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Crack: a distorção da realidade entre declarações, ações e fatos

A população anda incomodada com a proliferação descontrolada do crack, seus danos e suas consequências lamentáveis, que incluem aumento da criminalidade e a perda de vidas e de qualidade de vida, para dependentes e seus familiares. O sofrimento abate muitas famílias, junto com prejuízos de toda ordem.

As pessoas se queixam da ineficácia das ações e observam a distância entre as declarações de autoridades e técnicos oficiais e a realidade.

No estado de Minas a Assembleia organizou uma Comissão Especial para o enfrentamento do crack, mas a opinião pública aguarda ansiosamente providências eficazes, efetivas, resolutivas e consistentes que sejam perceptíveis e possam aliviar essa deplorável situação que afeta milhões de pessoas.

O site da Assembleia mineira divulgou matéria sobre a gravidade do problema também no município de Coronel Fabriciano, no Vale do Aço.

http://www.almg.gov.br/acompanhe/noticias/arquivos/2012/11/30_audiencia_crack_coronel_fabriciano.html?origem=boletim

“Município pede
investimentos no
tratamento de
dependentes

Para autoridades de
Coronel Fabriciano, essas
ações podem reduzir a
violência na cidade.
Aproximadamente 60% dos
38 homicídios registrados
este ano em Coronel
Fabriciano (Vale do Rio
Doce) têm relação direta
com o tráfico e o uso de
drogas. A informação foi
transmitida pelo
comandante da 12ª Região
da Polícia Militar, coronel
Geraldo Henrique
Guimarães da Silva, em
audiência pública da
Comissão Especial para o
Enfrentamento do Crack da
Assembleia Legislativa de
Minas Gerais, realizada
nesta sexta-feira (30/11/12).
O reforço da rede de
tratamento dos dependentes
químicos foi uma das
principais ações defendidas
na reunião para conter o
tráfico e o consumo do crack
no município. Para a
promotora de Justiça Juliana
da Silva Pinto, as
comunidades terapêuticas
da cidade, conduzidas por
grupos e igrejas locais,
precisam ser divulgadas e
ampliadas, inclusive com o
apoio de investimentos
públicos.
O deputado Paulo Lamac
(PT), autor do requerimento
para a realização da
audiência, lembrou que já
existem editais do Governo
com incentivos previstos
para essas instituições. O
parlamentar destacou, no
entanto, que por falta de
qualificação muitas dessas
comunidades terapêuticas
têm encontrado dificuldade
para acessar a verba. “Têm
sobrado vagas desses
editais. Por isso, estamos
prevendo, para 2013,
recursos no orçamento para
preparar essas instituições
no sentido de pleitear esses
investimentos”, afirmou.
Como reforço à rede de
tratamento, a psicóloga da
Secretaria Municipal de
Saúde, Juliana Correia de
Andrade, anunciou a
instalação de um Centro de
Atenção Psicossocial –
Álcool e Droga (CAPS-AD)
em Fabriciano, prevista para
agosto de 2013. Ela
destacou, no entanto, a
medida como uma
alternativa complementar
ao trabalho que já vem
sendo realizado pelas
comunidades terapêuticas.
“Não podemos abrir mão de
nenhum recurso que
compõe a rede de
tratamento. Todas as
alternativas são importantes
e vistas como formas de
tratamentos diferentes para
sujeitos que são diversos”,
destacou.
Reforço na estrutura das
polícias também foi
reivindicado
O delegado de Polícia Civil,
Paulo César Assumpção
Dettogie, alertou sobre a
falta de estrutura adequada
para o tratamento dos
presos que são dependentes.
“Cadeia não recupera
ninguém. Por isso mesmo,
80% deles são reincidentes.
Este é um trabalho de médio
e longo prazo”, afirmou. Na
audiência, ele também
defendeu a criação de um
Batalhão da PM e de uma
regional da Delegacia Civil,
com um serviço de
inteligência bem
estruturado, para a
repressão do tráfico em
Fabriciano.
Segundo o coronel PM
Geraldo Guimarães, um dos
pontos críticos da rede de
combate ao uso do crack é a
falta de um centro de
internação para
adolescentes infratores na
região. “Já temos local e
recursos assegurados, mas o
processo de implantação é
lento”, pontuou. A
expectativa é de que a
licitação do projeto
executivo do centro, que
será construído em Santana
do Paraíso, seja publicada
em janeiro de 2013.
Para evitar a proliferação do
crack na cidade, a juíza da
Vara Criminal da Comarca
de Coronel Fabriciano,
Beatriz dos Santos Vailante,
sugeriu ações de prevenção
direcionadas aos jovens e
crianças de famílias
carentes, como a realização
de oficinas e palestras em
escolas públicas, a oferta de
atividades extra-escolares e
o apoio psicológico no caso
daquelas que forem
vitimadas pelas drogas. “A
situação está gravíssima e
reflete diretamente no
judiciário, nas ações e
condutas ilícitas que
registramos para viabilizar a
aquisição da droga”,
destacou.
Como ação preventiva, o
coronel Geraldo Guimarães
destacou o trabalho que
vem sendo desenvolvido no
Programa Educacional de
Resistência às Drogas
(Proerd), que atendeu 15 mil
crianças de escolas públicas
e privadas no município,
nos últimos dez anos. “A
meta, para os próximos dois
anos, é que 100% dos
estudantes sejam
beneficiados”, afirmou.
O deputado Celinho do
Sinttrocel (PCdoB)
apresentou alguns dados
alarmantes da Confederação
Nacional dos Municípios
relativos ao uso de drogas.
Segundo ele, 93% dos
municípios brasileiros
registram número
expressivo de consumo de
entorpecentes, que tem se
alastrado por todas as
classes sociais. Na ocasião, o
parlamentar destacou ainda
que a falta de um órgão
especializado no combate às
drogas é uma das causas do
cenário preocupante. “Em
Minas, dos 853 municípios,
apenas 135 afirmaram ter
um Conselho Municipal
Antidrogas, e 30 informaram
possuir CAPs”, disse.”

