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Infestação do Aedes põe em alerta 11 cidades do litoral de São Paulo

Nas férias, com esse verão quente, o litoral paulista atrai muitos turistas. Só que está infestado de Aedes.

http://www.rondoniadinamica.com/arquivo/infestacao-do-aedes-poe-em-alerta-11-cidades-do-litoral-de-sao-paulo,37996.shtml

Juiz de Fora: agentes de endemias mobilizados contra demissões em massa e assédio moral

Juiz de Fora: Prefeitura abre conflito trabalhista

*** Fax Sindical *** 28/01/2013 –

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De: Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e Zona da Mata
Data: 28 de janeiro de 2013

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*** Juiz de Fora: Crise no SUS – dengue.

O mosquito prolifera e a Prefeitura demite servidores encarregados de combater o Aedes

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Os moradores de Juiz de Fora agora sabem que correm sério risco de serem molestados pela dengue. A cidade tomou conhecimento que a administração anterior (do PSDB) teria cometido equívocos na aferição da infestação pelo mosquito e, de repente, a cidade descobre que a anunciada derrota da dengue na cidade, anunciada na campanha pela reeleição do candidato do PSDB, era uma fraude. O mosquito está presente e disseminado pela cidade e urge combatê-lo.

O prefeito Bruno Siqueira nomeou para a secretaria de saúde de Juiz de Fora um secretário do mesmo partido do prefeito anterior, justamente em uma área onde os tucanos mais fracassaram. Apoiadores do prefeito defenderam essa decisão como um meio do governo municipal receber ajuda do governo estadual para a saúde. Ora, todos sabemos que o governo estadual anda endividado. Pesadas dívidas que levaram os deputados estaduais a fazerem até campanha pela sua renegociação, no período em que Bruno Siqueira foi deputado. Bruno sabe do gigantesco endividamento do governo estadual. Será que ele calcula de onde virá a ajuda salvadora? Isso, o futuro dirá.

Mas as primeiras vitimas dessa guerra contra a dengue que dizima os mineiros não foram os mosquitos, foram as pessoas encarregadas de lhes dar combate.

Desenhou-se, de forma abrupta e no primeiro mês de governo, o primeiro confronto entre o governo Bruno Siqueira e os trabalhadores municipais. Enquanto em cerimônias públicas transferiam-se dinheiros do governo estadual para a entidade Acispes, os servidores protestavam nas ruas de Juiz de Fora contra a demissão sumária e covarde de 25 de seus colegas encarregados, justamente, de combater a praga. A forma com que foram demitidos seria deselegante até para o dono do botequim da esquina. A subsecretária de Vigilância da atual administração chega até a atacar a dignidade desses trabalhadores, causando-lhes inegável dano moral, declarando a um jornal local que “alguns funcionários não estavam comprometidos com o trabalho”. Difícil se comprometer com um trabalho do qual você pode ser enxotado a qualquer momento, aos sabores do humor dos gestores de plantão ou aos altos e baixos do discurso deles, o popular trololó de gestor.

O Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora vem prestar aqui sua solidariedade aos agentes de endemias e pedir aos outros sindicatos e centrais sindicais que também se manifestem a respeito. Fica registrado o primeiro confronto entre a administração Bruno Siqueira e os trabalhadores municipais e, precisamente, na critica área da saúde. Formulamos nossos votos para que o atual prefeito não trilhe esse caminho espinhoso do conflito, deixando-o no passado, na falecida administração tucana.

Acreditamos que o prefeito faria um gesto respeitoso para com os trabalhadores municipais e o conjunto dos sindicatos se exonerasse essa subsecretária. O movimento sindical continua atento ao assédio moral e formas autoritárias e punitivistas de gestão, que vitimam os trabalhadores.

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Crise no SUS – ESF.

A fragilidade da saúde da família no Rio de Janeiro.

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Os problemas decorrentes da inexistência de políticas consistentes e sérias de recursos humanos para o SUS continuam refletindo na continuidade, normalidade e regularidade do funcionamento dos serviços públicos de saúde e respingando na execução das políticas de saúde. A FENAM aponta a solução: a carreira de estado para médico.

