Arquivos de tags: Elizabeth Juca

Aumentam respostas ao aviltamento do trabalho médico no setor público

SINDICATO EXPRESSO Nº 5 de 2018

————————————————————————————————

28 de junho de 2018

Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e Zona da Mata de Minas

————————————————————————————————

MÉDICOS DA FUNDAÇÃO MUNICIPAL DE SAÚDE DE TERESINA DECIDEM POR GREVE

Médicos brasileiros reagem ao aviltamento de seu trabalho no setor público. Precarização, salários ruins e falta de planos de carreira são motivo de desinteresse crescente dos profissionais pelos serviços públicos de saúde.

Em recente matéria veiculada no jornal televisivo de maior audiência do país, foi revelado que mais de dois terços dos usuários do SUS esperam de seis meses a um ano por consultas com especialistas, exames de imagem, vagas para cirurgias e procedimentos hospitalares. Essa matéria revela a crescente deficiência na atenção secundária (médicos especialistas) e nos serviços hospitalares. Não obstante essa realidade, a atenção primária (UBSs, postos de saúde) também se acha prejudicada pela precarização do trabalho e pela remuneração aviltante. Geralmente os cargos de médicos estão entre os mais mal remunerados do serviço público, quando comparados com carreiras que os governantes e legisladores levam mais a sério.

Em Juiz de Fora, a situação não está muito distante. Aqui também existe dificuldade no serviço público em atrair e fixar profissionais da Medicina, afetando todos os setores e impactando também a atenção secundária. Este setor é a crônica de uma morte anunciada, embora perceba-se que os gestores podem estar avaliando, certamente de forma equivocada, um plano para terceirização da atenção secundária. Há problemas de corrupção e ineficiência nessas alternativas de terceirização quando adotadas em outros municípios (envolvendo intermediadores de mão de obra, agentes públicos e serviços de consultoria). Em algum momento, com o agravamento da crise no setor, esse plano poderia ser empurrado goela abaixo do Conselho Municipal de Saúde e passar a vigorar. Mas, no momento, é apenas uma suspeita, que se reforça pelo aparente descaso da administração municipal com essa situação previsível. Em Juiz de Fora, ainda agrava a situação do salário médico ser inferior ao de técnico de nível superior da Prefeitura e da existência de habitual precarização do trabalho, por meio de contratos temporários e terceirização das UPAs e inexistência de um plano de cargos, carreira e salário (o conhecido PCCS, também chamado PCCR, com uma ponta de malícia, por alguns burocratas).

No Brasil inteiro há reações da classe médica, cada vez mais intensas, diante da situação em que se encontra o trabalho na área. E este é o caso da prefeitura de Teresina.

Diz o texto da matéria:

“O protesto vem sendo realizado com as paralisações de advertência, o descaso com os profissionais nos hospitais e Unidades Básicas de Saúde (UBS) e ilegalidades que vêm sendo cometidas contra os médicos da Fundação Municipal de Saúde (FMS)”, diz a nota divulgada pelo sindicato.

Haverá concentração em frente à Fundação Municipal de Saúde, no dia 05 de julho, às 08h. Ainda de acordo com o Simepi, outras categorias da saúde, junto com o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Teresina (Sindserm), estão se mobilizando em última tentativa de fazer o gestor conversar e se comprometer com as pautas da categoria.”

Mais informações sobre a matéria podem ser encontradas em

ENCONTRO NACIONAL DAS ENTIDADES MÉDICAS APROVA POR ESMAGADORA MAIORIA DE 85% APOIO AO EXAME NACIONAL DE PROFICIÊNCIA PARA MÉDICOS.

Para entrar em vigor a medida deve ser transformada em projeto de lei, aprovada e sancionada

“Oitenta e cinco por cento dos mais de 150 delegados que participaram nesta terça (26) e quarta-feira (27) do 8º Encontro Nacional de Entidades Médicas votaram a favor de um exame nacional obrigatório de proficiência em medicina, espécie de exame da ordem, como aplicado aos advogados.”

Confira a matéria completa em https://noticias.r7.com/saude/entidades-defendem-exame-para-medicos-como-oab-de-advogados-27062018

Médicos da Prefeitura de Juiz de Fora não tem PCCS – Campanha Salarial 2018

SINDICATO EXPRESSO  – 2018 nº.04

——————————–

SINDICATO DOS MÉDICOS DE JUIZ DE FORA E ZONA DA MATA DE MG

——————————–

DATA: 13 de junho de 2018. Quarta-feira.

