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Telegrama Sindical: Justiça obriga Central Nacional Unimed a atender clientes da Paulistana – 18/09/2015 – Cotidiano – Folha de S.Paulo

ustiça obriga Central Nacional Unimed a atender clientes da Paulistana – 18/09/2015 – Cotidiano – Folha de S.Paulo

Está agora na Folha on-line: a Justiça determinou que a UNIMED Nacional assuma os clientes da UNIMED paulistana que não conseguirem atendimento. A UNIMED paulistana quebrou. A UNIMED nacional disse que não foi notificada. Cabe recurso.

Diz a matéria da Folha de SP:

Os clientes da Unimed Paulistana que não conseguirem atendimento na rede da empresa em até 24 horas deverão ser atendidos pela Central Nacional Unimed (CNU).
É o que determina uma liminar expedida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) nesta quinta-feira (17).
A decisão é uma resposta a uma ação do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), que argumentou que a CNU tem responsabilidade solidária pelos clientes da Paulistana. Cabe recurso.

Fonte: Justiça obriga Central Nacional Unimed a atender clientes da Paulistana – 18/09/2015 – Cotidiano – Folha de S.Paul

Fonte: Telegrama Sindical: Justiça obriga Central Nacional Unimed a atender clientes da Paulistana – 18/09/2015 – Cotidiano – Folha de S.Paulo

Presidente do CFM quer que médicos de planos de saúde cobrem por consulta Clientes pagariam pelas consultas e as mensalidades dos planos valeriam apenas para custear os procedimentos

Presidente do CFM quer que médicos de planos de saúde cobrem por consulta http://m.estadao.com.br/noticias/vidae,presidente-do-cfm-quer-que-medicos-de-planos-de-saude-cobrem-por-consulta,984309.htm Presidente do CFM quer que médicos de planos de saúde cobrem por consulta Clientes pagariam pelas consultas e as mensalidades dos planos valeriam apenas para custear os procedimentos, defende Roberto D’Ávila, do Conselho Federal de Medicina, que quer mudança o quanto antes; tema não foi discutido entre membros do CFM Terça, 15 de Janeiro de 2013, Estratégia de Roberto D’Avila é uma forma de driblar os baixos valores pagos pelas operadoras Lígia Formenti BRASÍLIA – O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Roberto D’Ávila, quer que médicos de planos de saúde passem a cobrar seus pacientes pelas consultas. “A ideia é que eles se desvinculem dos planos para esse tipo de atendimento. O credenciamento passaria a valer apenas para outros procedimentos”, defende. A estratégia, uma forma de driblar os baixos honorários pagos pelas operadoras, teria uma limitação: ela não poderia ser adotada por profissionais que atendessem nos hospitais dos planos de saúde ou por médicos contratados. O tema ainda não foi discutido entre integrantes do colegiado. “Mas estou divulgando a ideia. Meu sonho é que isso seja feito o mais brevemente possível”, completou. A sugestão vem à tona quase dois meses depois da aprovação no CFM de uma recomendação liberando médicos de planos de saúde a cobrar um adicional pelo acompanhamento de gestantes durante o parto normal. A diferença é que, no caso do acompanhamento de gestantes, o médico receberia uma parte dos honorários da paciente e outra, do plano. No caso das consultas, apenas do paciente. D’Ávila considera um equívoco médicos aceitarem receber de R$ 30 a R$ 40 dos planos por consulta e, no atendimento particular, cobrar pelo menos R$ 150. “Os reflexos disso são evidentes”, constata D’Ávila. Ele observa que pacientes de convênios têm atendimentos rápidos, que não ultrapassam 10 minutos. Já a consulta de um paciente particular pode durar em média meia hora. “Isso não é bom para o profissional, não é bom para o paciente.” O presidente do CFM diz não haver empecilho para que o descredenciamento para atendimento de consultas seja realizado. “Em boa parte dos casos, não há contrato entre operadora e prestador de serviço. Os termos são antigos, não foram renovados e, consequentemente, não têm validade”, assegura – um argumento que ainda desperta dúvida mesmo dentro do CFM. As alternativas que passam a ser discutidas pelo conselho surgem quase dois anos depois do início da movimentação para elevar os honorários pagos pelas operadoras aos médicos. Entre as estratégias apoiadas pelas entidades de classe estão as suspensões temporárias de atendimentos a pacientes de planos. As paralisações ocorrem geralmente com especialidades determinadas e não atingem o atendimento de emergência. Os protestos, no entanto, até agora trouxeram poucos resultados práticos. Na semana passada, a superintendência do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) recomendou que associações médicas de vários Estados – incluindo conselhos regionais – fossem condenadas pela prática de crime econômico. “Vamos continuar lutando”, disse D’Ávila. Em novembro, o CFM liberou que médicos de convênio passassem a cobrar de gestantes um valor pelo acompanhamento durante o parto normal. “O contrato do profissional com a operadora prevê o recebimento pelas consultas e pelo procedimento do parto em si, mas não pelo acompanhamento”, afirmou na ocasião o coordenador da Câmara Técnica do CFM Gerson Zafalon. Polêmica, essa cobrança foi considerada abusiva pela advogada do Instituto de Defesa do Consumidor, Joana Cruz, e atualmente está em discussão na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Em 30 anos planos de saúde serão impagáveis e inacessíveis

