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Sindicato consegue vitória contra MP de Bolsonaro.

Sindicato consegue vitória contra MP de Bolsonaro.

Bancários de SP conseguiram que aplicação de MP do governo (MP 905) , que previa trabalho aos sábados fosse suspensa durante negociações com o patronato.
A medida provisória de Bolsonaro é mais um confisco de direitos conquistados pelos trabalhadores. Segue a linha de medidas neoliberais que aumentam a desigualdade e diminuem direitos, iniciada já no governo de Michel Temer, com a malfadada Reforma Trabalhista. Bolsonaro segue Temer nas prática neoliberais que prejudicam direitos e representatividade de assalariados e aposentados. O neoliberalismo aplicado no Chile aumentou a desigualdade e levou o país a uma convulsão social. O atual ministro Paulo Guedes é um admirador da política econômica neoliberal adotada durante a sangrenta ditadura de Pinochet naquele país andino.
Parabéns ao Sindicato que representa os bancários de São Paulo por essa importante vitória. Que se aprofunde a resistência democrática em defesa de direitos civis e sociais. É necessário defender o que ainda resta e lutar novamente para a conquista do que foi perdido.

“O Comando Nacional dos Bancários se reuniu nesta quinta-feira 14 com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para tratar da Medida Provisória 905/2019, assinada pelo presidente Jair Bolsonaro na última segunda-feira 11. O Comando Nacional conseguiu segurar a implantação da MP 905/2019 até que seja concluída a negociação com a representação da categoria. A próxima reunião será realizada no dia 26.”
https://spbancarios.com.br/11/2019/sindicato-consegue-suspensao-da-mp-905

Médicos devem denunciar toda degradação de seu trabalho

. *** Fax Sindical *** . 28.11.12

Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e da Zona da Mata de MG
Data: 28 de novembro de 2012.

Referência: MPT vai investigar condições de trabalho de médicos nos hospitais. Ato médico foi a nova votação e senador do Amapá adia decisão

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*** Condições de trabalho médico nos hospitais brasileiros – A hora de denunciar é agora

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São muito comuns as queixas apresentadas por médicos quanto a condições de trabalho nos hospitais brasileiros. Ausência de carteira assinada e direitos trabalhistas, condições muito precárias de alojamento, higiene e alimentação, sobrecarga de atribuições e demanda e muitas outras tantas reclamações justas. Muitas entidades médicas estão atentas a isso.

Uma das situações mais dramáticas e desrespeitosas tem sido as condições dos ambientes de descanso médico. Em hospitais, UPAs e outros equipamentos de saúde que têm que manter atendimento médico por 24 horas, as entidades mantenedoras, públicas e privadas, revelam descaso e falta de consideração para com os profissionais da Medicina. Esse é um aspectos mais grotescos dessas relações de trabalho.

Por meio do ofício 362/2012 o presidente da Fenam, Dr. Geraldo Ferreira Filho, informa que a nossa entidade sindical, após entendimento com a Procuradoria Geral do Trabalho, protocolará uma representação denunciando essas condições detestáveis.

A Fenam pede que as denúncias sejam acompanhadas de documentação comprobatória dos fatos. Em razão disso, orientamos a todos os colegas que façam, com a máxima rapidez possível, as denuncias pertinentes às condições dos ambientes de descanso médico.

Orientamos a dirigir as denúncias do seguinte modo:
1- Por meio de documento impresso, assinado e com clara identificação do autor ou autores e/ou testemunhas, a ser entregue na sede administrativa do Sindicato (Rua Braz Bernardino, 59, terceiro andar – Centro – Juiz de Fora), podendo também ser enviada pelo Correio. Preferencialmente (mas não obrigatoriamente) acompanhada de fotos ou vídeos. No caso de fotos, impressas ou em CD. No caso de vídeos, em DVD. Escrever no envelope: “Aos cuidados do Dr. Geraldo Sette, secretário geral do Sindicato.
2- Por email dirigido ao endereço contatos@sindmedicos.org.br
Nesse caso, obrigatoriamente com fotos e/ou vídeos e dados de contato do autor. A identidade do autor será mantida em completo sigilo. No assunto do email escrever “Aos cuidados da Secretaria Geral do Sindicato”.

Pedimos a todos os médicos que divulguem isso entre todos os colegas de Juiz de Fora e cidades próximas. Pedimos que as denúncias sejam entregues o mais rápido possível, para que o Ministério Público do Trabalho possa agir caso a caso. O Sindicato está atento a esse problema.

