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#CRISEnoSUS UPAs trabalho precarizado e insegurança para atender emergências. Modelo em questão.

Não é o único caso. As UPAs são em sua maioria terceirizadas ou vinculadas a outras formas de trabalho precário, embora sejam serviços públicos, façam parte do SUS e terceirizem atividades fim em serviço público. Nossas autoridades, MP e Judiciário, são silentes ou coniventes diante disso, mas não aceitam que seus tribunais trabalhem no mesmo sistema. O Ministério da Saúde é indiferente ou incentiva a precarização do trabalho. Os resultados, cada vez mais, se revelam insatisfatórios. O SUS não pode ser um vale tudo.UPA

Planos de carreira e salário digno são fundamentais para outra médicos brasileiros

Não é nova a elaboração de uma proposta de plano de cargos, carreira e salário para os médicos do setor público e do setor privado. Essa proposta deve orientar a luta dos médicos, ao lado da causa do piso salarial nacional. A sua consideração é importante para evitar a dispersão de forças da categoria, a pulverização de reivindicações necessárias, mas desordenadas, e o enfraquecimento da capacidade de mobilização, reivindicação e luta da classe médica.
Veja o vídeo em http://www.youtube.com/watch?v=I7rz7gdYDVE&feature=youtube_gdata_player
Caso não funcione, selecione, copie e cole no seu navegador de InternetFenam já apresentou proposta de plano de carreira para médicos

Organização “social” põe chip em jalecos de médicos de UPA precarizada em Mesquita

O Sindicato dos Médicos vai entregar representação ao Ministério Público do Trabalho questionando a legalidade da instalação de microchips eletrônicos em jalecos para monitoramento de médicos da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Mesquita, na Baixada Fluminense.

Os dispositivos controlam a frequência e se o profissional deixou a instituição com o uniforme, o que aumenta o risco de infecção hospitalar. Os chips também serão aplicados em equipamentos e insumos, para “melhor controlar o patrimônio”, informa a Secretaria de Estado de Saúde.

A medida causou desconforto entre médicos e funcionários e levou o sindicato a entrar com a representação. O principal argumento é que a secretaria já dispõe de meios “menos agressivos” para aferir a frequência, como o ponto eletrônico e o ponto biométrico. “É assédio moral porque o governo pressupõe que o servidor está ali para roubar e para burlar a escala de trabalho”, afirmou o presidente do Sindicato dos Médicos, Jorge Darze.

Darze afirma ainda que as unidades de saúde têm vigilantes, que controlam a entrada de pacientes. “Esse profissional pode lembrar ao médico que ele está deixando a UPA com o jaleco. Mas a melhor forma de reduzir a infecção hospitalar é com programas de prevenção”, afirmou o médico, que comparou o chip às tornozeleiras usadas por presidiários em liberdade condicional.

Segundo a secretaria, a decisão de colocar o chip foi da organização social que administra a UPA. “Ela precisa cumprir metas e achou por bem instalá-lo. O foco não é a frequência do médico, mas sim o controle da infecção hospitalar”, diz a coordenadora da enfermagem da secretaria, Silvana Pereira. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo

http://www.dgabc.com.br/Mobile/Noticia.aspx?idNews=5969323

RJ Privataria no SUS: 100 Mortes obrigam governo Cabral a reconhecer epidemia de dengue

O secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, admitiu, nesta segunda-feira, que o Rio de Janeiro vive nova epidemia de dengue. Desde o início do ano, ocorreram 160 mil casos de dengue e 131 mortes no estado.

Côrtes lançou a campanha “10 Minutos Contra a Dengue” para discutir formas de combate à doença. Representantes das 92 prefeituras do Estado foram convidados para o encontro, onde o secretário disse que deverá ser concluído apenas em outubro o levantamento do índice de infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.

“A Região Serrana é uma grande preocupação em função do desastre que tivemos neste ano. Houve uma mudança muito grande na geografia da região, então temos locais que hoje podem ser macrocriadouros”, destacou Côrtes. Segundo o secretário, o maior número de casos registrados é do tipo 2.