A notícia foi publicada no jornal “O Estado de São Paulo”, foi baseada em estudos e projeções desenvolvidos pelo IDEC, Instituto de Defesa do Consumidor e está em http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,planos-de-saude-serao-impagaveis-em-30-anos-aponta-idec,136785,0.htm

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SÃO PAULO – Um levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) apontou que, entre 2002e 2012, a diferença entre a inflação (IPCA) acumulada e o reajuste dos planos de saúde foi de 38,12%, o que indica que o preço deste tipo de serviço vem aumentando bem acima da reposição inflacionária. Isso significa que, dentro de 30 anos, caso as correções mantenham o mesmo ritmo, o consumidor, que hoje compromete 7% da sua renda com planos de saúde, passaria a usar 73% dela.

“Projetando a diferença dos índices para as próximas três décadas, as mensalidades serão corrigidas em 163,49% acima do IPCA”, afirma a economista do Idec, Ione Amorim. Assim, o consumidor perderia a capacidade de pagar pelo serviço.
O Idec realizou uma simulação que leva em conta um plano de saúde individual, decusto em torno de R$ 210, contratado por um usuário de 30 anos, cuja renda mensal é de R$ 3 mil. O valor do plano, neste quadro, compromete 7% desta renda. Levando em conta que sejam mantidas as regras de reajuste dos preços e as condições de reposição salarial, quando esse indivíduo fizer 60 anos ele terá mudado de faixa etária, o que faria seu plano sofrer um aumento de 296,79%.
“Além desse acréscimo, se aplicado o reajuste de 163,49% acima da inflação no período, seu plano passará dos R$ 210,07 para R$ 2.196,28, o que representaria 73,21% de sua renda, e inviabilizaria o pagamento do plano de saúde”, diz Ione.
Em 2010, o Idec realizou o mesmo levantamento, e, em vez dos 73%, chegou a54,12%, o que aponta, segundo a instituição, que em dois anos a correção dos preços dos planos cresceu 7 pontos percentuais.
A reportagem procurou a Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), entidade representativa dos convênios médicos, que até o momento não se manifestou sobre o assunto.
Estadão

CFM divulga nota de esclarecimento sobre protesto nacional dos médicos contra planos de saúde.

