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Manifestação na Rodoviária de Brasília em defesa do SUS e de protesto contra erros da crise sanitária

Ato em forma de cortejo fúnebre na Rodoviária de Brasília foi em defesa do SUS e protesto pela má condução da saúde pública pelo governo Bolsonaro.

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Ato público na Rodoviária de Brasília foi em defesa do SUS e de protesto contra a forma desastrosa que o governo federal vem conduzindo a saúde pública no Brasil.

“O objetivo do ato cênico, no formato de cortejo fúnebre, foi  para questionar o modo com que o governo Bolsonaro tem atuado em relação à saúde pública brasileira.”

https://jornaldebrasilia.com.br/cidades/manifestantes-protestam-em-defesa-do-sus-na-rodoviaria-de-brasilia/

Informações falsas sobre vacinação enganam a população em plena pandemia

Quando o assunto é pandemia, a ignorância ronda as redes sociais e enganar incautos.

Pós-verdade, fatos alternativos, pseudociência e teorias conspiratórias misturam-se em diferentes doses na elaboração das receitas de informações falsas que alguns espertalhões mal intencionados usam para enganar pessoas com escassos conhecimentos científicos.

A mentira corre solta, aparentemente patrocinada por setores ligados ao governo, que buscam criar ilusão e debates inúteis para desviar a atenção do fracasso do governo brasileiro no combate à pandemia.

Como é o caso da matéria publicada na página abaixo, que revela a apuração de fatos em cima de mentiras divulgadas em redes sociais e atribuídas a médicos conhecidos por seu apoio ao governo e sua política.

https://www.agazeta.com.br/brasil/medicos-nao-provaram-que-uma-vacina-precisa-de-10-anos-de-pesquisa-para-ser-segura-1120

PUBLICADO EM

Profissionais de saúde contra COVID – com trabalho provisório, sem remuneração decente e sem treinamento adequado

O serviço público de saúde no Brasil, teve papel decisivo para impedir que os danos da pandemia fossem maiores do que foram. Além das queixas relativas à contratação e remuneração do trabalho, também foi contratado que os profissionais não receberam treinamento adequado. O risco é grande e a responsabilidade imensa. Dignidade e respeito também são necessários.

Situações emergentes na saúde pública determinam novos protocolos e demandam capacitação dos profissionais da área – ainda mais se tratando de uma pandemia. Só que, no Brasil, menos da metade dos profissionais de saúde pública do país (como médicos, profissionais de enfermagem, agentes comunitários e outros) receberam algum tipo de treinamento para atuar na linha de frente da Covid-19.
— Ler em revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2020/11/menos-da-metade-dos-profissionais-de-saude-foram-treinados-na-pandemia.html

Profissionais que lutaram contra a COVID no Amazonas estão sem salário

sindicatoexpresso.blogspot.com/2020/11/profissionais-que-lutaram-contra-o.html

A precarização do trabalho nos serviços públicos de saúde é uma triste realidade. Aqui temos mais um recorte. Trabalhadores especializados que contribuíram para o combate à pandemia em Manaus estão sem receber a remuneração devida. Apesar do risco próprio dos serviços essenciais nos quais atuaram. No mínimo, um grave desrespeito.

No Amazonas, durante os meses em que a primeira onda de COVID lotava hospitais, UTIs e cemitérios, o governo contratou uma empresa terceirizada com a finalidade de atender a vítimas da pandemia.

A prefeitura de Manaus e o governo do Amazonas nunca foram eficazes em atrair e fixar médicos no serviço público.

Os profissionais, principalmente médicos, contratados por essa empresa terceirizada, ainda não receberam a remuneração a que teriam direito, apesar de terem prestado serviço público essencial em condições de grande risco. A Saúde está no rodapé do serviço público brasileiro e que é da área deve se preocupar em reagir a esse aviltamento.

“Os profissionais que denunciam a falta de pagamento, entre clínicos residentes de cirurgia e ortopedia, são terceirizados da Empresa Líder Serviços Hospitalares. Eles contam que ainda não receberam, até esta segunda-feira (9), o pagamento referente a diversos plantões trabalhados. A unidade hospitalar encerrou suas atividades no dia 16 de julho.”

https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2020/11/09/medicos-que-atuaram-no-hospital-de-combate-a-covid-19-em-manaus-denunciam-falta-de-pagamento.ghtml

Publicado em https://sindicatoexpresso.blogspot.com/2020/11/profissionais-que-lutaram-contra-o.html

Santa Casa foi usada para esquema de desvio de recursos do SUS

Terceirização do SUS abriu as portas para a corrupção. Organizações sociais foram usadas para desviar recursos destinados a cuidados médicos

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Matéria publicada pela revista Carta Capital é mais um recorte que reforça o que temos mostrado, há mais de uma década, aqui temos publicado no Sindicato Expresso. (No site da revista Carta Capital, matéria completa em https://www.cartacapital.com.br/saude/gestao-do-sus-por-santas-casas-e-organizacoes-sociais-peca-em-transparencia/ ) Mesmo quando a terceirização é feita em nome de organizações “sem fins lucrativos”, o lucro poderá ser ilícito, porque ela abre as portas à má gestão e corrupção contra o SUS.