  • Assembleia de Minas – Comissão Especial discute tratamento para usuários de crack

    A Comissão Especial para o Enfrentamento do Crack da Assembleia Legislativa de Minas Gerias realizará na próxima sexta-feira (4/5/12), às 14 horas, no Auditório, audiência pública sobre os modelos de tratamento para usuários da droga. A reunião acontece a requerimento dos deputados Paulo Lamac (PT), presidente da comissão, Vanderlei Miranda (PMDB), Célio Moreira (PSDB) e Doutor Wilson Batista (PSD) e deputada Liza Prado (PSB). Os parlamentares se preocupam com o aumento excessivo do consumo da droga nas cidades e em regiões rurais do Estado.

    A reunião servirá para discutir as diversas alternativas de tratamento, como os centros de atenção psicossocial (Caps), as comunidades terapêuticas, os consultórios de rua, os grupos de mútua ajuda, a redução de danos e a internação involuntária. O deputado Paulo Lamac explica que a comissão pretende produzir um relatório, ao final de seus trabalhos, para ser encaminhado ao Governo do Estado, com propostas de políticas públicas e propostas de um projeto de lei na ALMG.

    A audiência faz parte de uma sequência de reuniões que estão sendo realizadas pela comissão com o objetivo de discutir principalmente temas como prevenção; acolhimento e tratamento; qualificação para o mercado de trabalho e reinserção social; repressão qualificada ao tráfico; e financiamento para todas essas ações, inclusive as de saúde pública. O presidente da comissão alerta para os perigos causados pelo crack, que, segundo ele, causa forte dependência e desencadeia uma série de processos neurológicos. Além disso, a rede de tratamento ainda é escassa. “É necessário constitui-la em nível nacional e estadual” afirma.

    Convidados – Foram convidados para a reunião a diretora do Centro Mineiro de Toxicomania, Carolina Couto; a coordenadora de saúde mental da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, Rosimeire Silva; representantes dos Narcóticos Anônimos; o coordenador clínico do Centro Mineiro de Toxicomania, Oscar Cirino; e o médico Henrique Couto.

    http://www.almg.gov.br/acompanhe/noticias/arquivos/2012/04/27_release_comisao_especial_crack.html

    Governo vai investir em combate ao crack

    Depois da decepção com a emenda 29, e sem resolver o problema da evasão de médicos do serviço público, governo destina recursos para combater o que chama epidemia do crack. Uma série de medidas que serão executadas pelo poder público, com resultados imprevisíveis. A conferir.

    Governo lança programa de combate à ‘epidemia’ do crack

    7 de dezembro de 2011 | 11h57 | atualizado às 16h57

    Diogo Alcântara Direto de Brasília

    O governo federal lançou na manhã desta quarta-feira um conjunto de ações para o combate ao crack. O enfrentamento da droga foi uma das principais bandeiras da campanha de Dilma Rousseff à Presidência, no ano passado. Com investimento de R$ 4 bilhões numa parceria entre União, Estados e municípios, o programa deverá aumentar a oferta de tratamento de saúde aos usuários de drogas, além de combater o tráfico e as organizações criminosas.