Entre os motivos que levaram ao protesto nacional está a preocupação dos médicos com o estrangulamento da assistência oferecida pelos planos. Há a percepção de descompasso entre o número de clientes dessas empresas (cerca de 50 milhões de pessoas) e o tamanho da rede de cobertura oferecida. Essa situação tem prejudicado de forma severa a qualidade do atendimento e pode colocar a população beneficiária em situação de risco de vida. Reivindicações – Outro ponto crítico é o desequilíbrio da relação financeira das operadoras dentro do setor, com comprovada defasagem dos honorários pagos aos médicos. De acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 2000 a 2011 houve inflação acumulada de 119,8%. No entanto, no mesmo período as mensalidades dos planos (cobradas dos seus clientes) sofreram aumento de 150,89% e os valores de consultas e procedimentos teve reajuste inferior a 60%. Para combater essa distorção, os médicos, além da negociação direta com as empresas, cobram da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) uma nova contratualização, que inclua índices de reajuste dos honorários e periodicidade de sua aplicação através de data base e negociação coletiva com as entidades médicas. Essa proposta foi entregue à ANS em abril passado, mas até o momento não houve resposta. O mapa do protesto – Desde a última segunda-feira (8), mais quatro estados anunciaram a suspensão de atendimentos como forma de protesto. No Ceará, a suspensão atingirá todos os planos de saúde. Em Sergipe e Tocantins, o foco será direcionado para planos selecionados em assembleias locais. No Pará, haverá suspensão do atendimento apenas por parte dos médicos pediatras. No Paraná, os médicos aguardam o resultado da mediação da Assembleia Legislativa do Estado para definirem a forma do protesto. Com esses últimos relatos encaminhados pelas entidades médicas locais, o mapa do protesto ficou assim: 1) Em todas as 27 unidades da federação, estão previstos atos públicos contra as empresas da área da saúde suplementar. 2) Em 19 delas, os médicos – reunidos em assembleias – já confirmaram a suspensão – por tempo determinado – dos atendimentos de consultas, exames e outros procedimentos eletivos. 3) Em nove estados, essa suspensão todos os planos de saúde. 4) Em outros dez, a mobilização afetará planos selecionados pelas entidades locais. 5) Dois estados (Paraíba e Rio de Janeiro) têm assembleias marcadas para esta quarta- feira (10) para debater o tema. 6) Apenas o Espírito Santo deliberará sobre a questão na próxima segunda-feira (15). 7) Outras cinco confirmaram o apoio ao protesto, mas sem paralisação por entenderem que houve avanços importantes em suas negociações locais. Saiba mais: Conheça os cinco pontos da pauta de reivindicação da categoria médica: 1. Reajuste dos honorários de consultas e outros procedimentos, tendo como referência a CBHPM. 2. Inserção nos contratos de critério de reajuste, com índices definidos e periodicidade, por meio de negociação coletiva 3. Inserção nos contratos de critérios de descredenciamento 4. Resposta da ANS, por meio de normativa, à proposta de contratualização, encaminhada pelas entidades médicas 5. Fim da intervenção antiética na autonomia da relação médico-paciente. O que acontece? Ø No dia 10 de outubro, médicos de todo o país organizam atos públicos (caminhada, manifestação, assembleia) para marcar o início do movimento. Ø Durante 15 dias, entre 10 e 25 de outubro, os profissionais podem suspender o atendimento através das guias dos planos de saúde. Ø Os pacientes serão previamente informados da suspensão do atendimento, podendo ter suas consultas e procedimentos eletivos reagendados. Ø Os atendimentos de urgência e emergência serão mantidos. De Norte a Sul, entidades médicas se organizam para protestar contra planos de saúde Associações e sociedades de especialidades, conselhos de medicina e sindicatos médicos organizam uma série de atividades em outubro pelo protesto contra os abusos praticados pelos planos de saúde. Confira abaixo, a decisão de cada um dos estados: Acre – Os médicos do estado decidiram pela suspensão do atendimento a consultas e procedimentos eletivos para todos os planos de saúde entre os dias 10 e 17 de outubro. Amapá – No Amapá, a Comissão de Honorários Médicos mantém uma mesa de negociação permanente com as operadoras de planos de saúde, desde abril de 2011. As negociações têm resultado em avanços na saúde suplementar do estado, que não irá aderir ao protesto nacional. Alagoas – Naquele estado, as negociações têm resultado em avanços na saúde suplementar e, por isso, não haverá suspensão de atendimento. Amazonas – Os médicos do estado decidiram pela suspensão do atendimento a consultas e procedimentos eletivos para todos os planos de saúde no dia 15 de outubro. Bahia – No estado, o protesto contra os planos de saúde terá início no dia 10, com término em 19 de outubro. Serão atingidas as operadoras que não negociaram, não cumpriram acordos ou que apresentaram propostas irrisórias. Ceará – Em 9 de outubro, representantes das entidades médicas cearense decidiram aderir ao movimento nacional. No Ceará, os médicos conveniados aos planos irão paralisar suas atividades eletivas no dia 18 de outubro, Dia do Médico, em protesto contra os honorários pagos pelos planos de saúde e também contra ao tratamento dado aos usuários. Distrito Federal – Não haverá suspensão do atendimento no Distrito Federal, mas, em apoio ao movimento nacional, as entidades médicas locais realizarão atos públicos nos dias 10 e 20 de outubro, para esclarecer os motivos do movimento nacional contra os planos de saúde. Espírito Santo – Nova assembleia prevista para 15/10 Goiás – Haverá paralisação dos atendimentos eletivos entre os dias 17 e 19 de outubro. A suspensão atingira sete planos de saúde considerados os piores em atuação em no estado. Está prevista a realização de uma assembleia no dia 