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*** História de uma guerra sem fim – 10 anos de lutas – O ato médico ou regulamentação da Medicina no Brasil passará por mais uma votação no Congresso

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CAPIBERIBE DESCONHECE DISCUSSÃO PREVIA E ADIA VOTAÇÃO

Arrasta-se por infindáveis trâmites, por gabinetes e comissões do Congresso um projeto de grande importância: o que trata da regulamentação da Medicina no Brasil. Houve pressões de todo tipo e de toda ordem, desataram-se preconceitos contra a categoria profissional dos médicos, exaltaram-se interesses ultracorporativos de algumas classes. Houve a movimentação subterrânea dos interesses mercantis e políticos dos exploradores que lucram desmedidamente com a exploração impiedosa do trabalho médico e a quem interessa a desvalorização dos profissionais da Medicina. Apesar das pesquisas apontarem elevados índices de preocupação e insatisfação com o atual estado dos negócios da saúde, essa grave questão não foi tratada com a urgência que merece. A despeito de tudo isso, o projeto arrasta-se no Congresso, merecendo a atenção ativa das entidades representativas da classe médica, dos médicos como categoria e dos defensores de uma melhor qualificação dos serviços de saúde públicos e privados no Brasil. Aos trancos e solavancos dessas tramitações delicadas, a regulamentação da Medicina vai obtendo vitórias congressuais e apoios em todos os segmentos da sociedade.

Hoje 27 de novembro, o projeto, tão discutido e objeto de extensos debates foi alvo de nova procrastinação. Informa a Agência Senado que “o projeto que regulamenta o exercício da Medicina, o chamado Ato Médico , só voltará à pauta da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) depois de cinco dias em vista coletiva, pedida em reunião de esta terça-feira(( 27 ). A matéria era o primeiro item a ser examinado, mas o senador João Capiberibe (PSB-AP) requereu tempo para análise mais de tida do tema.”

Ainda informa a matéria, “Em abril, a CE promoveu audiência pública para debater o tema. Relator da matéria na comissão, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) é favorável à sua aprovação, por considerar que, no texto,não há restrições às atividades dos demais profissionais.”

“O projeto do Ato Médico foi apresentado no Senado em 2002 e aprovado em 2006, após uma série de audiências públicas promovidas pela então relatora da matéria, a senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO). Na Câmara, o texto foi aprovado em 2009, mas com uma redação modificada – e, por isso, retornou ao Senado, onde tramita agora.”

“O projeto do Ato Médico foi apresentado no Senado em 2002 e aprovado em 2006, após uma série de audiências públicas promovidas pela então relatora da matéria, a senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO). Na Câmara, o texto foi aprovado em 2009, mas com uma redação modificada – e, por isso, retornou ao Senado, onde tramita agora.”

“No Senado, o substitutivo da Câmara foi aprovado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) em fevereiro deste ano. A proposta, que ainda passará pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), será votada de forma terminativa em Plenário. Relator da matéria na CCJ, o senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), fez defesa do projeto, argumentando que o texto equilibra os interesses de médicos e outros profissionais.”

Quem quiser saber mais sobre o Senador Capiberibe, visite a página http://www.blogdodecio.com.br/2012/04/07/capiberibe-o-governador-de-35-contas-bancarias/Clique no Link de matéria sobre o Senador João Capiberibe

Aposentado vira mártir da luta contra austeridade dos banqueiros europeus

Centenas de gregos vão ao funeral de aposentado suicida

Centenas de pessoas prestaram a última
homenagem a Dimitris Chrisula, aposentado que se suicidou na quarta-feira (04/04) no centro de Atenas. Até o dia de seu funeral, neste sábado, ele se transformou em um símbolo do desamparo provocado pela medidas de austeridade adotadas para combater a crise econômica na Grécia. “Povo, adiante, não abaixe a cabeça, a única resposta é a resistência”, gritou a multidão, entre outras frases, enquanto aplaudia a chegada do caixão, no pátio do cemitério central da capital grega.

Em seu discurso de despedida, a filha do falecido, um farmacêutico aposentado de 77 anos, qualificou seu suicídio de um “ato profundamente político”, noticiou a televisão pública Net. Também foi lida a mensagem do compositor e figura da resistência à ditadura dos coronéis (1967-74) Mikis Thedorakis, que se tornou um grande crítico das medidas de austeridade impostas pela União Europeia e o FMI.