    Denominando a dependência do crack como uma epidemia, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que “crack se tornou uma grande ferida social pela capacidade de desestruturar famílias, ambientes sociais”. Médico de formação e carreira, Padilha comparou o desafio do enfrentamento ao crack ao da epidemia da Aids. “Eu diria que o crack para nós hoje na saúde pública tem a mesma dimensão desse problema (Aids)”, disse, referindo-se ao desafio do combate à epidemia.

    No dia do lançamento do programa, a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) do Ministério da Justiça ainda não conseguiu terminar uma pesquisa inédita sobre o perfil do consumo de crack no Brasil. Segundo o Ministério da Justiça, os dados só devem ficar prontos no ano que vem.

    A presidente Dilma Rousseff disse que o enfrentamento efetivo requer mais informações sobre a epidemia. “Nós temos de conhecer o que levam as pessoas a buscarem as drogas”, disse a presidente. “Se nós não conhecermos, não poderemos enfrentar (o crack) com profundidade”, avaliou.

    Dilma destacou os feitos do Brasil nos últimos anos e disse que vai combater ao crack como uma postura de País desenvolvido. “Um país que voltou a ser capaz de dirigir seus próprios rumos ao pagar o Fundo Monteário (Internacional) e assumir a sua soberania na condução do seu crescimento, da distribuição de renda, e da volta do investimento público e privado. Um país que conseguiu tudo isso, ele também vai ter uma política ampla a criativa de enfrentamento ao crack”, disse.

    O ministro Padilha destacou a interiorização da droga hoje em dia. “Hoje o crack está fortemente presente nas ‘cracolândias’, nos centros urbanos, mas também está no ambiente rural”, disse.

    Para atender aos dependentes químicos, o governo vai lançar a rede de atendimento Conte com a Gente, que tem a meta ambiciosa de auxiliar dependentes e familiares e tentar garantir a reinserção social. O Sistema Único de Saúde (SUS) será uma das ferramentas do tratamento, criando enfermarias especializadas nos hospitais da rede. Até 2014, o Ministério da Saúde promete repassar recursos para que estados e municípios criem 2.462 leitos. O investimento total previsto é de pouco mais de R$ 670 milhões. O valor da diária de internação passará de R$ 57 para R$ 200.

    Além da estrutura do SUS, o governo promete criar mais de 300 consultórios de rua, para fazer atendimento volante em locais de maior incidência de crack. As equipes serão compostas por médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem. Outra novidade é que os centros especializados para álcool e drogas passarão a funcionar 24 por dia e sete dias por semana. A própria presidente Dilma Rousseff já havia criticado o modelo anterior, em que os centros funcionavam em horário comercial.

    Para evitar a entrada de drogas no País, o programa promete ações policiais nas fronteiras e em áreas de grande consumo. O contingente das polícias Federal e Rodoviária Federal deverá ser reforçado com mais 2 mil homens. Para prevenção, o foco das ações do governo será nas escolas e por meio de líderes comunitários.
    http://m.terra.com.br/noticia?n=5507505

    Entidades médicas discutem projetos que envolvem classe médica e a saúde do povo brasileiro

    No dia seguinte ao Dia Nacional de Protesto dos Médicos do SUS, reuniu-se a comissão política (CAP), formadas por representantes das 3 entidades médicas nacionais: FENAM (a Federação Nacional dos Médicos), CFM e AMB. O objetivo da comissão é acompanhar projetos de interesse da categoria que tramitam no Congresso Nacional. A seguir transcrevemos o relato do Dr. Waldir Cardoso, que representa a FENAM na comissão política (CAP) e que foi publicado por ele em seu blog.

    Reunião da CAP analisa
    projetos de lei em tramitação
    no Congresso 26/10/2011

    Participei hoje da reunião da Comissão de Assuntos Políticos (CAP) integrada pelo Conselho Federal de Medicina, Federação Nacional dos Médicos e Associação Médica Brasileira reúne em Brasília para análise de projetos de interesse dos médicos e da saúde.

    Um dos projetos que está preocupando a Comissão é o PL 2203/2011, originado no governo federal, que, segundo a FASUBRA, reduz em 50% o salário dos servidores públicos federais. O texto do projeto, pela complexidade, foi encaminhado à assessoria jurídica das três entidades médicas e será apreciado na próxima reunião da Comissão que acontecerá no dia 23 de novembro. No momento o PL está na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados. Na Comissão a relatoria está sob responsabilidade do Deputado Ronaldo Nogueira (PTB/RS).