Em 31 de agosto, a prefeitura do Rio de Janeiro decretou estado de alerta para a doença na cidade e estabeleceu a entrada compulsória de agentes de saúde em imóveis fechados ou abandonados. As medidas estão entre os principais pontos do Plano de Combate à Dengue para o Verão 2012. O objetivo é eliminar os focos do mosquito transmissor da doença, já que, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, 82% dos criadouros do mosquito estão em imóveis. Dados também revelam que, em dois terços dos casos de dengue foram encontrados ovos do mosquito na casa dos doentes.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, disse que o risco de uma grande epidemia em 2012 se deve à volta do vírus tipo 1 e à entrada do tipo 4, para os quais a população não tem imunidade. Ele explicou que, por causa das epidemias dos anos de 2002 e 2008, os cariocas ficaram mais resistentes às variações 2 e 3, que tendem a vitimar menos pessoas. “Temos duas epidemias grandes na história do Rio, em 2002 e 2008, e o que se observou é que em 2001 e 2007 o número de casos apresentou uma curva de crescimento. Esse quadro se repete em 2011”, disse Paes. “Tudo aponta para um novo ciclo da doença mais amplo e mais elevado, certamente (será) a maior epidemia da história do Rio. Não quero assustar ninguém, mas a nossa convicção é essa”, reforçou. Paes ainda cobrou apoio da população e da imprensa no combate à doença
http://m.jb.com.br/rio/noticias/2011/09/19/rio-reconhece-nova-epidemia-de-dengue-apos-131-mortes-em-2011/

FAX SINDICAL 174

SINDICATO DOS MÉDICOS DE JUIZ DE FORA.
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Número – 174 – Ano IV – 04/0/2009.
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GREVE DOS MÉDICOS DA PREFEITURA DE JUIZ DE FORA – CORTES SALARIAIS CAUSAM INDIGNAÇÃO ENTRE PROFISSIONAIS. SINDICATO VAI À JUSTIÇA.

A decisão da administração Custódio de Matos de realizar cortes salariais contra os médicos da Prefeitura, sem que a legalidade da greve fosse julgada e antes do encerramento das negociações coletivas causou indignação na Diretoria do Sindicato dos Médicos, entre os médicos da Prefeitura, que foram vítimas dos cortes e, também, repercutiu negativamente na grande maioria da classe médica. Os salários que a Prefeitura paga aos médicos já são sofríveis e os cortes os reduziram ainda mais. Diante da negativa da administração Custódio de Matos em negociar os salários dos médicos, a saída encontrada pela Diretoria do Sindicato foi recorrer à Justiça. No caso dos médicos vinculados à AMAC, haverá audiência no Ministério do Trabalho. Se não houver conciliação, o caso irá à Justiça do Trabalho. Ficará demonstrada a subordinação da AMAC à Prefeitura de Juiz de Fora. Há ação semelhante, movida por funcionários da Prefeitura de Santos Dumont, com ganho de causa para os trabalhadores. No caso dos médicos estatutários a situação é mais complicada, porque não dependem da Justiça Federal. O caso será julgado na Justiça do estado de Minas Gerais. O protesto judicial já foi feito pelo advogado do Sindicato dos Médicos e estaremos informando sobre o seu andamento.
Tramita na Justiça ação do Sindicato contra a Prefeitura, por causa das perdas salariais decorrentes da discriminação dos 25 por cento a menos que o nível superior, cuja reposição é reivindicação constante do Sindicato.
Nos meios profissionais, diante da indignação, muitos falaram na possibilidade de uma nova paralisação, ou greve de protesto contra os cortes efetuados pela administração do Custódio nos salário ruins dos médicos da Prefeitura.

COMISSÃO PREPARA DISCUSSÃO DE PCCS.

Os representantes indicados pelo Sindicato dos Médicos para acompanhar a elaboração de um PCCS para os profissionais do serviço público municipal realizaram a sua primeira reunião preparatória. Experiências, propostas e sugestões foram discutidas, bem como questões referentes às políticas de recursos humanos aplicadas à área da saúde. A reunião é o primeiro passo nessa importante luta da classe médica em Juiz de Fora.

A indicação dos representantes sindicais para a Comissão tripartite que irá analisar a deterioração das condições de atendimento médico no SUS de Juiz de Fora já foi comunicada ao Conselho Municipal de Saúde e à Secretaria de Administração e Recursos Humanos da Prefeitura de Juiz de Fora. A formação dessa comissão está na contraproposta sindical formulada nas negociações coletivas desse ano e encaminhada à Prefeitura.

FEDERAÇÃO NACIONAL DOS MÉDICOS REAGE A PRISÃO ARBITRÁRIA DE MÉDICA NO RJ.

