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Gerentes de grandes empresas estadunidenses preocupados com repulsa moral a suas práticas

CEOs norte-americanos deram conta da repulsa moral que algumas das suas práticas têm gerado e declaram que querem fazer alguma coisa. Essa constatação é interessante para nós brasileiros, nesse momento no qual direitos sociais e trabalhistas são assaltados pelo governo e, em nome da empregabilidade, empresários ganaciosos se lançam à aventura da exploração desenfreada do trabalho assalariado.

Em interessante artigo no portal noticioso português “Público”, o autor mostra que grandes e avançadas empresas nos Estados Unidos estão preocupadas com seus trabalhadores, seus usuários e as comunidades em que vivem, fazendo um contraponto à mentalidade que se formou em torno do que se chama “neoliberalismo”.

# Opinião | Mais um prego no caixão do neoliberalismo | PÚBLICO
https://www.publico.pt/2019/11/25/economia/opiniao/prego-caixao-neoliberalismo-1894408

https://sindicatoexpresso.blogspot.com/2019/11/gerentes-de-grandes-empresas.html

AMB pede ampliação de rol de procedimentos médicos dos planos de saúde.

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_________ FAX SINDICAL 208__________
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Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora.
N° 208 – Ano V – domingo, 17 de janeiro de 2010


Leia nesse Fax Sindical Associação Médica Brasileira pede ampliação da cobertura dos planos de saúde. Parte do sofrimento do povo haitiano foi fabricada pela política externa dos Estados Unidos da América saiba como.



Associação Médica Brasileira solicita à ANS aumento do rol de exames e procedimentos médicos cobertos pelos planos de saúde.

A ampliação do rol de exames e procedimentos cobertos pelos planos de saúde, decidida recentemente pela ANS, atende apenas a um quinto dos novos procedimentos solicitados à Agência pela Associação Médica Brasileira. Leia a notícia em
http://www.clickpb.com.br/artigo.php?id=20100117125810&cat=saude&keys=ans-atende-quinto-pedidos-medicos

Publicado em 17/01/2010 por ClickPB

ANS atende a um quinto dos pedidos de médicos

O pacote de 70 novos exames 56 procedimentos médicos e 16 odontológicos que a ANS (Agência Nacional de Saúde) publicou na última terça-feira (12) representa apenas 18,6% do que os médicos pediram à entidade. Segundo o diretor da AMB (Associação Médica Brasileira), Amílcar Martins Giron, a instituição solicitou à ANS a inclusão de, pelo menos, 300 tipos de exames. Apesar do número de procedimentos estar bem abaixo do que foi solicitado, Giron comemora a inclusão de testes que vão facilitar diagnósticos e a escolha de tratamentos adequados porque a medicina está em constante evolução, com procedimentos novos. – Mandamos cerca de 300 procedimentos e entraram 56. Nós batalhamos muito por exames de tórax porque podemos fazer [cirurgias com] três furos e resolver o problema ao invés de abrir uma grande cavidade no peito do paciente. De acordo com Giron, as áreas que mais carecem de cobertura dos planos de saúde são genética e de transplantes. – Nós gostaríamos que houvesse mais procedimentos ligados à genética clínica [que não foi incluída desta vez]. A ANS veta este tipo de exame porque há poucos geneticistas no Brasil (há em torno de 300 no total), que vivem, sobretudo, no Sudeste. Solicitamos também procedimentos de transplantes de coração, que não entraram. Em compensação, entrou o de medula óssea. A advogada da Pro Teste, Polyanna Carlos da Silva, também vê com bons olhos o novo pacote da ANS, mas ressalta que as operadoras deveriam tratar qualquer tipo de doença. – Não deveria haver um rol [de novos exames]. As operadoras deveriam cobrir todas as doenças estipuladas pela OMS (Organização Mundial de Saúde). De qualquer forma, qualquer nova inclusão beneficia o consumidor.