A solução é simples. Uma das tais reformas do governo de FHC (PSDB SP) dividiu os servidores públicos em duas categorias. Criou as tais carreiras típicas de estado. A isonomia no tratamento dos servidores públicos foi abalada. Essas carreiras típicas de estado seriam, de fato, os servidores públicos de primeira classe. Os que não fossem incluídos nessa categoria superior, passariam a ser, de fato, servidores de segunda classe. Obviamente os médicos caíram nessa segunda classe. E, enquanto não se acerta a situação, muitos profissionais são transformados em uma nova subcategoria de trabalhadores: os bóias-frias do serviço público, contratados e demitidos ao bel prazer dos intermediadores de mão de obra. E, obviamente, isso tem um preço. A falta de compromisso com o trabalho, a falta de interesse em se fixar nele e pequenas negociações clientelistas que resultam em prejuízos para o serviço.

Essa situação agora ocorre no Rio de Janeiro. Em todo estado mais de 70% da mão de obra do ESF é precarizada. Distribui-se entre terceirizados e contratados temporários.

“Uma auditoria feita pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) em 88 cidades descobriu que há inúmeros problemas relativos não só à estrutura física dos postos, mas também à de
pessoal.” É o que diz mais uma matéria publicada na imprensa repercutindo a dolorosa crise da atenção primária à saúde no estado do Rio. Deverá ficar claro que UPA não será remédio para o fracasso gerencial da atenção primaria à saúde.

http://moglobo.globo.com/integra.asp?txtUrl=/rio/saude-da-familia-atendimento-medico-falho-em-80-das-cidades-7391846

Saúde da Família: atendimento médico é falho
em 80% das cidades

24/01/2013 – Fábio
Vasconcellos

RIO – Bicicleta apoiada no
muro, um salto, e pronto:
Maria Edvirgem, de 56 anos,
já está de pé. Bate no
portão, chama por alguém,
mas ninguém aparece. Decide
então espiar por uma
abertura na parede do posto
de saúde. Só queria saber
se estava com pressão alta,
mas não encontra médico na
unidade de Duque de Caxias,
interditada na quarta-feira
porque o prédio está
comprometido.

Criado nacionalmente em
1994, o Programa Saúde da
Família (PSF), financiado
pelo governo federal e
pelos municípios, vive uma
drama no Rio. Uma auditoria
feita pelo Tribunal de
Contas do Estado (TCE) em
88 cidades descobriu que há
inúmeros problemas relativos
não só à estrutura física
dos postos, mas também à de
pessoal. Em 80% dos
municípios (71), havia
casos de médicos que não
cumpriam a carga de 40
horas semanais. A situação
era pior em 30% das cidades
(26), onde sequer existiam
esses profissionais. Já em
71% (62), os contratos eram
temporários.

O relatório do tribunal
chega a outras conclusões.
Em 73 dos municípios (83%),
as secretarias de Saúde não
tinham elaborado a lista de
medicamentos mais usados
pela população. Resultado:
sem atendimento básico e
preventivo, os doentes
continuam lotando as
emergências.

No posto de Caxias, além da falta de
insumos, os técnicos encontraram um compressor instalado dentro do banheiro
dos funcionários.

No relatório, constam fotos
de armazenamento inadequado
de medicamentos, problemas
de manutenção das
instalações elétricas e
hidráulicas, além de
infraestrutura precária para
receber os doentes.

Em 2012, O GLOBO mostrou
que a precariedade do PSF é
comum em outras cidades do
país. A reportagem
apresentou um levantamento,
coordenado pelo Conselho
Federal de Medicina, em 43
municípios (de 14 estados)
com baixo IDH. O estudo
constatou a falta de
médicos, de remédios e até
mesmo de produtos básicos,
como sabonetes e toalhas.