10 de outubro para oficializar o protesto. Maranhão – Haverá paralisação dos atendimentos a partir do dia 10 de outubro, por um período de 15 dias. Serão atingidos os planos que atrasam de forma sistemática o pagamento dos honorários dos profissionais, os que interferem na autonomia do médico, negando exames e postergando internações sem justificativa técnica, além daqueles que não adotam a CBHPM como referencia para cobrança de honorários. Mato Grosso – Em 11 de outubro, médicos do estado suspenderão o atendimento em protesto aos planos de saúde. Uma assembleia será realizada no dia 15 de outubro para definir rumos do movimento. Mato Grosso do Sul – Em assembleia realizada no último dia 26 de setembro, as sociedades de especialidades e a Comissão de Honorários Médicos do estado decidiram pela suspensão do atendimento a consultas e procedimentos eletivos para todos os planos de saúde entre os dias 10 e 17 de outubro. Minas Gerais – Entre os dias 10 e 18, os profissionais suspenderão atendimentos eletivos através dos planos de saúde e cooperativas médicas que operam planos de saúde. Durante o período, o atendimento será realizado através de cobrança direta ao paciente, praticando os valores de procedimentos tendo como referência a CBHPM 2011 e consulta sugerida de R$80,00. Com os recibos, os pacientes poderão pedir reembolso. Pará – Médicos pediatras do estado do Pará vão aderir à paralisação nacional da categoria médica contra os honorários irrisórios pagos pelos planos de saúde. A paralisação está marcada para o período entre 10 e 25 de outubro. Paraíba – Assembleia prevista para 10/10 Paraná – As entidades médicas do estado firmaram acordo com a Assembleia Legislativa do Estado do Paraná e cancelam suspensão de atendimento até o dia 24 de outubro. O pedido de suspensão da paralisação foi feito pela Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa, que assumiu compromisso oficial com os médicos de interferir na negociação com os planos de saúde. Na hipótese de não homologação do acordo, a suspensão será realizada entre os dias 24 de outubro e 7 de novembro. Pernambuco – Entre os dias 8 e 14 de outubro, o movimento médico de Pernambuco dará início à divulgação das causas do movimento, com ato público no dia 10. Na semana seguinte, de 15 a 19 de outubro, serão paralisados os atendimentos a alguns planos do estado (planos-alvo). Piauí – Do dia 10 a 14 de outubro, todos os médicos credenciados juntos às operadoras no Piauí se mobilizarão em apoio ao movimento nacional contra os abusos cometidos pelos planos e seguros de saúde. Em respeito aos usuários de planos de saúde, as entidades médicas locais estão fazendo divulgação tanto na imprensa como através de material informativo distribuídos nos hospitais e clínicas ligadas à rede credenciada. Rio de Janeiro – No Rio de Janeiro, é uma prática a negociação anual de honorários e procedimentos com as operadoras, com consequentes reajustes. As negociações com os 19 principais planos serão avaliadas pelas entidades locais no dia 8 de outubro e, em assembleia geral no dia 10, as entidades locais irão definir os rumos do movimento em âmbito estadual. Rio Grande do Norte – Em 10 de outubro, médicos do estado realizarão manifestação contra os abusos cometidos pelos planos de saúde na praça 7 de setembro, em frente à Assembleia Legislativa. Como forma de protesto, o atendimento será suspenso durante a quarta. Uma assembleia será realizada à noite, para decidir se a paralisação continua. Rio Grande do Sul – Os médicos gaúchos decidiram, em assembleia em Porto Alegre, suspender de 15 a 17 deste mês as consultas e os procedimentos não urgentes de usuários de seis planos que mantêm mau relacionamento com a categoria no Estado. Desde 2011, a Comissão Estadual de Honorários Médicos convida as empresas para tratar da elevação dos valores. Mais de 16 mil dos 24 mil médicos do Estado estão credenciados a operadoras. Rondônia – A Comissão de Honorários Médicos de Rondônia foi recentemente criada, se mobiliza pela primeira vez por melhorias na saúde suplementar. No estado, o atendimento será suspenso no período de 15 a 17 de outubro. Roraima – Não haverá suspensão do atendimento no estado, mas, em apoio ao movimento nacional, os médicos expressarão sua insatisfação por meio da imprensa e no contato com os pacientes, ao esclarecerem aspectos da pauta de reivindicações da categoria. Santa Catarina – Entre os dias 15 e 19 de outubro, os médicos catarinenses suspenderão o atendimento aos planos de saúde que ainda não firmaram acordo com o Conselho Superior das Entidades Médicas de Santa Catarina. O protesto ocorre na Semana do Médico para chamar a atenção pelo desrespeito das operadoras com o trabalho médico. Sergipe – Entre os dias 10 e 25 de outubro, os médicos de Sergipe suspenderam os atendimentos aos planos de saúde através das guias. Não serão suspensos os atendimentos dos pediatras, tendo em vista os acordos já firmados entre a Sociedade Sergipana de Pediatria (SOSEPE) e as operadoras. A expectativa das entidades regionais é de que a paralisação atinja 100% de adesão no dia 18 de outubro, Dia do Médico. São Paulo – Os médicos do estado decidiram paralisar o atendimento eletivo aos planos de saúde de 10 a 18 de outubro como protesto contra práticas abusivas das empresas e a defasagem inaceitável dos procedimentos médicos. As lideranças aprovaram a suspensão do atendimento ao grupo de operadoras que não aceitaram negociar com a classe médica ou não enviaram propostas concretas até o momento. Na noite do dia 8, novos planos serão acrescentados à lista, que será divulgada em coletiva no dia 9 de outubro, na sede da Associação Paulista de Medicina (APM). Tocantins – A suspensão no Tocantins ocorrerá entre os dias 15 a 25 de outubro. A medida faz parte da mobilização nacional contra os honorários pagos pelos planos de saúde e também contra ao tratamento dado aos usuários.

