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Hospital Albert Schweitzer tem mais de 20 leitos de UTI fechados.

O Rio de Janeiro é uma das 

O Rio de Janeiro é uma das cidades seriamente afetadas pela crise silenciosa, crônica e ininterrupta do SUS.

  • Mais de 20 leitos de UTI do Hospital municipal Albert Schweitzer, em Realengo, na Zona Oeste do Rio, estão fechados desde o último fim de semana, segundo relatos de funcionários da unidade. Todos no terceiro andar do hospital, que tem a maior unidade de terapia intensiva do Rio. A Secretaria municipal de Saúde nega.

    De acordo com um médico do setor, que pediu para não ser identificado, a razão do fechamento dos leitos é a falta de medicamentos imprescindíveis para pacientes graves atendidos na UTI. Mas o desabastecimento já teria afetado também vários outros serviços do hospital.

    — Falta álcool a 70%, usado para desinfetar curativos, por exemplo, em todo o hospital — conta uma profissional de enfermagem, que também pediu anonimato por medo de represálias.

https://m.extra.globo.com/noticias/rio/hospital-albert-schweitzer-tem-mais-de-20-leitos-de-uti-fechados-prefeitura-nega-21790249.html

Exercício ilegal da Medicina pode estar colocando em risco pacientes do DF

A saúde da população do Distrito Federal está em risco. Na capital federal, sede do governo federal e do Congresso Nacional, hospitais privados estão empregando o crime (exercício ilegal da medicina) e permitindo que pessoas que passam por intervenção cirúrgica fiquem expostas a um grave risco, previsível e evidente. Será que a maximização de lucros e ganhos justificada colocar em tamanho risco vidas humanas?

A denúncia já circula na Internet.

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A matéria pode ser lida no site “Brasília em Tempo Real”, o link está no final da transcrição:

A prática ilegal de substituir médicos auxiliares por técnicos em enfermagem durante cirurgias também é recorrente em hospitais privados de pequeno porte. Sem fiscalização rigorosa, gestores de unidades menores e mais afastadas do Plano Piloto usam mão de obra inadequada no tratamento de pacientes. Até ontem, as denúncias se limitavam sobre os cinco maiores estabelecimentos de saúde da capital. Depois de o Correio publicar reportagens com as supostas irregularidades, vários funcionários de centros menos expressivos procuraram o sindicato da categoria para contar o que acontece nas salas de operações.

Um homem que trabalha em um hospital da Ceilândia, por exemplo, revelou ser comum o exercício ilegal da atividade médica. “Os hospitais mais conhecidos ficam em evidência porque estão no centro da cidade e atendem a um público de classe econômica mais elevada. Mas o que ocorre nos hospitais das localidades pobres é muito mais absurdo. A regra, neles, é não ter médico auxiliar”, reclamou.

Uma enfermeira pediu demissão de um hospital de Taguatinga por sofrer coação quando ainda trabalhava como técnica, há quatro anos. “Não aguentei as pressões e as humilhações. Todo mundo considera o técnico dispensável, sem importância e, por isso, resolvem pisar. Como eu queria ser mais respeitada, pedi as contas e passei a me dedicar somente à faculdade (de enfermagem)”, contou a mulher, hoje servidora da Secretaria de Saúde do DF.

As ilegalidades que vieram a público estremeceram a relação entre médicos e auxiliares, além de provocar a antipatia dos gestores. Discussões entre profissionais têm se tornado constante no ambiente hospitalar. Para piorar, patrões deixaram o campo das ameaças e passaram a assinar dispensas. Ontem pela manhã, a direção do Hospital Anchieta, em Taguatinga, dispensou, por justa causa, 21 técnicos. Os administradores da unidade alegaram que a medida foi motivada pelo movimento orquestrado pelos profissionais no último dia 13, quando parte deles paralisou as atividades por alguns minutos. Eles exigiam o fim do desvio de função no centro cirúrgico (leia mais na página 22).

Para piorar, as condições de trabalho nas unidades de saúde de menor porte contribuem para o erro. No Conselho Regional de Enfermagem (Coren), pelo menos dois processos foram abertos para apurar falhas supostamente cometidas por técnicos. O sindicato da categoria argumenta que os técnicos ficam mais vulneráveis a equívocos por se sujeitarem a jornadas exaustivas. “Tem funcionário que trabalha em três hospitais para conseguir sustentar a família. Chega a ficar 36 horas sem dormir, pingando de um hospital para o outro. Essa rotina é necessária porque o nosso piso, de R$ 680, é um dos mais baixos do país”, reclamou o diretor administrativo do Sindate, Jorge Viana.