    Outro projeto analisado foi o PL 642/2007 que cria a profissão de instrumentador cirúrgico. A CAP manifesta apoio ao PL por qualificar a instrumentação cirúrgica, ressalvando que é atividade que deve ser compartilhada com médicos e enfermeiros. O encaminhamento será conversar com o Deputado Mauro Nazif que solicitou que o PL, aprovado nas comissões, vá a votação em Plenário.

    A Comissão acatou parecer favorável da Sociedade Brasileira de Psiquiatria (SBP) ao Projeto de Lei 7663/2010 que acrescenta e altera dispositivos à Lei nº 11.343, de 23 de agosto de 2006, para tratar do Sistema Nacional de Políticas sobre Drogas, dispor sobre a obrigatoriedade da classificação das drogas, introduzir circunstâncias qualificadoras dos crimes previstos nos arts. 33
    a 37, definir as condições de atenção aos usuários ou dependentes de drogas e dá outras providências. A SPB entende que o PL preenche lacunas e avança no tratamento de dependentes. O PL poi considerado relevante e será incluído na agenda parlamentar das entidades médicas. A próxima reunião da Comissão será no dia 23 de novembro, na sede da FENAM.

    MINAS GERAIS: POLÍTICA DE SAÚDE MENTAL INEFICIENTE É QUESTIONADA JUDICIALMENTE

    O jornal “O Tempo”, de Belo Horizonte, na sua primeira página de hoje, noticia que a “Justiça obriga Estado a internar adolescente dependente de crack”. Acrescente que “pela primeira vez, o governo estadual foi intimado a custear tratamento”. Informa ainda que a adolescente, viciada há dois anos, foi jurada de morte por traficantes.

    A matéria informa aos leitores que a menor deixou a casa da família e a escola e, sob a batuta dos traficantes belorizontinos, foi obrigada a prostituir e chegou a engravidar quatro vezes, sempre resultando em aborto. A menor hoje tem 14 anos. A Justiça exigiu que o Governo do Estado de Minas Gerais encaminhe a adolescente para uma clínica, onde terá oportunidade de algum tratamento, fora do alcance da ação dos traficantes.

    Na página 22 do mesmo jornal, há a informação que o Estado de Minas Gerais só tem 50 vagas para tratamento de menores, em todo o Estado, conforme afirma o Sr. Cloves Benevides, subsecretário de políticas de drogas do Estado de Minas Gerais. “Para o juiz Marcos Flávio Padula, isso deveria ser prioridade para o governo porque envolve a vida de menores que se comprometem cada vez mais com o tráfico”.

    A ação judicial foi movida pela ONG Defesa Social, contra o governo do Estado de Minas Gerais. A menor, ao entrar no veículo que a conduzia à clínica declarou: “Estou feliz porque vou sair dessa vida de sofrimento e vou me curar”. “Essa é a primeira vez na capital que o governo estadual é intimado a custear o tratamento de um viciado em drogas, de forma emergencial. No último dia 6, a ONG acionou a Defensoria Pública e em apenas uma semana a Justiça determinou a internação”.

    A política pública aplicada no estado de Minas Gerais em relação à dependência química mostra-se ineficaz e pouco resolutiva. Na verdade, pouco séria. A judicialização vem preencher as lacunas imensas da deficiência do Governo do Estado, onde se comercializa grande quantidade de drogas psicoativas ilícitas. A decisão, além de inédita é histórica.

    A notícia mostra a importância da intervenção pública de psiquiatras e das entidades que os representam (sindicatos médicos, ABP e federadas e Conselhos de Medicina) para criticar a ineficácia de políticas de saúde mental, especialmente quando comprometem o futuro de um número muito grande de brasileiros.

    EPPUR SI MUOVE – A guerra do crack expõe a fragilidade dos dogmas e o Ministro Temporão

    O QUE É SAÚDE MENTAL? A GUERRA DO CRACK: SECRETARIA DE SAÚDE DE SP DENUNCIA POLÍTICA DO MINISTÉRIO DA SAÚDE PARA DEPENDENTES QUÍMICOS.

    Secretaria de Saúde de SP rechaça ‘declarações oportunistas’ de ministro

    SÃO PAULO –

    A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo definiu como “demagógicas” e “oportunistas” críticas à política estadual de combate às drogas feitas pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão.

