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Planos de carreira e salário digno são fundamentais para outra médicos brasileiros

Não é nova a elaboração de uma proposta de plano de cargos, carreira e salário para os médicos do setor público e do setor privado. Essa proposta deve orientar a luta dos médicos, ao lado da causa do piso salarial nacional. A sua consideração é importante para evitar a dispersão de forças da categoria, a pulverização de reivindicações necessárias, mas desordenadas, e o enfraquecimento da capacidade de mobilização, reivindicação e luta da classe médica.
Veja o vídeo em http://www.youtube.com/watch?v=I7rz7gdYDVE&feature=youtube_gdata_player
Caso não funcione, selecione, copie e cole no seu navegador de InternetFenam já apresentou proposta de plano de carreira para médicos

Corrupção no Ministério da Saúde vai virar CPI

Falta de gestão, falta de financiamento, salários sofríveis para os médicos. Essas são as causas geralmente anotadas para o funcionamento precário do sistema público de saúde no Brasil. Mas nesta lista parece ter um quarto item a ser investigado: a corrupção. Não sabemos exatamente o tamanho do estrago que ela causa à saúde dos brasileiros. Mas, depois dos vampiros e sanguessugas, dois escândalos que mostraram à opinião pública que a corrupção caminha com desenvoltura pelos corredores do Ministério da Saúde, agora temos o tenebroso caso FUNASA.A corrupção no Ministério da Saúde vai virar CPI. A turma que age hoje para cobrar a fatura amanhã poderá ter o seu modus operandi desmascarado pelas investigações que se iniciarão em 2009. O Senador Mozarildo Cavalcanti diz já possuir dados e evidências suficiente para abrir a caixa preta da corrupção implantada no Ministério da Saúde. No pensamento do Senador Mozarildo, a CPI da FUNASA é uma exigência. E já está prevista para 2009.

Confira o discurso do Senador em http://tinyurl.com/4hjlq8



PLENÁRIO / Pronunciamentos

19/12/2008 – 13h38

Mozarildo anuncia que pedirá CPI da Funasa em 2009

Em discurso no Plenário nesta sexta-feira (19), o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) informou que no próximo ano pedirá a instalação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para apurar denúncias de corrupção na Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

O senador afirmou estar se municiando de dados para pedir a abertura da comissão de inquérito. Segundo Mozarildo, o Tribunal de Contas da União (TCU) já se pronunciou sobre as irregularidades encontradas na Funasa. O senador acredita que a CPI pode até ser criada para investigar o sistema de saúde brasileiro, pois, na opinião dele, “tudo é uma corrupção só”.

– Só no meu estado em pouco tempo dois coordenadores da Funasa foram presos por roubalheira. E reitero, roubar da saúde é um crime hediondo porque você está matando um doente que está precisando de atendimento médico – disse.

O senador comentou ainda a notícia de que o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, diagnosticou que o grande problema da saúde é a corrupção e está tirando da Funasa a assistência aos índios.

– Mas eu pergunto: será que o ministro não está apenas tirando o sofá da sala? Se não mudar a metodologia de atendimento, se não mudar a fiscalização, vai continuar a roubalheira – alertou.

Câmara

Mozarildo também denunciou que a Câmara dos Deputados vem engavetando propostas aprovadas pelo Senado e que ele considera de vanguarda. Como exemplo, citou a proposta de emenda à Constituição que modifica o rito de tramitação das medidas provisórias (MP) – (PEC 72/05, que na Câmara tramita como PEC 511/06) – e a que estabelece o orçamento impositivo (PEC 22/00).

– O Senado tem tomado a vanguarda das alterações que precisam ser feitas de forma institucional no país. Aprovamos uma série de alterações, inclusive o financiamento público de campanha e outras medidas que foram para a Câmara e estão lá dormindo – criticou.

O senador lembrou que apresentou uma proposta de emenda à Constituição fixando 90 dias de prazo para que a Casa revisora examine projetos oriundos da Casa iniciadora (PEC 58/07). A proposta aguarda exame da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

– Se o projeto vem da Câmara, quando chegar aqui no Senado, teremos 90 dias para, a partir da data da leitura, apreciá-lo. Se o projeto começa aqui, vale a mesma coisa para a Câmara. Ora, se temos prazo para apreciar os projetos que vêm do Executivo, por que não estabelecemos prazos para nós mesmos? – questionou.

Ao encerrar o discurso, Mozarildo destacou que vem trabalhando no Senado para diminuir as desigualdades regionais, preocupando-se especialmente com as que vêm se aprofundando.

Da Redação / Agência Senado

(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Saúde Pública: Corrupção na FUNASA vem à tona.

A promiscuidade entre a FUNASA e ONGS (organizações não governamentais) tem sido um ralo pelo qual tem escoado muito dinheiro público sem a contrapartida de qualquer resultado. Ineficiente e corrupta, essa relação tem chamado atenção da CGU, Controladoria Geral da União e do TCU, Tribunal de Contas da União.