Desconfiança

Hoje, o DF conta com uma rede de 48 hospitais particulares. Eles são responsáveis por atender quase 30% da população. Mesmo assim, a qualidade no atendimento é questionada. Estabelecimentos antes considerados referência, como o Santa Lúcia, enfrentam a desconfiança dos moradores por sucessivos episódios de supostas falhas e falta de cuidado com os pacientes. Em 1986, Pedro Júnior Rosalino Braule Pinto, o Pedrinho, foi roubado da maternidade da própria unidade de saúde.
http://www.emtemporeal.com.br/index.asp?area=2&dia=30&mes=11&ano=2012&idnoticia=123933

MÉDICOS ESPERAM COBRANÇA RAZOÁVEL DOS CONSELHOS REGIONAIS DE MEDICINA.

O COREN RJ anunciou diminuição de anuidade, parcelamento e ajuda para o pagamento da anuidade, que é compulsória. A justificativa dada para a medida foi a crise financeira internacional e as perspectivas de tempos difíceis. Muitos médicos, ao tomarem conhecimento da nota, ficaram na expectativa de que o CRMMG também tenha uma visão mais concreta da realidade. Os doutores não vivem dentro de uma nuvem cor de rosa. Os salários pagos pelos Governos estaduais, especialmente em Minas Gerais, são pífios. Muitas Prefeituras pagam um vencimento básico inicial pouco superior a três salários mínimos mensais. Na iniciativa privada, planos de saúde e cooperativas são demasiadamente preocupadas com o enfoque comercial de suas atividades. Portanto a realidade da maioria dos médicos não é fácil. Excessão feita aos chamados medalhões, a alguns poucos que conseguem bons e raros empregos públicos decentes para médicos, a outros que se dedicam a atividades lucrativas paralelas ou têm o conforto de heranças e fortunas de famílias abastadas. Aguarda-se que os Conselhos Regionais de Medicina preocupem-se com o bolso dos doutores, que anda bastante depauperado. Que parcelem, facilitem, deduzam, diminuam. Que levem em conta a baixa remuneração e as precárias condições de atendimento dos doutores, em especial os que atendem ao sistema público de saúde. Para conhecimento, transcrevemos abaixo a nota pública do COREN RJ.

Em meio à crise financeira internacional e as perspectivas de tempos
difíceis, a Junta Interventora do Conselho Regional de Enfermagem do Rio de
Janeiro (COREN-RJ) reduziu em 31% a anuidade para 2009.

A redução da anuidade era uma antiga reivindicação dos profissionais, que
agora será atendida.

Com o desconto de 31%, a anuidade dos enfermeiros passará dos atuais R$
286,00 para R$ 197,34.

Para os técnicos de enfermagem, o valor passou de R$ 197,00 para R$ 135,93.

Já os auxiliares de enfermagem que pagavam R$ 176,00 passarão a pagar R$
121,44.

E tem mais: quem pagar a anuidade até o dia 15 de fevereiro de 2009 terá
direito ainda a um desconto extra de 10%.

O desconto passa para 7% para quem pagar até 15 de março e para 3% para quem
efetuar o pagamento até 15 de abril.

O profissional que optar em pagar até o dia 28 de fevereiro, pode parcelar a
anuidade em três vezes sem juros e sem multa.

Quanto aos débitos dos anos anteriores poderão ser parcelados em até 18
vezes.

“Quem estiver em débito pode procurar o Conselho para negociar a dívida.
Nosso objetivo é auxiliar o titular, por isso essa preocupação em dar o
incentivo para que os profissionais regularizem sua situação”, ressalta
Rejane de Almeida, presidente da Junta Interventora.

A redução da anuidade 2009, os descontos, o parcelamento dos débitos, a
redução de multas e juros são resultado de um intenso trabalho da Junta para
oferecer melhores condições de pagamento para a categoria.

Para o próximo ano o objetivo é valorizar o titular, com cursos, palestras,
eventos, projetos e muito mais.