    Na manhã desta sexta-feira, em comício em São Bernardo do Campo (SP), ao lado do presidente Lula, Temporão responsabilizou o órgão por estratégia “retrógrada” e feita de forma “isolada” para controlar o consumo de narcóticos.

    Segundo o ministro, a oposição –em particular o governo de São Paulo, há 16 anos sob administração tucana– “pensa que o dinheiro surge do nada”.

    Na sequência, ele afirmou que o Ministério da Saúde injetou R$ 1,7 bilhão a mais para fortalecer a área no Estado.

    Os tucanos, contudo, se recusam a reconhecer esse fato, de acordo com Temporão.

    Em nota divulgada hoje, a Secretaria estranhou a declaração ter sido feita “às vésperas da eleição presidencial”.

    O comunicado também ressalta que, “ao contrário do que disse o ministro, não houve repasse extra de recursos ao governo do Estado além do teto do SUS (Sistema Único de Saúde)”.

    A verba adicional seria “mero cumprimento de uma obrigação” garantida pela Constituição.

    A secretaria aponta déficit de R$ 240 milhões para cobrir a demanda dos serviços de saúde no Estado “em relação ao teto federal”.

    Segundo a Secretaria, desde 2003 –início da gestão Lula– os repasses federais ao SUS paulista vêm minguando. Isso teria deixado “as contas nas mãos do governo do Estado e dos municípios paulistas”.

    A pasta comandada por Temporão está há três meses em dívida com São Paulo, afirma o órgão. Seriam “R$ 280 milhões referentes ao programa de dispensação de medicamentos caros e importantes”.

    RETRÓGRADO

    A Secretaria devolveu ao ministro a pecha de ser “retrógrado”.

    “Quanto às declarações do ministro sobre a política do Estado para dependentes químicos, a Secretaria é que questiona a postura retrógada do Ministério da Saúde, que não admite a necessidade, em alguns casos pontuais, de internação de pacientes com alto grau de dependência e, por isso, não financia sequer um leito para tal fim no Estado em clínica especializada.”

    A Secretaria defende um modelo integral para ajudar viciados em drogas –o que inclui eventuais internações. “Por isso, nos últimos três anos, implantou três clínicas estaduais, com internação de curta permanência (máximo de 30 dias) e financia cerca de 500 leitos, além de outros 500 custeados pela prefeitura de São Paulo.”
    Fonte:
    m.hands.com.br/pub/noticia.aspx?srdh=b488b80a-2e62-4f8a-9d77-6af03db35e02&cat=5&sec_id=53&cch=0&id=4708213

    Fax Sindical 276

    segunda-feira, 14 de junho de 2010

    Fax_Sindical_276

    Fax Sindical 276

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    Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora

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    Ano VI > Número 276 > 14 de junho de 2010.

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    Sindicato dos Médicos aguarda avanços nas negociações com a Prefeitura de Juiz de Fora.

     

    Reivindicações sindicais refletem interesse da cidade pela melhoria e aperfeiçoamento do SUS em Juiz de Fora. Negociações estão paradas há uma semana. Vacilação da administração municipal não condiz com gravidade do assunto.

     

    Além de salários mesquinhos e condições adversas de atendimento, os médicos municipais de Juiz de Fora ainda têm que suportar arbitrariedades, como as que agora estão relacionadas com a reposição dos dias parados em protesto contra o baixo índice de reajuste oferecido pela Prefeitura aos seus funcionários. Está havendo uma proposta de reposição arbitrária, porque unilateral, e totalmente à revelia do Sindicato dos Médicos, portanto de inteira (ir)responsabilidade da atual administração municipal.

     

    Temos dado conhecimento à opinião pública, às autoridades e a toda a classe médica das, até aqui, difíceis relações trabalhistas entre a atual administração municipal e a representação classista dos médicos municipais, que é o Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora. Tornou-se pública e notória a adversidade decorrente dos precários salários dos médicos municipais, pela falta de um plano de carreira decente e pelas condições desfavoráveis de trabalho.

     

    Nessa mesma semana uma médica municipal virou notícia ao ser agredida no interior de seu local de trabalho, a Regional Leste. O Sindicato tem denúncias de atividades assistenciais prestadas até em igreja, local que não se enquadra nas normas técnicas e sanitárias exigidas para um consultório médico. Em Juiz de Fora os médicos municipais encontram-se expostos ao achincalhe e ao desrespeito ao seu trabalho e isso acontece impunemente, como se fora em terra sem lei e sem fiscalização.