——————————–

ASSUNTO: CAMPANHA SALARIAL DE 2018

——————————–

******************************************************

******* MÉDICOS DA PREFEITURA DE JUIZ DE FORA ********

************ CAMPANHA SALARIAL 2018 ******************

******ASSEMBLEIA DIA 19/06 – 19:30 HS. – SMCJF *******

******************************************************

POR QUE A PREFEITURA DE JUIZ DE FORA RECUSA AOS MÉDICOS UM PCCS?

Há perguntas que persistem e não são nunca respondidas, mesmo sobre problemas que continuam existindo e tendo consequências. Soluções consistentes e viáveis não são apresentadas, apenas promessas e cálculos errados de “especialistas” e gestores. O sucateamento e a crise da atenção secundária são um exemplo das consequências dessa questão. É óbvio e previsível para quem trabalha na área. Certas questões permanecem como “hiden news”, as informações que são convenientemente escondidas e excluídas do cardápio da mídia e das agendas dos políticos, quando falam em saúde, bem como não existem – aparentemente – nas preocupações e declarações dos gestores. Contudo, são problemas óbvios e previsíveis, que insistem em aparecer e reaparecer.

Há importantes questões nunca resolvidas nas relações trabalhistas entre a Prefeitura de Juiz de Fora e os médicos que atuam no SUS. Uma delas é a falta de um plano de carreira para a categoria, que englobe todo o trabalho médico na prefeitura.

     Os médicos da Prefeitura de Juiz de Fora continuam ganhando menos que o técnico de nível superior e ainda há precarização do trabalho, pela ausência de concursos públicos, pela prática sistemática de contratos temporários, pela terceirização – que é o caso das UPAS. Os salários não são atrativos e, principalmente, falta um Plano de Carreira, Cargos e Salários. Esse plano existe em outras carreiras, como é o caso do magistério, que tem suas especificidades atendidas.

     É possível perceber que um grande problema do serviço público de saúde está em sua incapacidade de atrair e fixar profissionais. Disso decorre rotatividade de mão de obra, carência de profissionais – especialmente especialistas (atenção secundária) – e mau funcionamento do sistema, que depende também, e de forma importante, do trabalho médico.

     Há um grande nó a ser desatado e esse nó, no caso de Juiz de Fora (não é o único caso nesse país), é a falta de um plano de carreira que valorize o profissional. Médicos não precisam ser mal remunerados. Isso não é solução e nem é justo. A mobilização dos médicos para a campanha salarial de 2018 precisa ter em conta essa realidade. É uma bandeira que ainda não foi arriada e nem será. É preciso que a classe médica e os governantes entendam isso. Até que isso aconteça, continuarão acontecendo muitos problemas (previsíveis e evitáveis) no meio do caminho.

******************************************************

******* MÉDICOS DA PREFEITURA DE JUIZ DE FORA ********

************ CAMPANHA SALARIAL 2018 ******************

******ASSEMBLEIA DIA 19/06 – 19:30 HS. – SMCJF *******

******************************************************

——————————————-

Colabore com o Sindicato Expresso – sugestões, textos, denúncias, informações e fatos podem ser enviados para o endereço guatemoz@gmail.com

O blog está sendo atualizado no endereço http://www.sindicatoexpresso.blogspot.com

A página do Facebook pode ser acompanhada em

https://www.facebook.com/sindicatodosmedicosjuizdefora/

No Twitter: @SindicatoExpre1

——————————————–

Médicos da Prefeitura de Juiz de Fora – Campanha Salarial 2018 – Assembleia Geral dia 19/6

SINDICATO EXPRESSO 2018/03.

08 de junho de 2018 – sexta-feira

————————————————————-

Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e Zona da Mata de MG

————————————————————-

******** CAMPANHA SALARIAL 2018 **********

ATENÇÃO MÉDICOS DA PREFEITURA DE JUIZ DE FORA

ASSEMBLEIA GERAL

CAMPANHA SALARIAL 2018

DIA 19 DE JUNHO DE 2018 ÀS 19:30 HS (DEZENOVE HORAS E TRINTA MINUTOS) NA SOCIEDADE DE MEDICINA E CIRURGIA DE JUIZ DE FORA – RUA BRAZ BERNARDINO, 59 – CENTRO – JUIZ DE FORA.

