Arquivos de tags: Caruaru

Telegrama Sindical: IML de Caruaru – condições do local são denunciadas por auditores do MTE

IML de Caruaru – condições do local são denunciadas por auditores do MTE

Boa notícia para os médicos de Caruaru que trabalham no IML: o ministério do Trabalho lá funciona. Tomara que algum dia funcione também em Juiz de Fora, MG. Denunciada pelos auditores do MTE a condição de trabalho naquela unidade. A matéria está no G1, e confira no link ao final.

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) denuncia a precária situação de funcionamento e condições de trabalho do Instituto de Medicina Legal (IML) de Caruaru, no Agreste de Pernambuco. De acordo com o auditor fiscal Francisco Reginaldo, em recente visita à unidade, ficou constatado que “os instrumentos utilizados na necropsia dos corpos não são os previstos em lei; os servidores têm contato direto com o sangue dos corpos, uma vez que não usam luvas para a execução das atividades; as suturas são feitas com hastes de guarda-chuvas ao invés de com o material adequado”.

G1 – Ministério do Trabalho faz denúncia de condição de trabalho no IML Caruaru – notícias em Caruaru e Região

Fonte: Telegrama Sindical: IML de Caruaru – condições do local são denunciadas por auditores do MTE

Ditadura no Agreste de Pernambuco no Século XXI.

Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora.
==================================
_______ FAX SINDICAL 196 _______
==================================
N° 196 – Ano IV – 15 de outubro 2009
———————————-
BRASIL SÉCULO XXI
DITADURA NO AGRESTE PERNAMBUCANO

Caruaru, no Agreste de Pernambuco, viveu cenas compatíveis com acontecimentos recentes de Honduras, do Iraque, de Serra Leoa, Ruanda ou Haiti, ou de alguma outra terra sem lei, assolada por guerras e conflitos. A reação intransigente dos governantes locais contra o movimento dos médicos resultou em um verdadeiro estatuto de guerra civil. Bacharéis e policiais violentaram, esfolaram e esquartejaram isso que costumamos chamar de normalidade democrática ou estado democrático de direito. Provou-se que nossa Democracia e instituições ainda têm fragilidades impressionantes.

A decretação da pena de trabalhos forçados contra médicos que, simplesmente, haviam pedido demissão de empregos ruins, mal remunerados e com condições precárias de trabalho, foi a senha para a barbárie.

Teve falso médico, egresso de cadeia pública, colocado para atender à população de Caruaru. Sargento exercendo função privativa de médico. Penas de trabalhos forçados. Ocorreram ameaças de toda natureza contra profissionais decentes, como se os bacharéis concursados do Forum de Caruaru tivessem se transformado em traficantes celerados e cheios de excessos de poderes. Houve ameaças contra oficiais da PM que vacilaram inicialmente em cumprir ordens absurdas. Tudo feito à luz do dia, na ausência de estado de calamidade pública ou de emergência. Como se uma meia dúzia pudesse implantar uma ditadura em uma cidade brasileira em pleno século XXI.

E para culminar a ação terrorista ocorrida em Caruaru, tiveram a coragem de agir deliberadamente contra a organização do trabalho, proibindo o acesso de sindicalistas às dependências do SAMU.

Abaixo transcrevemos o relato da Diretoria do SIMEPE, Sindicato dos Médicos de Pernambuco, sobre as tropelias de todo gênero praticadas no interior do Brasil, para que todos repercutam, divulguem, discutam, cobrem e dêem a melhor dimensão possível a esse reino de terror que não pode ficar impune.

Eis o relato:

15 Oct 2009 08:01:49 PERNAMBUCO URGENTE

FIM DO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO?

CARUARU – ENCRUZILHADA DA SAÚDE E DA DEMOCRACIA.

APÓS QUATRO MESES DE TENTATIVAS DE NEGOCIAÇÃO E PARALISAÇÕES PONTUAIS, OS MÉDICOS DA REDE MUNICIPAL DECIDIRAM DEMITIR-SE. AVISARAM COM ANTECEDÊNCIA, CUMPRIRAM 30 DIAS DE AVISO PRÉVIO.

O PROMOTOR DA ÁREA AGIU CONTRA OS MÉDICOS, SOLICITOU E O JUIZ OS OBRIGOU, MESMO DEMITIDOS, A VOLTAREM AO TRABALHO CONTRA VONTADE!

