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Demografia Médica: Estudos desmentem senso comum sobre especialidades na Medicina

[Sindicato Expresso] – 02.03.2013

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Informe:

Demografia médica esclarece situação real das especialidades da Medicina.

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O setor de imprensa do CFM divulga os resultados de pesquisas detalhadas sobre a demografia médica. Esses estudos e pesquisas revestem-se de especial importância por desmitificar algumas noções de senso comum que se distanciam da realidade dos fatos e são manipuladas por demagogos de toda ordem, que empregam informações distorcidas para iludir o eleitorado e elidir os verdadeiros problemas do sistema público de saúde Abaixo há um trecho do relatório com estudos sobre demografia médica das especialidades, cuja leitura pode surpreender a muitos e desmascarar muito trololó de gestor. Eis o texto:

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Sete especialidades concentram mais da metade dos médicos

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Um total de sete especialidades médicas concentram 53% dos profissionais com títulos dentre as 53 áreas reconhecidas no Brasil. A Pediatria é a área mais procurada entre os médicos brasileiros, reunindo 30.112 titulados, ou 11,23% do total de especialistas no país. A ela, se juntam Ginecologia e Obstetrícia, Cirurgia Geral, Clínica Médica, Anestesiologia, Medicina do Trabalho e Cardiologia no topo desse ranking.
 
As quatro primeiras especialidades, que somam 37%, pertencem às chamadas áreas básicas da Medicina (Tabela 1). Além das primeiras da classificação, também se destacam a Ortopedia e Traumatologia, Oftalmologia, Radiologia e Diagnóstico por Imagem, Psiquiatria, Dermatologia, Otorrinolaringologia, Cirurgia Plástica e Medicina Intensiva. Assim, as 15 especialidades do topo concentram 74% do total de médicos titulados (197.718).
 
Na posição oposta, outras dez especialidades agregam 5.937 profissionais, o que representa 2,21% do total. Entre elas, aparecem: Genética Médica, Cirurgia de Mão, Radioterapia, dentre outras. As três últimas deste grupo contabilizam em todo o país um total de apenas 908 médicos titulados. A Radioterapia possui 497 profissionais (0,19% do total); a Cirurgia da Mão, outros 411 (0,15%); e a Genética Médica um montante de 200 (0,07%).
 
Idade dos profissionais- Outra constatação do estudo é que médicos mais jovens e mulheres – grupos que apresentam tendência de crescimento consistente – tem concentrado suas escolhas nas especialidades básicas. A presença expressiva desses grupos em áreas básicas fragiliza a tese de que as novas gerações de médicos estariam concentradas ou procurando formação em especialidades mais consideradas”rentáveis”, embora elas possam ter maior proporção de candidatos por vaga nas provas de Residência Médica.
 
O estudo sugere ainda que o futuro número de especialistas poderá sofrer influência da oferta de postos de trabalho e de políticas de abertura de vagas de Residência Médica em determinadas especialidades. Esta tendência revela um cenário desafiador para o Governo: atrair estes profissionais para atuarem no sistema público de saúde e nas regiões de difícil provimento de profissionais.
 

Revalida FENAM questiona revalidação automática de diplomas estrangeiros

Governo não pode apostar na desqualificação da assistência médica como meio de resolver problemas assistenciais.

FAX SINDICAL 976 – 13.01.12

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Fax Sindical 976 – 13 de janeiro de 2012

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Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e da Zona da Mata de Minas Gerais.

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CONDIÇÕES DE TRABALHO DOS MÉDICOS BRASILEIROS.

 

Veja nesse Fax Sindical: Falta de segurança está transformando o trabalho médico. Em alguns lugares há situação de periculosidade. Médicas paulistas são ameaçadas de morte por organização criminosa. No Amazonas, a Casa Civil do Governador do Estado recebe representantes sindicais médicos para negociações trabalhistas. Paira uma ameaça de greve. No Mato Grosso confirmam-se os estudos da demografia médica, divulgados pelo CFM. Cada vez é menor o número de médicos dispostos a ganhar pouco, a não ter um plano de carreira decente e a atender em condições inadequadas. Diminui o número de médicos dispostos a trabalhar para o SUS.