O Sindicato dos Médicos já está em negociações com a prefeitura para reposição salarial e outros ganhos, sejam econômicos, sociais ou relativos às condições de trabalho. É muito importante, por isso, sua presença na Assembleia e a mobilização de todos os médicos da Prefeitura de Juiz de Fora, de todos os níveis de atenção e de todas as unidades. Sua presença mostrará a força do nosso movimento e dará respaldo às nossas reivindicações. É uma contribuição de grande valor para todos os médicos que labutam no SUS de Juiz de Fora.

Esteja presente para o bem de todos nós.

——————————–

Endereço para correspondência do Sindicato Expresso – guatemoz@gmail.com

Página na Internet – http://www.sindicatoexpresso.blogspot.com

Acompanhe também o Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora no Facebook, em

https://www.facebook.com/sindicatodosmedicosjuizdefora/

————————————————————–

Prefeitura de Juiz de Fora, mais uma vez, não paga complemento salarial a servidores estaduais do SUS

Pelo segundo mês consecutivo a prefeitura de Juiz de Fora não paga no dia 20, conforme é praxe e é habitual a complementação salarial devida aos servidores públicos estaduais. Essa situação tem gerado desconforto e indignação. O Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora, em nome dos médicos e de todos os funcionários públicos estaduais cedidos à prefeitura para atuarem no SUS levantam seu firme protesto à secretaria de saúde, dirigida pela senhora Elizabeth Jucá, à SARH e à administração municipal do senhor Bruno Siqueira. Pedimos que a prefeitura honre seu compromisso com aqueles que lhes prestam serviços, apesar das condições precárias de trabalho.

Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora aponta irregularidades em unidade do Pronto Atendimento Infantil

O documento aponta falhas de cadastramento, organização de estrutura, infraestrutura e alerta de que o local não possui alvarás sanitário e de localização, nem Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) e Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde.

De acordo com o presidente do sindicato, Gilson Salomão, será solicitado que os promotores acompanhem as providências solicitadas pelo CRM no documento.

Em nota enviada ao MGTV, a Secretaria de Saúde informou que aguarda o Conselho Regional de Medica enviar o relatório com as informações da vistoria para ter conhecimento dos possíveis ajustes necessários e tomar as devidas providências.

“Precariedade”

A vistoria foi resultado de duas denúncias encaminhadas ao CRM. A peimeira no dia 3 março, pela Associação de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania de Juiz de Fora, em função de uma visita em fevereiro da Comissão de Saúde da Câmara Municipal. A outra em 12 de junho, a pedido do próprio sindicato, após o registro de uma agressão a uma médica dentro da unidade.

http://g1.globo.com/mg/zona-da-mata/noticia/sindicato-dos-medicos-de-juiz-de-fora-aponta-irregularidades-em-unidade-do-pronto-atendimento-infantil.ghtml

Aplicativo do Ministério da Saúde está disponível para a população, enquanto a maioria das unidades do SUS não está informatizada.

O HPS de Juiz de Fora, que atende urgências de uma ampla região está precariamente informatizado. Médicos ainda usam papel carbono e tem que preencher extensa papelada para tentar garantir medicamentos e procedimentos para seus pacientes. Enquanto isso o Ministério da Saúde promete:

Acessar o histórico de consultas e exames pelo Sistema Único de Saúde (SUS), acompanhar o calendário de vacinação e avaliar o atendimento da rede pública. Essas são algumas das possibilidades oferecidas pelo aplicativo e-Saúde. A ferramenta do Ministério da Saúde pode ser instalada gratuitamente em tablets e smartphones.

Por meio do aplicativo, é possível acessar informações de uso pessoal, como acesso aos dados do cartão nacional de saúde, lista de medicamentos retirados pelo SUS e exames realizados.

Caso tenha consultado na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA), por exemplo, o cidadão pode conferir o nome do médico que o atendeu e avaliar o atendimento.”

Um poço de contradições.

http://www.folhadomate.com/noticias/saude/aplicativo-do-ministerio-da-saude-esta-disponivel-para-a-populacao

JUIZ DE FORA – CRISE NO SUS: SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS MUNICIPALIZADOS MAIS UMA VEZ SEM COMPLEMENTAÇÃO

Chegamos a 21 de agosto e a complementação salarial devida aos servidores estaduais municipalizados não foi paga.

É importante deixar claro para a senhora secretária municipal de saúde e para a administração municipal que esse atraso é visto pelos trabalhadores do setor público como motivo de indignação, desalento e revolta. O atraso é falta de respeito e de consideração.