A coluna do Ancelmo Góis, no Globo de domingo (2 de agosto) falou sobre o caso da prisão de uma médica reguladora do SUS no Rio de Janeiro. O colunista conclui que a corda arrebentou do lado mais fraco. A médica não conseguiu cumprir uma determinação judicial porque não havia vaga de UTI disponível na rede pública. Por faltar vaga em UTI o juiz mandou prendê-la. Diz Ancelmo que deveria mandar prender o Governador ou o Secretário de Saúde. Mas a corda, mais uma vez, se rompeu contra o lado mais fraco. A Federação Nacional dos Médicos e o Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro se posicionaram firmemente ao lado da médica. A notícia pode ser conferida na página http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL1249488-5606,00-FEDERACAO+DIZ+QUE+VAI+DENUNCIAR+JUIZ+QUE+MANDOU+PRENDER+MEDICA.html. A FENAM vai tomar todas as medidas cabíveis para a apuração e o esclarecimento desse caso tenebroso. Se o juiz agiu em respeito à lei, para garantir a um usuário do SUS um direito constitucional, por outro lado, errou no alvo. Mandou prender quem não tem poder para criar ou contratar leitos de UTI.

Na mesma semana um desembargador de Brasília, notório amigo da família Sarney, censurou o Estado de São Paulo, proibindo notícias de fatos referentes aos escândalos que envolvem o filho do Senador Sarney, apurados na conhecida operação Boi Barrica, da Polícia Federal. A filha do Senador Sarney, Roseana, conseguiu, também por decisão judicial, derrubar o governador eleito pelo povo do Maranhão, Jackson Lago, e ocupar o governo do Estado.

PROBLEMA DOS PRESOS NO HPS DE JUIZ DE FORA DERRUBOU SECRETÁRIA DE SAÚDE?

A Dra. Eunice Caldas pode ter sido vítima de um desajuste. A grande quantidade de presos acautelados no HPS, exposta em cadeia nacional por uma programa de televisão, mostrou aos brasileiros os pés de barro do governo Aécio. A dívida social para com o povo mineiro é imensa. Fontes ligadas ao governo do Estado acharam que a matéria foi instigada pela Secretária ou pessoas a ela ligadas. Os aecistas são muito zelosos quanto às aparências. Calculam os efeitos publicitários de cada evento que envolve, direta ou indiretamente, o seu chefe. Com isso uma deficiência grave do sistema penal do Estado de Minas Gerais, a quem cabe a responsabilidade para com a população carcerária, ficou evidente. É a dívida social que não se paga dando vans e ambulâncias para prefeitos.

Publicado pelo Wordmobi

MALDADE: CABRAL TENTA JUSTIFICAR MÁ GESTÃO ATACANDO MÉDICOS MAL REMUNERADOS.

O Governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, é filiado ao PMDB e jura amor ao Presidente Lula. O Presidente veio do movimento sindical. O movimento sindical agora não está a favor do Sr. Sérgio Cabral Filho. O Cabralzinho viu ontem as manifestações e paralisações de servidores estaduais descontentes com as relações de trabalho. Nas ruas ficou claro o repúdio dos trabalhadores. Sérgio Cabral é um patrão mal. Prova disso: suas declarações abaixo, publicadas no Globo on-line. A velha tática, puro café requentado, de atribuir aos médicos do serviço público estadual, que percebem pouco mais de mil reais e não tem um plano de carreira compensador, as mazelas de sua má gestão na Saúde. O eleitorado carioca deve estar claro: no Estado do Rio, o Aedes não deixa mentir, não existe uma gestão exemplar da Saúde. Mais grave ainda é o estado deplorável das políticas de gestão de recursos humanos na área de Saúde. Parecem ter sido concebidas por mentes escravocratas. Semeando uma gestão tão canhestra, como espera Sérgio Cabral colher frutos bons? E suas declarações deixam bem claro que não lhe assiste nenhuma vontade política de reverter essa política opressiva de gestão de pessoas no serviço público de saúde. Além do repúdio, esse tipo de atitude merece um exame detalhado. A população precisa conhecer que a má gestão dá maus frutos e, no caso da saúde, sofrimento para seres humanos. Isso deve ser debitado na conta do Cabral e de gente que pensa como ele.