     

    O Sindicato pode supor que está tendo interlocutores sérios quando negocia com a Prefeitura, que eles se portem à altura de sua responsabilidade e não hajam como se não houvesse leis ou pactuações que rejam a relação entre as partes. Que acordos sejam cumpridos. Que não haja medidas unilaterais desfavoráveis à classe médica, como o corte discriminatório de salários ocorrido o ano passado, que afetou apenas esta categoria profissional e nenhuma outra.

     

    O Sindicato aguarda por responsabilidade, porque tratamos de um assunto sensível, que é de interesse geral, que sensibiliza a comunidade e que deve ser visto com seriedade por aqueles que detêm as alavancas do poder.

     

     

    Saúde Mental, abandono e desemprego.

     

    Notícia da desativação de dois equipamentos de saúde que prestam serviços exclusivamente ao SUS causa inquietação e vai causar desemprego.

     

    No noticiário local aparece o fechamento dos hospitais psiquiátricos Pinho Masini e São Marcos. Pessoas que são atendidas naquelas unidades de saúde e seus familiares ou responsáveis sentem insegurança quanto ao futuro. Não pensado e nem declarado pela classe de gestores de saúde mental é o desespero que grassa entre os que trabalham nessas instituições e suas famílias. A perda de emprego e renda arruinará a estabilidade econômica dessas pessoas, esquecidas pelos arquitetos das políticas hegemônicas de saúde mental.

     

    A demanda reprimida por equipamentos na área de Saúde Mental é agravada pela dependência do crack e outras dependências químicas, que prejudicam milhões de vidas, comprometem núcleos familiares e fazem perder empregos e aumentar condutas em conflito com a lei. E, em Juiz de Fora, dois equipamentos serão desativados, duas instalações usadas pelo SUS serão entregues a outros fins e profissionais qualificados serão deixados ao desemprego.

     

    Sabemos que o SUS de Juiz de Fora apresenta gargalos em várias especialidades médicas. Uma delas é a Psiquiatria. Os psiquiatras que ainda conseguem sobreviver na rede pública, trabalho a troco de salários tacanhos, ainda têm que suportar uma sobrecarga de demanda. É sabido que, no campo da Psiquiatria, a qualidade do atendimento é diretamente proporcional ao tempo gasto com cada paciente. Sobrecarregar o profissional com excesso de demanda, aqui significa prejudicar o diálogo e a escuta e a deformar seu trabalho, transformando-o em mero prescritor. E, como se não bastasse, o sistema ainda sobrecarrega os médicos da atenção básica, obrigando-os a se tornarem repetidores de receitas. Sem qualquer compromisso com a qualidade.

     

    Os serviços públicos de saúde têm a obrigação de apresentarem resultados consistentes de seu trabalho, como evolução favorável de indicadores e outras medidas precisas. Coisa mais séria do que simples casuística, discursos que expressam opiniões e crenças (particulares ou de grupos) ou vagas observações empíricas.

     

    Não se pode deixar de ver a simples inutilização de equipamentos de saúde que servem ao SUS sem que os usuários do sistema recebam qualquer justa contrapartida.

     

    Informação rápida?

    Fax Sindical no Twitter.

    http://twitter.com/faxsindical

     

    faxsindical Promotora e Procurador no Mensalão do DEM: PF faz buscas da Operação Caixa de Pandora ( http://bit.ly/aKWaM4 )

     

    faxsindical Hospitais universitários apresentam grave déficit de pessoal. Saiba mais em http://bit.ly/bhoWOj

     

     medicinaexpress RS: médicos da Capital recusam abono e exigem seriedade da Prefeitura http://migre.me/OLzF

     

    faxsindical Denúncia: Crise no SUS Piauí – Hospital da cidade de Picos funciona sem médicos e sem diretor ( http://bit.ly/cmvghg )

     

    faxsindical RJ Garis do Rio entram em greve a partir de meia-noite ( http://bit.ly/9mgWei )

     

    faxsindical condições de trabalho ruins dos servidores da segurança em Minas Gerais será tema de audiência na Assembléia ( http://bit.ly/9x2I5p )

     

    faxsindical Cremerj boicota concurso para médicos em São Gonçalo com salário de 325 reais ( http://bit.ly/aLmwm1 )

     

    faxsindical Rodoviários de Brasília garantem que vão parar na segunda, mas com 60% da frota circulando( http://bit.ly/aMvJbE )

     

    faxsindical Abandono de presos com problemas psiquiátricos condenados pelo Governo de Minas motiva audiência na Assembléia ( http://bit.ly/9wXSq3 )

    FAX SINDICAL 174

    SINDICATO DOS MÉDICOS DE JUIZ DE FORA.
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    Número – 174 – Ano IV – 04/0/2009.
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    GREVE DOS MÉDICOS DA PREFEITURA DE JUIZ DE FORA – CORTES SALARIAIS CAUSAM INDIGNAÇÃO ENTRE PROFISSIONAIS. SINDICATO VAI À JUSTIÇA.