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Parte do sofrimento do povo haitiano foi MADE IN USA.

Como uma política orientada para fortalecer economicamente organizações não governamentais e enfraquecer o Estado haitiano resultou em miséria e desorganização. A parte da culpa das políticas norte-americanas da era Bush no atual martírio do povo haitiano é denunciada pela imprensa nos Estados Unidos.

por Bill Quigley, no Huffington PostPosted: January 14, 2010 08:45 PMWhat the Mainstream Media Will Not Tell You About Haiti: Part of the Suffering of Haiti is “Made in the USA” (O que a mícorporativa não vai te contar sobre o Haiti: Parte do sofrimento Made in USA)Parte do sofrimento no Haiti é “Feito nos Estados Unidos”. Se um terremoto pode danificar qualquer país, as ações dos Estados Unidos ampliaram os danos do terremoto no Haiti.Como? Na última década, os Estados Unidos cortaram ajuda humanitária ao Haiti, bloquearam empréstimos internacionais, forçaram o governo do Haiti a reduzir serviços, arruinaram dezenas de milhares de pequenos agricultores e trocaram apoio ao governo por apoio às ONGs.O resultado? Pequenos agricultores fugiram do campo e migraram às dezenas de milhares para as cidades, onde construiram abrigos baratos nas colinas. Os fundos internacionais para estradas e educação e saúde foram suspensos pelos Estados Unidos. O dinheiro que chega ao paínão vai para o governo mas para corporações privadas. Assim o governo do Haiti quase não tem poder para dar assistência a seu próprio povo em dias normais — muito menos quando enfrenta um desastre como esse.Alguns dados especíde anos recentes.Em 2004 os Estados Unidos apoiaram um golpe contra o presidente eleito democraticamente, Jean Bertrand Aristide. Isso manteve a longa tradição de os Estados Unidos decidirem quem governa o país mais pobre do hemisfério. Nenhum governo dura no Haiti sem aprovação dos Estados Unidos.Em 2001, quando os Estados Unidos estavam contra o presidente do Haiti, conseguiram congelar 148 milhões de dólares em empréstimos já aprovados e muitos outros milhões de empréstimos em potencial do Banco Interamericano de Desenvolvimento para o Haiti. Fundos que seriam dedicados a melhorar a educação, a saúde pública e as estradas.Entre 2001 e 2004,os Estados Unidos insistiram que quaisquer fundos mandados para o Haiti fossem enviados através de ONGs. Fundos que teriam sido mandados para que o governo oferecesse serviços foram redirecionados, reduzindo assim a habilidade do governo de funcionar.Os Estados Unidos tem ajudado a arruinar os pequenos proprietários rurais do Haiti ao despejar arroz americano, pesadamente subsidiado, no mercado local, tornando extremamente difícil a sobrevivência dos agricultores locais. Isso foi feito para ajudar os produtores americanos. E os haitianos? Eles não votam nos Estados Unidos.Aqueles que visitam o Haiti confirmam que os maiores automóveis de Porto PrÃestão cobertos com os síde ONGs. Os maiores escritórios pertencem a grupos privados que fazem o serviço do governo — saúde, educação, resposta a desastres. Não são guardados pela polímas por segurança privada pesadamente militarizada.O governo foi sistematicamente privado de fundos. O setor público encolheu. Os pobres migraram para as cidades.E assim não havia equipes de resgate. Havia poucos serviços públicos de saúde.Quando o desastre aconteceu, o povo do Haiti teve que se defender por conta própria. Podemos vê-los agindo. Podemos vê-los tentando. Eles são corajosos e generosos e inovadores, mas voluntários não podem substituir o governo. E assim as pessoas sofrem e morrem muito mais.Os resultados estão àvista de todos. Tragicamente, muito do sofrimento depois do terremoto no Haiti é “Feito nos Estados Unidos”.


Fax Sindical. Site: https://faxsindical.wordpress.com
Twitter: http://www.twitter.com/faxsindical

Participação do sindicalismo nas eleições norte-americanas.

