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REDE RECORD – O MÉDICO, O MONSTRO E O PASTOR

Atitude canalha da mídia. Não procuram compreender as dificuldades do trabalho médico, o assédio moral constante, a covardia, as condições precárias de trabalho e  atacam em cheio os profissionais. Os patifes querem tornar o exercício da medicina no serviço público um reles caso de polícia. 

https://noticias.r7.com/ric-mais/hospital-evangelico-apura-denuncia-de-agressao-de-medico-contra-paciente-14102017

Em comício para prefeitos do Amazonas Wilson Alecrim e Eduardo Braga revelam que não gostam nem de pobre e nem de médico

http://sindicatoexpresso.blogspot.in/2013/02/amazonas-wilson-alecrim-e-eduardo-braga.html?m=1

Mais trololó de gestor:

ALECRIM E EDUARDO BRAGA NÃO GOSTAM NEM DE POBRES E NEM DE MÉDICOS

*** Alerta à classe médica – No dia 07 de fevereiro de 2013, jornais do Amazonas deram conta de que o senador daquele estado, Sr. Eduardo Braga, do PMDB e o Sr. Wilson Alecrim, secretário de saúde do governo amazonense e presidente do Conass (conselho nacional dos gestores estaduais de saúde) em reunião política realizada com prefeitos amazonenses, projetam mais um ataque contra a Medicina. Desta vez querem que os médicos que aparecerem em terras brasileiras com qualquer papel que digam ser um diploma de Medicina poderá atender aos cidadãos brasileiros. Para o Sr. Alecrim o país não pode esperar que as faculdades brasileiras possam formar seus médicos. Ele acha que a regulamentação da Medicina no Brasil é apenas uma questão corporativista e que qualquer que chegar aqui com um papel declarando que se formou em Medicina em qualquer canto do mundo poderá atender os pacientes do SUS. Segundo o Sr. Eduardo Braga a presidente Dilma irá pisotear todas as leis que regulamentam o exercício legal da Medicina no Brasil e vai assinar Medida Provisória que determinará a invenção de um quadro de médicos provisórios, com CRM provisório.

Essa postura revela desrespeito pela Medicina, pela classe médica e pelo povo amazonense, que não merece ser atendido por qualquer um que se diga médico. Alecrim e Eduardo Braga querem o apoio eleitoral dos 35 prefeitos amazonenses que participaram de seu comício, mas não gostariam que eles, seus filhos e netos fossem atendidos por um médico de pés descalços formado às pressas em algum lugar perdido no mapa. Mas desejam isso para os brasileiros pobres que precisam do SUS.

Planos de carreira e salário digno são fundamentais para outra médicos brasileiros

Não é nova a elaboração de uma proposta de plano de cargos, carreira e salário para os médicos do setor público e do setor privado. Essa proposta deve orientar a luta dos médicos, ao lado da causa do piso salarial nacional. A sua consideração é importante para evitar a dispersão de forças da categoria, a pulverização de reivindicações necessárias, mas desordenadas, e o enfraquecimento da capacidade de mobilização, reivindicação e luta da classe médica.
Veja o vídeo em http://www.youtube.com/watch?v=I7rz7gdYDVE&feature=youtube_gdata_player
Caso não funcione, selecione, copie e cole no seu navegador de InternetFenam já apresentou proposta de plano de carreira para médicos

ENTIDADES MÉDICAS ASSUMEM POSIÇÃO UNÂNIME CONTRA REVALIDAÇÃO AUTOMÁTICA DE DIPLOMAS ESTRANGEIROS

A notícia publicada no Diário do Grande ABC mostra que as entidades médicas rejeitam a revalidação automática dos diplomas de Medicina obtidos no estrangeiro. Quase todos esses países não dão reciprocidade, ou seja, não revalidam diplomas médicos brasileiros automaticamente. Além disso há disparidades curriculares e diferenças importantes quanto à legislação sobre a saúde, medicamentos disponíveis no Brasil, protocolos e diretrizes que podem gerar problemas, até mesmo dificuldades de comunicação por diferenças linguísticas e expressões comuns. Fica a pergunta se igual critério será aplicado também a outras profissões. De qualquer modo a posição das entidades médicas encontra respaldo entre a classe médica e a maioria dos brasileiros responsáveis.

 


                                   Entidades médicas são contra revalidação automática

Entidades médicas vão entregar ao Ministério da Saúde e ao da Educação um manifesto contra a revalidação automática de diplomas de medicina obtidos em países estrangeiros. “Essas preocupações não são apenas de profissionais brasileiros, mas da comunidade médica internacional”, afirmou o presidente do Conselho Federal de Medicina, Roberto D’Avila. “Em qualquer país sério, um médico estrangeiro, antes de começar a trabalhar, tem de passar por uma avaliação”.

Batizado de Declaração de Florianópolis, o documento foi aprovado por representantes de 17 países que participaram semana passada de um encontro na capital de Santa Catarina e deve ser usado agora como argumento diante da decisão do governo de afrouxar as regras para facilitar a entrada no Brasil de médicos formados no Exterior.

Em sua edição desta terça-feira, jornal O Estado de S. Paulo mostrou que, entre as medidas em avaliação, está a dispensa do exame de validação de diplomas, o Revalida, considerado como um dos maiores obstáculos para entrada de profissionais de baixa qualidade no País. Na última edição do exame, menos de 12% dos médicos inscritos receberam autorização para trabalhar no País.

Uma das estratégias avaliadas seria oferecer uma espécie de residência no serviço público para médicos formados. Esses profissionais trabalhariam durante dois anos, principalmente no Programa de Saúde da Família de cidades distantes, onde há dificuldades para contratar médicos. Terminado este prazo do estágio, os médicos ficariam dispensados de fazer o Revalida. Há também quem defenda simplesmente o fim do exame e uma revalidação automática do diploma obtido em faculdades estrangeiras.

“A dispensa de um exame como este acaba abrindo uma perigosa brecha para a entrada de médicos de capacitação duvidosa para o País”, afirma o médico Desiré Callegari, também integrante do CFM. “É tentar um remendo numa política que exige grande seriedade. O que é preciso é uma carreira, incentivo para atrair profissionais para postos mais distantes”, completou.

As medidas em análise atendem a um pedido da presidente Dilma Rousseff, que considera insuficiente o número de médicos no País. A estratégia é composta de duas frentes: a abertura de novas faculdades e o reforço dos médicos estrangeiros, que poderiam atuar enquanto a nova leva de profissionais não se forma.

“A medida está certa. Hoje há enormes vazios de assistência, médicos que não querem trabalhar em qualquer lugar, principalmente no sistema público”, afirma Francisco Batista Júnior, do Conselho Nacional de Saúde. “A entrada de médicos estrangeiros acaba mudando essa lógica, mexendo com todo mercado”. A criação de alternativas para o Revalida, em sua avaliação, não levaria a uma queda da qualidade na assistência. “Há profissionais competentes formados em Cuba. Eles têm uma outra visão, muito mais voltada para a prevenção”.

A estimativa oficial é de que haja 291,3 mil médicos no Brasil, o equivalente a 1,6 para cada mil habitantes. Um número que não é aceito pelo CFM. De acordo com a entidade, em outubro de 2011, havia 371.788 médicos em atividade no Brasil, o equivalente a 1,95 médicos para cada mil habitantes.

 

Fonte: http://www.dgabc.com.br/News/5950473/entidades-medicas-sao-contra-revalidacao-automatica.aspx