Resgate da valorização do trabalho médico será um desafio, diz diretor da ANS

FENAM – “Resgate da valorização do trabalho médico será um desafio”, diz André Longo, novo diretor da ANS

“Resgate da valorização do trabalho médico será um desafio”, diz André Longo, novo diretor da ANS

 

Foto: Simepe


André Longo já foi diretor da Federação Nacional dos Médicos

 

10/01/2012
Após a aprovação de seu nome pelo Senado, ele listou o resgate da valorização do trabalho médico como um desafio

O plenário do Senado referendou, no dia 13 de dezembro, a indicação de André Longo Araújo de Melo para exercer o cargo de diretor da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Longo é médico graduado pela Universidade de Pernambuco (UPE) e atualmente ocupa o cargo de conselheiro federal suplente por Pernambuco no Conselho Federal de Medicina (CFM). É também vice-corregedor e ex-presidente do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe).

A indicação foi aprovada na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), em 30 de novembro, após sabatina, e então encaminhada ao plenário da Casa. Veja abaixo a entrevista de André Longo ao jornal Medicina sobre os principais desafios na relação atual da ANS com os médicos:

Como o senhor recebeu a notícia da indicação?

Fiquei honrado com a confiança do ministro Alexandre Padilha e da presidenta Dilma Rousseff em submeter meu nome para apreciação do Senado Federal. Estou satisfeito com o debate no Senado e com a aprovação. Encaro como missão ajudar a regular, com equilíbrio, assegurando o interesse publico, este setor tão importante que hoje envolve mais de 46 milhões de beneficiários de planos de assistência médica, mais de 15 milhões de beneficiários de planos exclusivamente odontológicos, 1600 operadoras ativas, mais de 130 mil prestadores médicos, além de milhares de odontólogos, laboratórios, clínicas e hospitais.

Quais os principais desafios na relação atual da ANS com os médicos?

Venho de longo período de atuação nas entidades médicas, sei que há muita expectativa de mudanças. A reclamação central dos médicos e das entidades é a desvalorização do trabalho do médico ocorrida ao longo das últimas décadas. Os honorários médicos não foram reajustados na mesma medida do crescimento do setor, perderam força quando comparados aos recursos que foram mobilizados para os gastos com tecnologia, notadamente para pagamento de materiais e medicamentos.

Um dos grandes desafios para a agenda regulatória da ANS é como promover o resgate da valorização do trabalho médico de qualidade, chamado artesanal, como nas consultas, visitas hospitalares e cirurgias, não atrelado, necessariamente, à tecnologia. Embora não tenha competência legal para arbitrar valores e reajustes de honorários, a ANS reconhece a defasagem dos honorários médicos e deve buscar, pela rediscussão do modelo de pagamentos de prestadores, um maior equilíbrio, haja vista que esta realidade tem trazido dificuldades para o setor

Como será a atuação do senhor na diretoria da ANS?

A agenda regulatória que está em curso é ampla e desafiadora. Muito já foi feito e ainda há muito mais por fazer. Acredito que a regulação deve estar em constante evolução e deva ser dinâmica, educativa, participativa, e transparente nas ações. Toda a agenda regulatória deve ser cumprida, com ênfase na sustentabilidade do setor, no estímulo à concorrência, na prevenção de doenças e na assistência ao idoso, na qualidade assistencial e na assistência farmacêutica, na integração com o SUS e no ressarcimento devido, no aprimoramento da contratualização e na valorização dos prestadores e de sua relação de dedicação e qualidade com os pacientes. Assim conseguiremos atingir patamares de mais qualificação na saúde suplementar, que deve ser o objetivo maior de todos os compromissados com o setor.