A notícia do Globo on-line pode ser lida em http://oglobo.globo.com/rio/mat/2008/08/13/cabral_diz_que_medicos_trabalham_no_regime_do_me_engana_que_eu_gosto_-547738052.asp

Saúde
Cabral diz que médicos trabalham no regime do ‘me engana que eu gosto’

Publicada em 13/08/2008 às 23h22m
O Globo Online

RIO – O governador Sérgio Cabral afirmou nesta quarta-feira, em cerimônia no Palácio Guanabara, que a jornada de médicos cooperativados que trabalham 24 horas por semana é um “me engana que eu gosto”, como informa reportagem de Cláudio Motta publicada nesta quinta-feira pelo jornal O Globo. De acordo com ele, equipamentos de controle de freqüência foram quebrados propositadamente em dois hospitais.

A Secretaria estadual de Saúde informou que um ponto biométrico, cuja tecnologia identifica o funcionário pela impressão digital, foi danificado na madrugada de domingo no Hospital Rocha Faria, em Campo Grande. O mesmo ocorreu, semana passada, no Albert Schweitzer, em Realengo.

– O médico estatutário trabalha 24 horas por semana no “me engana que eu gosto”. Ninguém é bobo. Colocamos o controle biométrico, quebraram. Não querem botar o dedinho lá não, não querem dizer a hora da chegada e da saída – disse Cabral.

O governador informou, ainda, que espera substituir, até setembro, os médicos cooperativados das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e no Samu por médicos bombeiros militares. Cabral disse que a criação das fundações estatais de direito privado, nas quais os médicos são concursados, mas trabalham sob regime da CLT, vai demorar por causa da burocracia, porém será realizada.

O presidente do Sindicato dos Médicos, Jorge Darze, criticou o governador e defendeu a contratação de médicos concursados em regime estatutário, no qual há estabilidade.

No Jornal do Brasil on-line, ahá mais informação sobre a maldade do Cabral Júnior:
Em agosto de 2007, o aumento anunciado pelo governador Sérgio Cabral também foi alvo de críticas críticas. Os 25% anunciados seriam escalonado em dois anos, com impacto de R$ 30 milhões na folha de pagamentos do estado em 2007 e, em 2008, de R$ 80 milhões. Os servidores. Sergio Cabral, dez dias depois, decidiu retirar da Assembléia a mensagem que previa o aumento salarial.

Este ano, como anunciado semana passada pelo secretário de fazenda, Joaquim Levy, foi registrado um superávit (diferença entre receita e despesa) de R$ 1,44 bilhão, demonstrando uma situação favorável, já que o crescimento foi de 46,3% em relação ao mesmo período do ano passado.

A principal revolta dos servidores foi o fato de o reajuste atingir apenas alguns setores, como Educação, policiais militares e bombeiros, e para a Fundação Apoio ao Ensino Técnico (Faetec) e deixar de fora, por exemplo a saúde o que confirmou o descaso com os profissionais da área.

Para a diretora do Sindsprev/RJ, Silene Souza o objetivo do governo é aumentar o caos nos hospitais, para diminuir a resistência dos usuários à privatização da saúde pública estadual, através das fundações de direito privado, anunciada para o próximo ano. Silene criticou o governo e disse ainda que uma das conseqüências disso será é a ausência de médicos em vários plantões. Fonte: http://jbonline.terra.com.br/extra/2008/08/14/e140828348.html


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MÉDICOS DO RIO RESPONDEM A CABRAL E SÉRGIO CÔRTES COM UMA PARALISAÇÃO VITORIOSA!

Digna reação possível dos médicos do Rio de Janeiro, diante da ofensiva privatista do Governo Sérgio Cabral, das condições precárias de trabalho oferecidas, dos salários indignos e incompatíveis com a formação profissional e o trabalho intelectualizado do médico. A paralisação é uma arma na luta continuada da classe médica em defesa de uma política de recursos humanos decente. Essa necessidade é imperiosa para o funcionamento dos serviços públicos que dependem do trabalho médico para o seu funcionamento adequado. Todo apoio à paralisação dos médicos do Rio de Janeiro e ao Sindicato dos Médicos!