Atendendo aos desejos do falecido, de orientação de esquerda, a cerimônia foi civil, algo excepcional na Grécia. Em seguida, o corpo será transportado para a Bulgária, onde eu corpo será cremado. A influente Igreja ortodoxa grega bloqueia a construção de fornos crematórios na Grécia.

Chrisula deu um tiro na têmpora na quarta-feira pela manhã em plena praça Syntagma, a alguns metros do Parlamento, ponto de encontro dos protestos que se intensificam desde o início da.crise, em 2010.

Doente de câncer, segundo a polícia, e morando sozinho, ele deixou uma carta manuscrita na qual acusou o governo de tê-lo deixado sem recursos com os cortes impostos às pensões dos aposentados, comparando-o ao regime imposto pelos ocupantes nazistas em 1941.
Seu ato provocou grande comoção no país e
centenas de gregos têm visitado o local desde
então.
Fonte: Opera Mundi
Autor: Agência EFE
Data: 9/4/2012

http://www.gestaosindical.com.br/internacional/materia.asp?idmateria=3971

Em Portugal, política pública neoliberal leva sistema de saúde à bancarrota

A notícia pode ser vista no site da RTP
http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=541629&tm=2&layout=123&visual=61

Sindicatos médicos, associações de deficientes e portadores de doenças crônicas, associações de usuários do sistema público de saúde, sindicatos de funcionários públicos e de profissionais da saúde, todos se mobilizam para um grande manifesto de protesto.

Ganha força o protesto marcado para sábado a oito dias, dia de ação de luta nacional convocada pelo Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos que acusa o governo de estar a destruir o SNS.Esta tarde, em Braga, médicos, enfermeiros, sindicatos da função pública e associações de deficientes anunciaram que vão juntar-se ao protesto.

Privataria e cortrês orçamentários podem arruinar sistema público inglês de saúde

Na Inglaterra, governo conservador-liberal-democrata coloca em risco o opular sistema público de saúde
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18542

O sistema britânico de saúde e a nova ofensiva conservadora

O NHS resistiu a ofensiva thatcherista dos anos 80 graças a sua popularidade e ao medo que inspira o modelo privatizado dos Estados Unidos. Mas a ofensiva continua. Agora está a cargo da coalizão conservadora-liberal democrata, liderada pelo ministro da Saúde conservador Andrew Landsley e um projeto de lei qualificado tanto por críticos como por simpatizantes como “a revolução mais dramática que o NHS pode sofrer desde sua criação”.

Marcelo Justo, Correspondente da Carta Maior em Londres

Junto com o estado de bem-estar, o Sistema Nacional de saúde (NHS) é o grande sobrevivente da gigantesca reforma britânica do pós-guerra, quando os setores fundamentais da economia e da organização social ficaram nas mãos do estado. A onda privatista thatcherista dos anos 80 acabou com as grandes companhias estatais, tanto na indústria como nos serviços de gás, eletricidade e telefonia. O NHS resistiu a essa ofensiva graças a sua popularidade e ao medo que inspira o modelo privatizado dos Estados Unidos. Mas a ofensiva continua. Agora está a cargo da coalizão conservadora-liberal democrata, liderada pelo ministro da Saúde conservador Andrew Landsley e um projeto de lei qualificado tanto por críticos como por simpatizantes como “a revolução mais dramática que o NHS pode sofrer desde sua criação”.

A popularidade do NHS
Em seu documentário “Sicko”, o cineasta estadunidense Michael Moore compara o sistema de saúde estadunidense com outros no mundo. Em um hospital britânico, a câmara segue Moore enquanto busca com denodo a seção para pagar por sua assistência médica. Não é que seja estúpido ou esteja desorientado por algum labirinto burocrático. Moore não encontra a janelinha para fazer o pagamento porque ela não existe. Ninguém paga pela atenção médica no Reino Unido. Se alguém se sente doente vai ao consultório do médico de seu bairro que, se considerar necessário, encaminha-o para uma consulta especializada oferecida nos hospitais. O sistema é, segundo a fórmula inglesa, “free at the point of delivery”: grátis no momento de receber o cuidado de saúde.