Fonte : Jornal Medicina 203

Resgate da valorização do trabalho médico será um desafio, diz diretor da ANS

FENAM – “Resgate da valorização do trabalho médico será um desafio”, diz André Longo, novo diretor da ANS

“Resgate da valorização do trabalho médico será um desafio”, diz André Longo, novo diretor da ANS

 

Foto: Simepe


André Longo já foi diretor da Federação Nacional dos Médicos

 

10/01/2012
Após a aprovação de seu nome pelo Senado, ele listou o resgate da valorização do trabalho médico como um desafio

O plenário do Senado referendou, no dia 13 de dezembro, a indicação de André Longo Araújo de Melo para exercer o cargo de diretor da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Longo é médico graduado pela Universidade de Pernambuco (UPE) e atualmente ocupa o cargo de conselheiro federal suplente por Pernambuco no Conselho Federal de Medicina (CFM). É também vice-corregedor e ex-presidente do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe).

A indicação foi aprovada na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), em 30 de novembro, após sabatina, e então encaminhada ao plenário da Casa. Veja abaixo a entrevista de André Longo ao jornal Medicina sobre os principais desafios na relação atual da ANS com os médicos:

Como o senhor recebeu a notícia da indicação?

Fiquei honrado com a confiança do ministro Alexandre Padilha e da presidenta Dilma Rousseff em submeter meu nome para apreciação do Senado Federal. Estou satisfeito com o debate no Senado e com a aprovação. Encaro como missão ajudar a regular, com equilíbrio, assegurando o interesse publico, este setor tão importante que hoje envolve mais de 46 milhões de beneficiários de planos de assistência médica, mais de 15 milhões de beneficiários de planos exclusivamente odontológicos, 1600 operadoras ativas, mais de 130 mil prestadores médicos, além de milhares de odontólogos, laboratórios, clínicas e hospitais.

Quais os principais desafios na relação atual da ANS com os médicos?

Venho de longo período de atuação nas entidades médicas, sei que há muita expectativa de mudanças. A reclamação central dos médicos e das entidades é a desvalorização do trabalho do médico ocorrida ao longo das últimas décadas. Os honorários médicos não foram reajustados na mesma medida do crescimento do setor, perderam força quando comparados aos recursos que foram mobilizados para os gastos com tecnologia, notadamente para pagamento de materiais e medicamentos.

Um dos grandes desafios para a agenda regulatória da ANS é como promover o resgate da valorização do trabalho médico de qualidade, chamado artesanal, como nas consultas, visitas hospitalares e cirurgias, não atrelado, necessariamente, à tecnologia. Embora não tenha competência legal para arbitrar valores e reajustes de honorários, a ANS reconhece a defasagem dos honorários médicos e deve buscar, pela rediscussão do modelo de pagamentos de prestadores, um maior equilíbrio, haja vista que esta realidade tem trazido dificuldades para o setor

Como será a atuação do senhor na diretoria da ANS?

A agenda regulatória que está em curso é ampla e desafiadora. Muito já foi feito e ainda há muito mais por fazer. Acredito que a regulação deve estar em constante evolução e deva ser dinâmica, educativa, participativa, e transparente nas ações. Toda a agenda regulatória deve ser cumprida, com ênfase na sustentabilidade do setor, no estímulo à concorrência, na prevenção de doenças e na assistência ao idoso, na qualidade assistencial e na assistência farmacêutica, na integração com o SUS e no ressarcimento devido, no aprimoramento da contratualização e na valorização dos prestadores e de sua relação de dedicação e qualidade com os pacientes. Assim conseguiremos atingir patamares de mais qualificação na saúde suplementar, que deve ser o objetivo maior de todos os compromissados com o setor.

Fonte : Jornal Medicina 203

Médicos catarinenses anunciam suspensão de atendimento aos planos do grupo Unidas por tempo indeterminado

Ano passado (07 de abril) os médicos brasileiros que atuam em planos de saúde realizaram um dia nacional de paralisação, chamando atenção dos usuários de planos de saúde, da opinião pública e da classe médica para a dificuldade das relações de capital e trabalho entre operadoras de planos de saúde e os médicos que para elas vendem seu trabalho especializado e qualificado. Depois várias ações foram desencadeadas, em cidades e unidades da federação. Mas a luta se prenuncia longa, e continuará em 2012.