Médicos e servidores da saúde fazem greve no Rio
13/08/2008 às 14:23 Aumentar tamanho da fonte Reduzir tamanho da fonte

Médicos e funcionários da rede estadual de saúde do Rio deram início à greve da categoria nesta quarta-feira por reajuste salarial e plano de carreira. Segundo o Sindicato dos Médicos do Rio, 3.500 servidores cruzaram os braços. A Secretaria de Saúde informou que apenas o ambulatório do hospital Carlos Chagas (zona norte) foi fechado por causa da greve. Entretanto o sindicato afirma que os hospitais Getúlio Vargas, na Penha (zona norte) e Rocha Faria, em Campo Grande (zona oeste), só estão atendendo casos de emergência.

Cerca de 200 servidores participam de um protesto nesta manhã próximo ao Palácio Guanabara, sede do governo estadual. O ato teve início às 11h e reuniu servidores estaduais da saúde, educação, das polícias Civil e Militar, do Corpo de Bombeiros, do Metrô e da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgoto). A greve no funcionalismo público estadual do Rio só atinge a área da saúde.

As reivindicações dos servidores incluem reposição de 66% de perdas salariais e plano de carreira. Eles se dizem insatisfeitos com a proposta de reajuste de 8% anunciada na segunda-feira (12) pelo governador Sérgio Cabral (PMDB) e enviada à Alerj (Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro). Os profissionais da área de saúde foram excluídos da proposta.

“Esse aumento é um pirulito, uma balinha que o Cabral está dando aos servidores para desestabilizar a manifestação”, disse o presidente do sindicato da Polícia Militar do Rio, Miguel Cordeiro.

“[O reajuste] foi um blefe, uma proposta para nos desestabilizar, porque foi às vésperas da manifestação. Mas não vai dar certo, porque ninguém concorda com esse aumento”, declarou o presidente do Sindicato dos Médicos do Rio, Jorge Darze.

De acordo com Darze, os ambulatórios dos hospitais Getúlio Vargas, Carlos Chagas e Rocha Faria não estão funcionando nesta quarta-feira. A secretaria confirma que apenas o Rocha Faria está com o funcionamento limitado à emergência.

Trânsito

A manifestação realizada pelos servidores bloqueou o Largo do Machado (zona sul), entre as ruas do Catete e Bento Lisboa, e seguiu pela rua das Laranjeiras até o Palácio Guabanara.

Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) do Rio, por volta das 13h40, os manifestantes ocupavam duas das três faixas da pista sentido zona sul da rua Pinheiro Machado. Havia retenções de veículos no túnel Santa Bárbara (sentido zona sul) e os acessos à rua Pinheiro Machado. O tráfego de veículos permanecia lento até a Praia de Botafogo. Agentes da guarda municipal e da PM estavam no local para monitorar o trânsito.

Os manifestantes exigem uma audiência com o governador para discutir o reajuste. A assessoria de imprensa de Cabral disse que ainda não há confirmação de que Cabral receberá os manifestantes.
Fonte: http://www.paraiba.com.br/noticia.shtml?75970


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APAGÃO DA SAÚDE: GOVERNO SÉRGIO CABRAL NÃO QUER LIDAR COM O PROBLEMA DE FORMA SÉRIA.

Foi notícia no também no RJ TV, da Rede Globo de Televisão, o apagão da Saúde no Rio de Janeiro. A notícia pode ser vista na página http://rjtv.globo.com/Jornalismo/RJTV/0,,MUL720810-9097,00-MEDICOS+FALTAM+PLANTOES+EM+HOSPITAIS+DA+ZONA+OESTE.html

A tônica da abordagem global foi que “médicos faltam a plantão”. Empresas como a Rede Globo mantém planos de saúde para atender os seus trabalhadores, poupando-os das agruras do acesso ao Sistema Público de Saúde. Eles não precisam de ficar à mercê de “médicos que faltam ao trabalho”, que são profissionais remunerados por pouco mais de mil reais por mês. Os cargos e carreiras destinados aos médicos, as suas chances de progressão funcional e remuneração decente, estão no último degrau entre os do serviço público. Funcionários e diretores de empresas que podem manter um plano de saúde para os seus empregados não estão sujeitos às dificuldades próprias de um serviço público que remunera vergonhosamente pessoas que passam, no mínimo, seis anos de suas vidas fazendo um curso universitário que lhes consome todo o dia (cursos de Medicina são feitos em dois turnos, em alguns períodos até 3 turnos). Inteligência não tem preço. Mas a inteligência aplicada à nobre missão de salvar e manter vidas é remunerada de forma vil( o único vocábulo que encontramos para considerar a tônica das políticas de recursos humanos que são aplicadas aos médicos dentro do SUS).