A data do dia 20 foi acertada em comum acordo entre as partes, não tendo sido estabelecida de forma aleatória ou arbitrária, portanto há muito descaso em seu não cumprimento.

Não é a primeira vez que essa surpresa desagradável vitima os servidores estaduais, portanto já houve tempo para estudos e providências que corrigissem essa distorção.

É do conhecimento de todos que o governo estadual tem atrasado e parcelado o pagamento dos servidores públicos estaduais, o que torna esse não pagamento pela prefeitura ainda pior. Trata-se de um recurso necessário à subsistência dos servidores e esses atrasos acarretam aborrecimentos, juros, multas, pagamentos atrasados a terceiros.

A participação dos servidores públicos estaduais municipalizados têm sido importante, até o momento, no funcionamento do SUS local, em especial garantindo o funcionamento de especialidades médicas para as quais a prefeitura não consegue atrair e fixar profissionais, usando mão de obra precária e de alta rotatividade, em detrimento dos usuários.

Mais uma vez e antes de qualquer medida mais drástica o sindicato dos médicos vem deixar claro o seu protesto e esperar providências robustas e sérias dos atuais ocupantes da administração municipal. 


Acompanhe a luta sindical em defesa dos trabalhadores da saúde eram Juiz de Fora em https://faxsindical.wordpress.com 

Assembleia Geral dos Medicos da Prefeitura de Juiz de Fora dia 06 de junho

​Os médicos da Prefeitura de Juiz de Fora realizarão na próxima terça-feira, 06 de junho, assembleia geral para debater a proposta da prefeitura de parcelar a recomposição salarial pelo índice do IPCA.

Os salários estão achatados, pouco convidativos, e a reposição parcelada irá tornar a situação ainda mais difícil.

Para saber o posicionamento da categoria profissional diante dessa proposta da atual administração municipal o Sindicato realizará essa assembleia e conta com a presença de todos os interessados. 

Ela será dia 06 de junho, às dezenove horas e trinta minutos, na Sociedade de Medicina e Cirurgia, rua Braz Bernardino, 59, centro. Nossa união é nossa força e faz a diferença. Por favor, compareça.

O SINDICATO NÃO ACEITA RETALIAÇÕES CONTRA OS MÉDICOS DE JUIZ DE FORA, PORQUE É INJUSTIÇA

FAX SINDICAL.
24 de agosto de 2016.
Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e Zona da Mata de MG
O SINDICATO NÃO ACEITA RETALIAÇÕES CONTRA OS MÉDICOS DE JUIZ DE FORA, PORQUE É INJUSTIÇA
Em interlocução feita por meios presenciais e Internet, o Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora pôde verificar o clima de tensão que existe entre os médicos que trabalham para o SUS e a administração pública.
Em recente movimento grevista, deflagrado em defesa da
reposição salarial pelas perdas do IPCA, a percepção da maioria dos médicos que trabalham para a Prefeitura de Juiz de Fora foi de que a mobilização e participação da classe foi muito importante ou decisiva para o desfecho do movimento.
Há importante suspeita que a atual atitude de confronto percebida pelos profissionais seja fruto de uma retaliação da administração em relação ao movimento grevista e todos estão atentos a isso.
Por que estão desenterrando defuntos para torná-los zumbis ameaçadores contra os que cumprem a delicada missão de servir no sistema público de saúde?
Uma série de e-mails de 2014, em que uma funcionária, em desvio de função, passava informações à burocracia da SMS, sobre supostas ou imaginadas faltas ao trabalho de plantonistas veio à tona, causando comoção entre os médicos do HPS. Criaram um clima de “big brother”, no sentido orwelliano, como no livro “1984”. O secretário de saúde, à época, é atual candidato a vereador e tem em seu currículo a adesão ao “Mais Médicos” e o patrocínio à vinda de bolsistas terceirizados cubanos para ocupar vagas de médicos da atenção básica.
A PJF levantou outro zumbi ao inverter o ônus da prova e, poupando-se ao trabalho de investigar por seus próprios meios, exigir que alguns médicos comprovem que efetivamente trabalharam em alguns dias de agosto de 2015.
A atual administração municipal deveria reconhecer a importância dos recursos humanos de que ainda dispõe, já que é sabido que são fundamentais para manter o funcionamento do sistema público de saúde, que funciona em equipamentos obsoletos ou inadequados e está sujeito, sistematicamente, à falta de medicamentos e insumos.
Seria interessante que o senhor prefeito e as senhoras secretárias de Administração e Recursos Humanos e da Saúde perceberem que a recepção dessas medidas não está se dando com culpa ou medo, mas está sendo vista como retaliação e gerando descontentamentos e revolta. Há um clima de assédio moral.