RJ Privataria no SUS: 100 Mortes obrigam governo Cabral a reconhecer epidemia de dengue

O secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, admitiu, nesta segunda-feira, que o Rio de Janeiro vive nova epidemia de dengue. Desde o início do ano, ocorreram 160 mil casos de dengue e 131 mortes no estado.

Côrtes lançou a campanha “10 Minutos Contra a Dengue” para discutir formas de combate à doença. Representantes das 92 prefeituras do Estado foram convidados para o encontro, onde o secretário disse que deverá ser concluído apenas em outubro o levantamento do índice de infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.

“A Região Serrana é uma grande preocupação em função do desastre que tivemos neste ano. Houve uma mudança muito grande na geografia da região, então temos locais que hoje podem ser macrocriadouros”, destacou Côrtes. Segundo o secretário, o maior número de casos registrados é do tipo 2.

Em 31 de agosto, a prefeitura do Rio de Janeiro decretou estado de alerta para a doença na cidade e estabeleceu a entrada compulsória de agentes de saúde em imóveis fechados ou abandonados. As medidas estão entre os principais pontos do Plano de Combate à Dengue para o Verão 2012. O objetivo é eliminar os focos do mosquito transmissor da doença, já que, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, 82% dos criadouros do mosquito estão em imóveis. Dados também revelam que, em dois terços dos casos de dengue foram encontrados ovos do mosquito na casa dos doentes.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, disse que o risco de uma grande epidemia em 2012 se deve à volta do vírus tipo 1 e à entrada do tipo 4, para os quais a população não tem imunidade. Ele explicou que, por causa das epidemias dos anos de 2002 e 2008, os cariocas ficaram mais resistentes às variações 2 e 3, que tendem a vitimar menos pessoas. “Temos duas epidemias grandes na história do Rio, em 2002 e 2008, e o que se observou é que em 2001 e 2007 o número de casos apresentou uma curva de crescimento. Esse quadro se repete em 2011”, disse Paes. “Tudo aponta para um novo ciclo da doença mais amplo e mais elevado, certamente (será) a maior epidemia da história do Rio. Não quero assustar ninguém, mas a nossa convicção é essa”, reforçou. Paes ainda cobrou apoio da população e da imprensa no combate à doença
http://m.jb.com.br/rio/noticias/2011/09/19/rio-reconhece-nova-epidemia-de-dengue-apos-131-mortes-em-2011/

Fax Sindical 138 – Juiz de Fora – Preocupações e dengue.

Fax Sindical 138 – Juiz de Fora: pagamento preocupa servidores públicos municipais e estaduais cedidos à Prefeitura. A dengue é uma ameaça séria à cidade. Médicos apreensivos quanto a pagamento do SUS.

TRABALHADORES DA PREFEITURA DESCONFIADOS QUANTO AO FUTURO.

O Sindicato dos Servidores Públicos do município de Juiz de Fora apressou-se, na voz de seu presidente, Cosme Nogueira, a procurar a administração municipal para assegurar que os trabalhadores da Prefeitura teriam garantida a sua remuneração. A reação foi desencadeada pelo anúncio de que a administração irá reter, parcelar ou contingenciar (como queiram) 30% do orçamento municipal.

Os servidores públicos municipais ficaram preocupados. Houve o precedente dos servidores públicos estaduais cedidos à Prefeitura, que recebem complementação salarial e que estão habituados a receber esse pagamento até meados do mês e que até o dia 22 ainda não haviam visto a cor de seu dinheiro. Houve, antes, a declaração do Prefeito. Esses fatos juntos justificam a preocupação reinante entre os servidores municipais e a direção do Sinserpu – sindicato dos trabalhadores da Prefeitura – quanto ao futuro de sua remuneração. A prefeitura garantiu que nada vai mudar. A Secretária da Fazenda declarou que o pagamento dos servidores não será afetado.

Acredita-se que desconfianças e temores só serão dissipados com a realização efetiva do pagamento. Até lá ficará o suspense.

A DENGUE EM JUIZ DE FORA.