A resposta governamental do Sr. Sérgio Cabral e de seu secretário de Saúde e Defesa Civil foi uma só: declarações contra os médicos, generalizadas e idéias sobre privatização de serviços públicos de saúde. Resolve? Nunca resolveu. O trabalhador contratado de forma indevida (no mínimo) para exercer precariamente função própria de servidor público nunca teve o mesmo compromisso com o serviço que os servidores efetivos. A postura do Governador do Rio de Janeiro e de seu secretário, revelam também a sua falta de vontade política (ou descarada má-vontade) em estabelecer uma política justa de gestão de pessoas para a área de Saúde no Serviço Público Estadual.

O FAX SINDICAL, em post anterior ( https://faxsindical.wordpress.com/wp-admin/post.php?action=edit&post=297, já chamou atenção para a reação dos hóspedes do poder no Estado do Rio de Janeiro sobre o apagão da Saúde na cidade. E os cariocas e fluminenses não devem ter esquecido ainda da recente epidemia de dengue que os vitimou pesadamente.

Médicos faltam a plantões em hospitais da Zona Oeste
No fim de semana, pelo menos três pediatras que estavam de plantão no Hospital Pedro II não foram trabalhar. Hoje quem procurou a unidade de madrugada teve que esperar.

Hospital Estadual Pedro II, em Santa Cruz – pacientes de diversos pontos da Zona Oeste chegam a todo momento. Rosângela mora em Paciência. Segundo a doméstica, ela levou a mãe que passou mal de madrugada, mas só foi atendida seis horas depois, porque quando chegou não tinha médico na emergência.

“Não tem, continua não tendo. Ele atendeu no máximo dez pessoas que estavam no hospital desde 3h30 e mandou para a emergência”, conta a empregada doméstica Rosângela Barbosa Campos.

Já Sandra foi em busca de um otorrinolaringologista para o pequeno Túrcio, de 2 anos. Como chegou tarde e só havia um especialista, não conseguiu senha e teve que voltar para casa sem que o filho passasse pelo médico.

Na emergência do Hospital Rocha Faria, em Campo Grande, a cena se repete: também faltam médicos e sobram reclamações dos pacientes.

Seu Elsio, de 80 anos, sofre de câncer no ouvido. Nesta terça-feira, o quadro dele piorou e a família procurou o hospital, mas, como não havia médico cirurgião, o idoso ficou em uma maca perto de um cesto de lixo.

“A SAMU está tentando entrar em contato com outros hospitais para ver se há cirurgião. Nós estamos esperando”, diz a doméstica Luzimar Susano.

No fim de semana, a unidade tinha apenas um clínico geral no setor de emergência. Só os casos mais graves foram atendidos. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, uma sindicância foi aberta e os médicos que faltaram no plantão podem ser punidos. O governador Sérgio Cabral criticou a atitude dos faltosos.

“Já determinei ao secretário Sérgio Cortes que encontre soluções de emergência, mas sobretudo o conceito. Nós aprovamos nessa casa a criação das fundações. A Fundação Getúlio Vargas foi contratada para isso, nós temos que acelerar isso, porque o povo do Rio de Janeiro não merece que alguns médicos que não queiram cumprir o horário prejudiquem a população”, garante o governador Sérgio Cabral.

O secretário estadual de Saúde, Sérgio Cortes, anunciou que vai cadastrar médicos disponíveis para trabalhar na Zona Oeste e que morem na região. Os profissionais serão contratados por cooperativas.

A secretaria estadual de saúde informou ainda que faltaram médicos no Hospital Rocha Faria, mas que um cirurgião e dois clínicos estão dando plantão na emergência. Nas outras unidades o atendimento estaria normal.

Em relação ao paciente com câncer de ouvido, a secretaria informou que o estado não tem hospitais especializados nesse tipo de atendimento e que o paciente deveria ter sido encaminhado ao Instituto Nacional de Câncer.

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A resposta do Governador do Rio de Janeiro será cadastrar médicos para trabalhar nestes serviços de altíssima responsabilidade, via internet. Nenhuma outra classe, dos mais preparados magistrados aos mais esforçados garis, é contratada tão precariamente, dessa forma.

