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Exercício ilegal da Medicina pode estar colocando em risco pacientes do DF

A saúde da população do Distrito Federal está em risco. Na capital federal, sede do governo federal e do Congresso Nacional, hospitais privados estão empregando o crime (exercício ilegal da medicina) e permitindo que pessoas que passam por intervenção cirúrgica fiquem expostas a um grave risco, previsível e evidente. Será que a maximização de lucros e ganhos justificada colocar em tamanho risco vidas humanas?

A denúncia já circula na Internet.

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A matéria pode ser lida no site “Brasília em Tempo Real”, o link está no final da transcrição:

A prática ilegal de substituir médicos auxiliares por técnicos em enfermagem durante cirurgias também é recorrente em hospitais privados de pequeno porte. Sem fiscalização rigorosa, gestores de unidades menores e mais afastadas do Plano Piloto usam mão de obra inadequada no tratamento de pacientes. Até ontem, as denúncias se limitavam sobre os cinco maiores estabelecimentos de saúde da capital. Depois de o Correio publicar reportagens com as supostas irregularidades, vários funcionários de centros menos expressivos procuraram o sindicato da categoria para contar o que acontece nas salas de operações.

Um homem que trabalha em um hospital da Ceilândia, por exemplo, revelou ser comum o exercício ilegal da atividade médica. “Os hospitais mais conhecidos ficam em evidência porque estão no centro da cidade e atendem a um público de classe econômica mais elevada. Mas o que ocorre nos hospitais das localidades pobres é muito mais absurdo. A regra, neles, é não ter médico auxiliar”, reclamou.

Uma enfermeira pediu demissão de um hospital de Taguatinga por sofrer coação quando ainda trabalhava como técnica, há quatro anos. “Não aguentei as pressões e as humilhações. Todo mundo considera o técnico dispensável, sem importância e, por isso, resolvem pisar. Como eu queria ser mais respeitada, pedi as contas e passei a me dedicar somente à faculdade (de enfermagem)”, contou a mulher, hoje servidora da Secretaria de Saúde do DF.

As ilegalidades que vieram a público estremeceram a relação entre médicos e auxiliares, além de provocar a antipatia dos gestores. Discussões entre profissionais têm se tornado constante no ambiente hospitalar. Para piorar, patrões deixaram o campo das ameaças e passaram a assinar dispensas. Ontem pela manhã, a direção do Hospital Anchieta, em Taguatinga, dispensou, por justa causa, 21 técnicos. Os administradores da unidade alegaram que a medida foi motivada pelo movimento orquestrado pelos profissionais no último dia 13, quando parte deles paralisou as atividades por alguns minutos. Eles exigiam o fim do desvio de função no centro cirúrgico (leia mais na página 22).

Para piorar, as condições de trabalho nas unidades de saúde de menor porte contribuem para o erro. No Conselho Regional de Enfermagem (Coren), pelo menos dois processos foram abertos para apurar falhas supostamente cometidas por técnicos. O sindicato da categoria argumenta que os técnicos ficam mais vulneráveis a equívocos por se sujeitarem a jornadas exaustivas. “Tem funcionário que trabalha em três hospitais para conseguir sustentar a família. Chega a ficar 36 horas sem dormir, pingando de um hospital para o outro. Essa rotina é necessária porque o nosso piso, de R$ 680, é um dos mais baixos do país”, reclamou o diretor administrativo do Sindate, Jorge Viana.

Desconfiança

Hoje, o DF conta com uma rede de 48 hospitais particulares. Eles são responsáveis por atender quase 30% da população. Mesmo assim, a qualidade no atendimento é questionada. Estabelecimentos antes considerados referência, como o Santa Lúcia, enfrentam a desconfiança dos moradores por sucessivos episódios de supostas falhas e falta de cuidado com os pacientes. Em 1986, Pedro Júnior Rosalino Braule Pinto, o Pedrinho, foi roubado da maternidade da própria unidade de saúde.
http://www.emtemporeal.com.br/index.asp?area=2&dia=30&mes=11&ano=2012&idnoticia=123933

ANVISA INTERVÉM NAS RELAÇÕES ENTRE MÉDICOS E LABORATÓRIOS.

Sempre vimos com reservas as relações entre médicos e laboratórios. Por vezes, com exagerada promiscuidade. Mas, daí a aplaudir o intervencionismo da ANVISA na prática médica, vai uma grande distância.

E acabou acontecendo o pior. Antes que a discussão se encerrasse na comunidade das entidades médicas e que o CFM colocasse o tema na sua pauta, a ANVISA bateu a pata por cima e saiu regulamentando a relação entre médicos e laboratórios. Partiu, mais uma vez, do pressuposto que os doutores são vulneráveis a qualquer tipo de canalhice e estabeleceu normas proibitivas. A ANVISA nunca viu a Medicina com bons olhos. Médicos devem ficar de olho na ANVISA.

Competirá ao Conselho Federal de Medicina, invocando as caríssimas anuidades pagas pelos profissionais, apreciar devidamente o tamanho e o grau de ingerência dessa atitude da ANVISA em assunto que deveria ser parte das normas éticas para o exercício da Medicina.

Matéria do Estadão, sobre mais essa ingerência da ANVISA na prática e no dia a dia do trabalho médico pode ser lida na página:

http://www.estadao.com.br/geral/not_ger295830,0.htm


_Geral

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008, 09:43 | Online

Norma da Anvisa proíbe brindes para médicos

AE – Agencia Estado

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SÃO PAULO – As regras para a propaganda de medicamentos ficarão mais rígidas dentro de seis meses, quando entra em vigor resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Além de limites para peças publicitárias, a norma regulamenta a relação entre médicos, indústria farmacêutica, farmácias e pacientes: brindes não serão mais permitidos, profissionais não poderão receber financiamentos para participar de eventos e congressos como recompensa por prescreverem determinados produtos.

Patrocínio de eventos científicos está liberado, desde que a Anvisa seja previamente comunicada. A expectativa é de redução do abuso de medicamentos e de acidentes provocados pelo uso incorreto de drogas. De acordo com o Sistema Nacional de Informações Toxicológicas, a cada 42 minutos uma pessoa é intoxicada por remédios no País. ?Esperamos que críticos não venham afirmar que as regras afetam a liberdade de opinião?, afirmou ontem o ministro da Saúde, José Gomes Temporão.

A propaganda na TV sofrerá alterações. Atores, por exemplo, não poderão ?recomendar? o uso de determinadas drogas. O diretor do Conselho Federal de Medicina, Roberto D?Ávila, aprovou as alterações. ?Havia muitos abusos. Médicos gratificados com viagens pela prescrição de medicamentos, distribuição de três cápsulas de determinada droga como amostra grátis para obrigar o paciente a comprar o medicamento evitando, assim, a opção pelo genérico.? As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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