Uma Santa Casa, instituição filantrópica e respeitável, teve seu nome usado para um grande esquema de terceirização na prestação de serviços públicos de Saúde. E o esquema, iniciado em uma pequena cidade do interior paulista (São Paulo é o paraíso das terceirizações), avançou por outros municípios e até por outros estados. Poderia parecer um caso de sucesso a ser imitado. Conforme publicou a revista:

“A pequena cidade de Pacaembu, a 613 quilômetros da capital paulista, é sede de um case de sucesso na área da saúde. A humilde Santa Casa local, fundada no fim dos anos 1960, transformou-se em poucos anos em um bem-sucedido empreendimento do ramo. Sob a gestão de Cleudson Garcia Montali, conhecido médico anestesista da região, passou a administrar postos, ambulatórios e hospitais do SUS em 14 municípios paulistas. Firmou, ainda, parcerias no Paraná, na Paraíba e no Pará. Os contratos somam 2,5 bilhões de reais.”

Só que o caso de sucesso era, na verdade, um caso de polícia, conforme denúncias e investigações vieram a demonstrar. O aparente exemplo de eficiência e sucesso, escondia desvios, corrupção e a formação de quadrilha para desfalcar o SUS. Revela a matéria:

“O tino para os negócios e o bem comum era fachada. Montali é apontado pela Justiça como líder de uma organização criminosa que desviou 500 milhões de reais que deveriam ter sido investidos no combate à pandemia do coronavírus. Segundo os investigadores, Cleudson e os comparsas viram na crise uma oportunidade única para desviar dinheiro. O esquema, segundo as investigações, dependia de acordos com prestadoras de serviços quarteirizadas. Ora com superfaturamentos, ora por meio de serviços não executados, e sempre mediante emissão de notas frias. Envolvia funcionários públicos, políticos, amigos e até a proprietária de um prostíbulo.”

Até o proprietário de um prostíbulo se juntava aos representantes de uma Santa Casa, “sem fins lucrativos”, para tungar dinheiro destinado a tratar e cuidar de pacientes do SUS.

Essa forma de privatização e precarização do SUS é extensa. “Cerca de 13% dos serviços do SUS estão sob a gestão de ONGs, instituições filantrópicas, Santas Casas, empresas, associações e outras entidades, segundo dados divulgados pelo IBGE no ano passado.”

Diante de escândalos e desvios, o governo e a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro decidiram encerrar definitivamente a participação de organizações sociais na gestão e terceirização de serviços públicos de saúde. ( https://sindicatoexpresso.blogspot.com/2020/10/comeca-o-fim-das-organizacoes-sociais.html ) Que o exemplo seja seguido.

https://sindicatoexpresso.blogspot.com/2020/11/santa-casa-foi-usada-para-montar-um.html

Emergência de hospital público do Rio vai fechar por causa de contratação precária de mão de obra

Terceirização e precariedade no serviço público de saúde levam ao risco de interrupção da continuidade e regularidade de serviços essenciais. Essa situação tem sido objeto de muita discussão e apesar dos fracassos dessas políticas, governantes e gestores insistem nela. Hospital público no Rio terá que fechar emergência porque contratos de terceirização vão vencer.

O concurso público e a formação de quadros de profissionais qualificados e com vínculos empregatícios formais, não precários, é o caminho reto para evitar que essas situações não se repitam.