A página do cadastramento, para quem quiser ver, é http://200.20.33.25/MedicoEmergencia/cadastraInscricao.do. Não se nota qualquer exigência quanto à qualificação desses profissionais e nem qualquer informação dada aos candidatos quanto ao salário que receberão. Aos eventuais interessados, repassamos a notícia vinda do Amazonas. O Governo do Estado contrata médicos por mais de oito mil reais (veja em http://g1.globo.com/Noticias/Concursos_Empregos/0,,MUL721159-9654,00-SECRETARIA+DE+SAUDE+DE+AMAZONAS+ABRE+VAGAS+PARA+MEDICOS+R+MIL.html. O Estado do Amazonas valoriza o médico oito vezes mais do que o Rio de Janeiro. Isso, sem dúvida, é matéria para reflexão.


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SÉRGIO CABRAL CORTA GRATIFICAÇÕES DOS MÉDICOS E LEVA CAOS AOS SERVIÇOS DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA DO RIO DE JANEIRO.

Os telejornais da TV Bandeirantes e da TV Record mostraram a infelicidade de pessoas que recorreram às emergências dos hospitais estaduais do Rio de Janeiro neste fim de semana e encontraram os serviços interrompidos por falta de profissionais. Os médicos, que enfrentam situações de estresse elevadíssimo para aplicar os seus conhecimentos para manter a vida das pessoas, tiveram corte de gratificações. Seus salários caíram. O vencimento básico inicial dos médicos do Estado do Rio de Janeiro não chega a três salários mínimos mensais. Há desinteresse dos profissionais, além da evidente falta de motivação.

O Governador do Estado do Rio de Janeiro, entrevistado no telejornal da Bandeirantes, partiu para o cinismo, disse que a crise é culpa de alguns médicos irresponsáveis, que não cumprem horário. Sobre os salários vis que seu Governo paga, Cabral não disse uma palavra sequer. Fugiu vergonhosamente da questão.

Políticas de recursos humanos injustas e salários absurdamente incompatíveis tem sido uma marca registrada na condução dos negócios públicos de saúde do Estado do Rio de Janeiro. A saúde e a violência urbana são preocupações sérias de todo cidadão do Rio de Janeiro. Impostos caros não ajudam a melhorar a saúde.

O povo do Rio de Janeiro tem que refletir sobre a irresponsabilidade de seu governador nessa situação. Não se pode pensar em uma política de saúde justa e eficiente sem resolver a grave situação da gestão de profissionais da saúde. Conhecimento não tem preço. Médicos querem ter o valor do seu trabalho no serviço público reconhecido e a dignidade do seu trabalho respeitada. Que pessoas como Sérgio Cabral tenham sensibilidade para reconhecer isso.


A crise dos serviços de urgência e emergência sob gestão do Governo do Estado do Rio de Janeiro foi divulgada ontem por emissoras de TV e rádio. Ganhou uma dimensão nacional e expôs a fragilidade da política de recursos humanos adotada pela administração de Sérgio Cabral para o setor de saúde no Rio de Janeiro. Pior, as reações do governo estadual deixaram clara a falta de vontade política para estabelecer uma política justa e eficiente de gestão de pessoas na área da Saúde, especialmente para os médicos que se matam nos setores de urgência e emergência administrados pelo Estado do Rio.


A notícia não repercutiu no Globo. O Globo on-line da manhã seguinte ainda não tinha percebido a gravidade da situação.

Ontem o Jornal do Brasil on-line na página http://jbonline.terra.com.br/extra/2008/08/11/e110827202.html divulgou delcarações do Sr. Cortes, secretário de Saúde e Defesa Civil, que colocará na Internet uma convocação para todos os médicos “moradores da Zona Oeste, que queiram trabalhar em hospitais da região.” A solução do Sr. Sérgio Côrtes é muito simples: basta preencher um formulário para ser contratado por uma cooperativa. Terceirização de mão de obra em serviço público para trabalhar em atividade fim. O Sr. Sérgio Cortes está afrontando a Lei para desrespeitar a classe médica. E vai mais além: não há uma linha sequer sobre o quanto esses profissionais vão ganhar ou se vão ter assegurados seus direitos trabalhistas mínimos: férias, décimo-terceiro, direitos previdenciários (e o correspondente pagamento deles pelo Governo do Estado, que caso contrário ficará em situação irregular perante a Previdência).

