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Planos de carreira e salário digno são fundamentais para outra médicos brasileiros

Não é nova a elaboração de uma proposta de plano de cargos, carreira e salário para os médicos do setor público e do setor privado. Essa proposta deve orientar a luta dos médicos, ao lado da causa do piso salarial nacional. A sua consideração é importante para evitar a dispersão de forças da categoria, a pulverização de reivindicações necessárias, mas desordenadas, e o enfraquecimento da capacidade de mobilização, reivindicação e luta da classe médica.
Veja o vídeo em http://www.youtube.com/watch?v=I7rz7gdYDVE&feature=youtube_gdata_player
Caso não funcione, selecione, copie e cole no seu navegador de InternetFenam já apresentou proposta de plano de carreira para médicos

Oferta de serviços médicos é maior no setor privado

Folha Estados da região Norte e Nordeste têm maior
presença de médicos por usuário na rede privada
que na pública em comparação com as demais
regiões do país. O diagnóstico é do levantamento feito pelo CFM
(Conselho Federal de Medicina) e pelo Cremesp
(Conselho Regional de Medicina do Estado de São
Paulo), divulgado nesta quarta-feira. O estudo propõe a criação de um índice para medir
as disparidades de abastecimento do SUS e da rede
particular. Chamado de IDPP (Indicador de
Desigualdade Público/Privado), o índice é a razão
entre o número de postos de trabalho médico
ocupado na rede privada por 1.000 habitantes, sobre o número de postos ocupados na rede pública por
1.000 habitantes. No Brasil, essa razão é 3,9, o que significa que a
presença médica na rede privada é 3,9 vezes a
presença na rede pública, sempre considerando a
população atendida por cada rede. Nessa conta, aparecem as disparidades regionais.
Apenas o Sudeste fica abaixo da média, indicando
uma igualdade maior de abastecimento de médicos
no SUS e na rede particular (2,31). O Nordeste é o campeão do índice, chegando a 6,77.
É seguido pelo Centro-Oeste (6,26), pelo Sul (5,9) e
pelo Norte (5,26). Entre os Estados, a diferença sobe. Na Bahia, o
índice atinge 12,09. O Estado do Rio é o menor,
ficando em 1,63. “O resultado não mostra se há sobra ou falta de
médicos nesses Estados, mas aponta que os cariocas
que utilizam o serviço público contam com um
número de médicos bastante próximo daqueles que
se valem de planos privados de saúde. Já entre os
baianos, há uma enorme diferença entre essas duas populações, com grande desvantagem para os
usuários do SUS”, argumentam as entidades no
levantamento. O IDPP só é abaixo de zero, o que mostra maior
abastecimento proporcional de médicos no SUS, nas
cidades de São Paulo (0,93), Vitória (0,62) e Rio de
Janeiro (0,59). Manaus aparece com 0,94, mas o estudo alerta para
distorções nesse valor pelo número reduzido de
postos para médicos no Estado. O número de médicos na rede privada tende a
crescer, de acordo com o levantamento, já que a
oferta de postos de trabalho na rede privada subiu
nos últimos anos –o levantamento não leva em
conta os consultórios particulares. MAIS MULHERES O censo contabilizou 371.788 médicos em atividade
em outubro deste ano, chegando a uma razão de 1,95
médico para cara 1.000 habitantes no país. O número de mulheres entre os médicos vem
crescendo, como adiantado nesta quarta a coluna da
Mônica Bergamo. Em 2009, pela primeira vez, as mulheres superaram
os homens na entrada no mercado de trabalho –em
2010, a proporção na entrada ficou em 52,46%
mulheres e 47,54% homens. As mulheres são maioria apenas na faixa até 29
anos. Acima dos 30, os homens têm presença maior,
chegando a 81,9% na faixa acima dos 70 anos. O estudo ainda apontou certo equilíbrio na entrada
de profissionais médicos no mercado de trabalho
desde 2002, mas disse que o salto no número de
médicos nos últimos anos se deve à “abertura
desenfreada de escolas médicas”.