A cidade vítima da dengue. É manchete nos jornais de Juiz de Fora: a dengue está em condições de assustar a cidade. Já houve uma morte. Há sete bairros com uma quantidade exagerada de mosquitos transmissores da doença. Os resultados dos insucessos de políticas de saúde são doenças, mortes e queda de qualidade de vida da população. Isso não é exclusivo de Juiz de Fora. O mosquito é a ocasião de governantes, gestores e legisladores aprenderem a respeitar os problemas da saúde. Não há declaração demagógica que previna epidemias.

PROCEDIMENTOS DO SUS: PAGAMENTO CONTINUA SENDO UM PROBLEMA.

É público e notório os valores irrisórios que são pagos pelos procedimentos médicos realizados pelo SUS. Considerando que o trabalho dos médicos não é filantrópico e que os profissionais dependem dele para sobreviverem dignamente, para se atualizarem profissionalmente é natural que essa tabela seja, cada vez mais, insustentável. Se esse tipo de serviço atrai cada vez mais os jovens médicos e não fixa os novatos, ele não é nada compensador para os veteranos que insistem, como que por força do hábito.

Recentemente o Sindicato procurou a Secretaria de Saúde de Juiz de Fora por que os psiquiatras que ainda prestam serviços ao SUS perceberam que o valor pago por seus procedimento foi diminuído. Caso único. Aberração contratual. Ataque a direito individual. Pode ser classificado de qualquer maneira. Mas o SUS, ao menos em Juiz de Fora, conseguiu a triste façanha de diminuir a remuneração profissional. Sem considerar que o dinheiro destinado a pagar médicos costuma ficar vinte dias, impunemente, trancado em alguma gaveta. Isso em cima de preços vis. Ainda se aguarda uma definição da Secretaria. O Sindicato espera que os profissionais sejam ressarcidos e acompanha o caso.

Technorati : , , , , , , , , , , , , ,
Del.icio.us : , , , , , , , , , , , , ,

Governo Federal nega verbas para financiamento da saúde pública

A Economia continua fazendo mal à Saúde. As audiências públicas da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados e reuniões com Ministros e com o Vice-Presidente da República de nada adiantaram. Reivindicações da FENAM, da Frente Parlamentar da Saúde e de algumas entidades médicas caíram no mais completo vazio. O núcleo econômico do Governo considerou que essas reivindicações, que tinham como objetivo simples e óbvio o fechamento das contas da Saúde. A equipe econômica resolveu que só poderá ser liberada metade do que é pedido: 1,4 bilhão de reais.

O setor necessita de R$ 2,67 bilhões, sendo R$ 1,85 bilhão só para as ações de média e alta complexidade ambulatorial e hospitalar, R$ 342 milhões para medicamentos excepcionais e R$ 482 milhões para dar continuidade aos novos programas do governo, como o Saúde do Homem, Saúde na Escola, Farmácia Popular e Serviço de Atendimento Médico de Urgência- SAMU, por exemplo. Ainda que Saúde não pareça ser assunto importante para esses economistas políticos oficiais, temos um país onde a dengue bate com força às portas, onde o número de mortes violentas por causa externas (acidentes, assassinatos, suicídios) é crescente, onde amplos setores da população (idosos e portadores de transtornos mentais, em especial dependentes químicos) não contam com uma assistência pública que possa ser chamada de decente.

O apagão da Saúde é sentido de várias formas. Na gestão de pessoas, pela falta de formulação de uma política decente de recursos humanos para o setor público de saúde. Essa política causa evasão e desinteresse dos médicos. Faltam equipamentos adequados em várias partes do país.

Além dessa perversidade, que vai ser sentida a médio prazo, existe também outra. A equipe econômica do Governo do Presidente Lula ainda declarou que tirou as verbas de fundos destinados ao assistencialismo da pobreza. Com isso, o orçamento para a Saúde do próximo ano não deverá ser corrigido e o problema, com certeza, se repetirá no segundo semestre de 2008.

A notícia foi divulgada pela assessoria de imprensa da FENAM e pode ser conferida na página http://www.sinmedmg.org.br/?n1=noticia&codigo=387

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