Isso não quer dizer que não custe nada: os fundos saem dos impostos gerais que toda a população paga. Ainda que o sistema tributário britânico esteja longe de ser um exemplo de redistribuição e equanimidade, o financiamento no NHS tem uma matriz progressista: ele garante a atenção do conjunto da população com impostos fragmentados de acordo com o nível de renda.

Este sistema simples, efetivo e popular está sofrendo desde o thatcherismo dos anos 80 dois tipos de pressões. Em nível político, os meios de comunicação conservadores questionam abertamente o sistema qualificando-o de “monstro burocrático e estatista”. Mas, para além dessa ofensiva, o NHS enfrenta os desafios de qualquer sistema moderno de saúde: um permanente aumento da expectativa de vida e uma sofisticada gama de novos tratamentos que inflam constantemente os custos. Este desafio só pode ser enfrentado de três maneiras: aumento das destinações orçamentárias e dos impostos, racionamento da atenção médica, privatização parcial ou total do serviço. No momento que o Reino Unido encabeça o pelotão das nações europeias que apostam no corte fiscal draconiano como saída para sua crise econômica, ninguém espera que a coalizão aumente o orçamento da saúde.

Conservadores no ataque
Conscientes da popularidade do NHS e da histórica desconfiança do eleitorado com as políticas conservadoras no campo da saúde, os conservadores prometeram antes das eleições de maio de 2010 que o serviço escaparia do corte orçamentário que seria aplicado ao resto dos ministérios para solucionar o problema do déficit fiscal. A promessa – cumprida até aqui – contém uma armadilha tão bem oculta como uma bomba de tempo.

Historicamente, o custo do NHS aumentou a um ritmo superior ao da inflação. Sendo assim, embora não haja um corte nominal do orçamento, em termos reais o NHS terá que poupar uns 35 bilhões de dólares daqui até 2015. A resposta conservadora a este desafio – aumentar a qualidade do serviço médio reduzindo o custo real – é uma reorganização interna do sistema que está colocando o NHS de pernas para o ar.

Na proposta do ministro da Saúde, Andrew Landsley, os médicos generalistas nos consultórios de bairros deverão consumir a quase totalidade dos 140 bilhões de dólares do orçamento anual do NHS. Estes 35 mil médicos serão reunidos em 500 ou 600 consórcios zonais para administrar o orçamento de acordo com as necessidades de seus pacientes. A teoria – relativamente razoável – é devolver a atenção ao seu nível mais primário: esse tipo de médico de família que segue o caso clínico de cada paciente são os que melhor podem compreender suas necessidades clínicas.

Na prática, as coisas são diferentes. Os médicos disseram que não são financistas ou gerentes com conhecimento adequado para administrar gigantescos orçamentos. Os especialistas de hospitais e as enfermeiras também gritaram em protesto exigindo participar de um processo do qual são atores essenciais. Ambos protestaram contra a tentativa de aumentar a competição interna no setor público e com o setor privado e as organizações de caridade.

Uma alavanca chave da reforma é que os consórcios de médicos poderão encaminhar seus pacientes a quem considerarem mais conveniente do ponto de vista financeiro ou de saúde, seja o setor público (os hospitais do NHS) ou o privado. A presença do setor privado não é nova. O “novo trabalhismo” estimulou-a em seus 13 anos de governo (1997-2010). Hoje em dia, a cada 20 libras esterlinas que o sistema gasta em intervenções médicas, uma vai para o setor privado que assumiu cerca de 3,5% das operações de cadeira de rodas e uma quinta parte da saúde mental. No plano da coalizão, essa participação aumentará significativamente.

O furor despertado pelo projeto forçou o governo a chamar um processo de consulta pública em abril que concluiu com uma série de emendas e classificações sobre o novo sistema. No novo projeto de lei, aprovado em primeira instância pelos deputados no início de setembro, o governo incorporou mecanismos regulatórios para evitar que a competição interna do setor público com o setor privado se converta em uma corrida da morte capaz de destruir o sistema no seu conjunto. O projeto encontra-se agora na C âmara dos Lordes, onde se espera uma prolongada batalha. Apesar de seu caráter anacrônico, os lordes costumam adotar posições críticas e “progressistas” em suas intervenções legislativas. Uma emenda radical de todo o projeto poderia derrubá-lo por completo.

If it ain’t broke don’t fix it
Uma famosa expressão inglesa, que sintetiza o pragmatismo nacional, é “se não está quebrado, não conserte” (if it ain,’t broke don´t fix it). Em outras palavras: para que reparar o que está funcionando?