 

Reconhecida a incapacidade geral dos serviços públicos de saúde em atrair e fixar a mão de obra altamente qualificada que necessitam, se impõe uma pergunta a S. Exa. o Prefeito e às secretárias de Administração e Recursos Humanos e de Saúde. ONDE ESTÁ O PCCS DOS MÉDICOS DA PREFEITURA DE JUIZ DE FORA?

Fonte: Sindicato Expresso: O SINDICATO NÃO ACEITA RETALIAÇÕES CONTRA OS MÉDICOS DE JUIZ DE FORA, PORQUE É INJUSTIÇA

Chega de abuso _ 10 de Junho os médicos da Prefeitura de Juiz de Fora vão parar

FAX SINDICAL 09.06.16 -> paralisação dia 10 de junho.
NÃO MAIS DEVERES SEM DIREITOS.
ATENÇÃO MÉDICOS DA PREFEITURA DE JUIZ DE FORA
PARALISAÇÃO DE ATIVIDADES AMANHÃ, 10 DE JUNHO, EM CONJUNTO COM TODOS OS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS
ASSEMBLEIA PARA DELIBERAR SOBRE A CONTINUIDADE DO MOVIMENTO NA PRÓXIMA QUARTA-FEIRA, 15 DE JUNHO, 19 HORAS E TRINTA MINUTOS, NA SOCIEDADE DE MEDICINA DE JUIZ DE FORA.
A hora é de mobilização. Por favor, divulguem.

O que os médicos da prefeitura de Juiz de Fora podem esperar da atual administração.
A gota d’água hoje é a recusa em repor as terríveis perdas inflacionárias que acharam um salário que já não é condigno.
No caso dos médicos ainda há outros problemas que podem ser reputados graves. Não vamos nos esquecer que a atual administração municipal introduziu na cidade o programa MAIS MÉDICOS, que, todos os médicos sabem, serviu para financiar a ditadura mais longeva e mais sanguinária da América Latina, que é a de Cuba, além de permitir o exercício de profissionais que se dizem médicos, sem a devida revalidação do diploma.
Mas a coisa não fica feia só por aí. Agora sabemos que a Secretaria Municipal de Saúde quer impingir o exercício de atividades administrativas aos médicos da atenção básica (PSF) e impor o exercício de função de perito para médicos que foram concursados e sempre trabalharam na prestação de assistência à população.
A senhora secretária de saúde argumenta que tal desvio de função seria previsto no Estatuto do Servidor, esquecendo-se levianamente que a maioria dos médicos especialistas da prefeitura não são médicos municipais e sim municipalizados, sendo regidos pelos estatutos próprios do Estado e da União. Portanto, apresenta um argumento esfarrapado para justificar um absurdo.
Diante de tantos absurdos ainda correm todos os servidores municipais o risco de assimilarem uma perda de poder de compra superior a dez por cento esse ano porque, por vez primeira, a PJF entende que não pode conceder a reposição das perdas nem pelo IPCA. Ora, todos sabem que as perdas do funcionalismo são grandes e vão além desse IPCA acumulado, mas a prefeitura se recusa a dar o IPCA.
Não precisam ter dúvidas, nobres colegas médicos, que o momento é de apoiarmos o nosso movimento e paralisar as atividades amanhã, sexta-feira, 10 de junho. Os médicos realizarão uma assembleia no próximo dia 15 de junho, quarta-feira, quando serão debatidos os rumos do movimento. Uma greve ou novas paralisações e outros atos de protestos não estão descartados, porque motivos não bastam. Somos profissionais que lutamos por uma dignidade que tem sido denegada por legisladores, gestores e autoridades. O nosso caminho é reagir por meio da união, que nos dá a força. Quebrar a cadeia da nossa união é a principal arma dos que desvalorizam a nossa profissão e a própria Medicina.
(Correspondência para o Fax Sindical para gh7a@oi.com.br. Ou deixe seu recado no Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora)

sindicatoexpresso.blogspot.com.br/2016/06/chega-de-abuso-10-de-junho-medicos-da.html?m=0