( https://extra.globo.com/noticias/rio/fim-de-contrato-de-terceirizados-pode-deixar-pediatria-do-complexo-hospitalar-da-ufrj-sem-medicos-24735674.html )

“Uma nota divulgada pelo Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira (IPPMG) da UFRJ, está causando preocupação nos pais que recorrem à unidade localizada no Fundão para cuidar de seus filhos. O texto diz que a partir do próximo dia 12, o hospital, que é especializado em pediatria com perfil de atendimento de média e alta complexidade, deixará de contar com médicos. A situação tende a piorar a partir de 2 de dezembro, com a baixa de outros profissionais do quadro como enfermeiros, técnicos de enfermagem, nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas, biomédicos, farmacêuticos, técnicos de laboratório, de farmácia e de radiologia.”

https://www.facebook.com/110962397064595/posts/215469509947216/

https://sindicatoexpresso.blogspot.com/2020/11/terceirizacao-e-precarizacao-do.html

Grupo político quer usar governo federal para intervir na FIOCRUZ

Grupo ligado ao governo federal quer atropelar o tradicional processo democrático de escolha da direção da FIOCRUZ e impor uma direção à respeitada instituição.

A Associação Brasileira de Médicos e Médicas pela Democracia divulgou nota oficial contra a intervenção na FIOCRUZ.

“A ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE MÉDICAS E MÉDICOS PELA DEMOCRACIA – ABMMD vem a público manifestar seu apoio ao processo interno democrático de escolha do presidente da FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ – FIOCRUZ”

(Leia nota completa em https://www.brasil247.com/brasil/medicos-denunciam-interferencia-do-governo-na-fiocruz-que-tenta-colocar-comando-bolsonarista )

“Nesse momento, é importante fortalecer o processo democrático para a escolha de uma lista tríplice, na qual os mais votados são apresentados ao Ministério da Saúde para a escolha do presidente para os próximos quatro anos de gestão da FIOCRUZ.”

https://sindicatoexpresso.blogspot.com/2020/11/grupo-ligado-ao-governo-quer-fazer.html

O pesadelo sem fim – não sabemos quando nem como virá a segunda onda de COVID no Brasil

Não conhecemos todo o potencial maligno da atual pandemia. Por isso, nós brasileiros nos sentimos inseguros e ameaçados diante da visível incapacidade do governo federal diante da crise sanitária. Não sabemos, embora pareça provável, que o Brasil vá sofrer uma segunda onda, já que o país não tem uma autoridade centralizada e unificada de saúde para lidar com a pandemia, mas depende essencialmente de governos locais (municípios e estados), já que a negligência do governo federal e as declarações negacionistas do presidente Bolsonaro são muito sabidas e conhecidas.

Na Suíça profissionais de saúde declaram que a segunda onda de COVID está pior que a primeira.

“Digamos que a primeira onda foi suportável, conseguimos controlar tudo e não houve um afluxo maciço. Mas essa nova está sendo muito difícil de manejar. Há muitos pacientes no hospital, é complicado e também há muito mais pessoas testando positivo [para o coronavírus] na equipe”.

https://g1.globo.com/bemestar/coronavirus/noticia/2020/11/06/temos-muito-mais-pacientes-na-segunda-onda-da-pandemia-do-que-na-primeira-dizem-profissionais-de-saude-em-hospital-na-suica.ghtml

Nos Estados Unidos, até agosto de 2020, mais de 900 trabalhadores de saúde haviam morrido infectados por COVID. (Veja em https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2020/08/12/mais-de-900-trabalhadores-da-saude-morreram-por-covid-19-nos-eua.htm ) O governo Trump não soube lidar com a pandemia e isso, com certeza, foi uma das principais causas de sua derrota eleitoral. Os EUA bateram recordes de mortes por COVID e de infectados pela pandemia.

No dia 30 de outubro de 2020 sindicatos que representam trabalhadores da saúde dos EUA entraram com processo contra o governo de Donald Trump, alegando falta de proteção contra a pandemia (Leia em https://horadopovo.com.br/trabalhadores-da-saude-dos-eua-processam-governo-trump-por-falta-de-protecao-contra-covid/ )

No Brasil, já em maio de 2020 o SindSaúde SP alertava sobre o recorde de mortes de profissionais de enfermagem durante a pandemia (Matéria completa em http://sindsaudesp.org.br/novo/noticia.php?id=6289 )

Estamos, nós brasileiros, sendo capazes de saber o que vai pelo mundo, aturdidos diante de uma crise sanitária que parece não ter fim e, diante da qual, o governo federal, entregue a Jair Messias Bolsonaro, parece negligente e incapaz.

Publicado em https://sindicatoexpresso.blogspot.com/2020/11/o-pesadelo-nao-acabou-brasil-quando-e.html

Como seria a vida da maioria dos brasileiros sem o SUS, tal como o conhecemos hoje?

Como será a vida da maioria dos brasileiros sem o SUS, tal como o conhecemos hoje?

Entendemos que muitos só vai entender a dureza das mudanças que estão sendo feitas e planejadas atualmente quando forem diretamente atingidos por ela. Até lá, essas questões permanecem no limbo de debates aparentemente inúteis.

