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#CRISEnoSUS – PE – Médicos da UPA Caxangá pedem demissão conjunta

responsabilidades, condições de trabalho sucateadas. Essa é a realidade comum nos serviços públicos de saúde (SUS). Em algum momento, por uma tênue esperança, os médicos fazem greves e paralisações. Em um momento seguinte, morta qualquer esperança, pedem demissão. Em Pernambuco, o corpo clínico inteiro de uma UPA não aguentou mais. Pediu demissão coletiva. O serviço público de saúde é inóspito para os médicos. Cobranças excessivas, trabalho precário e salário não condizente contrastam com a importância do trabalho médico e com o tamanho da responsabilidade dos profissionais da Medicina.

Os médicos da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Caxangá, na Zona Oeste do Recife, se demitiram na última quarta-feira (16). Dos 25 profissionais da Unidade, 21 pediram demissão e cumprem aviso prévio. O motivo teria sido o anúncio de uma nova redução no quadro de médicos e a falta de insumos básicos para atendimento.

Fonte: Médicos da UPA Caxangá pedem demissão conjunta – Jornal do Commercio

Fonte: Telegrama Sindical: #CRISEnoSUS – PE – Médicos da UPA Caxangá pedem demissão conjunta

#CRISEnoSUS – Campo Grande – greve seguida de pedidos de demissão de médicos sobrecarrega SAMU

#CRISEnoSUS – Campo Grande – greve seguida de pedidos de demissão de médicos sobrecarrega SAMU

Para dissipar dúvidas, é necessário mostrar aqui retratos de uma crise que se agrava: a crise no SUS, o sistema público de saúde do Brasil. Embora municipalizado, todo o sistema funciona com grande dose de centralização, dependendo de repasse de recursos pelo governo federal e de decisões tomadas por uma poderosa burocracia incrustada no Ministério da Saúde, órgão do governo federal.

Em Campo Grande, bem que os médicos dos serviços de urgência e emergência e da atenção básica tentaram. Fizeram uma greve para melhorar sua remuneração, seu contrato de trabalho, suas condições para exercer a profissão com dignidade e oferecer um serviço de qualidade aos necessitados. Como o movimento não resultou em diálogo e não houve a construção de uma agenda positiva, os pedidos de demissão se multiplicaram. O coordenador do SAMU na cidade revela que houve aumento expressivo dos atendimentos das ambulância após a diminuição do quadro de médicos do SUS naquela capital. A matéria completa está na página (link) -> Greve e redução de médicos em unidades sobrecarregam Samu – Correio do Estado

De acordo com o coordenador do Samu na Capital, José Eduardo Cury, o número de ligações recebidas saltou de uma média de 32 mil, no começo do ano, para 43 mil (em média) nos meses de maio, junho e julho. Aumento de 34%. Ele atribui o problema ao deficit de médicos nas unidades de urgência e emergência da Capital, além do longo período de greve da categoria.
Cury afirma que a sobrecarga ocorreu justamente durante os meses em que houve paralisação dos profissionais da saúde no município. “Em função dessas greves muitos profissionais acabaram se desligando da rede municipal  de saúde e as unidades de urgência e atenção básica ficaram sem ter como fechar seus quadros de plantões”, explica.

Sindicato Expresso: #CRISEnoSUS – Campo Grande – greve seguida de pedidos de demissão de médicos sobrecarrega SAMU.