A resposta do Sr. Secretário de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro é contra os médicos da Cidade Maravilhosa. Quer prostituir a profissão dentro do serviço público, mediante contratações precárias e salários precários para expor os médicos a uma situação de trabalho exigente e estressante. Desvaloriza a formação médica e a inteligência dos profissionais. Mostra a incapacidade de respeitar a legislação e a falta de vontade política para estabelecer uma política justa e equilibrada de recursos humanos para a área de saúde e o trabalho médico.


Côrtes convocará médicos moradores da Zona Oeste
[14:58] - 11/08/2008 - JB OnlineRIO - O secretário de Saúde e Defesa Civil, Sérgio Côrtes, informou que será colocado na internet nesta segunda-feira uma convocação para todos os médicos moradores da Zona Oeste que queiram trabalhar nas unidades da região. Para isto, basta o profissional preencher um formulário na rede para que seja contratado por cooperativas.Em entrevista na manhã desta segunda-feira, Côrtes esclareceu que os pacientes que procuraram socorro em três hospitais estaduais - Rocha Faria, em Campo Grande, Pedro II, em Santa Cruz, e Saracuruna, em Duque de Caxias - neste fim de semana, receberam atendimento.Segundo Cortês, os problemas de recursos humanos são sérios e serão resolvidos com concurso público e remuneração diferenciada.De acordo com o secretário, como houve o aumento da remuneração dos funcionários para cobrir os problemas no atendimento ao público durante os fins de semana, foi implantado o ponto biomédico (controle de ponto por biometria). Neste fim de semana, segundo Côrtes, o aparelho foi destruído no Hospital Rocha Faria.

Côrtes quer o controle desses profissionais para que a população seja bem atendida. Para ele, a pessoa que falta e não justifica tem de ser demitida. No Hospital Rocha Faria, foi aberta uma sindicância para averiguar o motivo da falta de três profissionais.


O SINDICATO DOS MÉDICOS DO RIO DE JANEIRO (SINMED-RJ http://sinmedrj.org.br RESPONDE À TRUCULÊNCIA DO SECRETÁRIO DE SAÚDE E DEFESA CIVIL DO RIO DE JANEIRO.




Uma política justa e equilibrada de recursos humanos é o alvo do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro, que procura uma negociação justa. O governo estadual não tem demonstrado sensibilidade e seriedade para esse tipo de discussão. O Sindicato está indo para a rua, com entidades que representam também outros segmentos do serviço público estadual insatisfeito com as políticas de gestão de pessoas na administração do Sr. Sérgio Cabral. Abaixo o comunicado divulgado no site do Sindicato dos Médicos:


O Movimento Unificado do Servidor Público do Estado do Rio de Janeiro (MUSPE) comandará uma grande passeata na próxima 4ª feira, dia 13/8, até o Palácio Guanabara, com o objetivo de forçar a abertura dos canais de negociação com o Governador Sérgio Cabral. O último reajuste concedido foi de apenas 4%. Médicos e demais profissionais de saúde, além de servidores da educação, segurança, fazendários, Proderj, entre outros farão concentração às 10 horas, no Largo do Machado. Diversas categorias vão suspender suas atividades neste dia, em protesto. Os servidores encaminharam ao governador e ao Presidente da Alerj, Deputado Jorge Picciani (PMDB), a seguinte pauta conjunta de reivindicações:



1) 66% de reajuste para recompor as perdas salariais dos últimos anos;
2) Data-base unificada para todo o funcionalismo em lei (1º de março);
3) Incorporação das gratificações;
4) Plano de carreira para o funcionalismo;
5) Fim das fundações no serviço público e concurso, já.


VEJA TAMBÉM:

Na página https://faxsindical.wordpress.com/2008/07/06/a-beira-do-desastre-cremerj-denuncia-remanejamento-de-medicos-decidido-por-cesar-maia-saude-publica-no-rio-em-perigo/ o Fax Sindical repercutiu uma denúncia do CREMERJ, publicada no “Jornal do Brasil. Denunciava-se o risco que haveria para o funcionamento das unidades públicas de Saúde no Rio de Janeiro em decorrência do remanejamento de médicos.
A gestão de pessoas na área de Saúde parece que é executada por pessoas que odeiam a classe médica. Os resultados dessas posturas pré-concebidas e preconceituosas não pode ser positivo. O Secretário de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro apenas é mais um gestor a dar voz a essa atitude perniciosa. O apagão da Saúde está aí como prova do fracasso, principalmente da gestão. E, em especial, da gestão de pessoas na área médica.



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