 

SP: médicas recebem carta com ameaças de morte após delação

A matéria está em http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5556263-EI5030,00-SP+medicas+recebem+carta+com+ameacas+de+morte+apos+delacao.html

 

Géro Bonini
Direto de Botucatu

Os médicos da Unidade Básica Distrital de Saúde (UBDS) de Ribeirão Preto, a 318 km de São Paulo, receberam uma carta com ameças, assinada por uma facção criminosa. Em função do documento, foi registrado um boletim de ocorrência em nome da Secretaria Municipal da Saúde nesta quinta-feira. De acordo com a polícia, a carta foi deixada no balcão da unidade com ameças voltadas para a equipe que trabalha durante a madrugada.

No documento, constava o texto: “Avisa para as médicas do período da madrugada que um dus nossos pediu ajuda e elas chamaram a pulicia e a policia espancou ele. Então, mataremos quatro médicos por causa disso. Elas tem quatro dias. Os pulicias também iram morrer (sic).” A polícia solicitou as imagens de segurança do hospital e reforçará o policiamento no local. Até o momento, não foram levantados suspeitos.

AMAZONAS: Negociações trabalhistas – Casa Civil do Estado recebe médicos 

Diferente do que acontece em Juiz de Fora, onde o Prefeito Custódio Mattos, apesar da deterioração da condições de trabalho dos médicos e dos salários defasados e de uma greve de 40 dias, nunca recebeu uma representação sindical dos médicos, no Amazonas representantes sindicais dos médicos são recebidos na Casa Civil do Governador. Assim costumam funcionar as coisas em uma democracia. A democracia precisa chegar à Prefeitura de JUIZ DE FORA.

A notícia está em http://www.diariodaamazonia.com.br/diariodaamazonia/index2.php?sec=News&id=13661

A tentativa de reaproximação das entidades médicas com o governo do Estado ocorreu ontem, durante audiência dos membros dos Conselhos Federal (CFM) e Regional de Medicina (Cremero) com o secretário-chefe da Casa Civil, Juscelino Moraes do Amaral. Os representantes das entidades lamentaram a situação da saúde pública e se colocaram à disposição do governo.
“Nossa intenção é somente ajudar. Conhecemos todos os problemas da saúde e podemos contribuir para que o Estado promova melhor atendimento de saúde à população”, disse a presidente do Cremero, Maria do Carmo Wanssa.
O secretário-chefe da Casa Civil, Juscelino do Amaral, disse que estava à vontade por conhecer pessoalmente todos os membros da Diretoria do Cremero e afirmou que o governador Confúcio Moura vai resgatar o compromisso de mudar a face da saúde em Rondônia. “Para isso, foi necessário uma operação da Polícia Federal e Ministério Público, que, de certa forma, limpou alguns entraves que não contribuíam para o avanço do setor na direção da melhor prestação de serviço à sociedade”.
Já o o representante do CFM, Hiran Gallo, diretor-tesoureiro, revelou que estava feliz pela opção que o governador fez ao escolher Juscelino para a Casa Civil, “um setor essencial que precisa de alguém com a desenvoltura, estatura moral e jogo-de-cintura peculiar ao atual titular do posto. Não estamos exigindo nada do governo, nem temos o interesse em ficar por aí criticando o setor de saúde. Nosso objetivo é que todos tenham saúde pública de qualidade. E não é a classe médica que impede que isso aconteça”, observou.
A partir dessa audiência, o chefe da Casa Civil se comprometeu em trabalhar para refazer a ponte entre o governo do Estado e o Cremero por entender que essa parceria é profícua para o setor de saúde.
Participaram ainda da audiência com o secretário-chefe da Casa Civil, o vice-presidente do Conselho Regional de Medicina, Almerindo Brasil; e a tesoureira, médica Simi Bennesby Marques.