Os médicos catarinenses iniciam o ano de 2012 retomando essa bandeira de luta. Quinze planos de saúde terão o atendimento médicos suspenso. A notícia pode ser lida em http://www.metropolitanosc.com.br/jornal/vernoticia.php?idnoticia=002042

 

Médicos suspendem atendimento a mais de 15 planos de saúde a partir de terça-feira
Capa – 09/01 – 15h04min

A falta de um acordo a respeito de reajuste de remuneração a consultas e procedimentos médicos forçou os médicos catarinenses a suspenderem a partir das 8h do dia 10 de janeiro, por tempo indeterminado, os atendimentos aos planos de saúde do grupo Unidas.

Divulgação


Mapa de Santa Catarina

“Estes planos historicamente sempre foram parceiros das entidades médicas. Porém, a categoria chega a um momento de busca de valorização profissional em que os valores praticados pelos planos de saúde não garantem mais a sustentabilidade de consultórios e muito menos a continuidade de aperfeiçoamento profissional. Os médicos entendem que a implantação em Santa Catarina da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM) sem redutores tem que ser adotada pelas operadoras de planos de saúde”, afirma o presidente do Sindicato dos Médicos do Estado de Santa Catarina (SIMESC), Cyro Soncini.

O presidente do Sindicato explica que a CBHPM foi elaborada há uma década e desde então os médicos em todo o país lutam para que ela seja o referencial de remuneração. De acordo com a classificação, uma consulta médica, por exemplo, teria que custar R$ 65. No entanto, as operadoras alegam que este valor inviabilizaria financeiramente as empresas. “O reajuste dos planos de saúde é repassado religiosamente aos clientes todos os anos e esse reajuste não chega ao médico. Precisamos acabar com essa condição de que o cliente paga e a disponibilidade de médicos diminui a cada dia porque de alguma forma esse reajuste não é repassado aos profissionais”, comenta Soncini.

Ainda de acordo com o presidente do Sindicato, dados da Agência Nacional de Saúde (ANS) apontam que na última década o setor de saúde suplementar cresceu em ritmo inédito. “É um grande negócio para as operadoras porque os pacientes têm cada vez mais dificuldade em agendar uma consulta e os médicos vem-se obrigados a deixar de atender porque a remuneração não é atrativa. É um mercado, mas que no momento beneficia somente uma ponta. Se plano de saúde não desse lucro estaríamos vendo operadoras fechando. E não é bem isso o que está acontecendo”.

O Sindicato dos Médicos, integrante do Conselho Superior das Entidades Médicas de Santa Catarina (COSEMESC), orientou os médicos que atendam os pacientes do grupo Unidas mediante o pagamento do valor da consulta de R$ 65. Da mesma forma devem proceder em relação a outros procedimentos médicos. Os médicos devem emitir um recibo para que os pacientes busquem o reembolso com as operadoras.

Integram os planos de saúde do grupo Unidas Assefaz, Brasil Foods, Capesesp, Cassi, Celos, Conab, Correios Saúde, Eletrosul, Elos Saúde, Embratel, Fassincra, Funservir, Geap, Petrobrás, Proasa, Pró-Saúde Alesc, Saúde Caixa, Sesef, Tractebel Energia e outros planos regionais, incluindo o SC Saúde do Governo do Estado.

Paralisação dos planos de saúde. Paraná- 10 mil pararam e 2 mil se descredenciaram

Cerca de 10 mil médicos suspendem atendimento por planos de saúde no Paraná

Curitiba – No Paraná, cerca de 10 mil médicos, de um total de 19 mil, suspenderam hoje (21) o atendimento a clientes de planos de saúde, para cobrar o reajuste nos valores pagos pelas prestadoras. O estado é uma das unidades federativas em que os profissionais deixaram de atender consultas de todas as operadoras. O atendimento nas emergências está mantido.

Segundo a Comissão Estadual de Honorários Médicos, composta por membros da Associação Médica do Paraná (AMP), do Conselho Regional de Medicina (CRM) e do Sindicato dos Médicos, até agora, nenhuma operadora chegou a um acordo. O presidente da AMP, João Carlos Baracho, destacou que, nos últimos seis meses, cerca de 2 mil médicos se descredenciaram de um ou mais planos devido à defasagem dos valores pagos. “Se os planos de saúde não se adequarem, os médicos não vão mais suportar e continuarão optando pelo descredenciamento. E não é o que queremos.” De acordo com ele, em 2007, a média nacional por consulta era R$ 37. Este ano, está em R$ 40. No caso do Paraná, segundo Baracho, o ideal seria um honorário entre R$ 80 e R$ 100 e atualmente os planos pagam entre R$ 42 e R$ 45.