A resposta, no caso do NHS, é clara. O poder do setor privado, tanto das empresas de saúde como das companhias farmacêuticas, somado ao dos conservadores nos meios de comunicação e na classe política, busca mudanças que minem as bases do sistema até substituí-lo parcial ou totalmente por um privado. No mesmo dia do debate sobre o projeto de lei na Câmara dos Comuns, o secretário de Saúde, Lord Geoffrey Howe, disse a um grupo de empresários que a reforma constituía uma “grande oportunidade” para eles e que não importava quem fosse fornecer o serviço, desde que o paciente não tivesse que pagá-lo. Os trabalhistas e os sindicatos acusaram o governo de querer privatizar o sistema. O governo, que na voz do primeiro ministro David Cameron, assegurou neste mesmo dia que as emendas introduzidas na legislação contavam com o apoio de médicos e enfermeiras, foi desmentido no mesmo dia por representantes de ambos os setores.

“O governo escutou nossas reivindicações em algumas áreas, mas seguimos seriamente preocupados porque esta legislação está criando uma nova burocracia e fragmentando o serviço”, disse Peter Carter, secretário geral do Royal College of Nursing (emfermagem). Os médicos expressaram a mesma inquietude. “Acreditamos que a reforma aumentará uma competição prejudicial, uma desigualdade do serviço e do custo do sistema em seu conjunto”, assinalou a secretária geral da entidade desses profissionais, Clare Gerada.

Ninguém descarta que a intenção privatizadora fique enfraquecida pelas emendas à legislação em sua passagem pela Câmara dos Lordes e no seu regresso à Câmara dos Comuns. O desgaste, no entanto, é palpável. O sistema de saúde foi submetido a um processo contínuo de reestruturação nos últimos 25 anos. Sempre com a bandeira do combate à burocratização, as mudanças terminaram com a substituição de uma camada burocrática por outra com o consequente pesadelo para médicos, enfermeiros e pacientes que precisam se adaptar a uma reorganização após outra em vez de concentrar-se no seu trabalho.

Há dez anos, um médico argentino que integra o NHS desde os anos 70, explicou-me sua frustração com tanta mudança. “Como médico quero um planejamento de saúde. Que me digam, por exemplo, as metas, os meios e recursos para a redução de mortes por câncer. Em vez disso, temos sistemas cada vez mais complexos para minúcias, como contar o número de gases utilizadas no tratamento de saúde”. E com um toque de ironia, acrescentou: “o pior é que eu tenho que me encarregar de contá-las em vez de me dedicar a curar”.

Em uma coluna recente no The Guardian, a comentarista Polly Toynbee sintetizou o problema desde outro ângulo. “A enfermidade crônica do NHS é a obsessão compulsiva dos políticos para muda-lo. Cada mudança obriga o pessoal a apresentar-se novamente para o mesmo posto. No sudeste da Inglaterra um diretor se apresentou sete vezes para o mesmo trabalho sob o “novo trabalhismo”. Agora é pior ainda, porque com a coalizão há um fundo ideológico muito forte. Desta vez, a mudança pode arruinar a máquina”, assinalou Toynbee.

Tradução: Katarina Peixoto

SINDICATOS PROTESTAM CONTRA JUROS ALTOS.

A política de juros estratosféricos dos economistas e banqueiros do COPOM e do Banco Central tem sido alvo de questionamentos de políticos, sindicalistas e até muitos setores do PT. A antipatia contra a política de juros deriva da percepção de seus danos à renda, ao poder de compra e à estabilidade financeira de milhões de brasileiros. As centrais sindicais Força Sindical e Nova Central Sindical dos Trabalhadores realizaram um ato público de protesto. Tiveram suficiente criatividade para organizar uma ''sardinhada'' na frente do Banco Central. O deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, presente à manifestação declarou que "A idéia é mostrar aos conselheiros do Banco Central que essa será a situação do povo brasileiro se os juros não baixarem".


publicado em 11/12/08

Centrais sindicais fazem ‘sardinhada´ em frente ao BC e pedem redução de juros

A Força Sindical e a Nova Central Sindical dos Trabalhadores realizaram hoje (10) manifestação em defesa da queda da taxa básica de juros, a Selic. Os manifestantes seguiram em passeata do Congresso Nacional até o Banco Central (BC), onde promoveram uma “sardinhada”. Segundo o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical, a sardinha é o símbolo da miséria.

