sociedade”.
Já o o representante do CFM, Hiran Gallo, diretor-tesoureiro, revelou que estava feliz pela opção que o governador fez ao escolher Juscelino para a Casa Civil, “um setor essencial que precisa de alguém com a desenvoltura, estatura moral e jogo-de-cintura peculiar ao atual titular do posto. Não estamos exigindo nada do governo, nem temos o interesse em ficar por aí criticando o setor de saúde. Nosso objetivo é que todos tenham saúde pública de qualidade. E não é a classe médica que impede que isso aconteça”, observou.
A partir dessa audiência, o chefe da Casa Civil se comprometeu em trabalhar para refazer a ponte entre o governo do Estado e o Cremero por entender que essa parceria é profícua para o setor de saúde.
Participaram ainda da audiência com o secretário-chefe da Casa Civil, o vice-presidente do Conselho Regional de Medicina, Almerindo Brasil; e a tesoureira, médica Simi Bennesby Marques.

DEMOGRAFIA MÉDICA.

MT está no “ranking” dos que tem menos médicos atendendo pelo SUS 

 

Confirmando estudos feitos pelo CFM e pelo IPEA, os baixos salários, a precarização do trabalho e das condições de atendimento e a falta de planos de carreira tem afastado os médicos do serviço público. Ele não está nos melhores planos dos médicos mais jovens. A situação se torna alarmante e, cada vez mais, a preferência do profissional, após sua longa e custosa formação profissional, recai sobre os serviços privados.

Essa situação parece não sensibilizar o Ministério da Saúde e o Congresso Nacional. Leis sobre o piso salarial dos médicos, sobre a regulamentação da Medicina e sobre a carreira para médicos do SUS não progridem, enquanto a situação se agrava. Não se percebe vontade política dos nossos governantes em resolver essa questão, embora as pesquisas de opinião incluam a saúde entre as principais preocupações dos eleitores e o discurso dos políticos em campanha eleitoral esteja sempre recheado de referências e promessas sobre a melhoria da saúde pública. A situação toda cheira a fracasso e desastre, com conseqüências negativas, a médio e longo prazo, para o povo brasileiro e para o desenvolvimento social e sustentável da nação.

A matéria sobre a crise de recursos humanos no SUS em Mato Grosso está em http://www.sonoticias.com.br/noticias/11/143237/mt-esta-no-ranking-dos-que-tem-menos-medicos-atendendo-pelo-sus 

 

Fonte: Só Notícias/Karoline Kuhn

Em meio a sinalizações de greves em hospitais, falta de leitos e outros problemas relacionados a atendimentos e auxílios para pacientes em Mato Grosso, um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apresenta dados nada otimistas referentes à saúde pública do Estado. Há baixa quantidade de profissionais com instrução de nível superior que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e, também, o número de leitos autorizados para internação. Mato Grosso, que tem 141 municípios e pouco mais de 3 milhões de habitantes, está na sexta pior posição de profissionais da área (com instrução de nível superior) atuando no SUS, com 2,3 para cada mil habitantes. O menor índice neste quesito é Maranhão, com 1,3 profissionais a cada mil moradores. Pará registra 1,5; Rondônia 1,8 e Ceará e Tocantins, 2,2. O “melhor” número é em Sergipe, onde há 4,2 profissionais a cada mil habitantes. Porém, a localidade tem população estimada em 2 milhões entre 75 cidades, conforme dados do último Censo Populacional.

Quando analisada a quantidade de leitos de internação pelo Sistema Único, Mato Grosso aparece em nono (do mais baixo ao maior), com 4.857. Para estes dados, foram levados em consideração o mês de novembro do ano passado. Roraima teve o resultado menor, com 822 leitos, seguido pelo Amapá, com 923. Já São Paulo encabeça a relação, com a maior quantidade: 60,2 mil.

A nível nacional o Ipea aponta que há, atualmente, 3,1 profissionais da saúde a cada mil habitantes. Nas regiões Norte e Nordeste, esses números são menores (1,9 e 2,4 respectivamente). Já no Sul e no Sudestes, superiores (3,7 em ambos). A região Centro-Oeste possuí índices mais próximos da média nacional (2,9).

O estudo apresenta, de modo geral, que a presença do Estado na área da saúde se mostra com desequilíbrio regional, desfavorecendo as regiões menos desenvolvidas do país, com menos presença de profissionais com nível de instrução superior e menor quantidade de leitos disponíveis para internação. Além dos fatores econômicos, agravam a situação de desigualdade, a dimensão e a complexidade das suas áreas e as dificuldades de locomoção decorrentes destas condições. 

Coragem necessária: médica enfrenta rádio pela internet

Davi contra Golias. Tostão contra milhão. Médica foi sistematicamente atacada por radialista de poderosa empresa jornalística. Chegou a ser afastada do trabalho pelos ocupantes do poder.

Sem medo, ela enfrentou a campanha pela internet. Angariou apoio e aliados. Recebeu solidariedade.

Na Justiça foi reintegrada ao seu trabalho.

Agora o Ministério Público Federal acatou denúncia contra a emissora: a CBN Manaus.

Com coragem e determinação foi possível vencer o assédio moral e a agressão. Um exemplo para uma categoria esmagada e porumida. Leia a matéria abaixo para conhecer a história dessa luta.
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/mpf-do-amazonas-recebe-denuncia-contra-cbn-manaus