QUANTO À PREFEITURA, NENHUMA OBRIGAÇÃO, NENHUM PRAZO, NENHUMA PENALIDADE! NA AUDIÊNCIA PÚBLICA DE 07.10.09, HOUVE ATÉ AMEAÇA À INTEGRIDADE FÍSICA DOS COLEGAS! MILITARIZAÇÃO E ABUSO DE PODER.

O SAMU DO AGRESTE FOI OCUPADO INICIALMENTE POR MILITARES DO CORPO DE BOMBEIROS – INCLUSIVE UM SARGENTO NÃO MÉDICO ATUANDO COMO MÉDICO REGULADOR – E DEPOIS POR OFICIAIS MÉDICOS DA PMPE, QUE PARA LÁ SE DIRIGEM CONTRA A PRÓPRIA VONTADE, ÀS CUSTAS DO SACRIFÍCIO DOS USUÁRIOS DO SISTEMA DE SAÚDE DA PM; POR ORDEM VERBAL, SEM O ESTEIO JUSTIFICÁVEL DE CASOS EXTREMOS TAIS COMO CALAMIDADE PÚBLICA OU EMERGÊNCIA. SEQUER A PUBLICAÇÃO EM BOLETIM INTERNO DA CORPORAÇÃO!

DOIS OFICIAIS SUPERIORES DA PM FORAM AMEAÇADOS DE PUNIÇÃO POR SE RECUSAREM A CUMPRIR ORDEM ABSURDA.

EXERCÍCIO ILEGAL DA MEDICINA

NO DIA 06.10.09 À NOITE, REPRESENTANTES DO SIMEPE TIVERAM O ACESSO NEGADO ÀS DEPENDÊNCIAS DO SAMU, SEGUNDO FUNCIONÁRIOS POR DETERMINAÇÃO DA SECRETÁRIA DE SAÚDE E DE UM MAJOR FARMACÊUTICO SEU ASSESSOR, QUE ESTARIA À DISPOSIÇÃO DO MUNICÍPIO. NO DIA SEGUINTE, CONSTATA-SE QUE O MÉDICO CIVIL (PLANTONISTA JUNTO COM O OFICIAL MÉDICO DA PM) ESTAVA USANDO O CRM DE UM OUTRO MÉDICO REGULAR E SERIA FALSO MÉDICO, RECÉM LIBERTO, DO PRESÍDIO ANÍBAL BRUNO PELA MESMA PRÁTICA CRIMINOSA!

O MAIS IMPRESSIONANTE NISSO TUDO É O ABSOLUTO SILÊNCIO DAS INSTITUIÇÕES E DAS PESSOAS.

RECIFE, 09 DE OUTUBRO DE 2009

A DIRETORIA

Publicado pelo Wordmobi

Contrato precário de trabalho no serviço público não atrai médicos.

Há 65 vagas disponíveis para a contratação de médicos, em regime precário (contrato temporário) para fazer funcionar o HRA – Hospital Regional do Agreste, em Caruaru, Pernambuco. O edital foi publicado no início de outubro. Duas semanas depois não apareceu nenhum candidato ao cargo. O Presidente do Sindicato dos Médicos de Caruaru, em entrevista ao Jornal do Comércio, de Recife, diz que a precariedade do vínculo não está atraindo mais os profissionais da Medicina.

Merece uma reflexão esse fato. O Ministro José Gomes Temporão, da Saúde, o Governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral e alguns outros políticos e gestores, acreditam que a solução para a gestão de hospitais públicos seja o negócio das fundações públicas de direito privado. E, nessas fundações, a criação de um quadro de profissionais celetistas, fora do regime próprio dos servidores públicos, para atuar no serviço público. Esse é o cerne da questão para eles: uma política de recursos humanos que não garanta nenhum tipo de estabilidade para o médico no serviço público. Mesmo na contramão das teses da Convenção 158 da OIT, eles insistem nessa tecla.

Esse relato de Caruaru é interessante para a reflexão: o contrato precário não atrai os profissionais. Se atrai alguns necessitados, não os fixa. Essa solução, fica cada vez mais evidente, não supre a necessidade de uma política decente e responsável de recursos humanos para os serviços públicos de saúde.

A notícia pode ser conferida em:

http://jc.uol.com.br/2008/10/15/not_182251.php

Continue lendo