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Depressão afeta mundo do trabalho.

Estudos sobre concessão de auxílio-doença pelo INSS no período 2006 a 2008 apontam aumento dos casos de depressão ligada às condições de trabalho. Esse aumento foi superior ao das doenças da coluna e articulações. A depressão, no período estudado, subiu de 0,4 para 3% do volume total de auxílios-doença pagos na categoria de "acidentes de trabalho".

Esse aumento só não superou o grupo das doenças neoplásicas. A Organização Mundial de Saúde, em levantamento feito em 2000, aponta um previsível aumento maior que o dobro dos casos de depressão em todo o mundo, nos próximos 20 anos.

As classes onde mais aumenta a depressão ligada ao trabalho são policiais, bancários e professores.


A matéria pode ser conferida na página http://www1.perito.med.br/018/01804001.asp?slCD_MODELO_NEWSLETTER=&ttOperacao=3&ttCD_CHAVE=69436

Ou lida na transcrição abaixo:

Depressão

(12/11/2008 – 09:38)

MARTA SALOMON

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Levantamento feito pela Previdência Social entre 2006 e 2008 aponta um aumento nos casos de depressão decorrentes das condições de trabalho. O crescimento foi superior ao registrado de doenças na coluna e articulações. No mesmo período, caiu o número de acidentes de trabalho envolvendo lesões e traumatismos em geral.

Os casos de depressão e demais transtornos mentais e de comportamento aumentaram de 0,4% para 3% sua participação no volume total de auxílios-doença pagos na categoria de “acidentes de trabalho”. Esse aumento só não superou o registrado no grupo dos tumores.

A classificação de uma doença como acidente de trabalho cabe ao médico perito e impõe ônus aos empregadores, como a garantia de estabilidade por 12 meses, depois de o trabalhador se recuperar. A Previdência paga aos afastados por mais de 15 dias benefício mensal entre um salário mínimo (R$ 415) e o teto de R$ 3.038,49.

Remigio Todeschini, diretor do departamento de saúde e segurança ocupacional da Previdência, avalia que havia subnotificação dos casos de depressão classificados como acidentes de trabalho. Projeção feita em 2000 pela Organização Mundial da Saúde indica que casos de transtornos depressivos vão mais do que dobrar no período de 20 anos.

Regras

No início de 2007, um decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva mudou a metodologia adotada pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) para classificar doenças do trabalho e instituiu o NTEP (Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário), que cruza a classificação internacional de doenças com a incidência delas.

Os peritos usam a listagem para apontar relações entre a doença e a atividade. Desde a mudança, mais do que dobrou o número de casos classificados como acidentes de trabalho.

Entre os fatores de risco de transtornos mentais, o decreto lista a exposição a substâncias tóxicas e situações como ameaça de perda de emprego e ritmo de trabalho penoso.

O decreto permite às empresas contestar o vínculo entre a doença e o trabalho -por ora, não há recursos.

O decreto também lista 78 atividades que imporiam mais risco. Segundo o professor da UnB e consultor do Ministério da Previdência, Wanderley Codo, os mais suscetíveis são bancários, professores e policiais.

Folha de S. Paulo

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PROFESSORES DE MINAS MANTÉM A GREVE.

CRISE EM MINAS GERAIS – SERVIÇO PÚBLICO – TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO MANTÉM MOVIMENTO GREVISTA E SE MANIFESTAM NA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA.

No dia 18 de setembro, os professores de Minas decidiram manter sua greve por tempo indeterminado. A indisposição e má-vontade do Governo Estadual em negociar com os trabalhadores da educação estava patente, já naquela ocasião. A Assembléia foi realizada no pátio da Assembléia Legislativa, em Belo Horizonte, e o movimento grevista já durava 19 dias. Depois da Assembléia os professores organizaram uma manifestação que percorreu as ruas da capital mineira em direção ao Palácio da Liberdade, centro simbólico do poder de Aécio e seu grupo.

Na ocasião a Secretaria de Estado da Educação admitia uma adesão de sessenta por cento ao movimento. Estimativa, obviamente, inferior à realidade. Motivo? Tentar enfraquecer a disposição dos trabalhadores de Educação para facilitar a derrota de seu movimento e de suas reivindicações.

Esse lance foi registrado no FAX SINDICAL http://tinyurl.com/4lhzb2

Depois de 27 dias de greve e diante da intransigência e má-vontade política do Governo de Aécio Neves, os trabalhadores em Educação do serviço público estadual de Minas Gerais realizaram mais um ato de resistência: organizaram manifestação na Assembléia Legislativa do Estado, na tarde de terça-feira, 22 de setembro de 2008. A segurança da Assembléia agiu contra os trabalhadores e durante o empurra-empurra uma porta lateral de vidro foi quebrada. Um grupo de professores permaneceu acampado na escadaria da Assembléia Legislativa.

Entre as reivindicações dos professores mineiros está a adoção do piso salarial dos professores, de 950 reais, já aprovado pelo Congresso e ainda não adotado em Minas e a melhoria do atendimento médico à categoria pelo IPSEMG. A saúde pública no Estado é outro setor que sofre com o descaso do Governo Aécio Neves.

Deste movimento vai ficar o testemunho de que a opinião pública mineira anda sitiada. As escassas notícias da greve na imprensa não concedem aos professores, alunos e pais, o direito de informação sobre a verdade da greve dos professores. O movimento continua. Mas em Minas a preocupação é só dar notícias positivas de Aécio.

A Secretaria de Educação simplesmente diz que está negociando. Há denúncias de assédio moral contra professores grevistas no intuito de esvaziar o movimento legítimo que se desenvolve no próprio interesse da categoria profissional.

A notícia foi divulgada no Portal G1, do Rio de Janeiro, na noite de 23 de janeiro de 2008, com informações do Globominas.com, na página http://m.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL771236-5604,00-EM+GREVE+PROFESSORES+DE+MINAS+TENTAM+OCUPAR+ASSEMBLEIA+LEGISLATIVA.html

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MINAS GERAIS. CRISE NO SERVIÇO PÚBLICO. PROFESSORES MANTÉM A GREVE.

Segundo dirigentes sindicais dos professores públicos do Estado de Minas Gerais, a adesão ao movimento grevista já é de mais de sessenta por cento. O movimento não está esmorecendo, apesar da indiferença do Governo de Aécio Neves. A greve completa dezenove dias e, em Assembléia realizada hoje(16-9), no pátio da Assembléia Legislativa, a categoria decidiu manter o movimento. Depois os participantes do movimento seguiram em passeata até o Palácio da Liberdade, sede do Governo Mineiro. Houve retenções no trânsito devido à movimentação dos trabalhadores grevistas.

Uma das reivindicações da pauta dos trabalhadores em Educação é a adoção em Minas do piso de 950 reais, já aprovado pelo Governo Federal. Há indícios de um recuo no Governo e fontes da Secretaria de Educação já falam em adoção do piso. Nesse ponto parece ter havido uma reavaliação dos governantes, já que declarações do próprio Aécio Neves davam contam de que o governo mineiro não negociaria nada até que se esgotasse a greve dos professores.

Os professores se manifestaram em vários eventos promovidos pelas campanhas tucanas para prefeito. Em Uberlândia e Juiz de Fora, faixas e cartazes de protestos do magistério foram vistas nas passagens do governador e seus aliados, durante suas intervenções na política dos municípios.

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