“A idéia é mostrar aos conselheiros do Banco Central que essa será a situação do povo brasileiro se os juros não baixarem”, afirmou. A última reunião do ano do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central começou ontem (9) e termina hoje no fim da tarde, quando será anunciada a taxa básica de juros.

A expectativa dos analistas de mercado é que o colegiado mantenha a Selic em 13,75%. Mas os manifestantes pedem que os juros diminuam em dois pontos percentuais, passando para 11,75%.

Segundo o presidente da Força Sindical, para que a população possa consumir mais, o governo precisa sinalizar que o país está seguro diante da crise financeira internacional. “Se nós pudéssemos sair de 13,75% e passar para 11,75%, a sociedade iria entender que o país está bem, iria comprar e nós poderíamos salvar o primeiro trimestre de 2009.”

Participantes da passeata exibiram faixas pedindo a queda dos juros e a saída do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, do cargo. Para Paulinho da Força Sindical, “se o Brasil entrar em recessão, a situação de Meirelles fica insustentável”.

Fonte: Agência Brasil

http://www.kbaweb.com.br/analise/cnpl/webmanager/index.php?idnews=941&&qstr=3

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EM MATO GROSSO EVENTO CONTRA ASSÉDIO MORAL.

A luta conta o assédio moral tem sido uma das mais importantes desenvolvidas pelo movimento sindical brasileiro. Infelizmente, na cultura de gestão de pessoas nos setores público e privado, estão firmemente embutidos preconceitos e distorções que dão suporte a essa prática.

O mandonismo político, a idéia de que eficiência depende de causar estresse e ansiedade, a falta de administração de divergências nos ambientes de trabalho, a falta de democracia em certos ambientes de trabalho e tantos fatores que contribuem para a proliferação dessa verdadeira praga que infesta o mundo o trabalho.

No Estado do Mato Grosso, o SEEB, sindicato dos bancários, recebe cerca de 20 denúncias mensais de assédio moral praticado nos estabelecimentos bancários do Estado. Mais uma amostra. Considere-se os casos nos quais por medo ou vergonha a vítima prefere não denunciar. Essa situação é apenas uma amostra de uma realidade triste.

Em razão disso o Sindicato dos Bancários decidiu realizar um semináriao sobre Assédio Moral no trabalho.

A notícia do evento está em: http://www.24horasnews.com.br/index.php?tipo=ler&mat=268515

A médica e doutora em Psicologia Social pela Pontifícia Universidade Católica (PUC/SP), Margarida Barreto, conceitua o assédio moral como uma exposição dos trabalhadores em uma situação constrangedora. Segundo a médica, uma ação somente não configura assédio, mas pode ser um dano moral. Ela explica que se o caso for repetitivo já se configura o crime.

Margarida Barreto conta que as pessoas ficam receosas em denunciar, pois elas ainda precisam do emprego e se denunciar pode sofrer represarias. "Há vários métodos de assédio moral, o institucional e o administrativo". Margarida Barreto revela que em algumas empresas as mulheres são primeiramente assediadas sexualmente e se for recusado o assedio vem o moral, onde as pessoas são cobradas ao extremo que pode levar os funcionários ao suicídio. Ela revela ainda que em uma empresa fabricante de cervejas, quando os funcionários não têm a produtividade condizente, eles eram obrigados a se vestir de mulher e dançarem em poses eróticas segurando um pênis de borracha.

O presidente do SEEB-MT , Arilson Silva, revela que já recebeu uma denúncia de que uma gerente de uma agência bancária enviou um email para uma subordinada dizendo "venda na mão ou calcinha no chão" reforçando ao assédio moral institucional e administrativo. Silva informa ainda que já ocorreu do sindicato fechar uma agência de um banco na região do Porto para dar uma palestra sobre assédio em função de uma denúncia recebida por eles.

Margarida Barreto revela formas de provar para a Justiça se uma pessoa está sofrendo ou não assedio moral. Ela explica que é só pedir um atestado médico, usar de gravações quando estiver sofrendo o assédio, fotografias ou até mesmo testemunhos de outros funcionários da empresa, além de registrar um boletim de ocorrência se o caso de assédio for mais grave.

O superintendente regional de Trabalho e Emprego (SRTE), Valdiney Antônio de Arruda, disse que apenas neste ano a SRTE recebeu 37 denúncias de assédio moral de todas as atividades somente neste ano.

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