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Sindicato Expresso: Falsos médicos terceirizados: Polícia aciona Interpol. O caso pode ser de uma organização criminosa com articulações internacionais.

Falsos médicos terceirizados: Polícia aciona Interpol. O caso pode ser de uma organização criminosa com articulações internacionais.

A atuação dos falsos médicos terceirizados em SUS e instituições de direito privado sugere uma organização criminosa com ligações internacionais. A Polícia Civil de SP acionou a Interpol. Agenciador de falsos médicos foi preso pela polícia de Caratinga MG. Com a precarização do trabalho médico e a omissão do Ministério da Saúde, o trabalho médico no SUS está se transformando em caso de polícia.

 A Polícia Civil informou nesta quarta-feira (5), em entrevista coletiva na delegacia seccional de Sorocaba (SP), que vai pedir ajuda às autoridades internacionais para prender pelo menos dois supostos médicos que atuavam na região com documentos de outros profissionais. A suspeita é que eles tenham fugido para o Paraguai e para a Bolívia. Por esta razão, a delegada, Fernanda Ueda, solicitará apoio para encontrar os foragidos. “Nos vamos formalizar esse pedido para ver como vamos dar cumprimento a essa prisão”, completa.
De manhã, quatro pessoas foram detidas suspeitas de envolvimento na contratação dos “falsos médicos”, durante cumprimento de oito mandados de prisão nos estados de São Paulo e Minas Gerais. Três estavam na região – em Mairinque (SP), São Roque e Araçariguama (SP). São eles o responsável pelo setor financeiro da Innovaa, Davi Bem Gonçalves, e as funcionárias que faziam as escalas de plantão dos falsos médicos, Sandra Regina dos Santos e Laura Vitória de Miranda. O quarto, Bertino Rumarco da Costa, estava em Caratinga (MG).
Segundo a polícia, o homem seria responsável por atrair novos falsos médicos para o grupo. Ele foi preso no Centro Universitário de Caratinga (Unec), enquanto fazia um curso de capacitação para prestar o exame de Revalidação de Diplomas Médicos expedidos pela Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida). O suspeito foi encaminhado para o presídio de Caratinga e deve ser encaminhado a São Paulo até o fim da semana.

Matéria completa em -> G1 – Polícia internacional será acionada para ajudar a prender falsos médicos – notícias em Sorocaba e Jundiaí

Sindicato Expresso: Falsos médicos terceirizados: Polícia aciona Interpol. O caso pode ser de uma organização criminosa com articulações internacionais..

Exercício ilegal da Medicina pode estar colocando em risco pacientes do DF

A saúde da população do Distrito Federal está em risco. Na capital federal, sede do governo federal e do Congresso Nacional, hospitais privados estão empregando o crime (exercício ilegal da medicina) e permitindo que pessoas que passam por intervenção cirúrgica fiquem expostas a um grave risco, previsível e evidente. Será que a maximização de lucros e ganhos justificada colocar em tamanho risco vidas humanas?

A denúncia já circula na Internet.

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A matéria pode ser lida no site “Brasília em Tempo Real”, o link está no final da transcrição:

A prática ilegal de substituir médicos auxiliares por técnicos em enfermagem durante cirurgias também é recorrente em hospitais privados de pequeno porte. Sem fiscalização rigorosa, gestores de unidades menores e mais afastadas do Plano Piloto usam mão de obra inadequada no tratamento de pacientes. Até ontem, as denúncias se limitavam sobre os cinco maiores estabelecimentos de saúde da capital. Depois de o Correio publicar reportagens com as supostas irregularidades, vários funcionários de centros menos expressivos procuraram o sindicato da categoria para contar o que acontece nas salas de operações.

Um homem que trabalha em um hospital da Ceilândia, por exemplo, revelou ser comum o exercício ilegal da atividade médica. “Os hospitais mais conhecidos ficam em evidência porque estão no centro da cidade e atendem a um público de classe econômica mais elevada. Mas o que ocorre nos hospitais das localidades pobres é muito mais absurdo. A regra, neles, é não ter médico auxiliar”, reclamou.

Uma enfermeira pediu demissão de um hospital de Taguatinga por sofrer coação quando ainda trabalhava como técnica, há quatro anos. “Não aguentei as pressões e as humilhações. Todo mundo considera o técnico dispensável, sem importância e, por isso, resolvem pisar. Como eu queria ser mais respeitada, pedi as contas e passei a me dedicar somente à faculdade (de enfermagem)”, contou a mulher, hoje servidora da Secretaria de Saúde do DF.

As ilegalidades que vieram a público estremeceram a relação entre médicos e auxiliares, além de provocar a antipatia dos gestores. Discussões entre profissionais têm se tornado constante no ambiente hospitalar. Para piorar, patrões deixaram o campo das ameaças e passaram a assinar dispensas. Ontem pela manhã, a direção do Hospital Anchieta, em Taguatinga, dispensou, por justa causa, 21 técnicos. Os administradores da unidade alegaram que a medida foi motivada pelo movimento orquestrado pelos profissionais no último dia 13, quando parte deles paralisou as atividades por alguns minutos. Eles exigiam o fim do desvio de função no centro cirúrgico (leia mais na página 22).

Para piorar, as condições de trabalho nas unidades de saúde de menor porte contribuem para o erro. No Conselho Regional de Enfermagem (Coren), pelo menos dois processos foram abertos para apurar falhas supostamente cometidas por técnicos. O sindicato da categoria argumenta que os técnicos ficam mais vulneráveis a equívocos por se sujeitarem a jornadas exaustivas. “Tem funcionário que trabalha em três hospitais para conseguir sustentar a família. Chega a ficar 36 horas sem dormir, pingando de um hospital para o outro. Essa rotina é necessária porque o nosso piso, de R$ 680, é um dos mais baixos do país”, reclamou o diretor administrativo do Sindate, Jorge Viana.

Desconfiança

Hoje, o DF conta com uma rede de 48 hospitais particulares. Eles são responsáveis por atender quase 30% da população. Mesmo assim, a qualidade no atendimento é questionada. Estabelecimentos antes considerados referência, como o Santa Lúcia, enfrentam a desconfiança dos moradores por sucessivos episódios de supostas falhas e falta de cuidado com os pacientes. Em 1986, Pedro Júnior Rosalino Braule Pinto, o Pedrinho, foi roubado da maternidade da própria unidade de saúde.
http://www.emtemporeal.com.br/index.asp?area=2&dia=30&mes=11&ano=2012&idnoticia=123933