Na página 3 de O GLOBO de hoje (domingo, 23 de novembro de 2008) está publicada matéria sobre as fiscalizações da CGU (Controladoria Geral da União) e do TCU (Tribunal de Contas da União) sobre a FUNASA. Um longo rosário de bandalheiras, cujas irregularidades ficaram evidenciadas nos relatórios dos auditores. A maioria delas se refere a convênios firmados pela FUNASA com ONGs e fundações, além de terceirizações. Este tem sido o mapa da mina da corrupção. A invasão de prerrogativas do serviço público por organizações e empresas que levam vantagens e as repassam a políticos corruptos tem chamado a atenção da opinião pública há muito tempo. A versão on-line da matéria de O GLOBO pode ser vista na página http://tinyurl.com/662544

O Ministro Temporão referiu-se à Funasa como ''antro de corrupção''. Como o presidente da FUNASA é indicado pelo PMDB, tal qual o Ministro, ele foi chamado para uma conversinha por caciques do PMDB. A notícia foi dada no Blog do Noblat e existe uma reprodução dela na página https://faxsindical.wordpress.com/2008/11/19/corrupcao-ministro-da-saude-e-chamado-as-falas/

O pior é que o Ministro Temporão não aprende. Mesmo com toda essa lição, ele é defensor do projeto que institui o negócio das fundações públicas de direito privado. Tal e qual o PAS de Maluf, o negócio dessas fundações não só não resolverá problemas de gestão do SUS, como também abrirá mais uma avenida para essa corrupção que já se nota nas ONGs e nas terceirizações.

O relatório do TCU sobre a FUNASA e sua promiscuidade com ONGS pode ser lido em http://oglobo.globo.com/pais/arquivos/ONG.doc

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CORRUPÇÃO: MINISTRO DA SAÚDE É CHAMADO ÀS FALAS.

Diz o blog do Noblat que Temporão foi chamado às falas pela cúpula do PMDB, depois que disse que a FUNASA é um antro de corrupção. Políticos que dão pouca atenção aos problemas da saúde pública no Brasil disputam avidamente cargos no Ministério da Saúde.

São evidentes as dificuldades do Ministro Temporão, da Saúde. A imprensa não deu destaque à sua imagem sorridente no comício pré-eleitoral do Sérgio Cabral, quando o Governador, que apoiava Eduardo Paes, chamou de vagabundos e imprestáveis os médicos das cooperativas que haviam faltado plantão em um hospital público da rede estadual.

Já esteve para sair, em razão das ineficiências de suas políticas, fenômeno chamado na mídia de Apagão da Saúde e das disputas político eleitoreiras por cargos no Ministério da Saúde. Um artigo sobre essa crise foi publicado aqui no Fax Sindical, e pode ser lido em https://faxsindical.wordpress.com/2008/07/16/politicos-brigam-por-cargos-na-saude/ . A Saúde é um Ministério complicado, cheio de igrejinhas e de gurus que não admitem perder suas respectivas posições e rendimentos. Um labirinto de burocracia e tecnoburocracia com grande poder de reprodução. Entra governo, sai governo, muitos chefes se perpetuam ou apenas mudam de sala ou de mesa. Qualquer Ministro da Saúde que não tenha mãos livres para agir vai sentir o mesmo drama do continuísmo burocrático sanitário. Os escândalos dos vampiros e sanguessugas, alvo de investigação policial e farto noticiário, provaram a grande vulnerabilidade do Ministério da Saúde à corrupção.

Fato novo prova que o Ministro da Saúde está em situação muito desconfortável. Disse que a Funasa é um antro de corrupção. O Presidente da Funasa é indicado do PMDB, mesmo partido que indicou Temporão. Os caciques peemedebistas decidem chamar o Temporão às falas. A matéria, que transcrevemos abaixo, saiu no blog do Noblat, na página http://tinyurl.com/5eoaf7

18/11/2008 - 11:50

Vai, Temporão, peça desculpas ao presidente da FUNASA

Michel Temer (SP), presidente do PMDB e candidato a presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, líder do PMDB na Câmara, e outras figurinhas carimbadas do partido estão reunidos neste momento com o ministro José Gomes Temporão, da Saúde, no gabinete do próprio ministro.

Reclamam de Temporão por ter se referido à Fundação Nacional da Saúde (FUNASA) como um antro de corrupção. A FUNASA é um órgão do ministério. Cabe a Temporão avaliar o desempenho do seu presidente e mantê-lo no cargo ou demiti-lo.

Cabe é o modo de dizer. O presidente da FUNASA foi indicado pelo PMDB. E a FUNASA é vital para que o partido empregue gente, distribua favores e continue se expandindo. Tudo, é claro, para garantir a governabilidade de Lula.

O que seria normal se este fosse um país normal – e o governo, de fato comprometido com os bons costumes?

Uma vez que o ministro Temporão concluiu que se rouba muito na FUNASA deveria demitir seu presidente. Se fosse impedido de fazê-lo deveria pedir demissão. Simples assim.

Para que serve a reunião em curso entre líderes do PMDB e Temporão? Certamente para convencê-lo do seu engano. Não, a FUNASA não é um antro de corrupção. E seu presidente é um servidor público exemplar.

Caso o presidente da FUNASA seja mantido no cargo, Temporão deve pedir desculpas públicas a ele. E explicar ao país por que pensou uma coisa na semana passada e depois mudou de opinião.

Sempre poderá alegar que se enganou ou que foi mal interpretado. Ou que a imprensa pinçou uma frase dita por ele e a tirou de contexto.

Enquanto muitos se defendem dizendo que não sabia, Temporão poderá dizer que imaginou que soubesse.

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