    A decisão da administração Custódio de Matos de realizar cortes salariais contra os médicos da Prefeitura, sem que a legalidade da greve fosse julgada e antes do encerramento das negociações coletivas causou indignação na Diretoria do Sindicato dos Médicos, entre os médicos da Prefeitura, que foram vítimas dos cortes e, também, repercutiu negativamente na grande maioria da classe médica. Os salários que a Prefeitura paga aos médicos já são sofríveis e os cortes os reduziram ainda mais. Diante da negativa da administração Custódio de Matos em negociar os salários dos médicos, a saída encontrada pela Diretoria do Sindicato foi recorrer à Justiça. No caso dos médicos vinculados à AMAC, haverá audiência no Ministério do Trabalho. Se não houver conciliação, o caso irá à Justiça do Trabalho. Ficará demonstrada a subordinação da AMAC à Prefeitura de Juiz de Fora. Há ação semelhante, movida por funcionários da Prefeitura de Santos Dumont, com ganho de causa para os trabalhadores. No caso dos médicos estatutários a situação é mais complicada, porque não dependem da Justiça Federal. O caso será julgado na Justiça do estado de Minas Gerais. O protesto judicial já foi feito pelo advogado do Sindicato dos Médicos e estaremos informando sobre o seu andamento.
    Tramita na Justiça ação do Sindicato contra a Prefeitura, por causa das perdas salariais decorrentes da discriminação dos 25 por cento a menos que o nível superior, cuja reposição é reivindicação constante do Sindicato.
    Nos meios profissionais, diante da indignação, muitos falaram na possibilidade de uma nova paralisação, ou greve de protesto contra os cortes efetuados pela administração do Custódio nos salário ruins dos médicos da Prefeitura.

    COMISSÃO PREPARA DISCUSSÃO DE PCCS.

    Os representantes indicados pelo Sindicato dos Médicos para acompanhar a elaboração de um PCCS para os profissionais do serviço público municipal realizaram a sua primeira reunião preparatória. Experiências, propostas e sugestões foram discutidas, bem como questões referentes às políticas de recursos humanos aplicadas à área da saúde. A reunião é o primeiro passo nessa importante luta da classe médica em Juiz de Fora.

    A indicação dos representantes sindicais para a Comissão tripartite que irá analisar a deterioração das condições de atendimento médico no SUS de Juiz de Fora já foi comunicada ao Conselho Municipal de Saúde e à Secretaria de Administração e Recursos Humanos da Prefeitura de Juiz de Fora. A formação dessa comissão está na contraproposta sindical formulada nas negociações coletivas desse ano e encaminhada à Prefeitura.

    FEDERAÇÃO NACIONAL DOS MÉDICOS REAGE A PRISÃO ARBITRÁRIA DE MÉDICA NO RJ.

    A coluna do Ancelmo Góis, no Globo de domingo (2 de agosto) falou sobre o caso da prisão de uma médica reguladora do SUS no Rio de Janeiro. O colunista conclui que a corda arrebentou do lado mais fraco. A médica não conseguiu cumprir uma determinação judicial porque não havia vaga de UTI disponível na rede pública. Por faltar vaga em UTI o juiz mandou prendê-la. Diz Ancelmo que deveria mandar prender o Governador ou o Secretário de Saúde. Mas a corda, mais uma vez, se rompeu contra o lado mais fraco. A Federação Nacional dos Médicos e o Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro se posicionaram firmemente ao lado da médica. A notícia pode ser conferida na página http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL1249488-5606,00-FEDERACAO+DIZ+QUE+VAI+DENUNCIAR+JUIZ+QUE+MANDOU+PRENDER+MEDICA.html. A FENAM vai tomar todas as medidas cabíveis para a apuração e o esclarecimento desse caso tenebroso. Se o juiz agiu em respeito à lei, para garantir a um usuário do SUS um direito constitucional, por outro lado, errou no alvo. Mandou prender quem não tem poder para criar ou contratar leitos de UTI.