DEMOGRAFIA MÉDICA.

MT está no “ranking” dos que tem menos médicos atendendo pelo SUS 

 

Confirmando estudos feitos pelo CFM e pelo IPEA, os baixos salários, a precarização do trabalho e das condições de atendimento e a falta de planos de carreira tem afastado os médicos do serviço público. Ele não está nos melhores planos dos médicos mais jovens. A situação se torna alarmante e, cada vez mais, a preferência do profissional, após sua longa e custosa formação profissional, recai sobre os serviços privados.

Essa situação parece não sensibilizar o Ministério da Saúde e o Congresso Nacional. Leis sobre o piso salarial dos médicos, sobre a regulamentação da Medicina e sobre a carreira para médicos do SUS não progridem, enquanto a situação se agrava. Não se percebe vontade política dos nossos governantes em resolver essa questão, embora as pesquisas de opinião incluam a saúde entre as principais preocupações dos eleitores e o discurso dos políticos em campanha eleitoral esteja sempre recheado de referências e promessas sobre a melhoria da saúde pública. A situação toda cheira a fracasso e desastre, com conseqüências negativas, a médio e longo prazo, para o povo brasileiro e para o desenvolvimento social e sustentável da nação.

A matéria sobre a crise de recursos humanos no SUS em Mato Grosso está em http://www.sonoticias.com.br/noticias/11/143237/mt-esta-no-ranking-dos-que-tem-menos-medicos-atendendo-pelo-sus 

 

Fonte: Só Notícias/Karoline Kuhn

Em meio a sinalizações de greves em hospitais, falta de leitos e outros problemas relacionados a atendimentos e auxílios para pacientes em Mato Grosso, um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apresenta dados nada otimistas referentes à saúde pública do Estado. Há baixa quantidade de profissionais com instrução de nível superior que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e, também, o número de leitos autorizados para internação. Mato Grosso, que tem 141 municípios e pouco mais de 3 milhões de habitantes, está na sexta pior posição de profissionais da área (com instrução de nível superior) atuando no SUS, com 2,3 para cada mil habitantes. O menor índice neste quesito é Maranhão, com 1,3 profissionais a cada mil moradores. Pará registra 1,5; Rondônia 1,8 e Ceará e Tocantins, 2,2. O “melhor” número é em Sergipe, onde há 4,2 profissionais a cada mil habitantes. Porém, a localidade tem população estimada em 2 milhões entre 75 cidades, conforme dados do último Censo Populacional.

Quando analisada a quantidade de leitos de internação pelo Sistema Único, Mato Grosso aparece em nono (do mais baixo ao maior), com 4.857. Para estes dados, foram levados em consideração o mês de novembro do ano passado. Roraima teve o resultado menor, com 822 leitos, seguido pelo Amapá, com 923. Já São Paulo encabeça a relação, com a maior quantidade: 60,2 mil.

A nível nacional o Ipea aponta que há, atualmente, 3,1 profissionais da saúde a cada mil habitantes. Nas regiões Norte e Nordeste, esses números são menores (1,9 e 2,4 respectivamente). Já no Sul e no Sudestes, superiores (3,7 em ambos). A região Centro-Oeste possuí índices mais próximos da média nacional (2,9).

O estudo apresenta, de modo geral, que a presença do Estado na área da saúde se mostra com desequilíbrio regional, desfavorecendo as regiões menos desenvolvidas do país, com menos presença de profissionais com nível de instrução superior e menor quantidade de leitos disponíveis para internação. Além dos fatores econômicos, agravam a situação de desigualdade, a dimensão e a complexidade das suas áreas e as dificuldades de locomoção decorrentes destas condições.