O profissional de enfermagem merece pois sabemos as dificuldades do
trabalhador.

Diretoria da ABENFO-RJ
Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras – Rio de
Janeiro
http://www.abenforj. com.br

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[Fax11]Diagnóstico e prescrição são prerrogativas dos Médicos.

Se o enfermeiro praticar atos que são habitualmente exercidos por médicos, ele corre o risco de ser apanhado infringindo a lei. Pelo chamado exercício ilegal da Medicina. Recentemente uma resolução do COFEN (Conselho Federal de Enfermagem) e uma Portaria do Ministério da Saúde foram objeto de discussão em torno desse tema.

O assunto deve ser tratado com cuidado, haja vista que a Enfermagem desenvolveu, no Brasil, seu campo próprio de trabalho, com um perfil próprio de sua profissão, granjeando respeito e formando gente com elevada qualificação. Não se vê necessidade de que haja uma distorção das prerrogativas próprias da Enfermagem, por meio de iniciativas que visem invadir um campo tradicionalmente exercido por outra profissão: a Medicina. Muito menos se vê justificativa válida para que o Ministério da Saúde tente se aproveitar disso com objetivos pouco nítidos. O Ministério da Saúde não tem sido competente para estabelecer uma política séria e decente na área de saúde pública e tenta, por atalhos e vias transversas, criar situações que possam levar ao barateamento de mão de obra pelo excesso de oferta. Se Enfermeiros e Médicos podem fazer a mesma coisa, desempenhar tarefas iguais, estaria criado um cenário de abundante oferta de mão de obra, com conseqüente barateamento e desvalorização material de ambas as profissões.

Recentemente causou polêmica e houve informações desencontradas sobre ações na Justiça Federal contra portaria do Ministério e resolução do COFEN.

Vamos aos fatos.

1-A resolução do COFEN em questão é a 271/2002. Contra ela corre ação na Justiça. É o processo 2003.34.00.038863.5, que iniciou na 13ª. Vara Federal, do Distrito Federal. Nele o autor, o CFM, Conselho Federal de Medicina, pede a anulação da citada portaria do COFEN. A resolução 271/2002 do COFEN está suspensa por liminar que transitou em julgado no dia 21 de novembro de 2005. O mérito da questão ainda não foi julgado. O Tribunal Regional Federal da 1ª. Região, quando julgava a Portaria 648/2006 do Ministério da Saúde, refere-se na sentença aguardar o julgamento da ação da resolução 271/2002 do COFEN, declarando explicitamente que esta ação estava suspensa.

2-A Portaria MS 648/2006 (do Ministro da Saúde), foi objeto da Ação 2006.34.00.034729-1, movida pelo Conselho Federal de Medicina, pela Federação Nacional dos Médicos e pela Associação Médica Brasileira contra a União. Os autores da ação solicitaram liminar suspendendo a eficácia da Portaria. O pedido de liminar foi recusado em primeira instância, mas foi concedido em segunda instância pelo Tribunal Regional Federal da 1ª. Região.

A sentença diz: '' Ofende a ordem administrativa e a saúde pública os dispositivos da Resolução nº. 271/2002 do COFEN, que concede aos enfermeiros autonomia na escolha e posologia dos medicamentos (art.3º.), permite solicitar exames de rotina e complementares (art.4º.), autoriza a conhecer/intervir sobre os problemas/situações de saúde/doença (art.5º.) e a diagnosticar e solucionar problemas de saúde (art.6º.).'' Essa ação foi extinta em razão de acordo entre o Conselho Federal de Medicina e o Ministério da Saúde.

<tt>Essas são as ações que correm sobre a questão da expansão das funções do Enfermeiro, dando-lhe atribuições novas, que são habitualmente, costumeiramente e há muito longo tempo exercidas por médicos. Na verdade, sabemos que não há lucro para a profissão de Enfermagem receber serviços a mais, com o mesmo salário e as mesmas condições de trabalho. A mão invisível oculta nessas iniciativas está situada na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, mais precisamente no prédio do Ministério da Saúde. Suas intenções, embora suspeitadas, não podem ser esquecidas. Esses são os que ainda precisam descobrir que não se constrói um bom sistema de saúde com mão de obra baratinha. Nem a dos Médicos, nem a dos Enfermeiros.

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