    Na mesma semana um desembargador de Brasília, notório amigo da família Sarney, censurou o Estado de São Paulo, proibindo notícias de fatos referentes aos escândalos que envolvem o filho do Senador Sarney, apurados na conhecida operação Boi Barrica, da Polícia Federal. A filha do Senador Sarney, Roseana, conseguiu, também por decisão judicial, derrubar o governador eleito pelo povo do Maranhão, Jackson Lago, e ocupar o governo do Estado.

    PROBLEMA DOS PRESOS NO HPS DE JUIZ DE FORA DERRUBOU SECRETÁRIA DE SAÚDE?

    A Dra. Eunice Caldas pode ter sido vítima de um desajuste. A grande quantidade de presos acautelados no HPS, exposta em cadeia nacional por uma programa de televisão, mostrou aos brasileiros os pés de barro do governo Aécio. A dívida social para com o povo mineiro é imensa. Fontes ligadas ao governo do Estado acharam que a matéria foi instigada pela Secretária ou pessoas a ela ligadas. Os aecistas são muito zelosos quanto às aparências. Calculam os efeitos publicitários de cada evento que envolve, direta ou indiretamente, o seu chefe. Com isso uma deficiência grave do sistema penal do Estado de Minas Gerais, a quem cabe a responsabilidade para com a população carcerária, ficou evidente. É a dívida social que não se paga dando vans e ambulâncias para prefeitos.

    Publicado pelo Wordmobi

    Kit drogas funciona durante Carnaval.

    Em Salvador, a Secretaria Municipal de Saúde resolveu suprir a carência de recursos e equipamentos que os médicos têm para lidar com casos de abuso de drogas ilícitas durante eventos ou acidentes. Adquiriu um kit drogas, que ajudou decididamente os trabalhos das equipes médicas durante o carnaval soteropolitano. A matéria está transcrita abaixo e fica como uma lição para os gestores dos serviços de saúde, que não prestam a devida atenção a um problema que se apresenta em número crescente.

    Kit Drogas facilita trabalho dos médicos no Carnaval – Jornal da Mídia

    Kit Drogas facilita trabalho dos médicos no Carnaval
    Segunda-feira, 23/02/2009 – 22:27

    Salvador – Uma novidade da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) neste Carnaval é o uso do Kit Drogas nos postos dos circuitos da folia. Trata-se de um exame feito nas pessoas que chegam desacordadas nas unidades de saúde ou que apresentem distúrbios no comportamento. O objetivo é descobrir qual substância psicoativa foi usada pelo paciente para que então seja designado o tratamento.

    No posto da Sabino Silva, o Kit Drogas foi usado dez vezes, desde o primeiro dia de carnaval, na quinta-feira. As vítimas chegaram na unidade de saúde em coma, agitadas ou em estado torporoso. Foi constatado o uso de cocaína, LSD e ainda de uma substância chamada barbitúrico, um composto químico orgânico sintético derivado do ácido barbitúrico. A substância é usada em uma bebida conhecida como Príncipe Maluco. Provoca, entre outras coisas, dependência física e psicológica, diminuição em várias áreas do cérebro, depressão na respiração e no sistema nervoso central.

    Em um dos casos registrados, o paciente chegou alcoolizado e com a pupila dilatada. Ao realizar o exame, constatou-se que ele usou crack, cocaína, maconha e que ainda tinha ingerido o Príncipe Maluco.

    Para o coordenador do Posto da UFBa (Ondina), Jorge Cyrne, o Kit Drogas vem ajudando o trabalho dos médicos no Carnaval. “O kit facilita o trabalho e possibilita tratar o paciente com a presteza e necessidade que ele merece. O tratamento do álcool é simples, mas quando se trata do uso de drogas o cuidado deve ser maior”, explica o coordenador.

    Nessa unidade, o Kit Drogas foi usado apenas uma vez, durante a noite de domingo. O paciente, que era um cordeiro de bloco, foi levado ao posto por policiais militares que observaram alteração no seu comportamento. A vítima chegou a simular uma crise convulsiva e se descontrolou. “Depois de gritar e se debater, usamos o kit. Detectamos o uso de calmante e álcool, mistura que gerou essa alteração de comportamento”, aponta Jorge Cyrne.

    No posto da Adhemar de Barros, o Kit Drogas foi usado duas vezes, mas em nenhum dos casos foi detectado o uso de entorpecentes. A maioria das ocorrências registradas na unidade diz respeito ao uso excessivo de álcool, que eram tratados no próprio posto.

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