Saúde não é mercadoria e as investidas do governo federal contra o SUS – retendo verbas, diminuindo o orçamento e planejando privatizações – são um péssimo sinal.

A defesa do SUS não é um assunto momentâneo e de ocasião. De ver atacarem os direitos trabalhistas e a aposentadoria, não é difícil entender que toda a seguridade social é destroçada. É um projeto antissocial que começou no governo Temer e segue na continuidade do governo Bolsonaro.

Recentemente as pessoas, já preocupadas com a carestia dos gêneros de primeira necessidade, se assustaram com o anúncio e privatização dos postos de saúde.

Como seria a vida do brasileiro sem o SUS, como o entendemos hoje?

“Sem o SUS é a barbárie. O SUS faz parte do processo civilizatório”, afirmou o Dr. Dráuzio Varella. ( Confira em https://g1.globo.com/podcast/o-assunto/noticia/2020/10/30/o-assunto-311-por-que-o-sus-e-essencial.ghtml )

O SUS e as vacinas fazem parte de um processo civilizatório que a raiva e o ressentimento de uma minoria barulhenta, movida por raiva e ressentimento, quer rejeitar. E tudo fica pior durante uma pandemia.

O SUS é o sistema aberto a todos, o lugar certo para momentos difíceis da vida da maioria dos brasileiros. “Este lugar é o SUS. Será que na rede privada teríamos este acompanhamento integral de forma tão acessível? Acredito que não.” (Matéria do UOL em https://www.uol.com.br/ecoa/colunas/mari-rodrigues/2020/10/31/defender-o-sus-tambem-e-defender-a-diversidade.htm ).

Lamentavelmente o governo federal, que tem um ministro da Saúde que não é da área de saúde, está aproveitando da fragilidade do momento, a pandemia, para fazer “passar a boiada”, como foi dito naquela reunião ministerial. E essa é também a opinião do colunista Diogo Schelp, para quem o governo Jair Bolsonaro “é contaminado ‘pelo espírito de passar a boiada’ e o decreto desta semana sobre o SUS (Sistema Único de Saúde) foi mais uma prova disso…”

Não podemos deixar que a saúde vire um negócio de quem não está nem um pouco interessado na sua saúde, mas apenas em lucros. Já existe uma terceirização e certas parcerias, feitas por prefeituras e alguns governos estaduais, que em nada contribuíram para melhorar o SUS.

“Testando limites, o chefe do planalto praticou o famoso “vai que cola” e deixou no ar a sensação de que, sim, direitos são negociáveis e nunca serão tão importantes quanto os interesses financeiros das grandes corporações.” ( https://www.uol.com.br/ecoa/colunas/julia-rocha/2020/11/01/o-sus-e-a-saude-como-mercadoria.htm )

Diz o colunista Elio Gaspari: “Individualmente, entre os çábios da privataria médica há renomados profissionais, ou respeitados gestores. Coletivamente, eles se misturam com larápios e operadores do escurinho de Brasília, incapazes de botar a cara na vitrine. Se praticassem esse tipo de promiscuidade no tratamento de seus pacientes privados, a medicina brasileira já teria migrado para Miami.” ( A coluna pode ser lida em https://oglobo.globo.com/brasil/a-privataria-da-saude-nao-toma-jeito-24723190 )

Não é difícil concluir que uma mistura de interesses econômicos se junta no projeto privatista do atual governo e que a ameaça ao sistema público de saúde não é uma fantasia, mas é algo que devemos genuinamente recear. Está contida nela a continuidade de um projeto que já jogou na lama os direitos trabalhistas e tornou aposentadorias e pensões algo bem mais difícil.

https://sindicatoexpresso.blogspot.com/2020/11/como-seria-vida-da-maioria-dos.html

Médico do Bolsonaro divulga informações falsas sobre vacinas para COVID

Médico de Bolsonaro divulga áudio para WhatsApp com informações falsas sobre a pandemia, denuncia matéria da Folha

Mais uma vez mensagens distribuídas em aplicativos de celular vêm causar polêmica e confundir pessoas, durante a pandemia. Muito grave um áudio que foi distribuído por grupos de apoio a Bolsonaro procurando minimizar a pandemia e questionar a vacina.

É sério e causa descrédito à Medicina brasileira um profissional vir a fazer declarações sabidamente falsas que podem levar pessoas a negligenciarem dos cuidados necessários para conter a infecção pelo COVID e a desacreditar da vacinação.