Nos Estados Unidos existe uma preferência tradicional das principais organizações sindicais pelos candidatosdo Partido Democrata. Isso se confirmou na atual e comentada eleição de Barack Hussein Obama.

"Os líderes sindicalistas estão orgulhosos de terem desempenhado o papel principal na formação da opinião pública em relação ao modo como Obama vê a economia - que o julgou mais qualificado que McCain para tratar a crise financeira que atropela o país.''

A principal central sindical dos Estados Unidos, a ''AFL-CIO teve 250 mil voluntários e 4 mil trabalhadores pagos, que trabalharam em 20 estados decisivos na corrida presidencial, na corrida para o senado e para a câmara de representantes. em alguns estados, como Minnesota, Oregon e New Hampshire, os sindicatos se envolveram em campanhas para o senado e para a presidência. Em New Hampshire eles também trabalharam pró-Obama.''


A matéria está na página http://www.gestaosindical.com.br/movimento/materia.asp?idmateria=1900 e a transcrevemos abaixo:

Sindicalismo nos EUA

O movimento sindical americano, unido em torno da campanha de Barack Obama e a favor de uma política econômica dirigida à criação de milhares de empregos, fez história com a eleição do candidato democrata à presidência dos Estados Unidos.

Nos últimos dias da contagem regressiva para as eleições, uma mobilização sem precedentes de trabalhadores em prol do candidato Barack Obama ajudou a forçar o candidato republicano John McCain a defender estados como Virginia, Ohio, Florida e Carolina do Norte – que historicamente são republicanos até a medula, mas que agora fizeram uma mudança histórica.

Os líderes sindicalistas estão orgulhosos de terem desempenhado o papel principal na formação da opinião pública em relação ao modo como Obama vê a economia – que o julgou mais qualificado que McCain para tratar a crise financeira que atropela o país.

Quando Obama fez um comício para mais de 100 mil pessoas na semana passada em Denver, ele levantou um tema que foi usado no trabalho dos sindicalistas para elegê-lo. ´´Nós sabemos como é a filosofia Bush-McCain´´, declarou Obama. É uma filosofia que diz que devemos dar mais aos milionários e aos bilionários e eu espero que consigamos derrubá-la´´.

A Virginia, um estado considerado ´´vermelho´´ (republicano) há muito tempo, exemplifica como o movimento trabalhista ajudou a fazer debandar os assustados republicanos.

Centenas de trabalhadores saudaram a candidata à vice-presidência pelo partido republicano, Sarah Palin, em sua recente visita a Richmond. Levando cartazes nos quais podia-se ler slogans como ´´Obama é melhor´´, ´´Mulheres inteligentes apóiam Obama-Biden´´ e ´´É a economia, Sarah. Não mude de assunto´´, eles arrancaram saudações e buzinadas de apoio de motoristas que formavam uma fila de milhares de carros que passavam pelo local.

Essa ação ocorreu dias depois de Nancy Pfotenhauer, uma das assessoras de McCain, tentar convencer um comentarista da NBC que só estava acontecendo uma inclinada pró-Obama na Virgínia por culpa dos habitantes do norte do estado, que, segundo ela, não são originários de lá, mas são ´´democratas de Washington que se mudaram para o norte do estado´´.

De acordo com a assessora, Richmond pertenceria à Virgínia ´´real´´. Mesmo assim, a atividade pró-Obama feita pelos sindicatos foi intensa ali e também em todo o Estado.

O secretário de finanças da AFL-CIO, Richard Trumka, mencionou a Virgínia em uma conversa recente na Universidade de Illinois, em Chicago.

Sua descrição do esforço dos trabalhadores foi contrastada duramente com a abordagem de dividir-e-conquistar da campanha de McCain: O esforço na Virgina foi construído da base por filiados que trabalharam unidos em todo o estado. É um movimento de homens e mulheres, jovens e adultos, operários e intelectuais de todas as raças e credos reunidos, trabalhando, lutando e vencendo juntos´´. Mesmo Trumka fez história este ano liderando a campanha para combater os efeitos do racismo nesta eleição.