A categoria reivindica o reajuste dos honorários conforme os valores da sexta edição da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM). Além disso, pede a aprovação do Projeto de Lei nº. 6.964/2010, que propõe o reajuste anual dos honorários médicos, entre outras reivindicações.

FONTE: Agência Brasil
http://www.advdobrasil.com.br/index.php/main/conteudo/visualizar/codigo/2487

Planos de saúde não podem dar gorjetas para cercear trabalho médico

ANS punirá plano que oferece bônus aos médicos

Agência quer evitar acordos para reduzir os pedidos de exames dos pacientes

POR MAX LEONE

Rio – Médicos e planos de saúde que combinarem pagamento de bonificação para que os profissionais reduzam número de pedidos de exames e consultas serão punidos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A Súmula 16 publicada pela agência determina multa de R$ 35 mil para coibir a prática, conhecida como “consulta bonificada” ou “pagamento por performance”. De acordo com a ANS, médicos pressionados pelos planos têm feito denúncias à agência.

O mecanismo voltado a diminuir a quantidade de exames pedidos para um paciente ocorreria com plano firmando um contrato em que o médico que pedir menos procedimentos clínicos recebe em troca, no fim do mês, um preço melhor pela consulta ou até pagamento em dinheiro. O diretor de Desenvolvimento Setorial da ANS, Bruno Sobral, informou que as denúncias serão investigadas pela agência. “Médicos e clientes de planos podem denunciar a prática pelo 0800-7019656 ou pelo site http://www.ans.gov.br”, orientou.

O contabilista Marcos Nascimento, 51 anos, cliente de um plano de saúde pequeno, em rede de clínicas nas zonas Norte e Oeste, diz que já teve que exigir de um médico que ele solicitasse o pedido de exames. “Eles (médicos) raramente pedem algum exame. Da última vez que eu fui, eu mesmo pedi para o médico tudo o que eu queria fazer. Até pela minha idade, eu queria fazer um check-up completo. E fui obrigado a exigir os exames disponíveis”, reclama.

A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) e a Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge) informaram que desconhecem a prática de suas filiadas de tentar inibir procedimentos médicos, como consultas e exames.

Cremerj reclama dos honorários
A presidente do Conselho Regional Estadual de Medicina do Estado Rio (Cremerj), Márcia Rosa de Araujo, questiona o procedimento da ANS com a adoção da Súmula 16. Segundo ela, a agência deveria adotar medidas para fazer com que os planos de saúde reajustassem os honorários médicos, motivo que levou a categoria a um dia de boicote contra os planos em 7 de abril.

Márcia achou estranho nenhuma denúncia ter chegado ao conselho, tendo somente a ANS registrado o fato. Mas ela disse que os médicos podem ser punidos, caso irregularidades sejam comprovadas. “O profissional que tenta obter vantagem responde à sindicância ética e pode ter o direito de exercer a profissão suspenso”, diz.

http://odia.terra.com.br/portal/economia/html/2011/4/ans_punira_plano_que_oferece_bonus_aos_medicos_158008.html

Tostão contra milhão: Paralisação nacional dos médicos contra planos de saúde desperta reações

Não causa espanto que a paralisação nacional dos médicos no próximo sete de abril cause reações. Os planos de saúde, enriquecidos pela exploração desenfreada do trabalho médico, acumulam forças poderosas. Essas forças se mostram pelo volumoso espaço publicitário ocupado pelos planos de saúde em veículos de comunicação. Patrocinam até equipes esportivas e eventos. No parlamento, alinham um poderoso lobby. Das mãos dos senhores dos planos de saúde pinga muito dinheiro.

Essa luta contra os barões da saúde suplementar é uma vedadeira luta do tostão contra o milhão e de David contra Golias. Não devem os médicos perder de vista o fato de que estão diante de um inimigo poderoso que irá usar seus numerosos recursos para desgastar toda uma classe de profissionais. Esse bombardeio pode vir de forma dissimulada, como em programas televisivos que sugerem que os médicos sejam os culpados pela deterioração da saúde pública ( o que é um café requentado ) ou sob a forma de ataques mais grosseiros e diretos aos direitos sociais de expressão e mobilização da categoria.

Mostramos abaixo uma página que ilustra o tipo de reação que o movimento médico suscita. As razões últimas e causas determinantes desse tipo de reação infelizmente nos são desconhecidas ou obscuras.
http://fiorisemcensura.com.br/?p=2005

Mas existe o outro lado. Para informações oficiais sobre o movimento sugerimos consultar o site