Ouvir um médico que já atendeu o presidente da República fazer declarações desse tipo diz muita coisa. O pensamento antivacinas e a ideia de minimizar a COVID são comuns nos círculos que apoiam o presidente. Mas a COVID já levou a vida de milhares de brasileiros (estamos chegando a 160 mil – definitivamente não é uma gripezinha) e chegou a lotar UTIs em várias cidades brasileiras.

É sabido que o dr Antônio Luiz Macedo mentiu quando disse que um médico brasileiro morreu por causa de vacina. O médico morreu de outras causas e fazia parte do grupo de controle, aquele que usa placebo. Custa acreditar que o CREMESP – Conselho Regional de Medicina de São Paulo – que recentemente cobrou explicações do ex-ministro e congressista Alexandre Padilha, por suas opiniões críticas referentes ao uso do eletrochoque, permaneça até o momento silente em relação a esse absurdo.

A matéria da Folha de São Paulo informa que

o cirurgião Antonio Luiz Macedo, médico do presidente Jair Bolsonaro, divulgou uma mensagem de áudio para grupos de apoiadores de Bolsonaro nas redes sociais na qual acusa os testes da vacina de Oxford de terem vitimado um médico que foi voluntário. Esse assunto foi largamente divulgado pela mídia e ficou claro que o profissional não tomou a vacina e sim placebo. (A matéria da Folha pode ser lida em https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2020/11/em-audio-que-viralizou-medico-de-bolsonaro-diz-que-vacina-contra-covid-matou-brasileiro.shtml )

Sobre o esclarecimento da morte do médico, há matérias que foram publicadas confirmando que o profissional usou placebo nos testes. Além de tudo o voluntário morreu de COVID, o que não teria acontecido se tivesse usado a vacina. ( Confira a notícia em https://www.em.com.br/app/noticia/nacional/2020/10/21/interna_nacional,1196823/voluntario-brasileiro-morto-durante-testes-vacina-oxford-tomou-placebo.shtml , https://catracalivre.com.br/saude-bem-estar/brasileiro-que-morreu-apos-testes-tomou-placebo-e-nao-vacina-de-oxford/ , https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2020/10/21/voluntario-brasileiro-que-participava-dos-testes-da-vacina-de-oxford-e-morreu-com-a-covid-19-era-ex-aluno-da-ufrj.ghtml )

O desenvolvimento da vacina contra o coronavírus é um dos mais transparentes que já houve em toda a História da Medicina, sendo atentamente acompanhado pela mídia e por instituições de saúde nacionais e internacionais. A rapidez do desenvolvimento da vacina, que pode dar margem a questionamentos, pode ser explicada por vacinas anteriores para epidemias provocadas por vírus (H1N1,SARS-COV1, MERS, influenza, ebola) que permitiram o acesso à tecnologia e conhecimentos que facilitaram os trabalhos científicos.

Em outro lugar do Brasil uma médica vitimada pela COVID manifesta sua justa indignação pela falta de cuidado das pessoas. Não temos dúvidas de que essa falta de cuidado têm sua origem na confusão criada pela atitude negligente do governo federal diante da pandemia, principalmente das já conhecidas declarações do Sr. Presidente da República. Ele até hoje não pediu desculpas por suas declarações infelizes.

Em matéria publicada na BBC (https://www.bbc.com/portuguese/geral-54671760 ) uma médica catarinense que pegou COVID no trabalho protesta: “Adoecemos cuidando de doentes, não porque fomos ao shopping.”

A declaração da médica catarinense

“Tivemos uma guerra biológica, e os soldados nessa guerra fomos nós, profissionais de saúde. Nossa farda foi a máscara. Adoecemos, e alguns morreram nessa luta. E ninguém fugiu dela.”

“Mas nem o nosso hino a gente fez valer: ‘Verás que um filho teu não foge à luta’. Que mãe gentil é essa? O mínimo que merecemos é o reconhecimento de que caímos em serviço.”

As palavras desgostosas são da médica Priscila da Silva Daflon, de 40 anos, que trabalha em Santa Catarina e procurou a BBC News Brasil através das redes sociais para relatar o que classifica como descaso do poder público e até da população na consideração ao esforço de pessoas como ela e colegas da equipe — profissionais de saúde e infectados com covid-19. “

É um desrespeito para com as vítimas da COVID e suas famílias essa declaração de Antônio Luiz Macedo, “médico do Bolsonaro” e registrado no CREMESP. É uma mensagem errática que visa desacreditar a vacinação. Merece nossa condenação e desprezo.

https://sindicatoexpresso.blogspot.com/2020/11/medico-de-bolsonaro-divulga-video-com.html