A nível nacional, o movimento sindical lançou uma campanha intensa para registrar eleitores de última hora nos momentos finais da campanha.

A AFL-CIO teve 250 mil voluntários e 4 mil trabalhadores pagos, que trabalharam em 20 estados decisivos na corrida presidencial, na corrida para o senado e para a câmara de representantes. em alguns estados, como Minnesota, Oregon e New Hampshire, os sindicatos se envolveram em campanhas para o senado e para a presidência. Em New Hampshire eles também trabalharam pró-Obama.

Os outros campos de batalha dos sindicalistas foram Ohio, Wisconsin, Indiana, Pensilvânia e Michigan. A Virginia e a Carolina do Norte, dois dos estados com menor número de trabalhadores sindicalizados no país também constaram da lista.

Os esforços dos sindicalistas na Virginia e na Carolina do Norte foram liderados pelo sindicato dos trabalhadores das comunicações, o Communications Workers e pelo sindicato dos metalúrgicos do estado, que estão entre os maiores da Virginia.

A AFL-CIO estima que o total de gastos na campanha por seus membros chegou a US$ 250 milhões.

O valor não inclui o gasto pela coalizão Change to Win, a outra federação sindical dos EUA. Um dos sindicatos filiados à coalizão, o The Service Employees, sozinho gastou mais de US$ 100 milhões.

Nos últimos sete dias da campanha, 25 mil voluntários da Califórnia, Ilinois e Nova York, que não eram estados considerados indecisos, foram mobilizados para contatar eleitores e arregimentar votos. Os níveis de participação de voluntários e trabalhadores dos sindicatos foram sem precedentes na história.

Josh LeClair, um voluntário de Orlando, Florida, disse ao People´s Weekly World que encontrou morando em um trailer um trabalhador aposentado da indústria automobilística que também é um veterano da Segunda Guerra Mundial. Ao saudar o voluntário, o veterano disse que não votaria ´´naquele muçulmano´´. LeClair gastou uma hora com o veterano desfazendo os boatos e discutindo o que McCain tinha feito em relação a questões sobre aposentadoria e benefícios sociais para veteranos.

LeClair retornou no dia seguinte com artigos sobre as questões levantadas e passou a tarde conversando com o veterano sobre seu avô, que também havia lutado na Segunda Guerra Mundial. Ao deixar o trailer, LeClair havia conquistado mais um eleitor para Obama.

Nos últimos dias de campanha foram contabilizadas cerca de 70 milhões de chamadas telefônicas, 10 milhões de visitas de casa em casa, 57 milhões de cartas enviadas e 27 milhões de panfletos distribuídos em portas de fábrica.

A campanha também incluiu o que a AFL-CIO chamou de ´´abordagem microcentrada´´, que objetivou os eleitores considerados mais difíceis de abordar, como os veteranos, aposentados e proprietários de armas. Muitos desses eleitores foram contatados mais de 20 vezes e os sindicalistas pretendiam contatar todos eles nos últimos dias de campanha.

Um programa intitulado ´´Final Four Day Blitz´´ foi realizado para alcançar todos os membros dos sindicatos que se declararam eleitores de Obama, para garantir que compareceriam às urnas.

Programas de proteção de eleitores foram realizados em Ohio, Michigan, Pensilvânia, Missouri, Virginia, Wisconsin, Novo Mexico, Colorado e Nevada. Em Ohio e Michigan esses programas dedicaram atenção especial às pessoas atingidas pela propaganda do governo Bush, de que seriam pessoas inabilitadas para votar por vários motivos.

Fonte: CTB

Autor: Assessoria de Comunicação

Data: 9/11/2008

Link relacionado: http://portalctb.org.br

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